Motoristas fazem paralisação e deixa 60 mil sem ônibus em Hortolândia

terça-feira, 27 de março de 2012

A paralisação de funcionários da empresa Boa Vista, em solidariedade pela demissão de quatro funcionários, por justa causa, identificados como participantes da fraude no transporte coletivo entre as cidades de Campinas (SP) e Hortolândia (SP), atinge pelo menos 60 mil usuários do serviço nesta terça-feira (27), segundo o diretor de comunicação da empresa, Paulo Barddal.

"A paralisação é de 100% dos empregados. Ela atinge 147 ônibus que fazem as linhas Monte Mor-Campinas e Hortolândia-Campinas, além de 33 ônibus do transporte urbano de Hortolândia. Muita gente está sendo prejudicada", explica. Barddal informou que representantes da empresa já estão em busca de acordo com os funcionários. A paralisação teve início às 11h.


EMTU
 Por outro lado, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) informou, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, às 17h, que 45 ônibus metropolitanos estão estacionados e comprometendo seis linhas que operam o eixo Hortolândia – Campinas, além dos veículos que operam as linhas municipais. "A Viação Boa Vista está adotando as medidas administrativas e jurídicas para o imediato restabelecimento da normalidade da operação", informa a nota.

No comunicado, a EMTU afirma que convocou operadores do serviço Operador Regional de Coletivo Autônomo (Orca) e 95 micro-ônibus para suprir as ligações comprometidas para minimizar os transtornos aos usuários.

"Em relação à denúncia, esta empresa notificou a Viação Boa Vista para que intensifique a fiscalização em relação ao comportamento dos operadores das linhas e está enviando um ofício à Delegacia Seccional de Polícia de Campinas comunicando as irregularidades", informa a empresa.

O diretor do sindicato de condutores, Carlos Pereira Gomes, reiterou que a categoria não apoia a paralisação. "Achamos isso errado e não vamos participar", resume.

Fraude
 Segundo a denúncia, passageiros e funcionários da empresa participam de um esquema de pagamento menor da tarifa, que custa R$ 3,05 nas viagens entre Hortolândia, Monte Mor e Campinas. O passageiro entra pela porta de trás do veículo e paga R$ 2, para passagem, que não é computada pela catraca.

A vantagem do pagamento menor, que beneficia alguns passageiros e motoristas, traz prejuízos para a maioria dos usuários. Segundo a Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU), responsável pelo transporte intermunicipal, o desvio de parte do valor das passagens impede novos investimentos das empresas no aumento da frota, que possibilitaria ampliar os horários de atendimento à população.

Passageiros denunciam que os ônibus demoram muito para passar, que estão sempre lotados e que a passagem é cara pelo tipo de serviço oferecido.

A EMTU pedirá à polícia que investigue o golpe da passagem mais barata nos ônibus que fazem a linha entre as cidades de Campinas (SP) e Hortolândia (SP).

Fonte: G1 SP

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SET declara falência no sistema de transporte coletivo de São Luís

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís ( SET) declarou a falência no sistema de coletivos da capital maranhense em razão das prestadoras de serviços estarem em situação de colapso financeiro-operacional e sem condição alguma de manter a atual operação.

O anúncio foi feito pelo diretor jurídico do SET, José Gilson Caldas Neto. Ele adiantou que algumas empresas já deixaram de fornecer o ticket-alimentação e de pagar o plano de saúde dos funcionários por falta de recursos financeiros.
“Alguma medida deve ser tomada, urgentemente, para evitar um caos irreversível no sistema de transporte. Chegamos ao estrangulamento máximo da operação, podendo acarretar em um colapso total e na consequente paralisação dos ônibus de São Luís”, alertou o diretor.

De acordo com José Gilson, alguns problemas levaram à falência o sistema de transporte. Ele destacou os sucessivos congelamentos de tarifa (2004 a 2010 – dois anos sem reajustes, além dos últimos 27 meses entre 2010 até os dias atuais) e o excesso de gratuidades - todas sem qualquer subsídio do Município - agravado pelo alto índice de fraudes na utilização do benefício nos ônibus. Em São Luís, segundo ele, o índice de gratuidade no sistema de transporte chega a 26%, enquanto a média nacional é de 8%.

O diretor do SET observou ainda que em 2010 e 2011 ocorreram dois reajustes salariais dos motoristas que as empresas precisaram arcar mesmo sem reajuste de tarifa dos coletivos. Ele citou ainda o aumento do salário mínimo (2010, 2011 e 2012), somado aos reajustes de insumos do setor, como diesel, manutenção de veículos e compra de peças. “Para agravar ainda mais a situação, uma lei municipal decretou a "domingueira" (pagamento de meia-passagem para todos os usuários aos domingos), diminuindo pela metade a receita das empresas nesses dias, também sem qualquer subsídio”, disse.

Segundo José Gilson, mesmo sem nenhum reajuste em mais de dois anos e sem dinheiro em caixa as empresas prestadoras do serviço de transporte coletivo recorreram a financiamentos bancários para a aquisição de 350 ônibus entre fevereiro de 2010 e fevereiro deste ano, todos equipados com elevadores para portadores de necessidades especiais. “Só para se ter uma ideia da dimensão deste investimento, este quantitativo equivale a mais de um terço da frota total de ônibus de São Luís”, explicou o diretor jurídico do SET.

Tarifas - De acordo com dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos/NTU, São Luís tem, atualmente, a menor tarifa e também a mais defasada do país, no valor de R$ 1,98 (média das três tarifas). São Paulo, por exemplo, tem tarifas no valor de R$ 3,00. Já cidades do Norte, como Manaus, e do Nordeste, Salvador, que têm o Sistema Integrado de Transporte (assim como o de São Luís), operam com a tarifa média de R$ 2,75 e R$ 2,50 respectivamente.

O Sistema Integrado de Transporte existente em alguns municípios, como o de São Luís, permite que com apenas uma passagem o usuário possa percorrer toda a capital, Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.
“Agora, com a entrada em vigor do novo piso para o salário mínimo [janeiro deste ano], ficou simplesmente insustentável a oferta do serviço de transporte coletivo sem um realinhamento dos custos”, afirmou José Gilson.

“Acredito que muitos usuários até concordariam em pagar uma tarifa um pouco maior por um serviço melhor”, afirmou o diretor do SET. Ele observou ainda que apenas 20% dos usuários pagam, de fato, a tarifa em dinheiro, já que 80% dos mesmos usufruem de benefícios, tais como vale-transporte (pagos pelas empresas contratantes), meia-passagem (para estudantes) e gratuidades (concedidas por leis municipais para determinados grupos).
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Antigo Sistema Ferroviário da Região Metropolitana de João Pessoa deverá ser substituído por Veículos Leves Sobre Trilhos (VLTs)

O antigo Sistema Ferroviário da Região Metropolitana de João Pessoa deverá ser substituído por Veículos Leves Sobre Trilhos (VLTs). O secretário executivo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Paraíba, Ricardo Barbosa, não descartou a possibilidade de que seja criada uma empresa, em parceria com a iniciativa privada, para administrar o novo meio de transporte urbano.

O superintendente da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos de João Pessoa (CBTU-JP), Lucélio Cartaxo, explicou que o projeto elaborado pela empresa para modernização do Sistema Ferroviário na Região Metropolitana de João Pessoa está pronto, faltando apenas definir por quais meios será executado.
“Há pelo menos três possibilidades para execução do nosso projeto. A primeira via é pelo governo do Estado, em parceria com o Ministério das Cidades, a segunda através do PAC Cidades Históricas e uma terceira que seria pela própria CBTU, mas tudo indica que a transformação da ferroviária nos chamados trens de superfície deva sair com os recursos já assegurados para a Paraíba pelo PAC”, afirmou Cartaxo.

O secretário Ricardo Barbosa disse que o projeto aprovado pelo Ministério das Cidades, no valor de R$ 335 milhões, ainda mais amplo, inclui não apenas a criação dos VLTs, como também a construção de três viadutos em pontos necessários da cidade, da malha viária e de BRT nas principais vias da cidade. “Estamos aguardando apenas o retorno da presidente Dilma Rousseff da Índia para que os recursos para a Paraíba sejam anunciados”, informou Barbosa. A aprovação foi anunciada no início deste mês.
Após execução do projeto, a administração do novo sistema férreo deverá ficar sob a competência do governo estadual, que pretende criar uma empresa público-privada para administrá-lo.

“O Governo Federal tem uma política nacional de transferir a operacionalidade do sistema ferroviário urbano para o governo estadual. A CBTU passará por uma transição e não sabemos a cargo de quem ficará. Pode ser uma consorcial público-privada ou uma empresa nos moldes da Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (AETC)”, disse.

Para o superintendente da CBTU, o mais importante no momento é que os recursos sejam liberados para em seguida debater sobre quem deve ficar a responsabilidade pela administração dos trens. “A CBTU definiu que independente de gerenciamento do sistema, ela continuará auxiliando tecnicamente. O que vai definir por onde vai sair o recurso e a viabilidade do estado operar esse sistema deve ficar para outro momento”, afirmou.

Paraíba Já com Jornal da Paraíba

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MTU garante Passe Livre a 43.705 estudantes de Cuiabá e Várzea Grande no ano letivo de 2012

Até o dia 12 de março, a Associação Matogrossense de Transportadores Urbanos - MTU recadastrou 38.242 estudantes no Programa Passe Livre e 5.347 alunos que adquiriram o benefício pela primeira vez. A atualização do cadastro dos estudantes é feito online pela direção das escolas através de senha fornecida à escola e que dá acesso ao cadastro dos alunos junto a MTU. Após o recadastramento online, os estudantes precisam atualizar o cartão nos validadores instalados dentro dos ônibus.
O sistema de atualização embarcada (dentro do ônibus) dos estudantes é inovador e foi implantado há dois anos em Cuiabá. O procedimento funciona através da utilização de senhas fornecidas pela MTU para a direção das escolas. Com isso, o funcionário ou diretor entra no sistema através do site da MTU e segue atualizando os dados dos alunos. Para a utilização do benefício os alunos deverão validar o cartão diariamente nos validadores instalados dentro das escolas.Os passes são garantidos somente para as atividades escolares que são apresentadas na planilha escolar encaminhada pelas escolas e faculdades.
Já em Várzea Grande, a MTU cadastrou 1756 alunos novos. O procedimento é realizado no Terminal André Maggi
Para os alunos que nunca foram usuários do benefício do cartão estudantil, é preciso imprimir o formulário disponível no site da MTU www.amtu.com.br e levar na escola para obter a assinatura e carimbo do diretor. Com os documentos exigidos (citados abaixo) e o formulário, o aluno deve procurar a agência da MTU na Rua Antônio Maria, número 670 – Centro para o primeiro cadastro. No prazo de 3 dias úteis, o cartão do passe livre já estará a disposição do estudante na agência central.
Este ano, a MTU lnaçou sistema de atendimento aos estudantes, através do serviço prático da MTU Móvel
O atendimento aos estudantes feito no Departamento de Atendimento ao Consumidor (DAC) na agência central na Rua Antônio Maria, número 670, centro de Cuiabá. Dúvidas e sugestões poderão ser tiradas pelo telefone 3313- 7600 / 7604 / 7625 ou pelo e-mail
auditoria@amtu.com.br
Fonte: AMTU

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Na Paraíba, Usuários do sistema de transporte de Cabedelo ganham mais um posto de vendas e recarga de cartões ‘Integra Bem’

A população que reside ou trabalha no município de Cabedelo e utiliza o Sistema Integrado de Transporte Metropolitano, que permite o deslocamento de uma cidade para outra pagando apenas 50% do valor da passagem num segundo ônibus, agora tem à sua disposição mais um posto de vendas do cartão Integra Bem. Inaugurado essa semana, o novo posto, localizado ao lado da sede da Companhia Docas da Paraíba, em Cabedelo, é o primeiro a funcionar fora do terminal Rodoviário de João Pessoa. Ele permite que o usuário adquira o cartão Cidadão e realize recargas e tenha seus créditos disponíveis automaticamente. Além de Cabedelo e João Pessoa, as populações dos municípios de Santa Rita, Bayeux, Conde e Alhandra também usufruem do Sistema Integrado de Transporte, instituído desde 2009.

Os cartões eletrônicos do Integra Bem são nos modelos Estudante, Cidadão e Vale Transporte, atendendo as populações dessas seis cidades. Segundo o superintendente da Associação Metropolitana de Transportes Urbanos (AMTU), José Augusto Morosine, com o funcionamento do novo posto em Cabedelo, a procura pela confecção de novos cartões deve aumentar. “Antes, para adquirir um cartão Integra Bem, o usuário se deslocava até o Terminal Rodoviário de João Pessoa. Agora temos um terminal de vendas em Cabedelo, que é a cidade que mais atrai os trabalhadores depois de João Pessoa”, afirma. Ele lembra que para adquirir um cartão no posto de Cabedelo, o usuário não precisa fornecer comprovante de residência, apenas uma cópia do RG e do CPF. Além disso, o cartão é gratuito, mas, para habilitá-lo, o cliente precisa apenas realizar uma carga mínima de R$ 10,00.


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Consórcio Siga aposta na tecnologia para divulgar rotas e horários de ônibus de Blumenau

Informar o passageiro sobre horários é obrigação dos municípios, segundo a Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana, aprovada em janeiro deste ano. O artigo 14 da lei aponta que o passageiro tem o direito de saber, de forma gratuita e acessível, sobre itinerários, horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros tipos de transporte em todos os pontos de parada.

Em Blumenau, com exceção dos terminais, nenhum dos mais de 2 mil pontos têm algum tipo de informação. Representante da área de tecnologia do Consórcio Siga, Marco Littig explica que mudanças irão ocorrer em relação à informação dos horários dos coletivos. As apostas estão na tecnologia e no uso do celular, e não nas placas físicas espalhadas pela cidade.

Uma parceria fechada com a Google vai permitir que o passageiro saiba quais as linhas que passam pelo ponto e em quanto tempo o ônibus deve chegar. Para isso, ele precisará ter um celular com sistema compatível e acesso à internet. Na página do Google Maps (maps.google.com) já é possível encontrar os horários.

Outra mudança é a substituição das tabelas de horários nos terminais por monitores eletrônicos. As estações de pré-embarque também devem receber o equipamento. Além de informar todos os horários, o painel mostrará as cinco próximas saídas programadas em sequência.

Cidades, com mais de 20 mil habitantes, têm até 2015 para elaborar seus planos de mobilidade. Apesar disso, a lei não prevê punições diretas. Porém, sem os planos, as prefeituras não poderão receber verbas do governo federal para investimento na área. Ainda não está claro, contudo, qual será o impacto efetivo dessa condicionalidade sobre o planejamento do transporte urbano nas cidades.

Confira alguns serviços disponíveis atualmente que informam os horários do transporte coletivo em Blumenau

- No site do seterb, pelo endereço
www.seterb.sc.gov.br
- No Google Maps, onde você pode, inclusive, saber quanto tempo levará de um ponto a outro da cidade, os ônibus que passam pelo local e quais os horários. Para acessar as informações basta você indicar qual o local que pretende embarcar e para onde quer ir. Feito isso, é só clicar no ícone do ônibus na página e verificar os trajetos e linhas disponíveis.
- No site
www.movelbus.com.br há um aplicativo gratuito para celulares compatíveis com Java ou smartphones com o sistema operacional Android. Durante a consulta no celular não é necessário o acesso à Internet
- Nos seis terminais de ônibus da cidade há painéis indicando horário e itinerário

Informações: Diário de Santa Catarina

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Prefeitura de Teresina vai para licitar Bilhetagem eletrônica

 
O juiz de Direito da 1ª Vara da Fazenda Pública, Othon Lustosa, determinou que a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) realize licitação pública para contratação de empresa que ficará responsável pelo sistema de bilhetagem eletrônica do transporte coletivo de Teresina. A contar do dia 23 de janeiro de 2012, a Strans tem o prazo de 180 dias para cumprir a determinação.
O juiz Othon Lustosa considerou procedente a ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Estadual que solicitava a imediata realização de licitação pública. Em sua fundamentação, a Justiça analisou a lei n°3.148/02 e frisou que a exploração do serviço de bilhetagem eletrônica está a cargo do Poder Público, e não de empresas privadas, como acontece hoje em Teresina.

Diz a decisão do juiz: “O serviço de bilhetagem eletrônica, que consiste na automação da venda antecipada de passagens e o controle da arrecadação financeira é uma forma de exploração do serviço de transporte urbano de passageiros. É, pois, serviço público municipal”.

Dessa forma, Othon Lustosa declara ser inconstitucional a contratação da empresa Tacom – Engenharias e Projetos Ltda pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut) para a administração do serviço de bilhetagem, uma vez que essa tecnologia integra o próprio serviço público.
O promotor Fernando Santos, autor da ação civil pública que solicita a realização de licitação, diz que o procedimento licitatório vai garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração. “Além disso, através da seleção da melhor proposta, os custos na implantação do indigitado sistema de bilhetagem podem ser diminuídos e, consequentemente, haverá a redução das tarifas de transporte público”, diz.

BILHETAGEM
O Sistema Eletrônico de Bilhetagem foi criado pelo decreto nº 4.927 de 14 de agosto de 2001, cabendo às empresas operadoras a realização de todas as atividades relacionadas com confecção, emissão e entrega dos cartões, comercialização dos créditos e cartões, planejamento, fiscalização, controle operacional e administração financeira.
Por meio desse decreto de 2001, o SETUT assumiu a responsabilidade, a gestão e o controle total do Sistema Eletrônico de Bilhetagem, o que contraria a Lei Municipal de nº 3.148, de 3 de dezembro de 2002, que determina que esse controle deve ser exercido pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS).

Informações: Acessepiauí


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Em Manaus, Falta de corredores de ônibus aumenta tempo de viagem

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), em horários de pico de outras capitais do Brasil afora, os ônibus percorrem ao menos 15 quilômetros em uma hora. Em Manaus, a frota faz apenas 10 quilômetros no mesmo tempo.

A secretária Arlete Mattos, 32, mora no bairro João Paulo 2, Zona Leste, e trabalha no Centro de Manaus. De acordo com ela, a viagem que precisa fazer de casa para o trabalho é a sua maior dor de cabeça.

Para chegar antes das 8h no trabalho precisa estar às 5h30 no ponto de ônibus. Ela pega a linha 680 ainda vazia até o terminal da Cachoeirinha, na Zona Sul. “No terminal pego outra condução em direção ao Centro. A viagem não é longa, demora apenas 10 minutos, mas por volta das 7h, os ônibus já estão lotados”, diz.

Quem também enfrenta problema parecido diariamente é Henrique Costa, 27, que mora no bairro Terra Nova, Zona Leste, e trabalha como almoxarife em uma loja no conjunto Francisca Mendes, na Zona Norte. Às 5h15 ele já está no ponto de ônibus à espera do 418.

Por ser muito cedo, ele quase sempre pega o coletivo sem muitos passageiros. A viagem dura, em média, uma hora e quinze minutos. “O grande problema é esse número exagerado de carros na volta para casa. Após quase dez horas de trabalho, vou em pé dentro do ônibus, que quase não sai do lugar nas ruas por falta de espaço”, reclama.

Causas e soluções

Especialista em planejamento de transporte da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Geraldo Alves de Souza, diz que o transporte público de Manaus é complicado como em qualquer outra cidade que não possui um sistema específico, como canaletas e vias exclusivas para o tráfego dos ônibus.

Segundo Alves, a pavimentação das principais linhas de ônibus, realizada pela Prefeitura Municipal, não é suficiente. “Deveria ser feito um estudo para implantação de vias exclusivas para o tráfego de coletivos. A melhoria não teria um custo alto”, disse.

De acordo com o engenheiro de transportes, Sérgio Ejzenberg, que estuda as variações do trânsito em todo o país, uma das soluções para melhoria seria o poder público investir, a curto prazo, no transporte coletivo, ampliando os corredores e melhorando o serviço.

A longo prazo, a opção seria trens, já que nossa região não permite a implantação de um metrô, por dificuldades geográficas. “Se houver alternativas mais baratas, as pessoas deixam de utilizar o veículo por causa do custo, que é muito alto”, afirmou Ejzenberg.

Em contrapartida, o diretor presidente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), coronel Walter Cruz, garante a falta de planejamento e imprudência dos motoristas dos coletivos também contribuem para o pouco fluxo nas ruas nos horários de pico.

“O Manaustrans registra todos os dias ações imprudentes dos condutores. Isso também deve ser levado em conta, assim como o mau planejamento das rotas”, afirma.

Fonte: Em Tempo

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