Metrô de São Paulo indica rota de fuga para caso de pane

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Foram instaladas placas luminosas dentro dos túneis da linha 1-Azul do Metrô com a indicação da rota de fuga mais próxima e a distância que deverá ser percorrida para atingi-la, caso os trens precisem ser esvaziados por falta de energia ou qualquer outra emergência ou anormalidade.
Leonardo Soares/AE
Leonardo Soares/AE
A nova sinalização com luz verde já pode ser vista entre as Estações Conceição e Jabaquara, na zona sul da capital. Elas serão instaladas ao longo de todos os túneis, vias elevadas e em nível e nas saídas de emergência também nas Linhas 2-Verde, 3-Vermelha e 5- Lilás da Companhia do Metropolitano de São Paulo.
O Metrô explica que o projeto está sendo desenvolvido para cada trecho de via, analisando-se as condições existentes e as melhores alternativas. Além disso, a colocação segue exigências legais e normativas para facilitar a saída dos passageiros quando necessário. A previsão dos técnicos da companhia é de que toda a instalação esteja concluída no segundo semestre de 2012.
Em janeiro, a companhia instalou placas dentro dos vagões com um passo a passo para orientar os passageiros sobre como eles devem agir em caso de emergência - sobretudo quando as composições precisam ser esvaziadas. Os primeiros trens a receber a sinalização também foram os da Linha 1-Azul.
Os passageiros são informados que devem caminhar pela passarela de emergência utilizando o corrimão, devem ajudar pessoas com dificuldades de locomoção e ainda segurar crianças no colo ou pelas mãos. As regras de evacuação também sugerem que os passageiros abandonem objetos volumosos para facilitar os deslocamentos nas passarelas. A empresa informa que caso seja necessário deixar objetos no vagão eles ficarão sob responsabilidade da companhia e poderão ser retirados em outra ocasião.
Paralisação. Essas placas começaram a ser instaladas três meses após um incidente que paralisou no ano passado a Linha 3-Vermelha, a mais movimentada do sistema. Na ocasião, a paralisação das operações durou mais de duas horas e afetou cerca de 150 mil pessoas.
A demora causou pânico entre os passageiros que estavam dentro dos vagões parados nos túneis da linha Vermelha. Muitos acionaram os botões de emergência das composições, quebraram janelas e portas e caminharam pela via, o que obrigou a companhia a desligar a energia de toda a linha para evitar que as pessoas fossem eletrocutadas ou se acidentassem. Na época, houve um efeito cascata, pois os demais trens também pararam e ficaram sem nenhuma ventilação.


Fonte: Estadão

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