No Recife, Rodoviários decidem pela greve segunda-feira

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A partir da 0h da próxima segunda-feira, motoristas de ônibus, cobradores e fiscais vão parar as atividades. A categoria decretou greve em assembleia na tarde desta quinta-feira, na sede do Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana, no bairro de Santo Amaro. A medida foi tomada após a falta de consenso na reunião de negociação sobre a campanha salarial com os patronais. Segundo a entidade, a decisão pela paralisação foi unânime. Apesar da greve ter sido decretada, nesta sexta-feira, os profissionais não vão aderir ao Dia Nacional de Mobilização contra as reformas da Previdência e trabalhista.

Em nota publicada pelo sindicato nas redes sociais, a categoria informa que "a classe trabalhadora decidiu pela greve devido à falta de disposição da classe patronal em dialogar e buscar melhorias para os trabalhadores e trabalhadoras e todo o transporte público". O Sindicato esclareceu que não irá aderir à paralisação nacional, mas declara total apoio a classe trabalhadora na luta contra as reformas do Governo Federal.

"Após cinco rodadas de negociação com o patronal sem sucesso, fizemos a assembleia e a categoria decidiu parar. Eles ofereceram 4% de reajuste. Nós queremos 14% para cobrir a inflação do período. A gente tentou conversar para negociar e até reduzir o nosso percentual em busca de uma situação melhor para todos, mas eles foram bastante intransigentes e a categoria resolver fazer greve", detalhou o assistente de comunicação da entidade, Genildo Pereira. 

Sobre a paralisação marcada para esta sexta-feira, o Sindicato dos Rodoviários adiantou que recebeu uma notificação judicial. "Se nós paralisarmos, vamos ter que pagar uma multa de R$ 100 mil. Quando é para julgar uma questão que diz respeito ao trabalhador, eles são muito malandros, mas quando é para dar uma sentença favoravel ao patronal ou aos políticos e empresários, eles são muito rápidos", alfinetou o sindicalista. "Se houver alguma participação na rua da categoria, nós não assinamos e nem nos responsabilizamos. Sabemos que é um ato de vários trabalhadores, mas não convocamos nada", adiantou.

Informações: Diario de Pernambuco
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Usuários reclamam de superlotação no BRT Transcarioca

Este mês, a Transcarioca completou três anos. Seu pouco tempo de existência, porém, não é refletido na qualidade dos serviços oferecidos, dizem usuários. Se a redução do tempo de viagem foi uma vitória, problemas como superlotação nos ônibus, falhas na integração com outros modais e insegurança nas estações se destacam nos relatos.

Nas últimas semanas, o Caderno Jacarepaguá ouviu moradores da região que utilizam o BRT Transcarioca, e esteve em duas das maiores estações do corredor: Taquara e Praça Seca. A quantidade de pessoas nas filas, mesmo fora dos horários de pico, comprova que a redução do intervalo entre os ônibus seria bem-vinda. Bilheterias sem funcionários e sacos de lixo nas passarelas também chamaram a atenção.

Diretor da Associação de Moradores da Taquara e membro da Coordenação de Mobilidade da Fam-Rio, Jorge Faria lembra que, há três anos, a chegada do BRT foi considerada positiva para o bairro, mas seus resultados ficaram aquém do esperado.

— A integração não funciona. Os ônibus alimentadores são uma esculhambação — diz Faria, que lista outros problemas. — Há estações degradadas e faltam bilheteiros. A partir das 22h30m, quase não tem ônibus no terminal da Taquara. Quem salta do BRT acaba tendo que completar seu trajeto a pé ou de mototáxi.

DOCUMENTO PARA LEVAR À CÂMARA

O BRT foi a principal aposta em termos de transporte público da administração passada. Após sua implantação, diversos ônibus convencionais foram extintos, e muitos se tornaram alimentadores, passando a fazer as ligações com o BRT. Um dos problemas para Jorge Faria é a falta de fiscalização sobre o funcionamento do sistema:

Com o fim de diferentes linhas, o BRT se tornou a principal opção de na Taquara - Zeca Gonçalves / Agência O Globo
— Parece que fiscalizam por telepatia, porque na rua não tem ninguém. Os intervalos entre os ônibus aumentaram. Antes do BRT havia 11 linhas da Taquara para Madureira. Hoje só há uma. Como o BRT não funciona direito, o resultado é a superlotação.

A auxiliar de enfermagem Marinete Valentim sofre com as falhas na integração. Ela usa o BRT diariamente, mas, quando volta do trabalho, às 22h, fica mais de uma hora esperando o ônibus alimentador no Terminal Taquara.

— Mas não tem opção. Por isso, os ônibus ficam muito cheios — diz Marinete.

A falta de segurança é outro problema. Morador da Praça Seca, Renan Rodrigues aprova a redução do tempo de viagem promovido pelo Transcarioca. Mas a violência o preocupa:

— Já houve arrastões nas estações. E muito vandalismo.

Em algumas estações da Transcarioca, há PMs. Mas a segurança deveria ser de responsabilidade do consórcio BRT, afirma Alexandre Fiani, presidente da Associação de Moradores da Praça Seca:

— A PM não tem efetivo para fazer a segurança do BRT. A prefeitura também estudou colocar guardas municipais, mas recuou justamente porque o contrato diz que isso é responsabilidade do consórcio.

Desde que linhas convencionais da Praça Seca foram extintas, Fiani organizou mobilizações e abaixo-assinados para conseguir que voltassem à operação. Duas linhas foram reativadas, a 766 e a 636, mas esta última já não passa pelo Hospital Curupaiti, em Curicica, que, segundo ele, seria a área mais importante a contemplar.

Fiani reuniu assinaturas de líderes comunitários em um ofício a ser enviado à Comissão de Transportes da Câmara dos Vereadores. Seu objetivo é pressionar o poder público a ouvir as demandas dos passageiros.

— O consórcio e a prefeitura precisam ir a campo ouvir as reclamações. Os intervalos estão muito grandes, a manutenção é falha, os ônibus estão superlotados, e eles ainda querem aumentar a tarifa — reclama.

O Caderno Jacarepaguá procurou o Consórcio BRT Rio e a Secretaria municipal de Transportes. Sobre segurança, o consórcio disse que é responsável apenas pela patrimonial, e a pública fica a cargo do poder público. Este ano, ressalta, os prejuízos com vandalismo já somaram R$ 3 milhões. O consórcio admite o aumento no tempo de intervalo entre os ônibus, e diz que ele é consequência da falta de sincronização dos sinais e de agentes de trânsito no corredor. Sobre a bilheteria, informa que os caixas fecham às 22h20m diariamente, restando a opção das máquinas de recarga. Já a secretaria disse que está revisando a racionalização das linhas de ônibus e que estuda o pedido de retomar o trajeto original do 636.

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Em Sorocaba, Motoristas de ônibus mantêm greve até sexta-feira

Os motoristas do transporte urbano de Sorocaba (SP) vão suspender a greve por cinco dias, de sábado (1°) até quarta-feira (5), quando deve ocorrer mais uma audiência de conciliação entre o sindicato da categoria e as empresas de ônibus.

A decisão foi tomada na noite desta quarta-feira (28) na audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-15), em Campinas (SP). A paralisação teve início no dia 22 de junho e já foi suspensa no último fim de semana.

Por determinação da Justiça, os motoristas devem manter 70% da frota em circulação nos horários de pico entre 6h e 9h e das 17h às 20h. Nos demais horários devem rodar 50% dos ônibus das duas empresas - Consórcio Sorocaba (Consor) e Sorocaba Transportes Urbano (STU).

Conciliação
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, o TRT fez uma proposta de reajuste salarial de 3,58% retroativo a maio, mais 1,57% em setembro, vale refeição de R$ 21 por dia e PLR R$ 1.550. No entanto, as partes não se posicionaram. A nova rodada de negociação vai ser no dia 5 de julho, às 10h30.

Informações: G1 Sorocaba e Jundiaí
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Em JP, Trens e ônibus não devem circular amanhã

A Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB) finaliza hoje, os últimos preparativos para a greve geral que acontecerá amanhã, na Paraíba. Devem paralisar os ônibus e trens, a partir das 4h. Acontecerão caminhadas no comércio da capital para que os proprietários de lojas fechem as portas e os empregados possam participar da paralisação. Os bancários decidem hoje, se param as atividades e se juntam aos grevistas. Os organizadores farão um ato público, a partir das 11h, próximo ao Shopping da Lagoa, no centro.

O protesto acontecerá em todo o país e reunirá várias centrais sindicais. O objetivo é protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária que o Governo Federal pretende fazer, além de pedir a saída do presidente Michel Temer. De acordo com o presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, outra data histórica para todos os trabalhadores que desejam invadir as ruas e protestar contra tudo que vem acontecendo de ruim neste governo Temer e seus aliados. Segundo ele, a paralisação de ônibus e trens será fundamental, além de outras categorias, para que a greve tenha o objetivo alcançado.

“Queremos convocar todos os trabalhadores para que possamos dar uma resposta de repúdio a este governo ilegítimo que deseja acabar com os direitos alcançados. Vamos à luta em protesto de tudo o que vem acontecendo com um presidente que temos que colocar para fora, afinal, não tem o respaldo da maioria dos brasileiros”, avaliou Paulo.

Informações: PB Agora
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