Micro-ônibus saem de circulação e motoristas são demitidos em Cuiabá

sexta-feira, 24 de março de 2017

Oito micro-ônibus foram retirados de circulação nesta quarta-feira (22), em Cuiabá. Cerca de sete funcionários já foram demitidos, pois a empresa que possui contrato com a prefeitura alega que não possui recursos para manter os motoristas ou renovar a frota, segundo informações da própria empresa de transporte coletivo. A frota de 2008 já teria ultrapassado a idade média de uso. O G1 entrou em contato com a Prefeitura de Cuiabá, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.
Foto: Fernando Jorge/ Arquivo pessoal

A empresa de transporte alternativo emprega mais de 500 funcionários e presta serviço na capital há 27 anos. Cerca de 56 micro-ônibus devem sair de circulação caso o serviço seja extinto.

Os carros que foram proibidos atendem os passageiros das linhas 313, 106, 412, 311, 213 e 314.
“Foram sete funcionários até o momento, pois muitos outros motoristas serão demitidos ainda. Nós não sabemos o futuro, não sabemos se o serviço deixará de existir, por isso não podemos renovar a frota”, explicou Márcia Félix, responsável pelo setor de recursos humanos da empresa.

Estudo de viabilidade
Um termo de ajustamento de conduta (TAC) entre a Prefeitura de Cuiabá e o Ministério Público Estadual (MPE), por meio da 6º Promotoria de Justiça Cível, foi assinado no dia 16 de dezembro do ano passado.

De acordo com o documento, a prefeitura de Cuiabá deveria contratar uma empresa para elaborar estudos de viabilidade técnica, econômica e financeira do serviço de transporte alternativo.
O serviço de táxi lotação foi instituído em Cuiabá pela Lei municipal nº. 2.758/1990 e desde então é operado por diversas empresas sem a necessidade de prévio procedimento licitatório.

Segundo Márcia, o estudo está sendo realizado por uma empresa de São Paulo. "O prazo é até o dia 16 de dezembro de 2017. Existem ônibus muito mais deteriorados circulando pela cidade. Eles estão lidando com famílias que perderão a única fonte de renda", disse.

Informações: G1 MT
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Pesquisa aponta que maioria dos recifenses se desloca de ônibus

O Instituto da Cidade Pelópidas Silveira apresentou dados da Pesquisa Origem-Destino do Recife, realizada entre novembro de 2015 e novembro de 2016. O estudo, feito pela prefeitura, através da Secretaria de Planejamento Urbano, tem por objetivo apontar o perfil das necessidades atuais de deslocamentos da população da capital. Os números apontam necessidade de melhorias no transporte público.

O recorte feito nesta etapa do trabalho apresenta os dados coletados sobre duas motivações de viagens que são: trabalho e estudo.O estudo revelou que 56,58% das pessoas que responderam a pesquisa, do universo de mais de 58 mil respostas válidas, residem no Recife. Correspondendo às pessoas que não  moram no Recife, mas vêm à cidade para trabalhar ou estudar estão 41,39% desse total e o destaque fica por conta dos municípios de Olinda e Jaboatão. Fora da Região Metropolitana do Recife estão 2,03% das pessoas que responderam a pesquisa. “Esse dado comprova que o cidadão é sim metropolitano e que é impossível desconsiderar um plano de mobilidade que não contemple nossa Região Metropolitana. Planejar a mobilidade do Recife requer pensar nas outras cidades”, afirma o presidente do ICPS, João Domingos.

Os dados revelam o ônibus como o principal modo de transporte para os dois motivos de viagens pesquisados: 50,25% daqueles que se deslocam pelo motivo de trabalho usam ônibus e 44,54% se deslocam por motivo de educação. O percentual de pessoas que se deslocam a pé pelo motivo de educação, 15,49%, é sensivelmente maior do que quando o motivo é trabalho, que corresponde a 8,94%. Segundo a prefeitura, outros dados ratificam a importância dos Terminais de Integração. A pesquisa revela que os terminais de integração mais usados para as viagens de trabalho com origem ou com destino no Recife são TI Recife (integração com o metrô) e TI Pelópidas Silveira, em Paulista.

“Com a pesquisa Origem-Destino, a Prefeitura do Recife passa a contar com uma importante base de dados que será atualizada a cada dois anos. Trata-se de uma importante ferramenta qualitativa de gestão. Esses dados permitem o auxílio mais assertivo das políticas públicas voltadas para a mobilidade da cidade”, disse Antônio Alexandre, secretário de Planejamento Urbano do Recife. Dentre as prioridades para investimento na mobilidade o secretário elencou o transporte público como agenda principal, seguido do investimento em calçadas e acessibilidade e no modo cicloviário. A apresentação contou com explanações do presidente do ICPS, João Domingos, e do diretor executivo de Planejamento da Mobilidade, Sideney Schreiner.

A prefeitura anunciou que os dados levantados auxiliarão o planejamento territorial a partir da geração de cenários que passam a orientar intervenções em toda a cidade. Esses estudos implicarão tomadas de decisões que podem provocar mudanças significativas nos modos de deslocamentos das pessoas, como a troca do carro pelo transporte público, um dos maiores desafios a serem vencidos, por exemplo.

Todas as informações ficarão disponíveis no site planodemobilidade.recife.pe.gov.br. A ferramenta, que foi desenvolvida a custo zero pela prefeitura, deverá ser acionada a cada dois anos, diminuindo o tempo exigido legalmente para sua atualização que é de 10 anos.  

Informações: Folha de Pernambuco
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