Aumento da tarifa de ônibus em Natal segue em discussão

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) irá aguardar a conclusão de estudos técnicos para definir se irá aumentar o valor da tarifa do transporte público em Natal. A última correção ocorreu em julho do ano passado, quando saiu de R$ 2,20 para R$ 2,35. Na manhã de ontem, na reunião ordinária do Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana, o assessor técnico do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros (Seturn), Nilson Queiroga, apresentou uma planilha de gastos das empresas que operam linhas na capital e reiterou a necessidade de revisão da passagem dos atuais R$ 2,35 para R$ 2,90.
Foto: Edno Natan
Durante a reunião de ontem, que não tinha como objetivo discutir a oneração da tarifa, mas o Regimento Interno do Conselho Municipal, Nilson Queiroga requereu o agendamento de uma audiência com a titular da STTU, Elequicina dos Santos. Ele pretende explicar a necessidade da revisão do custo, baseado na inflação acumulada de 2010  a 2014 e no mais recente aumento salarial concedido aos motoristas e cobradores.

“Tem empresa que irá requerer recuperação judicial. Para outras empresas desaparecerem, assim como ocorreu com a Riograndense há poucos anos, não está faltando nada”, argumentou Nilson Queiroga. O assessor do Seturn comentou, ainda, que algumas empresas poderão reduzir a frota para não recorrerem à recuperação judicial. Ele, porém, não citou quais empresas enfrentam dificuldades econômicas atualmente.

Elequicina dos Santos, por sua vez, alegou que não poderia discutir aumento enquanto não tivesse acesso ao relatório da consultoria contratada pela Secretaria para avaliar o caso tecnicamente. “Não tenho nenhuma posição ainda. Tudo depende dessa análise. Recebemos a solicitação (do Seturn) e estamos analisando todos os cálculos sobre o reajuste da tarifa”, frisou a secretária. Ela disse, ainda, que o aumento pode sim ser concedido, mas que só será oficializado, e se for, após uma ampla análise dos fatores que envolvem o setor, além do impacto na sociedade usuária do sistema. A data da reunião com os representantes do Seturn não foi anunciada.

Discussão
Para endossar o pleito do Seturn, a representante da Cooperativa dos Transportadores Autônomos de Natal (Transcoop), Maria Edileusa Queiroz, referendou a necessidade do aumento. Ela alegou que os 87 permissionários cooperados enfrentam dificuldades financeiras e, alguns deles, demitiram funcionários. “Se o aumento não for concedido, teremos dificuldade para manter o serviço. Nós estamos falidos”, destacou Maria Edileusa Queiroz. Bastou esta assertiva para uma discussão e troca de acusações se iniciasse.

O presidente do Sindicato dos Transportes Alternativos (Sitoparn), José Pedro dos Santos Neto, se posicionou contrário ao aumento e acusou a Transcoop de agir em benefício do Seturn. “Irei apresentar um documento ao Conselho sobre o aumento. Sou contra o aumento da passagem, pois só seria concedido com a licitação. A sociedade não pode pagar se ainda não teve a licitação”, frisou. Ele criticou o Seturn afirmando a entidade só procura a STTU quando é para conceder aumento de tarifa e não para melhorar o sistema de transporte público. “Se eles (Seturn) deram aumento de salário, o problema é deles”, destacou.

Do outro lado, Maria Edileusa Queiroz disse que José Pedro dos Santos Neto não poderia se posicionar contra o aumento da tarifa pois não é permissionário. Além disso, ela disse que no Sitoparn só existem dois permissionários sindicalizados, o que reflete a falta de respaldo da entidade. O tom da discussão beirou a baixaria, necessitando que a secretária Elequicina dos Santos interviesse e encerrasse a troca de acusações. “Eu sou o presidente do Sindicato e somente o Sindicato é quem representa uma categoria e não uma Cooperativa”, asseverou o presidente do Sitoparn em resposta à presidente da Transcoop.

Por Ricardo Araújo
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Monotrilho da Linha 15 terá ampliação do horário de operação, diz Metrô

A ampliação no horário do monotrilho da Linha 15-Prata deverá ocorrer no final deste mês, segundo estimativa do Metrô em reportagem do jornal “Folha de São Paulo” que falou, mais uma vez, sobre os atrasos nas obras.

O texto relata a afirmação do diretor de engenharia da companhia, Walter Castro, que da conta de que o adiamento ocorreu devido a atrasos de empresas, entre elas a Bombardier, que produz os trens e não liberou novas composições para circulação.

A Bombardier por sua vez disse que “trabalha para atender as necessidades do Metrô, mesmo considerando as limitações de infraestrutura impostas por outras empresas contratadas pelo próprio Metrô.”

O novo horário de operação do monotrilho entre Vila Prudente e Oratório deverá ser entre 7h e 19h. Segundo ainda a reportagem, três estações novas devem ser entregues em 2016.

Por Renato Lobo
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