CPTM melhora proposta e deve evitar greve de ferroviários

quinta-feira, 11 de junho de 2015

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) melhorou a proposta de reajuste salarial aos trabalhadores, em reunião de conciliação na tarde de hoje (11) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região. Com isso, a greve marcada para amanhã (12) deve ser suspensa nas assembleias que serão realizadas a partir das 18h, pelos três sindicatos que organizam os ferroviários – Central do Brasil (linhas 11-Coral e 12-Safira), São Paulo (linhas 10-Turquesa e 7-Rubi) e Zona Sorocabana (linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda) – e pelo Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.

A reunião durou apenas 45 minutos. Como a proposta apresentada de início foi considerada ruim pelos trabalhadores e pela desembargadora Ivani Bramante, o governo paulista, controlador da companhia, voltou a ser consultado por seus representantes na audiência. Para Ivani, seria possível a empresa melhorar para 10% de reajuste nos benefícios, mantendo 8,25% de aumento salarial. “O tempo de paralisação que a categoria fez na quarta-feira passada custou mais caro à empresa do que chegar a esse reajuste”, disse, lembrando a posição do desembargador Walter Fernandes, que mediou negociação na semana passada.

Após duas horas de tratativas entre governo e representantes, o resultado foi uma proposta de 8,25% de reajuste – 6,65% referente à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fipe, acrescido de 1,5% de aumento real – e em todos os benefícios: vales alimentação e refeição, auxílio-creche e programa de participação nos resultados (PPR). Em outubro, haverá novo reajuste de 3,4% no VA e de 1,6% no VR.

Assim, os trabalhadores terão imediatamente o aumento da PPR mínima de R$ 3.548 para R$ 3840,71, no VR de R$ 600 para R$ 649,50 e no VA de R$ 247 para R$ 267,38. O auxílio-creche vai ser aumentado de R$ 263,91 para R$ 285,68. A correção é retroativa a março, data-base da categoria. Em outubro, os valores dos benefícios de alimentação e refeição passam para R$ 276,50 e R$ 660, respectivamente.

“Vamos levar para assembleia e fazer as ponderações. Essa é a proposta final da empresa e sabemos que um acordo é sempre melhor que um julgamento de dissídio”, avaliou o presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluís Alves de Matos.

Para a desembargadora, a proposta é uma alternativa que não atende inteiramente aos dois lados. "Mas ao menos foi conquistado o aumento de benefícios escalonado, que é benéfico aos trabalhadores", afirmou.

A princípio, a empresa havia recolocado as duas propostas apresentadas anteriormente, com pequenas alterações. O índice de 8,25% de reajuste linear, para salário e benefícios, ou 7,72% de reajuste salarial, mais 10% no vale-refeição (VR), de R$ 600 para R$ 660, 17,42% no VA, que iria a R$ 290, ante os atuais R$ 247, e auxílio-creche de R$ 300. Sob alegação de que a situação financeira da empresa e o momento do econômico do país estão difíceis.

Os trabalhadores rejeitaram essa proposta, sob argumento de que o ganho salarial é mais importante que o dos benefícios, porque resulta em um valor aplicável sobre todas as remunerações salariais do trabalhador. “São 8,25% que ressoam sobre horas-extras, adicionais, aposentadoria. Se o valor do benefício não difere muito, compensa mais para o trabalhador ter o reajuste no salário”, explicou Matos.

Na semana passada, os sindicalistas chegaram a pedir 9,29% de reajuste e equiparação dos benefícios aos pagos ao Metrô. Mas indicaram uma possível aceitação pela categoria sobre o índice de 8,5%, apresentado pelo tribunal.

Na véspera do feriado da semana passada, os trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira, 10-Turquesa e 7-Rubi paralisaram as atividades no período da manhã para pressionar a CPTM a melhorar a proposta.

por Rodrigo Gomes
Informações: Rede Brasil Atual

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Integração do metrô com ônibus em Salvador começa em 30 dias

O metrô de Salvador completa um ano de funcionamento nesta quinta-feira (11) com a previsão de iniciar a integração com os ônibus, por meio da frota que pertence à região metropolitana. A informação é do secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur), Carlos Martins. O metrô da capital baiana foi inaugurado no dia 11 de junho de 2014, 14 anos após o início dos procedimentos de construção.

"Optamos no primeiro momento pela integração dos ônibus metropolitanos, que estão sob a ótica da Agerba [Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia] e a Seinfra [Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia]. O acordo está praticamente fechado", relata. Conforme a Sedur, a operacionalização da integração pode ser iniciada entre 30 a 40 dias.

O secretário Carlos Martins detalha que a integração irá começar por meio de projeto piloto, com os ônibus metropolitanos que têm a Estação da Lapa como destino. Operacionalmente, ele explica que o sistema irá funcionar da seguinte forma: os ônibus, que antes seguiam para a Lapa, terão a Estação de Metrô do Retiro como final de linha. Da Estação do Retiro, então, os usuários irão seguir de metrô até a Lapa sem pagar mais nada.

As passagens de ônibus na região metropolitana custam R$ 2,80. O secretário afirma que já está no período de reajuste da tarifa, mas ressalta que ainda não há nada fechado sobre impactos da integração no valor de acesso aos veículos.

Sobre a integração do metrô de Salvador com os ônibus urbanos, Martins falou que governo e município estão entrando em uma terceira etapa de negociação. "Talvez entre junho e julho encerre esse processo", afirma, sem comentar sobre possíveis entraves.

Início da cobrança
Conforme o secretário Carlos Martins, as passagens de acesso ao metrô, que têm sido gratuitas desde a inauguração, devem ser cobradas após as conclusões das obras da Estação Pirajá. A nova plataforma, segundo o governo, deve ser inaugurada entre o final de setembro e início de outubro.

A previsão inicial era de que a estação tivesse sido inaugurada em junho. Martins disse que o rompimento de uma adutora na BR-324, a greve dos trabalhadores da construção pesada e as chuvas que atingem a capital desde o final de abril foram responsáveis pelos atrasos nas obras.
Apesar da previsão de início de cobrança, a Sedur ainda não tem definido o valor da passagem para o uso do metrô.

Balanço
Conforme a CCR Metrô, que administra o serviço, o transporte alcançou a marca de mais de seis milhões de passageiros no primeiro ano. O sistema começou a operar com quatro estações - Lapa, Campo da Pólvora, Brotas e Acesso Norte -, com cerca de 5,6 km. Com a entrega das estações Retiro, em agosto de 2014, e Bom Juá, em abril deste ano, o sistema atingiu 9,7 km de extensão. As atuais seis estações compõem a Linha 1. Conforme a Sedur, duas novas estações devem ser entregues entre setembro e outubro: Pirajá e Bonocô. 

De acordo com o governo do estado, mais de quatro mil operários trabalham nas obras de ampliação da Linha 1 e construção da Linha 2, que ligará a estação Acesso Norte ao aeroporto nde Salvador, passando pelo canteiro central da Av. Paralela. Prevista para 2017, a Linha 2 do metrô terá 13 estações e 23 quilômetros.

Perfil de Usuários
A CRR diz que ainda não possui um perfil oficial dos usuários, mas ressalta que pelos horários comuns de picos de movimento, o público é formado por pessoas que seguem ou retornam dos trabalhos. Os maiores picos são, respectivamente: 8h às 9h; 17h às 18h; e 12h às 13h. A média diária de movimento é de 42 mil passageiros.

A CCR detalha que a estação mais movimentada é a da Lapa, com uma média diária de 15 mil passageiros. Em seguida vem Brotas (7 mil), Campo da Pólvora (6 mil), Acesso Norte (5,5 mil), Retiro (4 mil) e Bom Juá (3,7 mil).

O recorde de movimento foi registrado pela CCR na segunda-feira (8), quando 45.156 mil passageiros utilizaram o metrô da capital.

Por Henrique Mendes
Informações: G1 BA


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Em BH, Estações do MOVE passam a ter vigilância permanente

A BHTRANS informa que os vigilantes contratados por meio de licitação começam a ser alocados nas Estações de Transferência do MOVE Municipal nesta quinta-feira, 11/06. São 48 (quarenta e oito) postos de vigilância de 24 horas, com 192 (cento e noventa e dois) vigilantes, sete dias por semana.

Todas as Estações de Transferência Municipais contarão com profissionais de vigilância, diariamente, sendo que algumas Estações contarão com dois, de acordo com a necessidade. Os vigilantes estarão equipados com cassetetes de borracha, algemas, rádios comunicadores, coletes a prova de balas, entre outros.

Os vigilantes passaram por treinamentos desde o início do mês e foram preparados para atuar junto aos usuários. As Estações de Transferência continuam sendo monitoradas pela Guarda Municipal e pela Polícia Militar. Além deste monitoramento feito pelos órgãos responsáveis pela segurança pública, a BHTRANS tem feito um trabalho de conscientização junto aos usuários sobre a importância da preservação do patrimônio público por meio do sistema de som das Estações e do Jornal do Ônibus. O COP (Centro de Operações da Prefeitura de BH) também contribui para a fiscalização e monitoramento da operação nas estações.

Licitação

A licitação foi realizada na modalidade pregão presencial, com julgamento pelo menor preço global, objetivando a prestação dos serviços, nas condições e termos definidos no Edital e seus Anexos. Dez empresas participaram do processo e a vencedora foi a empresa Essencial Sistema de Segurança Eirelli, pelo preço global de R$ 20.367.993,16. O prazo inicial do contrato é de 20 meses.   
           
A abertura da sessão ocorreu no dia 28/04, com a apresentação da documentação por parte das licitantes. Após análise da documentação pela BHTRANS, o processo foi retomado dia 6/05.A assinatura do contrato ocorreu neste mês, quando foi emitida a ordem de serviço.  

Assessoria de Comunicação e Marketing da BHTRANS

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Primeiro trem da Linha 4 do metrô começa a circular com passageiros

“A próxima partida para General Osório fará a viagem inaugural dos trens da Linha 4. Que todos tenham um dia de sucesso e realizações”. A mensagem do maquinista Marcos Paulo Lima, conhecido pelas saudações otimistas no metrô, marcou ontem o início da operação, na Linha 1, do primeiro dos 15 trens que vão operar entre Ipanema e Barra da Tijuca a partir do ano que vem.

O governador Luiz Fernando Pezão e o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, foram uns dos primeiros a embarcar no veículo, que chegou da China no fim de janeiro. Mais dois entrarão em operação até o fim desta semana. Doze composições da Linha 4 já desembarcaram no Rio e outras três chegarão até setembro. A previsão é de que todas estejam circulando nas linhas 1 e 2 até dezembro, antes de ingressarem na Linha 4. Serão 64 veículos em todo o sistema.

Segundo o secretário Carlos Osorio, o MetrôRio vai aproveitar o reforço temporário da frota nas linhas antigas para revitalizar, gradativamente, os 30 trens mais antigos do sistema, utilizados desde a década de 80. 

Os novos trens contam com seis carros, capacidade para 1,8 mil passageiros, ar-condicionado, passagem interna entre os carros, painéis de comunicação em LED e câmeras. O modelo é igual ao dos 19 que chegaram em 2012. A fase de testes na Linha 4 começa em março, sem passageiros. Em junho de 2016, terá início a operação assistida com passageiros e, em julho, a circulação normal. A estação Gávea é a única que será inaugurada apenas em dezembro.

Acompanhados de representantes do MetrôRio e do consórcio responsável pelas obras da Linha 4, o governador e o secretário partiram da estação Flamengo às 11h05 e foram até a Cantagalo.

Pezão voltou a dizer que a Linha 3 (Niterói - São Gonçalo - Itaboraí) só vai sair do papel se o governo federal liberar os recursos de R$ 3 bilhões prometidos, sem contingenciamento. Ele voltou a informar que, ao término das obras da Linha 4, pretende dar início à linha Estácio-Carioca-Praça 15. O orçamento deste trecho não está fechado, mas o MetrôRio arcaria com a maior parte dos custos.

Ultimato para consórcio

O Consórcio Elmo-Azvi, responsável pelas obras do bonde de Santa Teresa, recebeu um ultimato do secretário de Transportes. O contrato com a empresa será cancelado se as intervenções não ganharem o ritmo desejado até o dia 9 de julho. Osório determinou que o trecho entre os largos da Carioca e do Curvelo seja concluído nesse prazo para início das operações. A instalação de trilhos também terá de chegar ao Largo dos Guimarães. Uma nova licitação representaria pelo menos mais três meses de atrasos. Nenhum representante do consórcio foi encontrado para comentar o assunto.

Esperanças para a Linha 3

Entre as novidades, na coletiva de imprensa, o governador o governador Pezão voltou a falar sobre o projeto da Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a São Gonçalo e que estava praticamente descartado. "Após a reunião com o governo federal ocorrida ontem em Brasília, o governo estadual acredita ainda na possibilidade de começar as obras da Linha 3, mas depende da liberação das verbas previstas. Não há certeza ainda se haverá o governo federal fará cortes nos R$ 3 bi prometidos ao estado para a construção da Linha 3", disse Pezão.

No projeto original da Linha 3, que está em fase de avaliação pela União, consta valor total para a obra de R$ 3,9 bilhões. O governo estadual está pleiteando pelo menos R$ 3 bi, para o construir o metrô no estilo monorail (com trens trafegando em linha suspensa e não subterrânea ou na superfície). Segundo o secretário Osório, "assim que o governo federal liberar o dinheiro previsto para a Linha 3, as obras podem começar a qualquer momento".

Expansão da Linha 1

O governo do estado também tem a intenção de, a partir de maio de 2016, dar inicio às obras de extensão da Linha 1, entre o Estácio e a Praça XV. Há previsão de, com a obra da Linha 4 pronta, o governo do estado já começar um outro trecho do metrô, mas Osório e Pezão acreditam ser mais provável que seja este novo trecho seja entre as estações Carioca e Praça XV.

"O projeto da linha Estácio-Praça XV está mais maduro porque são apenas 3,7 quilômetros, o que dá para realizar rapidamente. Ainda estamos estudando a modelagem do projeto, mas existe a possibilidade de grande parte da obra ser financiada pelo MetrôRio", adiantou Osório, informando que o orçamento deste projeto ainda não está fechado.

Informações: O Dia Online

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Novas tarifas de ônibus em Sorocaba passam a vigorar a partir do dia 18 de junho

A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Urbes – Trânsito e Transportes, informa que a partir do dia 18 de junho será praticada na cidade uma nova tarifa para o transporte coletivo urbano. A tarifa social passará de R$ 3,20 para R$ 3,50. Já o passe estudante permanecerá no mesmo valor praticado desde 2011, que é de R$ 1,50. Os usuários poderão adquirir seus passes aos preços atuais até terça-feira, dia 17 de junho nos diversos pontos de vendas da cidade. O vale transporte passará de R$ 3,35 para R$ 3,70 e, aos domingos, a tarifa passa a ser de R$ 1,50 para quem possui o Passe Social.

Os novos valores também consideraram o aumento dos custos operacionais do transporte coletivo urbano, face ao aumento salarial e benefícios concedidos à respectiva categoria profissional e, ainda, a reposição da variação de preços de insumos básicos que compõe os mencionados custos.

Foi considerada também a renovação de 62 veículos da frota do transporte coletivo e a inclusão de mais um veículo para o transporte especial, o serviço porta a porta oferecido na cidade. A renovação da frota possibilitou a melhoria de linhas através da ampliação na oferta de horários, troca de tecnologia por veículos maiores e novos atendimentos do transporte especial.

Com relação aos aumentos de preços dos insumos básicos e outros componentes da planilha de custos, são destacados:

RUBRICA / VARIAÇÃO
Salário /  10,53%
Diesel; lubrificantes /  13,25%
Rodagem /   7,40%
Veículo /   4,06%
Despesas Gerais    /   8,50%
IMPACTO CUSTOS /    9,43%
Estrutura do Transporte Coletivo Sorocabano

O modelo de transporte coletivo implantado há mais de vinte anos em Sorocaba pelo então prefeito Antonio Carlos Pannunzio, em seu primeiro mandato, trouxe um novo panorama de qualidade e eficiência ao serviço prestado na cidade.

Por meio da gestão do sistema por empresa pública, houve maior eficiência e controle da operação, possibilitando a criação do caixa único, construção de dois terminais fechados com integração física e tarifária, implantação de cobrança automática e melhoria contínua da frota (renovação e implementação de novas tecnologias).

Passam diariamente pelo Terminal Santo Antonio, o maior da cidade, cerca de 80 mil pessoas e outras 40 mil pessoas passam pelo Terminal São Paulo. São transportados, em média, 4,9 milhões de passageiros/mês. São 109 linhas que percorrem a cidade de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Juntas, elas realizam cerca de 300 mil viagens/mês. O índice de cumprimento dos horários é de 99%.

Benefícios aos usuários do transporte coletivo

A frota de ônibus é uma das mais novas do País e tem idade média de 3,66 anos. A frota está 100% acessível, com elevadores para cadeirantes e usuários com dificuldades de locomoção, o que a diferencia quanto ao atendimento prestado ao cidadão. Todos os ônibus contam também com sistema de monitoramento via GPS e câmeras que dão mais segurança aos passageiros e motoristas.

Em Sorocaba, os estudantes contam com tarifa diferenciada desde 2011 e pagam R$ 1,50 a passagem.

A cidade conta também com a gratuidade para idosos a partir dos 60 anos, atitude pioneira no país, já que a legislação federal prevê a gratuidade a partir dos 65 anos.

Sistema integrado

Desde 2008, o usuário do transporte coletivo sorocabano conta também com a Integração Temporal (conhecido como Bilhete Único), que possibilita ao passageiro utilizar até quatro linhas de ônibus diferentes com o pagamento de uma só tarifa e sem precisar deslocar-se até os terminais centrais e Áreas de Transferências.

O sistema de transporte público sorocabano conta há 23 anos com dois terminais na região central da cidade e seis Áreas de Transferência, os chamados miniterminais, que oferecem integração e linhas exclusivas Interbairros, que cortam a cidade de forma mais rápida.

A implantação das seis Áreas de Transferência impactou significativamente no desenvolvimento da cidade, pois são locais exclusivos para o transporte coletivo urbano, que oferecem conforto e segurança aos usuários, sendo distribuídas em locais com grande perspectiva de desenvolvimento e estão próximas às Casas do Cidadão que concentram vários serviços de utilidade pública.

Informações: Sorocaba Fácil
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Faixas de ônibus são importantes, mas São Paulo precisa de BRTs

As faixas exclusivas de ônibus na cidade de São Paulo trouxeram ganhos aos passageiros que usam os como veículos como meio de deslocamento. Hoje a cidade conta com 476,8 quilômetros das estruturas, e algumas medições apontam um ganho de 46 minutos por dia aos usuários que utilizam as linhas que percorrem as faixas. Porém, segundo os “indicadores de desempenho de serviços públicos” da Secretaria Municipal de Gestão, divulgados no jornal “O Estado de São Paulo“, a velocidade dos ônibus levando em conta todos os trajetos (com ou sem faixa) voltou a cair.

A redução foi registrando no pico da manhã e no da tarde, onde das 7 às 10 horas, a queda foi de 17 km/h, em 2013, para 16 km/h no ano passado. À tarde, das 17 às 20 horas, a velocidade recuou de 16 km/h para 15 km/h.

A escolha das faixas exclusivas é certeira em vias que não comportam um corredor de ônibus, a exemplos das paralelas Rua Cardeal Arco Verde e Teodoro Sampaio, em Pinheiros, ou no Eixo Rio das Pedras/Mateu Bei em São Mateus. Em vias maiores, as faixas serviram como medida paliativa e de curto prazo. Mas a médio prazo, os sistemas de corredores de ônibus devem ajudar no deslocamento de milhões de pessoas.

Com o cenário revelado pelos dados acima, é mostrado a urgência da capital paulista em expandir a rede de corredores, que requerem estruturas maiores, segregados dos trafego dos carros e com estações de embarque, os chamados BRTs (Bus Rapid Transit).

A questão é que a cidade terá atrasos na implantação de 150 KM destas estruturas conforme anunciado pela atual gestão. A administração municipal justifica a demora por conta da entraves nos repasses de verbas federais, a postergação da repactuação de dívida do município, que trará recursos ao projeto, onde o prefeito Fernando Haddad recorreu a justiça para acelerar o processo.

De qualquer forma, sanados todos os entraves que prejudicam a capacidade de investimentos, São Paulo precisa continuar a investir em corredores de ônibus, e a diretriz deve constar na agenda dos próximos prefeitos, assim como é de senso comum que os próximos governadores devem investir em Metrô.

Por Renato Lobo
Informações: Portal Via Trolebus
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