Passagem de ônibus diferenciada em Curitiba vale por mais três meses

segunda-feira, 9 de março de 2015

A diferenciação dos valores da passagem de ônibus de Curitiba para pagamentos em dinheiro, ou cartão transporte, deverá vigorar por apenas mais três meses. A decisão faz parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) divulgado nesta segunda-feira (9) entre o Ministério Público do Paraná (MP) e a Urbanização de Curitiba (Urbs) – órgão municipal responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo.

Atualmente, os usuários podem pagar dois valores para ingressar nos ônibus da capital paranaense – R$ 3,30, se o pagamento for feito em dinheiro, e R$ 3,15, se a modalidade utilizada for o cartão transporte emitido pela Urbs. Segundo o presidente da Urbs, Roberto Gregório, o valor cobrado após estes três meses deverá ser avaliado ao longo do período.

“Nós não temos essa definição ainda. Desde quando fizemos o anúncio da nova tarifa e embutimos o desconto, foi avisado que existiam algumas variáveis ainda que a gente precisaria esperar um tempo para poder confirmar”, afirmou Gregório.

Segundo o presidente da Urbs, as variáveis que podem influenciar no valor são: a negociação salarial com os trabalhadores, que está em andamento; a negociação da tarifa técnica com as empresas, que deve ocorrer após a definição dos novos salários de motoristas e cobradores; e a taxa de migração dos usuários que pagam em dinheiro, para o cartão transporte. Atualmente, conforme Gregório, 55% dos usuários utilizam o cartão, contra 45% que pagam em dinheiro.

A cobrança da tarifa diferenciada foi definida pela Urbs junto do anúncio da nova tarifa, em fevereiro. O MP, contudo, questionou a legalidade da cobrança de preços diferentes pelo mesmo serviço. “A nossa discussão ocorreu dentro do que foi entendido como o mais adequado. Uma demanda trazida pelo MP, que, de imediato, a gente acolheu para evitar qualquer tipo de questionamento judicial, e de ser ágil e rápido em responder”, ponderou o presidente da Urbs.

Validade de cinco anos
Outra parte do acordo firmado entre as partes diz respeito à validade dos créditos comprados pelos usuários no cartão transporte. Ficou acertado que os créditos terão validade de cinco anos a partir do momento da compra, com o poder de compra sendo preservado. “Se uma pessoa comprou dez passagens a R$ 3,15, ela continuará tendo crédito para dez viagens por cinco anos, mesmo que a tarifa mude de valor”, explica Gregório.

Informações: G1 Paraná

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Em Salvador, Começam mudanças em linhas de ônibus na Estação Pirajá

Começaram nesta segunda-feira (9) as mudanças em nove linhas de ônibus que passam pela plataforma "C" da Estação Pirajá, em Salvador, para as plataformas "A" e "B", no mesmo terminal. As alterações ocorrem por conta da reforma que está em andamento.

Para orientar os passageiros, a CCR Metrô Bahia, concessionária que está responsável pelo terminal - que estará integrado ao metrô de Salvador - disponibilizou funcionários para auxiliar os usuários durante as obras, além de espalhar material de comunicação visual, como placas, banners e panfletos), indicando o remanejamento das linhas.

Reforma
As obras de modernização na Estação Pirajá pretendem adequar o espaço para integração dos ônibus à futura Estação Pirajá do metrô. A itenção é deixar o terminal mais acessível e confortável para usuários e rodoviários.

De acordo com a CCR, no novo projeto, o espaço terá elevador que vai ligar o terminal de ônibus à passarela de acesso à estação do metrô, piso tátil, escadas rolantes, sanitários públicos masculino e feminino e sanitários para Pessoas com Deficiência (PCD).

Novas áreas de comércio e serviços, adequações das vias que levam os ônibus às plataformas de embarque de passageiros, além da reforma da cobertura do terminal, também estão previstas para a modernização do espaço.

Confira na imagem abaixo:


Informações: G1 Bahia


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Passe livre começa a valer no Metrô e CPTM

O estudante de Administração de Empresas Antônio Sena, de 26 anos, ainda não sabia, por exemplo, que o passe livre para o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) começa a vigorar nesta segunda-feira, 9. "Se eu soubesse, já teria corrido atrás."
Marcos Santos/USP Imagens
O passe livre, que entrou primeiro em vigor nos ônibus municipais, dá direito a 48 passagens gratuitas por mês.

O projeto de gratuidade dos ônibus foi encaminhado e aprovado pela Câmara Municipal antes da proposta do governo estadual, que precisou esperar a volta do recesso da Assembleia.

Queixas

Problemas no cadastro também estão entre as reclamações de estudantes, que estão tendo de pagar a tarifa de R$ 3,50. É o caso do aluno de Música Daniel Conelheiro, de 26 anos, matriculado numa faculdade no centro da capital paulista. Ele mora em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

"Só comecei a pagar meia ontem (quinta-feira), porque não conseguia retirar o cartão novo do Bilhete Único", disse ele, que solicitou a tarjeta em janeiro.

Com isso, ele afirmou que nem mesmo a opção da meia tarifa, que já vigorava antes do passe livre começar a valer nos ônibus, lhe estava disponível.

"Ninguém me atendia no 156 e fiz absolutamente tudo o que precisava pelo site da SPTrans, mas parece que o lote da universidade em que eu estava deu um problema no sistema deles."

Os filhos gêmeos do comprador licenciado Levy Neto, de 54 anos, que estudam no ensino médio em uma escola estadual no Jardim Umarizal, na zona sul, também estão sem o passe livre, embora tenham direito e já se cadastrado no sistema.

"Até agora não conseguimos o benefício e já viemos aqui várias vezes", disse ele na manhã de sexta-feira, no posto de atendimento da SPTrans, no centro.

Pela primeira vez, para enfrentar as filas, a SPTrans passou a direcionar uma parte do público para outro prédio, na Rua Boa Vista, a um quarteirão de distância.

A SPTrans informou que as filas nos postos não influenciam no número de cadastrados e que "vem adotando providências para melhorar o atendimento". As medidas incluem a abertura mais cedo do posto central e o aumento de seus funcionários de seis para 14.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Em BH, Pesquisa aponta que pelo menos 25 mil pessoas trocam carros pelo Move

Pelo menos 25 mil pessoas trocaram os carros para usar o Move/BRT (bus rapid transit - transporte rápido por ônibus) em Belo Horizonte. A informação é do prefeito Marcio Lacerda, que teve como base pesquisa encomendada pela prefeitura. O estudo, segundo o prefeito, aponta ainda que o novo sistema de transporte atende diariamente 500 mil pessoas, 127% a mais que o metrô, que, de acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), atende 220 mil passageiros/dia. Os números da pesquisa são um raio-x do Move, que no domingo completa um ano.

“Fizemos a maior revolução em termos de transporte coletivo na história de Belo Horizonte. O metrô transporta, 200 e poucos mil passageiros/dia. O Move está transportando 500 mil em condições de conforto, segurança e rapidez, com grandes avanços. Retiramos dos horários de pico quase 800 viagens de ônibus convencionais, que atravancavam o trânsito, tanto nas avenidas, quanto no Centro da cidade”, comemorou Lacerda. Ele lembrou também que o BRT do Rio de Janeiro, que tem extensão maior do que o de BH, transporta 400 mil passageiros/dia. “Na pesquisa que fizemos, com base estatística, entre os usuários, o índice de aprovação é muito elevado, próximo de 80%”, completou.

Mas Lacerda admite a necessidade de ajustes. “Problemas, temos. São problemas que geram necessidade de ajustes em estações. A estação Pampulha, por exemplo, ainda tem acabamentos que precisam ser feitos. Vamos projetar escadas rolantes na estação São Gabriel; existe lá um certo gargalo. E estamos projetando a expansão do Move para a Avenida Amazonas, Tereza Cristina, vetor Oeste da cidade”, pontuou.

Em relação à segurança, Lacerda reafirmou que negocia com o governo estadual o aproveitamento de policiais militares aposentados, com salários pagos pela PBH. “Vamos entregar ao governador e ao comando da PM nossa demanda, já que duas licitações que fizemos de vigilância privada geraram briga entre licitantes, recursos à Justiça, e não podemos esperar; isso pode levar muito tempo”, afirmou.

Por Landercy Hemerson
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