São José dos Campos e Ubatuba com novas tarifas de ônibus

domingo, 25 de janeiro de 2015

O novo valor das tarifas do transporte coletivo em São José dos Campos e Ubatuba começa a valer a partir deste domingo (25). Nas duas cidades da região, a passagem de ônibus passa de R$ 3 para R$ 3,40.

Com o aumento de 13%, a tarifa fica apenas R$ 0,10 mais barata que o valor aplicado em São Paulo, que custa R$ 3,50 – na capital, a prefeitura subsidia parte da tarifa com investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão ao ano. O valor não era reajustado desde 2013 nos municípios.

Em São José, o reajuste foi autorizado pela prefeitura no dia 12 de janeiro. Inicialmente, o consórcio que opera o serviço no município havia pedido que o preço da tarifa fosse de R$ 3,79. A prefeitura, porém, rejeitou a proposta e chegou a um novo valor com as empresas.

Em contrapartida ao aumento, a prefeitura informou que vai encaminhar à Câmara um projeto para beneficiar estudantes de baixa renda de São José. A proposta prevê gratuidade na tarifa para estudantes do ensino médio. A medida também deve se estender a gestantes e pacientes oncológicos que estiverem fazendo tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

A Secretaria de Transportes também iniciou a operação do sistema e-passe (passe eletrônico), em que os estudantes vão poder comprar o bilhete-único escolar pela internet, sem a necessidade de preencher formulários nas escolas. Outra medida será a retomada da licitação do BRT  - o modelo prevê a construção de corredores exclusivos para ônibus.

Ubatuba
Em Ubatuba, o executivo estuda medidas para aplicar descontos em pagamentos com cartão eletrônico. De acordo com a prefeitura, a concessionária VerdeBus também se comprometeu em estender o bilhete único para toda a cidade por um período de três horas.

A empresa ainda vai conceder duas recargas gratuitas a cada 20 passagens adquiridas pelo cartão eletrônico. Entre as melhorias no serviço, a concessionária afirmou que implantará rede de internet wi-fi no terminal central da cidade.

Nos dois municípios, as prefeituras justificaram que o aumento foi dado com base em análises econômicas e no contrato de concessão do sistema. A fórmula considera custos com salário dos funcionários, insumos e índice de inflação no período.


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Obras em corredor de ônibus causam desvios em avenida de Porto Alegre

Obras de revitalização do corredor de ônibus da Avenida Osvaldo Aranha, no Bairro Bom Fim, vão causar desvios no trânsito da região a partir desta sexta-feira (23), em Porto Alegre. Serão bloqueados três trechos nos cruzamentos com as ruas Santo Antônio e Garibaldi e no trecho entre Paulo Gama e Sarmento Leite (veja o vídeo com os mapas). Os trabalhos devem durar 30 dias.

De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), as obras não vão afetar as pistas para veículos particulares, apenas a faixa exclusiva de uso do transporte coletivo. Porém, motoristas que circulavam na Setembrina, em direção a Garibaldi, e na Santo Antônio, em direção a Osvaldo Aranha, no sentido centro-bairro, não poderão transpor os cruzamentos.

Durante o período de obras, as paradas de ônibus próximas serão desativadas, sendo deslocadas para a calçada. A EPTC afirma que vai instalar 24 placas com indicação de desvio e que terá reforço de agentes na região para orientar pedestres, passageiros e motoristas.

Desvios na Osvaldo Aranha
Entre a Av. Paulo Gama e a Rua Sarmento Leite
Os ônibus que circulam no corredor da Osvaldo Aranha, sentido centro-bairro, serão desviados para a via junto aos veículos particulares. No sentido oposto, as linhas de ônibus T7 e 492 – Petrópolis/Sesc serão desviadas, a partir da Osvaldo Aranha, Garibaldi, Irmão José Otão e Sarmento Leite.

Cruzamento da Santo Antônio
Os ônibus que circulam no corredor da Osvaldo Aranha, nos dois sentidos de tráfego, serão desviados para a via junto aos veículos particulares. Os condutores que pretendem transpor o cruzamento e acessar a Osvaldo Aranha, sentido centro-bairro, terão duas opções de desvio:

Desvio 1 – Santo Antônio, Irmão José Otão, Sarmento Leite, Osvaldo Aranha (centro-bairro).
Desvio 2 – Santo Antônio, Independência, Fernandes Vieira e Osvaldo Aranha (centro-bairro). Este desvio será realizado pela linha de ônibus T5.

Cruzamento da Garibaldi
Assim como nos demais bloqueios, os ônibus que circulam no corredor da Osvaldo Aranha, nos dois sentidos de circulação, serão desviados para a via junto aos veículos particulares. Os condutores que pretendem acessar a Garibaldi devem evitar a Av. Setembrina.

Desvio 1 – Av. Osvaldo Aranha (centro-bairro), José Bonifácio, rua Santa Terezinha, Venâncio Aires e Osvaldo Aranha (bairro-centro), Garibaldi.
Desvio 2 – Av. João Pessoa, Annes Dias, Independência, Santo Antônio, Osvaldo Aranha (bairro-centro) e Garibaldi.

Informações: G1 RS


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Segunda-feira começa com greve de ônibus em Curitiba

A greve de motoristas e cobradores do transporte coletivo foi confirmada para segunda-feira (26) pelo Sindicato de Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), porém, a Justiça do Trabalho determinou o funcionamento da frota mínima. A ordem garante 70% dos ônibus circulando nos horários de pico – das 5h às 9h e das 17h às 20h – além de 50% no restante do dia. 

Segundo o Sindimoc, o motivo da greve é o atraso no pagamento do adiantamento salarial, o "vale", que ocorre em várias empresas da rede integrada de transporte. Atualmente, os salários de cobradores e motoristas de ônibus são, respectivamente: R$ 1028,11 e R$ 1814,94. Durante o sábado, os trabalhadores colaram nos ônibus adesivos distribuídos pelo sindicato, além de colocarem nariz de palhaço.

Procurado pelo G1, o sindicato alegou que não havia sido notificado sobre a decisão do desembargador Benedito Xavier da Silva, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que foi favorável ao pedido da Urbanização de Curitiba (Urbs). O despacho foi assinado na noite de sábado (24).

Caso haja descumprimento da decisão judicial, o Sindimoc estará sujeito a multa de R$ 50 mil por dia. A mesma penalidade será aplicada ao Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) se não disponibilizar a quantidade de veículos necessária para funcionamento da frota mínima.

Uma audiência de conciliação foi marcada para as 17h de segunda-feira na sede do TRT. Devem comparecer à audiência representantes do Ministério Público do Trabalho, Prefeitura de Curitiba, Governo do Estado, Sindimoc, Setransp, Urbs e Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec).

A Prefeitura de Curitiba informou na sexta-feira (23) que, a partir de agora, vai cuidar do pagamento das linhas urbanas, conforme definido em licitação de 2010, realizada pelo então prefeito Beto Richa (PSDB), agora governador, e que o ooverno do estado deve se responsabilizar pelo pagamento das empresas metropolitanas.

Já o governo estadual alegou, em nota, que tem procurado a prefeitura para negociar a readequação e renovação do convênio que permite a Urbs gerir o Transporte Coletivo Metropolitano Integrado (RIT).

A nota também traz dados de uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo (USP), que mostrou uma diferença no número de passageiros da Região Metropolitana em relação aos dados apresentados pela Urbs.

"Enquanto a URBS estima que o número de passageiros oriundos da Região Metropolitana representa 21,7% do total de usuários da RIT, a pesquisa da Fipe constatou que esse número chega, na verdade, a 31,2%, ou seja, é cerca de 50% maior do que a URBS alega", diz um trecho da nota do governo estadual.

A pesquisa indica, segundo o governo, que a Urbs utiliza na gestão da RIT parte dos recursos arrecadados na Região Metropolitana para custear o transporte coletivo urbano de Curitiba, o que configura apropriação indébita de receita. O governo do estado diz ainda que pretende manter a integração do sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana.

Cadastro de veículos alternativos
A Urbs irá cadastrar, a partir das 6h de segunda-feira, carros particulares e taxistas para atuar durante a greve, além de 200 carros oficiais que farão o transporte de passageiros gratuitamente. O cadastramento será realizado na Área de Inspeção e Cadastro da Urbs, localizada na ponta interna da Rodoferroviária de Curitiba.

Os carros de transporte alternativo podem cobrar o valor de R$ 6 por pessoa enquanto durar a paralisação.  Os veículos cadastrados pela Urbs têm autorização da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) para usar as canaletas do sistema expresso durante a paralisação.
A rodoferroviária fica na Avenida Presidente Affonso Camargo, 330 – Jardim Botânico.

Informações: G1 PR

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Apesar de faixas, ônibus tem leve queda de usuários em São Paulo

Ao contrário do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), os ônibus da São Paulo Transporte (SPTrans) tiveram estabilidade no número de passageiros transportados nos últimos anos - o patamar oscilou em torno dos 2,9 bilhões de viagens por ano. Não foi diferente no ano passado, apesar de a quantidade total ter caído 0,3% na comparação com o ano anterior. Foi o índice mais baixo dos últimos cinco anos, mesmo com as políticas de estímulo ao uso dos coletivos.

Ao todo, segundo balanço da SPTrans, 2,915 bilhões de viagens foram feitas por passageiros nos quase 15 mil ônibus. Em 2013, foram 2,924 bilhões. O total do ano passado ficou abaixo da expectativa da SPTrans.

A queda surpreendeu a gestão Fernando Haddad (PT) justamente por causa das medidas lançadas pela Prefeitura para tornar mais atraente o uso dos coletivos, como as faixas exclusivas - a maior parte dos atuais 462,3 quilômetros de vias foi criada a partir - e a adoção da série temporal do Bilhete Único, como o mensal.

"As faixas deram uma melhorada em alguns horários e vias, não na cidade inteira. A cidade tem milhares de quilômetros onde circulam ônibus e só algumas centenas têm faixas. O resto dos ônibus está preso no congestionamento", diz Horácio Augusto Figueira, mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP).

A SPTrans informou, por meio de nota, que a variação de passageiros no ano passado deve-se, "principalmente, à realização da Copa do Mundo, no mês de junho". Segundo a empresa, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foram feitas em junho 18 milhões de viagens menos. "Enquanto isso, no total do ano, foram transportados nove milhões menos em 2014." As informações são do jornal

Informações: O Estado de S. Paulo

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