Em São Paulo, Faixas de ônibus são invadidas por carros e multas cresceram 69% no ano passado

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Bandeira de Fernando Haddad (PT) para diminuir os problemas do trânsito da cidade, as faixas exclusivas e corredores de ônibus foram responsáveis por 1,2 milhão de autuações em 2014. A multa por invadir os espaços exclusivos dos coletivos foi o índice que mais cresceu no ranking do ano passado: 69,5% a mais do que as 713,5 mil infrações aplicadas em 2013. 

Em uma rápida visita à  Ligação Leste-Oeste, sobre o Viaduto Jaceguai, exatamente em cima da Avenida 23 de Maio, Zona Sul, dá para ver que os carros tomaram o lugar que era par ser do ônibus. 

Às 13h, fora do horário de pico, portanto, 52 veículos, a maioria  automóveis, passaram pela faixa em apenas 5 minutos. Ao acessar a   23 de Maio, o motorista tem à sua frente cerca de 140 metros de linha tracejada para se deslocar às faixas da esquerda. 

O término da sinalização, a qual permite o tráfego de outros veículos por se tratar de  uma transição, coincide com o fim do Viaduto Jaceguai. A partir daí,  começa a faixa exclusiva para ônibus naquele trecho.

No Viaduto Pacaembu,  na Zona Oeste, o problema se repete. A quantidade de carros na faixa à direita era praticamente a mesma das outras à esquerda, ou seja, havia congestionamento de carros no trecho reservado aos coletivos, que preferem a pista da esquerda.

De acordo com o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), transitar na faixa exclusiva  à direita é uma infração leve, com perda de três pontos na carteira e multa de R$ 53,20. Já a multa para quem invade os corredores, à esquerda, é de R$ 127,69, com perda de cinco pontos. A  infração é grave.

Em ambos os trechos visitados, o DIÁRIO não viu agentes de fiscalização. Porém, os cerca de 560 radares espalhados pela capital também podem flagrar as infrações e render multa.

Por: Ulisses de Oliveira 
Informações: Diário de SP

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No Recife, Estações de BRT na Avenida Conde da Boa Vista são horríveis e puro improviso

Cinco anos atrás, quando o governo do Estado deu início à implantação do BRT (Bus Rapid Transit) na Região Metropolitana do Recife, sabia-se que a Avenida Conde da Boa Vista seria um problema para se adaptar ao sistema. Isso não é novidade. Mas as estações de BRT que a população começa a ver ganhar forma no corredor – por onde passam 22% das linhas de ônibus do Grande Recife – frustra até a mais pessimista de todas as expectativas. As estações serão tão estreitas quanto as carcaças que hoje funcionam como abrigo dos passageiros na avenida, não possuirão refrigeração e, mesmo assim, serão fechadas, com pequenos espaços para ventilação. O conforto, premissa na imagem do BRT vendida pelo governo, passa longe. Esse, de fato, não era o combinado.

As seis estações improvisadas que estão sendo erguidas na avenida atenderão apenas a uma das exigências do sistema de BRT: o pagamento antecipado da passagem, ou seja, no lugar de o usuário pagar a tarifa no coletivo, pagará ainda na estação. Mas o embarque em nível não será possível. O passageiro terá que subir e descer nos BRTs pelo lado direito do veículo, usando os degraus como nos ônibus convencionais, procedimento que atrasa a viagem e descaracteriza o BRT. A ventilação das estações dependerá do vento que entrar pelas chapas metálicas perfuradas, que compõem a maior parte da estrutura dos equipamentos. O restante da estrutura será de vidro temperado. Por isso, a expectativa é de que o ambiente seja quente.

A largura das estações é outro aspecto que chama atenção dos passageiros. Muitos usuários e alguns operadores defendem que as estruturas serão pequenas para os 325 mil passageiros que todos os dias passam pela Conde da Boa Vista, transportados nas 82 linhas do corredor. As estações improvisadas da Conde da Boa Vista serão estreitas e compridas, semelhantes as do transporte convencional implantadas ainda na segunda gestão municipal do prefeito João Paulo (PT) e alvos permanentes de críticas da população. Terão 25 metros de comprimento e apenas dois de largura.

Mesmo assim, os “monstrinhos” que estão sendo erguidos na Avenida Conde da Boa Vista custarão caro: R$ 316 mil cada uma, segundo valores divulgados pelo governo do Estado em fevereiro de 2014, quando as obras começaram. A construção, entretanto, está paralisada desde novembro do ano passado. Por nota, a Secretária das Cidades de Pernambuco, responsável pela obra, garantiu estar em negociação com o Consórcio Mendes Jr/Servix, para retomada dos trabalhos.

Por: Roberta Soares
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