Velhas promessas, novas esperanças para expansão do metrô em Belo Horizonte

domingo, 4 de janeiro de 2015

Velhas promessas, novas esperanças. As duas obras mais aguardadas há tempos para melhorar a mobilidade urbana em Belo Horizonte é a expansão do metrô, por meio de melhorias na Linha 1 (Eldorado/Vilarinho) e implantação de dois novos ramais. A Linha 2 vai ligar o Barreiro ao Bairro Nova Suíssa, e a Linha 3, a Savassi à Lagoinha. 

Em 2014, os governos estadual e federal passaram o ano sem se entender, pois em ambos os casos foram firmados acordos para que a União fornecesse os recursos e o governo do estado fizesse obras e projetos. Em 2015, a esperança é que as duas novelas cheguem ao fim, considerando que os governos do estado e federal agora são comandados pelo mesmo grupo político.

Segundo o governo de Minas, a Metrominas, empresa criada para administrar o metrô, aguarda a transferência da administração e dos bens patrimoniais da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para dar andamento ao processo de contratação da empresa que vai fazer as obras necessárias nas linhas 1 e 2 e operar o sistema por meio de uma parceria público privada (PPP). 

Sobre a Linha 3, o governo do estado informou que enviou o projeto para avaliação da Caixa Econômica Federal. Quando a instituição finalizar o processo, é necessário que o governo federal assine o convênio para liberar os recursos prometidos. Segundo o Ministério das Cidades, a Caixa já concluiu a primeira fase de análise do projeto da Linha 3 e agora o documento está sendo avaliado pela equipe técnica do ministério. Sobre a cessão dos bens da CBTU, a pasta informou que vai se reunir com representantes do novo governo do estado para discutir o assunto.

Informações: Estado de Minas

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Em Fortaleza, Novas paradas da Bezerra de Menezes só devem ser entregues em março

Os longos trechos com tapumes verdes marcam a continuidade das obras de construção das paradas de ônibus no canteiro central da avenida Bezerra de Menezes. Com expectativa de finalização ainda em dezembro, o novo prazo para a entrega das dez estações da via é março deste ano, conforme a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf). 

Com o novo prazo, também fica para março o início do funcionamento do corredor expresso Antônio Bezerra-Centro. Até agora, somente uma ilha de estações está sem os tapumes, o restante continua em obras e com proteção que interfere no uso adequado da ciclovia, além da ocupação de até duas faixas da via.

As obras começaram em maio de 2014 e os prazos foram sendo prorrogados ao longo do ano. Segundo a Seinf, o motivo do atraso da entrega foi a priorização de outras obras na cidade, levando em conta que a mesma empresa era responsável pela execução das intervenções no terminal do Antônio Bezerra e dos viadutos do entroncamento das avenidas Engenheiro Santana Júnior e Antônio Sales.

Assim, enquanto obras são priorizadas e outras atrasadas, ciclistas que usam cotidianamente a Bezerra de Menezes ficam sem a ciclovia em diversos trechos - que fica dentro dos canteiros de obras e também passa por readequações. A situação também vem complicando o trânsito do local, alerta o taxista Raimundo Edmilson Freitas, lembrando os longos congestionamentos, especialmente nos horários de pico e no sentido do Centro. Ele lembra que a previsão de término que tinha ouvido era novembro e, que agora, já não sabe quando a avenida terá seu fluxo normalizado.

Dúvidas

Os usuários do transporte coletivo compartilham dúvidas sobre como será o funcionamento das novas paradas no canteiro central da via. A distância entre as estações, o acesso e a travessia são alguns pontos que as pessoas que usam a região com frequência estão ansiosas para entender. 

Conforme a Seinf, as estações funcionarão como ilhas, com uma estação servindo para o sentido Antônio Bezerra-Centro e a outra próxima operando para o sentido contrário. Com a inauguração das estações, o fluxo do transporte coletivo passa para as duas faixas mais próximas do canteiro central, ficando as duas faixas restantes - mais próximas da calçada e dos comércios - para os demais veículos.

Todas as paradas contarão com passagem para pedestres e terão piso rente ao ônibus, forma de facilitar o embarque e desembarque.

O comerciante Creginaldo de Lima Freitas trabalha em uma banca de óculos próxima ao North Shopping e comenta que a intenção era entregar tudo em dezembro, mas não deu tempo. Ele explica que parte dos tapumes foi derrubada pela própria população para permitir a travessia pela avenida, pois os espaços destinados aos pedestres ficavam longe da entrada do shopping. “É muito perigoso o povo atravessar, pode ter acidente”, alerta, lembrando que as travessias são realizadas em trecho sem faixa de pedestres ou semáforo.


Para ele, que observa o movimento cotidiano da avenida Bezerra de Menezes, os usuários ainda vão estranhar e reclamar muito das novas paradas, pois não estão acostumados com a distância que terão de caminhar. Outro ponto lembrado por ele e reclamado por muitos é o aumento da sensação de calor com a retirada das árvores do canteiro central em diversos trechos em que as dez estações estão sendo construídas.

Saiba mais

A avenida Bezerra de Menezes recebeu no fim de novembro do ano passado a linha 222 (Antônio Bezerra/Papicu/Antônio Sales), que conta com frota de ônibus articulados e de convencionais com ar-condicionado. Os ônibus articulados têm porta para as novas paradas nos canteiros centrais da via.

Por Samaísa dos Anjos
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Prefeitura determina reajuste de 13,3% na tarifa do BRT Rio

A Prefeitura do Rio publicou nesta sexta-feira, em Diário Oficial, decreto que determina o reajuste de 13,3% nas passagens de ônibus das linhas municipais e no sistema BRT. Com isso, a passagem passa a ser de R$ 3,40 a partir da 0h deste sábado. Confira, abaixo, a íntegra do decreto:

O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais e,

CONSIDERANDO que a tarifa do Serviço Público de Transporte de Passageiros por Ônibus – SPPO corresponde a do Bilhete Único Carioca - BUC, na forma do subitem 5.2 da Cláusula Quinta dos Contratos de Concessão em vigor;

CONSIDERANDO que o Sistema de Bilhete Único garante a modicidade tarifária do serviço público de transporte de interesse local, considerado essencial, na forma art. 30, inciso V da Constituição da República;

CONSIDERANDO que o reajuste tarifário do SPPO deve ser efetivado de acordo com os critérios estabelecidos pelo Poder Executivo, fixados contratualmente nos termos do estipulado no subitem 5.7 da Cláusula Quinta dos Contratos de Concessão em vigor, combinado com o disposto no artigo 3º, parágrafo único, da Lei Nº 5.211, de 1º de julho de 2010, que institui o Bilhete Único Carioca.

CONSIDERANDO que a integração dos transportes públicos urbanos aos demais meios de transporte coletivo constitui providência indispensável à racionalização do sistema, ensejando previsíveis benefícios aos cidadãos que utilizam os serviços públicos de transporte, bem como à qualidade de vida na Cidade;

            DECRETA:

Art. 1.º Fica estabelecida em R$ 3,40 (três reais e quarenta centavos) a tarifa modal do Bilhete Único Carioca - BUC para utilização no Serviço Público de Transporte de Passageiros por Ônibus do Município do Rio de Janeiro, calculada mediante aplicação da fórmula constante no subitem 5.7 da Cláusula Quinta dos Contratos de Concessão em vigor, conforme Anexo Único do presente Decreto, bem como dos impactos oriundos do pagamento das gratuidades e do incremento da frota de forma que, até dezembro de 2015, 50% (cinquenta por cento) das viagens sejam realizadas em ônibus com ar condicionado.

Parágrafo único. A fórmula de cálculo de que trata o artigo anterior utiliza valores segundo fonte da Fundação Getúlio Vargas – FGV e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, indicados na Memória de Cálculo do Anexo Unico.

Art. 2.º A Secretaria Municipal de Transportes - SMTR estabelecerá a tabela com os reajustesdas demais tarifas do Sistema, na mesma proporção, adotando o arredondamento estatístico, considerando o intervalo de R$ 0,05 (cinco centavos).

Art. 3.º Este Decreto entra em vigor a partir de 00h00 (zero hora) do dia 03 de janeiro de 2015 – sábado.

Rio de Janeiro, 02 de janeiro de 2015; 450º ano da fundação da Cidade.

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População de Salvador aprova novos ônibus, estranha embarque pela porta dianteira e reclama de aumento na tarifa

Os 300 ônibus da nova frota de coletivos de Salvador começaram a circular na manhã ontem. Esperados para rodar já no primeiro dia de 2015, os novos transportes só puderam ser vistos pela população nesta sexta-feira, primeiro dia útil do ano.
Foto: Francisco Galvão
A reportagem foi até as ruas atrás dos coletivos no intuito de verificar as novas instalações, além de saber a opinião dos usuários sobre o que acharam da novidade. Além do conforto dos novos assentos e do sistema de ventilação forçada, o que mais chamou a atenção dos usuários foi a limpeza dos veículos.

Outro ponto positivo é que todos eles têm GPS, o que vai permitir ao cidadão, através de totens instalados nos pontos de ônibus, ou de um aplicativo instalado no celular, saber em que ponto da cidade está o coletivo que ele pretende embarcar.

Os primeiros ônibus puderam ser vistos em alguns locais da cidade como a Avenida Antônio Carlos Magalhães, próximo à Estação Iguatemi, e nas ruas da Cidade Baixa, próximo à Feira de São Joaquim. Na Estação da Lapa, ao contrário da última quinta-feira, quando nenhum ônibus foi encontrado na região, os novos coletivos foram vistos e utilizados pela população.

Vinda da Paralela, a funcionária pública Glady Carrera elogiou os novos ônibus. “Olha, esses são bem melhores aos que estávamos acostumados. Tomara que o mesmo zelo que vemos aqui possa se estender aos ônibus antigos, que estão sujos”, ponderou. 

No entanto, ela acha que, assim que o período das férias acabarem, a população vai ter uma certa dor de cabeça para se acostumar com as novidades. “Hoje é um dia atípico e diferente do que estamos acostumados a ver, essa tranquilidade. Mas, quando a cidade voltar a seu ritmo normal, as pessoas vão ter que ter muita paciência na hora de usar o novo transporte”, disse.

Ela ainda comentou que, por conta da cor, teve dúvidas se o ônibus que pegou era o correto, já que houve, segundo ela, uma certa confusão com outro ônibus de cor parecida, mas que rodava para o Litoral Norte.

Na estação mais movimentada da capital baiana, muitas pessoas ainda tentavam se acostumar às novidades. Uma delas é o local de entrada dos ônibus, que agora é pela frente. No trajeto percorrido pela equipe da Tribuna, no centro da cidade, vimos que, à princípio, teve gente que não gostou muito. “Acho que tinha que ficar do jeito antigo mesmo. Agora pra entrar, virou uma verdadeira bagunça. Os velhinhos ficam na frente e o motorista não pode deixar o ponto sem que todos estejam dentro do ônibus. No final, a gente acaba perdendo é mais tempo”, reclamou a vendedora Vânia Santana.

Para tentar contornar este problema, agentes da Transalvador, além dos próprios cobradores e motoristas, tentavam ajudar os passageiros á se acostumar a nova realidade. “Muitos deles ainda se confundem e querem entrar pela porta de trás dos coletivos. Mas o pessoal aqui tem feito um esforço enorme para facilitar a vida de todos”, disse a funcionária pública. “A gente faz o que pode para ajudar o pessoal. Mas, daqui que o passageiro se acostume vai ser complicado mesmo. Agora está tranquilo. Vamos ver como será mais adiante”, contou o motorista Antônio Brito, que ainda disse ter gostado dos novos coletivos. “São bastante confortáveis e para nós motoristas vai ajudar bastante”.

Dentro dos ônibus, uma segunda novidade. Motorista e cobrador estão mais próximos. Isso, segundo a Prefeitura, é para evitar assaltos e dar mais segurança aos passageiros. No entanto, para quem está do lado de dentro como do lado de fora, houve mais questionamentos. Desta vez, quanto ao número de assentos destinados aos idosos. “Como é que só botam três lugares para os idosos, quando, nos ônibus mais antigos a gente tinha de quatro a oito lugares destinados a eles? Isso é um absurdo!”, criticou um passageiro.

No entanto, a equipe da Tribuna verificou que, após a catraca dos ônibus, mais quatro lugares estavam reservados para idosos, gestantes e deficientes. Em outro coletivo, usuários reclamaram que a corda que aciona o alarme de parada do ônibus não estava funcionando e, com isso, os motoristas não estariam parando nos pontos devidamente. Uma agente da Transalvador que estava no local anotou a queixa e informou que iria repassar a solicitação à empresa responsável.

Tarifa desagrada
Apesar de todas essas novidades na frota, os passageiros questionavam o novo valor cobrado pelas empresas de ônibus, que é de R$ 3 e passou a ser cobrado ontem. “Apesar de serem novos ônibus e oferecerem um conforto relativamente melhor, o valor que nós vamos ter que pagar por eles para utilizar é muito caro. Com certeza isso vai pesar no bolso de muita gente”, comentou o professor de sociologia Bruno Santos, que aguardava os ônibus azuis que vão para a Orla de Salvador.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Urbanismo e Transporte (Semut), até o final do mês de janeiro, cerca de 700 ônibus devem estar rodando nas ruas e avenidas da capital baiana. Para tanto, a fim de definir a região de circulação de cada um deles, a cidade foi dividida em três. A região “A”, que contempla o Subúrbio Ferroviário, vão rodar os ônibus de cor amarela. Na região “B”, no centro da cidade, os ônibus que vão circular são os de cor verde. Na Orla, considerada a região “C”, os ônibus azuis é que vão estar disponíveis para a população.

Além disso, ainda de acordo com a Semut, os novos ônibus, além de terem um menor custo de manutenção em relação aos antigos, possuem um índice de poluição 70% mais baixo. Vale lembrar também que os ônibus antigos continuam em circulação normalmente e terão até 12 meses para se adequar à nova realidade do transporte público em Salvador.

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Tecnologia do monotrilho irá possibilitar economia de energia

A tecnologia de sinalização utilizada na Linha 18-Bronze (Djalma Dutra-Tamanduateí) do Metrô irá possibilitar a redução do consumo total de energia. Com o CBTC (Controle de Trens Baseado na Comunicação, na tradução do inglês), a estimativa é de que a economia gerada pela otimização da operação totalmente automatizada gire em torno de 15%, podendo aumentar ainda mais de acordo com ajustes adicionais. O ramal ligará a Capital a São Bernardo por meio de monotrilho, passando também por São Caetano e Santo André.

O diretor de Sistemas de Transportes da Thales Brasil, Thomaz D”Agostini Aquino, explica que a diminuição do gasto ocorre em razão da maior sincronia do sistema. Sincronizando partidas com chegadas e otimizando a aceleração conforme o perfil da via, pode-se chegar a uma economia média de energia de 15%. Responsável pela implementação do modelo em 56 linhas em todo o mundo, a Thales é uma das possíveis fornecedoras da sinalização da Linha 18. Em novembro, a equipe do Diário viajou a Toronto, no Canadá, onde conheceu o centro de excelência da empresa francesa para o CBTC.

Outro fator que contribui para a redução da fatura é o reaproveitamento da energia gerada com a frenagem. Um trem, quando desacelera, joga energia na rede, e o que acelera consome essa energia, acrescenta. A tecnologia que aproveita a regeneração da eletricidade foi chamada pela Thales de Green CBTC.

Algumas readequações no sistema permitem que a economia seja ainda mais significativa. Aquino cita como exemplo uma das linhas do metrô de Istambul, na Turquia. Lá, os operadores decidiram por aumentar o tempo de viagem em 4%, o que proporcionou redução de 20% na conta de energia.

Apesar da porcentagem média de diminuição dos gastos, ainda não é possível estimar quanto isso representa em números brutos para a operação da Linha 18, já que não foram feitos os testes sobre consumo de eletricidade. Os estudos serão feitos pelo consórcio ABC Integrado, que foi anunciado em julho do ano passado como vencedor da licitação no valor de R$ 4,2 bilhões.

Aquino reconhece que a implantação do CBTC é mais cara do que para a instalação de sistemas convencionais. Entretanto, o diretor garante que, a longo prazo, os retornos são significativos. Apesar de ser inicialmente mais caro, o CBTC reduz os custos operacionais. Mesmo que o edital não exija CBTC, o operador privado opta por essa tecnologia em razão da economia, ressalta. Na Linha 18, a utilização do modelo é uma das exigências feitas pela Secretaria de Transportes Metropolitanos.

A empresa não informa o valor do investimento para a implementação do CBTC. Entretanto, Aquino assegura que a instalação demanda aproximadamente 5% a 8% do preço total do empreendimento.

Além da redução com o gasto de energia, o CBTC possibilita a diminuição dos custos de mão de obra, já que os trens irão circular sem maquinistas. Outro item responsável por minimizar as despesas é o barateamento da manutenção. Como o sistema controla aceleração e desaceleração, diminui o desgaste das rodas e do trilho. São pequenas economias que, somadas, geram grande diferença, complementa.

Prevista para iniciar ainda neste semestre, a construção da Linha 18 deve gerar cerca de 3.000 empregos. Para a execução das obras, 1.382 árvores serão suprimidas. Cerca de 203 mil metros quadrados de áreas terão de ser desapropriadas, o que irá custar em torno de R$ 407 milhões ao Estado.

A Linha 18-Bronze terá 15,7 quilômetros de extensão e 13 estações, localizadas a uma distância média de 1.156 metros entre si. As plataformas terão 75 metros de comprimento, tamanho exato das composições de cinco carros, com capacidade para 800 pessoas. A demanda inicial prevista em 2018 é de 314 mil passageiros por dia, chegando a 342 mil usuários depois de cinco anos. A obra será feita pelo consórcio ABC Integrado, composto pelo grupo Primav do qual fazem parte a empreiteira CR Almeida e a EcoRodovias e pelas construtoras Cowan e Encalso. A operação será feita pela Benito Roggio, responsável pelo metrô de Buenos Aires, na Argentina.

Toronto investirá R$ 2,3 bi para implementar sistema no metrô

A TTC (Comissão de Transportes de Toronto, na tradução do inglês) irá investir CAD$ 995 milhões (o equivalente a cerca de R$ 2,3 bilhões) para implantar a tecnologia CBTC nas linhas 1 e 2 do metrô da maior cidade canadense. Por dia, 1,7 milhão de pessoas utilizam o transporte público por lá, número próximo à demanda do Grande ABC, considerando os sistemas municipais, intermunicipais e ferroviário.

Segundo Andy Byford, CEO da TTC, a resinalização fará com que o intervalo médio entre os trens caia de 132 para 105 segundos. A previsão é de que a instalação da tecnologia seja concluída em 2020.

O primeiro sistema no mundo sinalizado com o CBTC foi o SkyTrain, em Vancouver, também no Canadá. As duas linhas operam com flexibilidade de oferta, baseada conforme a demanda do horário. Ou seja, os trens podem circular com dois, quatro ou seis carros, o que melhora o conforto dos passageiros e evita viagens ociosas. O SkyTrain tem intervalo médio de circulação de 108 segundos e velocidade comercial média de 43,5 km/h. O máximo que a composição chega é 80 km/h.

Em São Paulo, o CBTC já funciona na Linha 4-Amarela (Luz-Butantã) e está sendo testado aos fins de semana na Linha 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente). Quando o sistema estiver em operação plena nesse ramal, a capacidade de transporte terá aumento de 20%, segundo o Metrô.

Depois que a instalação na Linha 2-Verde for concluída, serão iniciadas as obras de modernização das linhas 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi) e 3-Vermelha (Itaquera-Barra Funda). A empresa responsável pelo serviço é a Alstom.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) também tem projeto para instalar o CBTC em suas seis linhas. A empresa foi procurada para comentar o assunto, mas ignorou os pedidos do Diário, feitos ao longo de todo o mês de dezembro.  

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Obras do BRT vão interditar trecho da Avenida Brasil por quatro meses

Um trecho de 350 metros da Avenida Brasil, na altura de Manguinhos e próximo ao Canal do Cunha, será interditado parcialmente a partir do dia 10 de janeiro, para as obras do BRT Transbrasil, que vai ligar Deodoro, na zona oeste, ao centro da cidade. O anúncio foi feito hoje (2) pela prefeitura do Rio de Janeiro. O quarto corredor expresso de ônibus articulado, depois da Transoeste, da Transcarioca e da Transolímpica, deve ficar pronto no primeiro semestre de 2017.

Três frentes da obra foram iniciadas em novembro, mas sem interdição de vias: a construção de um viaduto em Ramos, perto do arco estaiado da Transcarioca; e duas obras de drenagem, na Penha e na Ilha do Governador. Ao todo, serão retirados 11 pontos de alagamento e construídos cinco viadutos. A Transbrasil vai custar R$ 1,4 bilhão e terá 23 quilômetros, com16 estações e quatro terminais.

O secretário de Obras, Alexandre Pinto, destaca que a Avenida Brasil será toda revitalizada. “Essa obra não passa somente pela execução de um corredor de BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit, que em tradução livre significa Transporte Rápido por Ônibus). Além disso, estamos retirando 11 pontos críticos e históricos de drenagem e faremos a urbanização completa, com calçadas, novos canteiros, nova iluminação pública. Será uma repaginada completa na Avenida Brasil", ressaltou. A conclusão das obras está prevista para o primeiro semestre de 2017.

Essa primeira interdição vai durar quatro meses e é considerada a mais crítica, pois será necessário construir pilastras no subsolo para corrigir a consolidação do solo, que é mole no local. Serão fechadas duas faixas de rolamento da pista central, no sentido zona oeste, e uma faixa no sentido centro, que será compensada com o alargamento no canteiro lateral.

O secretário de Transporte, Rafael Picciani, reconhece que haverá transtornos e pede que a população opte pelo transporte público. “Segue a permissão para os táxis trafegarem pela faixa exclusiva e o nosso esforço durante as obras da Transbrasil é que o transporte público desfrute das mesmas condições. O impacto será maior para os usuários de automóvel particular, por isso voltamos a contar com a colaboração da população, que dê preferência ao transporte público, tendo em vista que é preferencial neste momento para a execução da obra, para solucionar um transtorno de décadas dos usuários da Avenida Brasil com a avenida funcionando.”

Para minimizar os impactos, estão sendo abertas agulhas de acesso da pista central para a pista lateral, e a faixa no sentido centro será alargada para o canteiro que divide a pista central e a lateral. A faixa seletiva dos ônibus está mantida, e a recomendação para o motorista de carro de passeio é que busque rotas alternativas como a Linha Vermelha e as avenidas Leopoldo Bulhões e Dom Hélder Câmara.

O afunilamento em Manguinhos deve gerar retenções no trânsito em Irajá, nas rodovias Presidente Dutra e Washington Luís, na Ponte Rio-Niterói, Rodoviária Novo Rio, no Binário do Porto, nas avenidas Francisco Bicalho e Presidente Vargas, bem como nos túneis Rebouças e Santa Bárbara. De acordo com a prefeitura, cerca de 250 mil carros passam pela Avenida Brasil diariamente.

Por Akemi Nitahara 
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Tarifa de ônibus aumenta para R$ 2,90 em Sumaré

O preço da passagem de ônibus urbano em Sumaré (SP) aumentou de R$ 2,50 para R$ 2,90 na sexta-feira (2). Portanto, os passageiros que usam esse transporte vão começar 2015 pagando R$ 0,40 a mais do que em 2014. A tarifa não era reajustada na cidade há quatro anos.
Foto: Marcelo Ferri / EPTV
Apesar do aumento, o valor ainda é um dos mais baixos da região. Em Campinas (SP), por exemplo, é cobrado dos passageiros R$ 3,30. Já em Americana (SP), a tarifa custa R$ 3,15.

O transporte coletivo urbano de Sumaré é compreendido por 16 linhas municipais. O serviço é prestado pela empresa concessionária Ouro Verde, a 215 mil pessoas por mês, e também pelo transporte alternativo, que atende 220 mil usuários mensalmente.

A empresa chegou a cogitar que a tarifa aumentasse para R$ 4,33, considerando inflação, preço dos combustíveis, manutenção e mão de obra. O aumentou não afetou os valores cobrados no transporte coletivo metropolitano, que liga a cidade a outros municípios da região.

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