Tarifas de ônibus e metrô na cidade de São Paulo vão subir de R$ 3,50 para R$ 3,80 a partir de 9 de janeiro

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiram reajustar as tarifas de ônibus, metrô e trem a partir de 9 de janeiro de 2016. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (30) pelo Bom Dia São Paulo.

O bilhete unitário foi reajustado em 8,57%, passando dos atuais R$ 3,50 para R$ 3,80. A tarifa com integração entre ônibus e trilhos aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,92. As tarifas dos bilhetes mensal, semanal, diário e madrugador permanecem congeladas.

O reajuste é menor do que a inflação acumulada no período, de 10,49%, segundo o IPC-Fipe.

Como vão ficar as tarifas a partir do dia 9 de janeiro:

- bilhete unitário de ônibus: reajustado para R$ 3,80
- bilhete unitário de metrô: reajsutado para R$ 3,80
- bilhete unitário de trem: reajustado para R$ 3,80
- bilhete 24 horas de ônibus: mantido em R$ 10
- bilhete semanal de ônibus: mantido em R$ 38
- bilhete mensal de ônibus: mantido em R$ 140
- integração entre ônibus e trilhos: reajustado para R$ 5,92 
- integração entre ônibus e trilhos 24 horas: mantido em R$ 16
- integração entre ônibus e metrô semanal: mantido em R$ 60
- integração entre ônibus e  trilhos mensal: R$ 230
- Trilhos madrugador: mantido em R$ 2,92
- Da Hora: mantido em R$ 2,92
- Para os ônibus da EMTU, o percentual médio do reajuste irá variar em cada uma das cinco regiões metropolitanas vinculadas à empresa - São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba e Vale Paraíba, mas nenhum valor será reajustado acima da inflação.

O último aumento ocorreu em janeiro deste ano, quando Haddad autorizou que tarifa dos ônibus subisse de R$ 3 para R$ 3,50 após ficar mais de um ano congelada. Dias depois, Alckmin aumentou as passagens de trens e metrô para o mesmo valor. O Movimento Passe Livre (MPL) fez protestos contra o reajuste.

Em 2013, o aumento das tarifas do transporte público geraram protestos em junho de 2013, se espalhando para todo o país. As manifestações fizeram o prefeito e o governador de São Paulo recuarem do reajuste de R$ 3 para R$ 3,20 naquele ano.

Subsídio
Em outubro, a Prefeitura de São Paulo publicou um decreto aumentando os subsídios pagos às empresas de ônibus em R$ 144 milhões. Os valores são compensações tarifárias previstas em contrato e que servem para “indenizar” as empresas pelo transporte de pessoas que não pagam a tarifa. É o caso dos estudantes, que desde o início do ano podem fazer viagens totalmente gratuitas, e de aposentados.

Os R$ 144 milhões foram retirados de projetos tidos como prioritários pela gestão Fernando Haddad (PT), como a construção e a modernização de corredores e terminais de ônibus, que vão perder R$ 33 milhões. Outros R$ 14 milhões virão da verba prevista para a construção de moradias populares.

emanejamento foi publicado nesta terça-feira (20) no Diário Oficial do município. Com a verba, a administração tenta resolver a dívida com as empresas de ônibus da cidade, que já chega a R$ 90 milhões.

A Prefeitura de São Paulo afirma que o Orçamento previsto anteriormente ficou “aquém do total de subsídios” necessário. O Orçamento deste ano previu R$ 1,4 bilhão para esse tipo de compensação. Para 2016, o valor deve ser ainda maior. Segundo projeto de lei enviado pela Prefeitura à Câmara, a previsão é gastar R$ 1,9 bilhão no próximo ano.

A SPUrbanuss, que representa as empresas de ônibus da cidade, afirma que elas estão enfrentando dificuldades para honrar seus compromissos financeiros com os funcionários e fornecedores. Ressaltam, porém, que não haverá problemas com a operação.

"As empresas concessionárias esperam que essa situação se normalize o mais rápido possível e asseguram que não haverá problemas com a operação normal do serviço de transporte urbano."
No início de outubro, o prefeito negou que já tenha decidido sobre o possível congelamento do valor da tarifa de ônibus. Haddad disse que tem feito uma política metropolitana e que as decisões de aumento são tomadas em conjunto com o governo do estado e demais municípios.

“Na verdade tem dois fatores que precisam ser considerados: primeiro, que a gente tem feito uma política metropolitana que inclui inclusive o governo do estado, as decisões sobre tarifa de transporte público têm sido organizadas mediante conversas entre prefeitos e entre o prefeito e o governador. Então, as decisões têm sido tomadas na mesma data criando uma política metropolitana e não uma política casuística, em função de calendário ou de partidarização”, destacou.

Enquanto isso, a Prefeitura tenta contratar um novo serviço de ônibus para substituir o atual. Uma licitação foi lançada na última semana e tem previsão de abertura de envelopes para o mês de novembro. A licitação vai alterar o funcionamento do serviço de ônibus da capital pelos próximos 20 anos e vai mudar também a forma como a remuneração é feita.

Uma das alterações diz respeito à satisfação do consumidor, que passará a ser levada em conta nos valores repassados às concessionárias.

Preservar 'orçamento familiar'
Em nota, os governos estadual e municipal informaram que o objetivo de reajustar abaixo da inflação e manter os valores dos bilhetes para além de uma viagem é o de "preservar o orçamento familiar".

"As administrações municipal e estadual têm atuado no sentido de alinhar alguns aspectos das respectivas políticas tarifárias, visando a redução do peso do transporte no orçamento das famílias residentes na Região Metropolitana de São Paulo. Dentre as medidas tomadas em conjunto, desde então, cabe destacar:

1. Foi criado o Bilhete Único de ônibus e trilhos mensal, que permite ao usuário frequente dos sistemas de transporte um desconto em relação à política tradicional do Bilhete Único. Nos dois reajustes desde então, as tarifas dessa modalidade não sofreram qualquer aumento, o que se reflete em um crescimento gradual de sua utilização.

2. Também não sofrerá qualquer reajuste o usuário dos bilhetes Madrugador, válido no início da operação do Metrô, entre 4h40 e 6h15, e na CPTM, das 4h até as 5h35. Também ficará sem reajuste o bilhete Da Hora, que concede benefício entre as 9h e 10h da manhã nas linhas 5 do Metrô e 9 da CPTM.

3. A tarifa zero permanece para pessoas com deficiência e idosos (a gratuidade foi ampliada para pessoas com mais de 60 anos em julho de 2012 – Lei 15.187) e alunos de escolas e universidades que comprovarem baixa renda. Além disso, todo estudante, da rede pública ou privada, já tem direito à meia tarifa e continuará com esse benefício.

4. O trabalhador desempregado, usuário do transporte por ônibus no município, passará a contar com a gratuidade, em moldes similares aos praticados no transporte sobre trilhos.

5. Mais da metade dos usuários do sistema de transportes (53%) não será impactada pela mudança na tarifa unitária, porque são benificiários de gratuidades, usam bilhetes temporais que não terão aumento ou são trabalhadores que já pagam o limite legal de 6% do salário para o vale transporte", diz a nota.

Informações: G1 São Paulo

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Tarifa do transporte coletivo em Florianópolis sofre reajuste

Foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira, dia 29, o decreto que autoriza o reajuste no preço do transporte coletivo em Florianópolis a partir do dia 3 de janeiro de 2016. Segundo o documento, o valor da tarifa única para os usuários do sistema do Transporte Coletivo Urbano que optarem pelo uso da bilhetagem eletrônica através do cartão magnético passa de R$ 2,98 para R$ 3,34. Já para o pagamento em dinheiro, a tarifa urbana passa de R$ 3,10 para R$ 3,50.
Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Ainda a partir desta data, o valor da tarifa social ficará em R$ 2,25 para o pagamento em dinheiro e R$ 1,96 para quem usa o cartão. No transporte executivo, o valor para linhas longas será de R$ 7,75 – um aumento de R$ 0,75 – e para linhas curtas, R$ 6 – aumento de R$ 0,50.

Voltar pra casa sem carro: tarefa difícil na noite de Florianópolis

O contrato da Prefeitura com o Consórcio Fênix prevê que pode ocorrer reajuste anualmente. Em 2015, o valor passou para R$ 2,98 usando o cartão (antes era R$ 2,58) e R$ 3,10 no dinheiro (antes era R$ 2,75).

— A fórmula do reajuste está prevista em contrato. É levado em conta a variação dos insumos, do diesel. É a mesma fórmula aplicada todos os anos, contratual, totalmente correta. Aplicamos o contrato, avaliado pelo Tribunal de Contas, pelo Ministério Público — explica o secretário de Mobilidade Urbana de Florianópolis, Vinícius Cofferri. Ele define o aumento como um “reequilíbrio contratual”.

A mudança passa a vigorar a partir da meia-noite do dia 3. O decreto foi assinado pelo prefeito Cesar Souza Junior e pelo secretário da Casa Civil, Julio Cesar Marcelino Junior.

Confira a tabela completa:

Pagamento em dinheiro – tarifa urbana: R$ 3,50

Pagamento em dinheiro – tarifa social: R$ 2,25

Pagamento com cartão – tarifa urbana: R$ 3,34

Pagamento com cartão – tarifa social: R$ 1,96

Pagamento com cartão – tarifa social especial: R$ 1,96

Estudantes – tarifa urbana: R$ 1,67

Estudantes – tarifa social: R$ 0,98

Estudantes – tarifa social especial: R$ 3,34

Deficientes físicos subsidiados: R$ 3,34

Transporte diferenciado ou executivo

Pagamento em dinheiro – linha longa: R$ 7,75

Pagamento em dinheiro – linha curta: R$ 6

Por Stefanni Ceolla
Informações: Hora de Santa Catarina

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Tarifa de ônibus sobe e vai a R$ 3,80 em Campinas

A tarifa do transporte público coletivo em Campinas passará de R$ 3,50 para R$ 3,80, aumento de 8,57%, a partir deste domingo (3). O reajuste segue o índice aplicado na Capital, onde o bilhete unitário também passou de R$ 3,50 para R$ 3,80 e o de integração entre ônibus e trilhos aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,92.

Nas 158 linhas de ônibus metropolitanos, que atendem à Região Metropolitana de Campinas (RMC), a partir do dia 9 as tarifas serão reajustadas em 10,39%.

O aumento da tarifa dos ônibus urbanos de Campinas, que recebem diariamente 229 mil usuários, foi o segundo autorizado pelo prefeito Jonas Donizette (PSB) em 2015. A publicação saiu na quarta-feira (30) no Diário Oficial do Município. No intervalo de um ano, a passagem saltou de R$ 3,30 para R$ 3,80.

Em três anos do atual governo, o índice de recomposição da tarifa foi de 15,15%, abaixo dos 25,74% de inflação oficial acumulado no mesmo período pelo IPCA.

Na justificativa, o governo alega que estudos e planilhas elaborados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) indicaram a necessidade do reajuste para "a manutenção do equilíbrio econômico e financeiro do sistema de transporte público coletivo".
O reajuste no valor da tarifa do transporte urbano em Campinas é insuficiente para equilibrar o sistema, alega a diretoria do Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano e Urbano de Passageiros da RMC (SetCamp).

Abaixo da inflação média 11% no período, o aumento não é capaz de cobrir os reajustes, segundo as viações.

Segundo levantamento da Prefeitura, no último triênio os principais insumos diretamente ligados à cesta de transporte público tiveram reajustes acima da inflação: motoristas (50,43%), óleo diesel S10 (41,88%), pneus (25,93%) e valores dos veículos (25,89%).

“Com o atual subsídio, a tarifa teria de ser pelo menos R$ 4,20. O valor de R$ 3,80 está bem abaixo do necessário para cobrir os custos. O sistema InterCamp, que este ano passou por sérias dificuldades financeiras, continuará desequilibrado”, afirma Paulo Barddal, diretor de comunicação do SetCamp.

O balanço das contas das empresas do transporte coletivo na cidade aponta um desequilibro econômico-financeiro superior a R$ 22 milhões entre outubro de 2014 a novembro passado.

Segundo o sindicato patronal, diante da recessão, reajustes dos principais insumos da “cesta do transporte” em um ano — pneus (9,93%), peças e acessórios (19,04%) e diesel (9,7%) — e também dos aumentos nos salários dos funcionários, que chegaram a 11,37%, considerando ao valor da comissão paga, as empresas recorreram a bancos para cobrir suas despesas.
A queda de 8,6% no volume de passageiros pagantes também foi contabilizada.

Para os técnicos do SetCamp, será necessário reavaliar o valor do subsídio repassado às concessionárias, que é de R$ 3,1 milhão mensais para cobrir as gratuidades do sistema.
Estima-se que hoje 33,4% dos usuários viajam diariamente sem pagar passagens, considerando as viagens integradas e as gratuidades.

O percentual não inclui os estudantes com desconto de 60% e os universitários que pagam metade do valor da tarifa.

As concessionárias informaram que investiram R$ 58 milhões na renovação de frota com a compra de 109 ônibus novos, dos quais 45 articulados, além dos investimentos no sistema de bilhetagem eletrônica, na manutenção das garagens e frota e no treinamento dos funcionários.

Análise
Na última década, as tarifas públicas em Campinas alcançaram um reajuste real de 5,55%, compara Mucio Zacharias, professor de economia da IBE-FGV, que monitora os aumentos no período.

A tarifa, que em 2005 era de R$ 2,00, sofreu 90% de aumento e agora chega a R$3,80 contra 84,45% de inflação acumulada até novembro passado. Nos últimos três anos, com exceção do reajuste negativo de -12% em dezembro de 2012, época dos protestos no País, em 2013 e 2014 foram dois reajustes em torno de 3,5%.

Zacharias também compara que, apesar da inflação de 10,48% nos últimos 12 meses, o reajuste nominal de R$ 3,50 para R$ 3,80 representa um ganho para o trabalhador de 1,05% abaixo do acumulado no período.

“Essa diferença de R$ 0,30, para quem utiliza dois ônibus seis dias na semana, vai implicar em um aumento de R$ 31,20, o que corresponde a 3,55% do novo salário mínimo de R$ 880,00”, compara o docente. Segundo Zacharias, o trabalhador que obteve reajuste entre 9% e 10% conseguirá absorver o aumento.

SAIBA MAIS
Campinas:  R$ 3,80
Capital: Bilhete unitário - R$ 3,80; Bilhete integração (ônibus e trilhos) - R$ 5,92; Bilhete do Metrô unitário - R$ 3,80
EMTU (alguns exemplos)

— Campinas (Jd São Vicente) – Valinhos (Hotel São Bento) – R$ 3,85 para R$ 4,25
— Linhas de Hortolândia – R$ 3,60 para R$ 3,97 e os trechos R$ 3,80 para R$ 4,19
— Monte Mor – R$ 3,80 para
R$ 4,19
— Valinhos–Campinas - R$ 4,90 para R$ 5,40
— Jaguariúna (João Nassif)- Campinas (Botafogo) – R$ 5,35 para R$5,90
— Americana–Santa Bárbara D´Oeste – R$ 3,30 para R$ 3,64
— Sumaré (Vila Yolanda)– Campinas (Terminal Multimodal) – R$ 4,90 para R$ 5,40
— Paulínia (Cj Hab Tereza Z Vedovelo)–Campinas (Term. Pref. Magalhães Teixeira)– Sumaré Rod. Anhanguera – R$ 3,80 para R$ 4,19

Por Sheila Vieira
Informações: Correio Popular 

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Passagem de ônibus coletivo em Cuiabá deverá subir em janeiro

O prefeito Mauro Mendes (PSB) informou que a tarifa do transporte coletivo da Capital deverá sofrer reajuste a partir de janeiro de 2015.
Marcus Mesquita/MidiaNews

Segundo ele, a tarifa é corrigida anualmente, sendo que a última alteração foi feita em 26 de janeiro de 2015.

“A tarifa segue modelo nacional e de uma planilha que já foi auditada pelo Ministério Público. O valor do combustível aumentou e muito, manutenção aumentou, tudo aumentou. Ninguém pode imaginar que a tarifa vá continuar a mesma em Cuiabá e nem em lugar nenhum do Brasil”, disse o prefeito

“Estou acompanhando o movimento em  outras capitais e, em todos os locais e cidades do porte de Cuiabá, haverá aumento. O que esse aumento tem que ser é justo, correto e legal. E é isso que esperamos e tenho certeza que assim será em Cuiabá”, afirmou.

Segundo Mendes, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e a Arsec (Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados da capital) desenvolvem um estudo com uma planilha de custo das empresas de ônibus.

A planilha deverá considerar vários itens, como número de veículos, custos com os salários dos funcionários, o preço do combustível, o desgaste dos pneus, valores das peças de reposição e insumos básicos.

O prefeito negou que esteja fazendo alguma negociação com os empresários do transporte coletivo.

“Esse aumento é anual. Teve em janeiro de 2015 e terá em janeiro de 2016. É um aumento de ano em ano. E quem está comandando isso é a Secretaria Municipal Mobilidade Urbana, junto com a Arsec. Isso não passa pelo prefeito mais”, disse.

“Primeiro que tem ser um aumento técnico, correto e bem fiscalizado. Não tem esse negócio de prefeito meter a mão, negociar com empresário, nem um pouquinho a mais, nem um pouquinho a menos. Tem que ser o que é justo e correto dentro do contrato assinado”, afirmou.

O último aumento ocorrido foi em janeiro de 2014, quando a passagem subiu de R$ 2,80 para R$ 3,10.

No ano anterior, em 2014, o prefeito reduziu o valor da tarifa para R$ 2,80, após recomendação do Ministério Público Estadual (MPE).

Licitação dos ônibus

Já quanto à nova concorrência pública no sistema de transportes da Capital, Mauro Mendes afirmou que um estudo sobre a licitação ainda está em andamento e deverá ser entregue em fevereiro de 2016.

O estudo era esperado para o final deste ano, mas a indefinição quanto ao futuro do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) tem atrapalhado a finalização dos trabalhos.

“Fomos procurados pelo Governo do Estado e está tendo uma conversa entre eles e o Ministério Público, para que a gente possa encontrar uma solução em conjunto para não comprometer uma possível solução do VLT. Somos sensíveis a isso, mas determinei que quero o edital pronto até o final de fevereiro”, afirmou.

“Se isso acontecer, vamos conversar com o Estado, vamos ver a solução que eles vão trazer com o VLT, porque o modal impacta diretamente naquilo que faremos em Cuiabá. Mas não podemos ficar esperando, sem que eles apresentem uma solução ou uma clareza maior do que se tem dado até agora”, disse.

Por Douglas Trielli
Informações: Mídia News

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Greve de ônibus em Blumenau termina após 13 dias

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Motoristas e cobradores do transporte coletivo de Blumenau, no Vale do Itajaí, decidiram encerrar a greve nesta quarta-feira (30), depois de 13 dias. A decisão foi tomada em assembleia no fim da tarde, depois que a Justiça do Trabalho determinou o bloqueio de toda a arrecadação do Consórcio Siga, como mostrou o RBS Notícias.

Com a decisão, a partir da madrugada desta quinta (31) os ônibus voltam a circular na cidade. Os usuários devem estar atentos para os horários de cada empresa, já que algumas podem adotar escalas de horário diferenciadas por ser véspera de ano novo, segundo o Sindetranscol, sindicato da categoria.


O dinheiro vai ser usado para o pagamento dos salários atrasados e do 13º. Durante a greve, só os ônibus da Rodovel, uma das três empresas que atuam na cidade, circularam em Blumenau.
"A gente ficou sem 13º, sem Natal. Vamos acreditar na Justiça. A gente quer receber parte do que é devido até o dia 10", afirmou Ari Germer, presidente do Sindetranscol. Segundo ele, o trabalho será retomado, mas a categoria segue em "estado de greve" até que tudo seja pago.

Ônibus apedrejados
Na terça-feira (29), cinco ônibus da empresa Rodovel, que opera com frota mínima, foram apedrejados. No dia 24, quatro veículos da Glória também foram apedrejados.
A primeira ocorrência foi por volta das 5h30, quando o veículo saía da garagem. Segundo o motorista, um carro se aproximou do veículo e um homem jogou pedras no para-brisa do ônibus. Ninguém ficou ferido. 

Os outros quatro coletivos circulavam pela cidade quando foram alvo de vândalos. Segundo a RBS TV, motoristas e cobradores não viram quem atirou as pedras. Os veículos tiveram lataria amassada e para-brisa quebrados. A empresa levou os ônibus atingidos para um terminal da cidade, onde permanecem à disposição para perícia policial.

Informações: G1 SC

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Grande Recife prepara reforço de viagens para o Réveillon

Para os usuários de ônibus que passarão a virada do ano fora de casa, o Grande Recife Consórcio de Transporte reforçará, na madrugada do dia 1º de janeiro de 2016, o número de viagens dos bacuraus. No total, 42 linhas realizarão 302 viagens das 0h às 4h do dia 1º de janeiro. Ou seja, serão 135 viagens a mais do que em dias normais. 

Confira abaixo as linhas que receberão reforço nas viagens:

036 – Aeroporto (Bacurau)
038 – Massangana (Bacurau)
063 - Jardim Piedade (Bacurau)
073 – Candeias (Bacurau)
258 - Moreno
333 – Totó (Bacurau)
352 - Curado II (Bacurau)
362 – Curado IV (Bacurau)
745 - Alto José Bonifácio
846 – Águas Compridas (Bacurau)
827 – Jardim Brasil (Bacurau)
715 - Alto Santa Terezinha (Bacurau)
744 - Dois Unidos (Bacurau)
1927 – Ouro Preto (Bacurau)
1928 - Maranguape II
1936 - Mirueira
1956 - Igarassu
1957 - Caetés I
1975 - Amparo
1985 – Rio Doce (Bacurau)
1995 – Pau Amarelo (Bacurau)
426 - Torrões
427- Monsenhor Fabrício
435 – CDU (Várzea)
233 – Cavaleiro (Bacurau)
254 - Jaboatão
322 – Jardim São Paulo (Bacurau)
613 - Morro da Conceição
643 - Córrego do Jenipapo
515 – Nova Descoberta (Bacurau)
2457 – São Lourenço (Bacurau)
2462 - Lot. Santo Cosme e Damião
626 – Brejo (Bacurau)
184 – Cabo (Bacurau)
523 – Dois Irmãos (Bacurau)
533 - Casa Amarela
131 – UR-2 (Bacurau)
145 – Alto Dois Carneiros (Bacurau)
146 - UR-11(Bacurau)
154 - Jordão
170 - Muribeca dos Guararapes
172 - Conjunto Marcos Freire 

Para mais informações, os usuários podem entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cliente, no 0800 081 0158.

Informações: GRCT

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Passageiros poderão pagar ônibus com cartão bancário em Jundiaí

Quem utiliza o transporte público em Jundiaí poderá utilizar o cartão bancário para pagar a passagem. A novidade começa a valer a partir da segunda quinzena de janeiro, num primeiro momento, nas linhas alimentadoras que fazem o itinerário bairro – terminal, do Terminal Rami. A medida é uma alternativa para ao passageiro que, a partir desta sexta-feira (1º), não poderá mais pagar a passagem em dinheiro nos ônibus que servem este terminal.

A ideia é implantar o sistema gradativamente em todos os terminais da cidade, atendendo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Prefeitura Municipal e empresas de transporte representadas pela Transurb.

Outra alternativa é utilizar o Bilhete Único. A única forma de pagamento em dinheiro será nos guichês do Terminal.

A medida, por enquanto, não vale para as linhas troncais, que ligam os ônibus do Terminal Rami a outros terminais. Neste caso, as passagens poderão continuar sendo pagas em dinheiro, até que se integrem à mudança. O segundo terminal a receber a novidade será o Cecap. A previsão é de que todo o sistema esteja funcionando desta forma até o segundo trimestre de 2016.

No entanto, as empresas de ônibus tentam junto ao Ministério Público adiar a decisão que deve entrar em vigor em 1º de janeiro, a fim de adequar os veículos e criar um sistema para oferecer mais de uma opção de pagamento eletrônico.

Informações: Tribuna de Jundiaí

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Curitiba investe em novas tecnologias para melhorar a mobilidade urbana

A Prefeitura de Curitiba implantou em 2015 duas novas tecnologias para melhorar e modernizar o trânsito da cidade: o semáforo especial para pessoas com mobilidade reduzida e os no-breaks.
A Prefeitura de Curitiba implantou em 2015 duas novas tecnologias para melhorar e modernizar o trânsito da cidade: o semáforo especial para pessoas com mobilidade reduzida e os no-breaks. Foto:Cesar Brustolin/SMCS

Ambos os projetos foram testados em 2014, após a Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) publicar portarias convidando empresas a apresentar novidades tecnológicas para o trânsito de Curitiba. Uma comissão especial formada por representantes da Setran e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Positivo avaliaram as propostas e solicitaram testes de algumas, sem custos para o munícipio.

Reconhecido internacionalmente em novembro deste ano com o Prince Michael International Awards (PMIRSA), o mais importante prêmio em segurança viária no mundo, entregue pela Federação Mundial de Automobilismo (FIA), o projeto dos semáforos inteligentes para pessoas com dificuldade de mobilidade foi implantado na capital paranaense a partir de abril, após o teste-piloto realizado no ano passado.

O protótipo de equipamento foi idealizado por técnicos da Setran e profissionais da UFPR. O sistema funciona através de uma botoeira especial acoplada ao semáforo, que é acionada pelos cartões da Urbanização de Curitiba (Urbs). Ao identificar o cartão, o semáforo abre por alguns segundos a mais do que o comum, permitindo uma travessia mais segura dos pedestres. O tempo de abertura pode ser até 50% maior do que o tempo de semáforo normal.

“Esses semáforos inteligentes possibilitam que o pedestre tenha mais segurança nas travessias, principalmente dos idosos, que são as maiores vítimas de acidentes fatais com pedestres nas ruas de Curitiba, segundo levantamento do projeto Vida no Trânsito. É uma tecnologia local que demonstra a capacidade de inteligência e inovação de profissionais da cidade de Curitiba”, diz o prefeito Gustavo Fruet.

Atualmente, os equipamentos podem ser utilizados por 160 mil idosos, 13,2 mil pessoas com deficiência e 6,2 mil aposentados por invalidez que possuem um cartão de isento habilitado da Urbs. Foram implantados 120 equipamentos em 31 locais da cidade que apresentam maior risco de acidentes para pessoas com mobilidade reduzida, como cruzamentos próximos a unidades de saúde, hospitais e terminais de ônibus.

Os equipamentos foram adquiridos através de licitação (modalidade pregão), com investimento de R$ 348 mil. A Setran já está realizando estudos técnicos para novos locais de implantação dos semáforos inteligentes.

No-breaks

A Prefeitura de Curitiba finalizou em novembro a implantação de no-breaks em 30 cruzamentos da cidade. O equipamento evita o desligamento de semáforos por falta de energia. Os estabilizadores são acionados imediatamente após o corte de energia podem funcionar por até 6 horas sem interrupções, mantendo em plena atividade os semáforos ligados a eles. A escolha dos locais de instalação dos no-breaks teve como prioridade a melhor fluidez do trânsito para o transporte coletivo.

“A instalação dos no-breaks é de fundamental importância para o trânsito de Curitiba. Os cruzamentos que receberam os equipamentos não dependerão do deslocamento de equipes e não perderão o sincronismo e a comunicação com a central de controle quando houver falta de energia”, afirma a secretária municipal de Trânsito, Luiza Simonelli.

A tecnologia testada em 2014 foi aprovada por uma comissão da Setran e os equipamentos foram adquiridos através de licitação (modelo pregão) – também estão incluídos no pacote cinco no-breaks móveis, que poderão ser utilizados em situações de emergência na cidade, nos locais onde não há instalação dos equipamentos. O investimento da Prefeitura foi de R$ 161,83 mil.

Os no-breaks também vão permitir uma maior agilidade no trabalho dos agentes de trânsito na cidade. A Setran atende em média dez chamadas diárias relacionadas à queda de energia, entre serviços programados e eventuais. Em muitas dessas situações, é necessário o envio de dois a cinco agentes de trânsito para atuar em um cruzamento com semáforo apagado, dependendo do movimento e quantidade de fluxos de trânsito a serem controlados. Com o módulo móvel, o tempo de atendimento e permanência dos agentes poderá ser reduzido.

Não será necessária a atuação de agentes nos cruzamentos com no-breaks fixos, liberando o efetivo para atuação em outras áreas em casos de grande queda de energia na cidade.

Informações: Prefeitura de Curitiba

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Tarifa de ônibus será de R$ 3,50 em Uberaba e Uberlândia em 2016

Quem usa o transporte público em Uberlândia e Uberaba terá que desembolsar mais a partir de 2016. A tarifa será de R$ 3,50 nas duas cidades. Os reajustes foram divulgados no Diário Oficial de Uberlândia e no jornal oficial Porta-Voz, de Uberaba, nesta segunda-feira (28).

Em Uberlândia, a tarifa de R$ 3,50 passa a valer a partir do dia 3 de janeiro. Um reajuste de 12,90%. Na mesma data, o passe escolar também passará por reajuste e custará R$ 1,75. 

Conforme o decreto publicado nesta segunda-feira (28), o reajuste e revisão tarifária estão previstos em todo contrato de concessão para atender ao princípio da continuidade do serviço público e à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, na forma do art. 23, inciso IV, da Lei Federal nº 8.987.

Conforme nota da Prefeitura, o reajuste leva em consideração o aumento no preço dos insumos do setor de transporte em 2015, em especial o combustível. O secretário municipal de Trânsito e Transportes, Alexandre Andrade, explicaou que o reajuste solicitado pelas concessionárias e o que estava previsto em contrato eram maiores do que o novo preço estipulado. “As empresas queriam a passagem a R$ 3,92 e a Prefeitura fez uso das formas contratuais que indicavam um valor de R$ 3,60. Mas para garantir a modicidade tarifária definiu-se R$ 3,50”, informou.

De acordo com a nota, a modicidade tarifária é um princípio levado em consideração no ato da revisão das tarifas de acesso ao serviço público. As tarifas são definidas de maneira a condizer com as possibilidades econômicas da população e com a manutenção do serviço.

Em Uberaba, a nova tarifa no transporte coletivo urbano passa a valer a partir de 1º de janeiro. Em nota enviada à imprensa, a Prefeitura de Uberaba informou que não acatou o pedido das empresas concessionárias que queriam aumentar a passagem do coletivo para R$ 3,65. A decisão do Conselho Municipal de Transporte Coletivo foi de conceder um reajuste para R$3,5190, após uma análise minuciosa da planilha de custo do serviço, o que permite um reequilíbrio econômico financeiro do sistema acusou o coeficiente de 12,6% , considerando que  os fatores de maior peso no resultado foram os seguintes itens: óleo diesel (12,11%), carrocerias (11,98%), chassis (21,61%), salários (9,81%) e gratuidade (30%). No entanto, o decreto publicado no Porta-Voz desta segunda-feira, arredondou o valor para R$ 3,50.

Segundo o superintendente de Transporte e Mobilidade Urbana, Claudinei Nunes, além dos itens acima mencionados, pesa ainda a gratuidade. Mais de 30% dos usuários do sistema do transporte coletivo em Uberaba não pagam pela passagem de ônibus. Entre eles estão estudantes que pagam 50%, pessoas acima de 60 anos, deficientes e acompanhantes (cadastrados com cartão), policiais militares e bombeiros fardados, carteiros, fiscais do sistema, dentre outros grupos menores, sem contar os passageiros que pagam apenas uma passagem na Integração.

Durante o atual governo a tarifa em 2013 baixou de R$ 2,90 para R$ 2,80. De 2014\2015 foi de R$ 3,10 e agora R$ 3,50, sendo que em 2016 não haverá reajuste conforme determinação do governo municipal. “Neste período conseguimos manter um valor mais ajustado. O governo trabalhou para não onerar a população, discutiu muito com as empresas, não os atendeu em seus reajustes, mas acho que conseguimos manter os valores dentro das possibilidades, visto que estamos em um ano atípico onde o valor de tudo foi reajustado”, finalizou Nunes.

Informações: G1 Triângulo Mineiro

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