Ônibus de SP terão 300 câmeras para multar veículos

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A Secretaria Municipal de Transportes abriu uma consulta pública para definir a instalação de 300 radares dentro dos ônibus municipais da cidade, ao custo de pelo menos R$ 43.178.796,48 por um período de 48 meses. Os equipamentos fiscalizarão as invasões de carros nas faixas exclusivas e corredores, desrespeito ao rodízio municipal e também vão flagrar veículos procurados ou sob investigação da polícia.

Ainda não há prazo para que os ônibus "dedo-duro" comecem a circular e aplicar multas na capital. A consulta pública vai ainda definir o formato e as regras para a licitação do serviço. Apesar da medida já estar norteada pela secretaria, ainda é possível fazer mudanças. A novidade tecnológica foi anunciada em abril do ano passado. Na época, não havia detalhes de custo, quantidade de radares e quais outros tipos de fiscalização os radares fariam.

O equipamento é uma espécie de radar móvel em movimento constante, pois será instalado em ônibus municipais que trafegam nos principais corredores de ônibus e faixas exclusivas do viário de São Paulo.

O termo de referência do edital prevê que os radares flagrem carros circulando sem o licenciamento ou a inspeção veicular — que ainda não foi definida pela prefeitura —, caminhões circulando em áreas proibidas, além de ônibus do tipo fretado que também estiverem em áreas restritas.

Em 2013, quando o prefeito Fernando Haddad (PT) e o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, falaram sobre a medida, ainda não havia uma regulamentação específica do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) para a instalação de radares em ônibus. Agora, de acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), atuações desse tipo já são permitidas. A resolução 458 do Contran foi publicada em novembro de 2013, permitindo que os órgãos de fiscalização instalem radares em veículos em movimento.

Mobilidade

A prefeitura defende que a medida deve ser implementada para melhorar a fluidez do transporte coletivo em faixas exclusivas de ônibus e corredores. A justificativa usada pela Secretaria Municipal de Transportes no lançamento da consulta pública, no Diário Oficial da Cidade de ontem, é justamente a política de implementação das áreas para coletivo.

De acordo com a pasta, 70% das autuações em faixas exclusivas à direita foram feitas por marronzinhos da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e fiscais da SPTrans (São Paulo Transporte). Com isso, a prefeitura pretende liberar os fiscais para organizar o trânsito, o que é defendido por especialistas de trânsito.

"O agente de trânsito vai poder fiscalizar outras infrações, organizar o trânsito na cidade", afirmou o engenheiro Horácio Augusto Figueira, especialista em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP). Ele defende esse tipo de fiscalização que a prefeitura quer colocar em prática na capital. A CET afirmou que a cidade será a primeira do Brasil a ter esse tipo de fiscalização com câmeras instaladas dentro de ônibus.

Informações: R7.com

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Em Jundiaí, Nova linha de ônibus vai agilizar acesso entre terminal Vila Arens e Guanabara

A Secretaria de Transportes de Jundiaí vai iniciar uma reorganização nas linhas de ônibus do Vetor Oeste, à partir de 14 de setembro. A ação visa regularizar os horários de atendimento aos bairros daquela região. A atual linha 521, que liga o terminal Vila Arens ao Jardim Guanabara, passando pelas ruas centrais, terminal Central, avenida Jundiaí e rua do Retiro, será substituída.

Agora, a linha 712 realizará esse roteiro, porém não passará pelas ruas centrais. O trajeto entre o terminal Vila Arens e terminal Central (e vice-versa), seguirá itinerário expresso. Assim, não fará paradas pelas ruas da região do Vianelo, permitindo a interligação mais ágil e rápida entre os dois terminais. Isso vai possibilitar que os passageiros ganhem de 10 a 15 minutos pela redução do trajeto. A nova linha circula todos os dias.


Entre o terminal Central, a rua do Retiro e Jardim Guanabara, a nova linha 712 realiza o embarque e desembarque normalmente nos pontos de parada existentes e no mesmo trajeto da linha 521.

Linha 527

Com a substituição das linhas, haverá a extensão da linha 527 – terminal Central, Vila Alvorada até o Jardim Guanabara, que atenderá a Vila Alvorada em ambos os sentidos e deixará de circular pela avenida Osmundo dos Santos Pelegrini.

O novo itinerário parte do terminal Central, avenida Jundiaí, rotatória do lago, marginal sul da Anhanguera, avenida João Antonio Meccatti. Seguindo, acessa a Vila Alvorada pela Praça Flora Brasileira, passando no sentido inverso do itinerário atual e segue até o Jardim Guanabara passando pela Recall, Maderoa e Bollhoff. Saindo do Jardim Guanabara, passa na avenida Amélia Latorre, rua Coriolano Marins e Dias Filho, e segue até o Terminal Central.

A avenida Osmundo dos Santos Pelegrini continua a ser atendida pela linha 940 – terminal Eloy Chaves/terminal Hortolândia via terminal Central e 526 – Parque dos Ipês/terminal Central.

Vila Arens

Os usuários do terminal Vila Arens com destino às ruas centrais podem utilizar as seguintes alternativas: para a rua Doutor Cavalcanti, as linhas: 512 – Vila Aparecida; 513 – Jardim São Camilo; 514 – Vila Nambi; 917- Terminal Hortolândia ou 951- Terminal Colônia;

Para as ruas Doutor Cavalcanti e Marechal Deodoro, as linhas: 702 – Mato Dentro; 703 – Rio Acima; 704- Jardim Tarumã; 705- Jundiaí Mirim; 907- Terminal Hortolândia; 961- Terminal Cecap;

Para a rua Campos Sales, as linhas: 941A ou 941B- Terminal Eloy Chaves;

Para o terminal Central e ruas centrais, próximas ao terminal até a Igreja Matriz, a nova linha 712 ou 912.

Informações: Secretaria de Transportes de Jundiaí

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Em BH, BRT Move com veículos de 18 metros aumenta responsabilidade sobre motoristas

O acidente envolvendo o ônibus articulado da linha 82 acende o alerta para a alta carga de estresse à qual os motoristas do transporte rápido por ônibus (BRT) de Belo Horizonte estão sujeitos. A maior responsabilidade ao volante começa pela direção de um ônibus articulado com mais de 18 metros de comprimento – média de cinco metros a mais que um coletivo convencional – e passa pela habilidade em guiá-lo entre carros e motos em vias de trânsito misto, como as da região hospitalar, local do acidente na manhã de ontem.

Desde que as primeiras linhas do Move entraram em operação, em 8 de março, ao menos cinco colisões envolvendo coletivos do novo sistema foram registradas fora das pistas exclusivas dos corredores Cristiano Machado e Antônio Carlos, na região do hipercentro. A jornada de trabalho da categoria é de seis horas e 20 minutos por dia, com uma hora de intervalo para alimentação ou repouso, o que na prática representa uma escala de trabalho de seis viagens diárias. 

Como forma de compensação, os quatro consórcios operadores do transporte coletivo da capital oferecem ao motoristas dos ônibus padrons e articulados Move um adicional de 15%, de cerca de R$ 1.700. Todos devem ter habilitação na categoria E, enquanto os demais condutores usam a carteira D. BHTrans e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) afirmam realizar treinamentos e exames de saúde anuais, a fim de checar a aptidão dos operadores.

Porém, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Belo Horizonte e Região Metropolitana (STTR-BH) denuncia que muitos motoristas não apresentam atestados médicos às empresas quando doentes, por receio de repreensão. Um dos diretores do sindicato, Carlos Henrique Marques, afirma que muitas vezes o trabalhador prefere trabalhar passando mal a procurar um médico. “Muitos acreditam que não é nada grave, mas uma dor de cabeça pode ocasionar um problema maior”, denuncia. Marques acredita ainda que a frequência do exame de saúde – realizado uma vez ao ano – é insuficiente. A principal queixa dos representantes da categoria tem relação com a rotina diária atrás do volante. De acordo com a entidade, 10% da categoria está afastada do trabalho por problemas de saúde – a maioria com sintomas de depressão e problemas na coluna (30%). 

SEM PADRÃO
Quem encara o desafio diário de dirigir um articulado no cada vez mais complicado trânsito de BH, alerta ainda para ausência de um treinamento padronizado entre as 39 empresas de ônibus do sistema e de um programa periódico específico para o aperfeiçoamento de práticas na condução da frota, o que inclui os 428 novos ônibus do Move. 

A validade dos treinamentos, segundo um instrutor de uma operadora de ônibus da capital, varia de empresa para empresa. “Cada uma faz de um jeito. Tem empresas que dão treinamento bons. Na minha empresa foi muito intenso. Principalmente pela questão de compromisso, com o motorista retirado da escala de trabalho no dia do treinamento e advertência em caso de ausência”, contou o profissional, que optou por não se identificar.

O instrutor explica que na empresa em que trabalha foi dado desconto de 20% na habilitação em uma auto-escola, como forma de incentivar os motoristas a se reciclarem e conseguirem a habilitação na categoria E. “Nem todas as empresas, porém, deram esse incentivo”, ressalta.
Sem garantia de indenização

Proprietários dos 13 veículos atingidos pelo ônibus desgovernado, assim como feridos no acidente, terão de aguardar a avaliação do seguro do coletivo para saber quem vai arcar com o custo dos estragos causados pelo acidente, informou ontem o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setra-BH). “Todas as empresas de ônibus de Belo Horizonte são obrigadas a ter seguro contra terceiros, além do DPVAT. Qualquer parcela adicional, além daquela estabelecida pelas cláusulas da apólice, será ressarcida após negociação entre as partes ou determinação judicial”, informou a entidade patronal.

BHTrans e Setra-BH disseram realizar uma constante reciclagem dos motoristas do transporte coletivo, como forma de prevenção de acidentes. A empresa que administra o trânsito de Belo Horizonte, entretanto, reconheceu que interfere no plano anual de treinamento para motoristas e cobradores proposto pelo sindicato, quando necessário, para melhor atender ao planejamento. “O acidente ocorrido (ontem) foi um fato isolado, uma vez que o motorista foi acometido por um mal-estar. Este ano, o treinamento concentrou-se na operação do Move, tanto a parte teórica quanto a prática. Muitas vezes, a empresa gerenciadora do transporte e trânsito de BH pede alterações no plano, mas sempre tendo em foco a segurança dos operadores, dos usuários e dos pedestres. Inclusive, a própria BHTrans já foi a promotora, nas garagens, de treinamento para motoristas e agentes de bordo”, disse, em nota. 

O sindicato das empresas de ônibus qualificou o acidente da linha 82 como “não mais do que uma fatalidade” e disse que todas as concessionárias de transporte possuem departamentos médicos e realizam anualmente uma semana de prevenção de acidentes de trabalho. 

SEGUNDO ACIDENTE Procurada pela reportagem, a Bettania Ônibus informou que somente o Setra-BH se pronunciaria sobre o assunto. O desastre com o ônibus articulado da linha 82 foi o segundo acidente grave envolvendo um ônibus da empresa em menos de três meses. Em 8 de julho, um coletivo da linha 3055 (Estação Barreiro/Savassi) deixou pelo menos sete feridos depois de colidir na traseira de uma carreta. Cerca de 15 pessoas estavam a bordo, todas assentadas. O lado mais atingido foi o do cobrador, que ficou gravemente ferido. (BF, com Luana Cruz e Pedro Ferreira)

Risco na pista

2/4 Primeiro acidente envolvendo o BRT. Uma moto e um coletivo articulado da linha 82 bateram na faixa exclusiva do Viaduto Leste. Não houve vítimas.

7/5 Batida entre ônibus da linha 83D e carro que invadiu a faixa exclusiva do Viaduto Leste, no Complexo da Lagoinha. Ninguém ficou ferido.

12/6 Primeiro acidente do BRT com morte: um morador de rua foi atropelado por ônibus articulado da linha 83D, na Avenida Santos Dumont, Centro de Belo Horizonte, por volta das 6h50. O motorista disse ter sido surpreendido pelo homem, que teria atravessado com o sinal verde para os veículos.

20/6 Acidente entre um ônibus articulado e um caminhão, no cruzamento das avenidas Barão Homem de Melo e Silva Lobo, no Bairro Alto Barroca, Região Oeste de Belo Horizonte. Não houve feridos.

30/6 Um incêndio consumiu em minutos um ônibus articulado da linha 61 que passava pela Avenida Pedro I. Testemunhas afirmaram que o fogo começou na articulação do veículo, onde há uma rótula que conecta os vagões e componentes elétricos. Os sete passageiros a bordo saíram ilesos. BHTrans e Setra declararam que, caso seja constatado problema de fabricação, exigirão recall.

2/7 Duas pessoas morreram depois que a moto em que estavam bateu em um ônibus articulado da linha 52 que fazia uma conversão na Avenida Carlos Luz, no Bairro Engenho Nogueira. O coletivo havia deixado a garagem da empresa Rodopass e seguia para a Estação Pampulha. Tudo indica que a moto avançou o sinal vermelho.

15/7 Um ônibus articulado apresentou problemas no freio e colidiu em um outro coletivo estacionado na Rua Ouricuri, no Bairro Floramar, Região Norte de Belo Horizonte. Os veículos só pararam quando bateram nos muros de um condomínio e de uma casa. Ninguém ficou ferido.

No mesmo dia, um homem de 66 anos foi atropelado por um ônibus articulado da linha 83D (Estação São Gabriel/Centro – Direta) na Avenida Paraná. A vítima quebrou o braço e foi levada consciente para o Hospital João XVIII. Testemunhas relataram que o idoso teria entrado na frente do coletivo.

30/07 Outro acidente no Complexo da Lagoinha. A batida entre um ônibus e um carro interditou o trânsito no Viaduto A. Ninguém se feriu.

Por Bruno Freitas
Informações: Estado de Minas

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Sistema BRT do Rio deixa passageiros com falta de coletivos nas linhas alimentadoras

No dia seguinte ao protesto de passageiros dos ônibus alimentadores do sistema BRT, que fechou o trânsito na Avenida das Américas, usuários do serviço intensificaram as reclamações. As principais queixas são a demora e a mudança de itinerários, depois das alterações feitas com antigas linhas que ligam a Zona Oeste ao Centro e à Zona Sul. 

A diarista Silvana Melgaci, de 40 anos, considera que o sistema alimentador do BRT está na contramão da suposta vantagem do serviço, que seria poupar tempo do usuário. Moradora da Taquara, ela comentou que, se utilizasse a integração dos BRTs Transoeste e Transcarioca, teria que dar mais voltas.  Ela prefere pegar apenas um ônibus da linha 736 (Cascadura-Riocentro) para ir e voltar ao trabalho: “Vou mais rápido porque não preciso parar no Terminal Alvorada. O problema é que há poucos ônibus circulando”.

A redução da frota do 736, que serve como linha alimentadora do BRT, foi o estopim do protesto de terça-feira: o número de coletivos caiu de 12 — quantidade determinada pela prefeitura — para cinco. “Estou há um tempão no ponto”, dizia nesta quarta a doméstica Erica da Silva, 46. 

Os problemas não estariam restritos à linha 736. Há quem espere mais de 30 minutos, em ponto de ônibus sem abrigo, na Avenida das Américas, por linhas como 959A (Curicica-Recreio) e 808A (Colônia-Recreio). “Quando eu pegava apenas um ônibus para voltar da Zona Sul gastava 30 minutos a menos do que o tempo gasto nas três novas baldeações que eu preciso fazer após a implantação do BRT”, contou o engenheiro Guilherme Andrade, de 30 anos, que costuma pegar as linhas 959A e 808A. Isto acontece porque elas tiveram seus itinerários alterados para servirem como alimentadoras do BRT. 

O estudante Felipe Luz, de 21 anos, diz ter a impressão de que a frota do 959A era maior antes da implantação das linhas alimentadoras: “Acho que tinha muito mais ônibus”. Já os aposentados César Greco, de 61 anos, e Antônia de Paula, de 65, comentaram que esperar um coletivo da 808A tem sido pior do que antes. “A minha viagem era de 30 minutos. Agora, faço em uma hora porque tenho que esperar mais”, lamentou César. 

“Eu já fiquei quase uma hora no ponto esperando o 808A. É minha única opção, pois o BRT só anda cheio”, completou Antônia. A balconista Josimeire dos Santos, de 19, aprovou a substituição da antiga linha 758 (Cascadura-Recreio) pela 959A. Porém, uma mudança recente no itinerário provocou atrasos. “Estava melhor do que antes. Mas, quando incluíram o Terreirão no itinerário, a viagem ficou muito mais longa”, reclamou.

Região vai ganhar duas novas linhas 
De acordo com o consórcio Transcarioca, a linha 736 (Cascadura-Riocentro), da Viação Santa Maria, operou ontem com sua frota completa, atendendo à determinação da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). 

Na última terça-feira, a SMTR aplicou ao consórcio multa de R$ 1.300 em função da redução da frota do 736, de 12 ônibus para apenas cinco coletivos — o que contrariava norma segundo a qual a retirada de circulação deve ser feita com autorização da secretaria. 

O consórcio acrescentou, nesta quarta-feira, que a linha 736 não é a única opção de transporte para os passageiros que se deslocam entre o Recreio dos Bandeirantes e Cascadura, uma vez que o percurso pode ser feito pelas linhas 959A (Curicica-Recreio, via Salvador Allende) e 808A (Colônia-Recreio, via Curicica). Nos próximos dias, entrarão em operação as linhas 766A (Madureira-Madureira Shopping, via Cascadura) e 931A (Curicica-Recreio, via Arroio Pavuna).

Informações: O Dia

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Linha Amarela faz 10 anos com só 6 das 11 estações

Com as obras iniciadas há exatos 10 anos, no dia 2 de setembro de 2004, a linha 4-Amarela deveria ser concluída em 2010. Quatro anos depois, o ramal, que ligará a Luz à Vila Sônia, só teve 6 das 11 estações concluídas (veja quadro). A próxima data estipulada pelo governo estadual para finalizar o ramal é 2016.

A construção da linha Amarela foi marcada por diversos problemas. O mais grave deles aconteceu no dia 12 de janeiro de 2007, quando a obra da estação Pinheiros desabou, abrindo uma cratera de 80 metros de diâmetro, que engoliu carros, caminhões e até casas. Sete pessoas morreram.

À época, o então governador José Serra (PSDB) afirmou que a tragédia não afetaria o cronograma de entrega. Mas no mesmo ano, outro problema foi detectado: um erro provocou um desencontro de túneis que estavam sendo escavados a partir de duas frentes de trabalho. A falha obrigou as empreiteiras a fazer correções que fizeram com que as escavações se estendessem por mais um mês. O problema ocorreu em um ponto que deveria ser a conexão dos túneis Caxingui/Três Poderes, na zona oeste.

As primeiras estações da linha (Paulista e Faria Lima) foram entregues apenas em maio de 2010. As outras quatro foram entregues no ano seguinte.

Pelo cronograma do governo estadual, a estação Fradique Coutinho deve ser entregue no próximo dia 25. “As obras estão a pleno vapor. Estamos lá com 150 homens só trabalhando na parte de energia e sinalização”, afirma o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

A estação Oscar Freire, que também deveria ser inaugurada este ano, deve ficar para 2015.

Em nota, o Metrô afirmou que a alteração nos prazos inicialmente previstos está atrelada a fatores externos à gestão, como recursos judiciais, demora na concessão de licenças ambientais, ações judiciais relacionadas às desapropriações, entre outros. A companhia diz, ainda, que a linha 4-Amarela é a primeira PPP (Parceria Público Privada) do Brasil na área de transporte e foi reconhecida internacionalmente dentre os melhores projetos no mercado emergente.

A linha começou a funcionar em maio de 2010 e teve a primeira fase entregue completamente em setembro de 2011. Diariamente, 750 mil usuários são transportados. As estações Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie estão em fase de acabamento. O mesmo acontece com a estação São Paulo-Morumbi, que será aberta em 2015.

Análise - ‘Prazos são políticos, não reais’*

Existe uma grande diferença entre o cronograma divulgado pelo governo estadual e o que realmente pode ser levado em consideração tecnicamente. As datas são escolhidas politicamente, geralmente em anos eleitorais. Os prazos não são reais.

Durante toda a história do Metrô, sempre houve atrasos nas entregas de estações. Seja, nas paradas da linha Lilás, Verde ou na Amarela. Isso mostra falhas de gestão e falta de transparência.

No caso da linha Amarela, quando houve o acidente na estação Pinheiros, estava claro que a linha 4 não seria concluída dentro do prazo. Não só pela complexidade na execução das obras, mas também porque eles precisariam refazer praticamente todo o fosso que havia sido construído.  Agora também não podemos acreditar que as próximas estações serão entregues nos prazos anunciados. Mesmo que as últimas estejam prometidas para 2016, daqui a dois anos.

* Claudio Barbieri - Especialista e consultor em transporte público
Fonte: Márcio Alves - Metro

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