Brasileiro anda cada vez menos de ônibus, diz associação de transportes

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Balanço divulgado nesta sexta-feira (1º) pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) contabiliza que, em 2013, 175 milhões de passageiros deixaram de usar ônibus nas nove capitais mais populosas do país (Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo). Ou seja: 560 mil passagens deixaram de ser vendidas a cada dia, na comparação com o ano anterior.

Isso corresponde a uma redução de 1,4% no número de passageiros transportados, entre 2013 e 2012. Esse percentual sobe para 30% se o recorte for entre 1995 e 2013. De acordo com a NTU, essa queda se deve, principalmente, à migração das pessoas para os transportes individuais motorizados e ao alto custo do diesel, repassado ao valor da tarifa.

Na opinião do presidente da NTU, Otávio Cunha, não é a má qualidade do transporte público o que tem resultado nessa diminuição da demanda por ônibus – e na consequente migração das pessoas para os automóveis. “É a baixa demanda o que tem resultado na má qualidade do transporte público”, garante.

A baixa qualidade do transporte tem, segundo ele, suas explicações. “Em primeiro lugar, faltou ao governo federal o estabelecimento de políticas públicas de transportes. Falta inteligência para pensar o transporte e também investimento e capacitação profissional”, disse ele.

O resultado dessa falta de políticas públicas para o setor, acrescenta o presidente da NTU, “é a queda da velocidade operacional, o aumento do custo dos insumos e a competição com transporte individual. [Nesse cenário,] a velocidade média das viagens caiu em 50% nos últimos dez anos, passando de 25 quilômetros por hora (km/h) para 12 km/h”, completou.

Segundo o diretor administrativo da NTU, “as pessoas colocam o empresário como vilão por tentar aumentar a tarifa, mas nós tentamos aumentar a tarifa apenas para manter o mesmo nível do transporte público. As empresas fazem o que podem na gestão interna. O que acontece é que a crise está muito mais motivada pela falta de políticas públicas”.

Apesar da crítica, a diretoria da NTU avalia que os recentes investimentos feitos em infraestrutura para mobilidade já começam a apresentar resultados.

“Os corredores [exclusivos para transporte público] recentes darão melhorias significativas ao transporte. A partir de 2016 veremos resultados muito significativos. Rio de Janeiro, Belo Horizonte já têm demonstrado aceitação [por parte da população]. Esses corredores obrigarão [a construção de] novos corredores que vão atrair mais demandas. Todas cidades que migraram para esse tipo de política já colheram resultados, e os investimentos feitos reverterão a situação atual”, argumentou Cunha.

Cunha citou uma pesquisa do Datafolha relativa às reivindicações feitas pela população durante o período de manifestações. “Segundo essa pesquisa, 53,7% querem melhorias no transporte público e 40,5% querem a redução da tarifa. Isso demonstra a importância que esse serviço tem para a população”.

A fim de melhorar a qualidade do transporte público, de forma a atrair mais passageiros, a NTU apresentou oito propostas. Em geral, defendendo subsídios para que a tarifa não seja paga em sua totalidade pelo usuário.

Entre os pontos defendem a priorização do transporte coletivo nas vias; a elaboração de planos diretores, planos de mobilidade urbana por todos municípios, e de uma política de mobilidade. Ressaltam a importância de haver participação de representantes da sociedade civil organizada, bem como de conselhos municipais nessas discussões, a fim de definir qual é o serviço esperado e os valores de tarifa e de subsídios a serem pagos.

De acordo com a NTU, os subsídios ao serviço poderia ser pago por meio de fundo com recursos dos combustíveis, distribuídos aos municípios de forma proporcional à população. Outro ponto defendido pela entidade é a implantação de redes de transporte modernas, integradas, multimodais, racionais e de alto desempenho.

Informações: Agência Brasil

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Linha 4 do metrô do Rio inaugura estação interativa que mostra futuros terminais

Uma estação interativa com recursos tecnológicos foi inaugurada nesta sexta-feiira (1º) pelo Consórcio Linha 4 do metrô, na Fundação Planetário, na Gávea, zona sul do Rio. O espaço permite ao visitante conhecer os futuros terminais de passageiros e túneis da Linha 4 do Metrô no trecho entre a Barra da Tijuca, na zona oeste, e a Gávea. A estação armazena imagens em 3D, maquete das obras, tela interativa, além de imagens que mostram cada etapa da obra. A visita é gratuita e pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30.

A estação virtual vai mostrar o método de escavação e cada etapa do processo construtivo entre a Barra e a Gávea, em uma linha de tempo feita com registros fotográficos de como ocorrem as detonações controladas em rocha para a abertura dos túneis; a construção das plataformas; acessos de passageiros; instalação dos trilhos. O projeto foi montado que o usuário possa entender e acompanhar as obras que acontecem em baixo da terra.

De acordo com o secretário de Estado da Casa Civil, Leonardo Espíndola, essa aproximação com a população também é importante para prestar contas sobre os recursos que estão sendo usados na obra. "A estação interativa serve também para que a população tenha conhecimento sobre a tecnologia que está sendo empregada, os recursos que estão sendo empregados e a seriedade com que a obra está sendo feita", disse, acrescentando que o projeto de levar o metrô até a Barra da Tijuca era um sonho antigo da população e é um projeto que saiu do papel e está evoluindo.

Espíndola disse ainda que "a obra ficará pronta até o primeiro semestre de 2016, cumprindo um compromisso do governo do Estado do Rio de Janeiro com os jogos Olímpicos".

O subsecretário de projetos especiais da Casa Civil, Rodrigo Vieira, disse que falta apenas 1,5 quilômetro (km) para finalizar a etapa em rocha. "Já fizemos 9,5 km de túnel escavado e estamos muito focados em entregar essa obra para operação da cidade toda. Isso vai mudar a mobilidade da cidade do Rio de Janeiro, vai unir a zona oeste à zona sul e vai mudar o padrão de deslocamento. A gente sabe que vai mudar também o padrão de qualidade de vida da população", explicou.

Em maio deste ano, houve um acidente na obra da construção da Linha 4 que provocou um assentamento de solo e a abertura de duas crateras entre as ruas Teixeira de Melo e Farme de Amoedo. Segundo o consórcio, "em nenhum momento a população ou as edificações estiveram em risco. A situação está normalizada e o serviço de tratamento do solo está sendo feito para devolver a compressão ao subsolo das ruas afetadas".

Na última segunda-feira (29) o promotor do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), José Alexandre Maximino Mota, participou de um debate na Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj), sobre os impactos causados pela obra nos imóveis na zona sul do Rio de Janeiro devido ao acidente nas obras da Linha 4 do metrô.

Informações: DCI

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