Rodoviários entram em acordo e descartam greve na Baixada Santista e Praia Grande

terça-feira, 17 de junho de 2014

Depois da ameaça de paralisação no transporte público a partir desta quarta-feira, os trabalhadores da Viação Piracicabana voltaram atrás e cancelaram a greve dos motoristas que afetaria, principalmente, as cidades de Santos e Praia Grande.

Em assembleia realizada na noite desta terça-feira, eles aprovaram o aumento de 8% no salário, que já havia sido aceito pela categoria. O que pesou no cancelamento da greve foi o acordo envolvendo o vale-refeição, que passará a ser de R$ 15,00 a partir do mês que vem. Em novembro, o repasse diário sobe para R$ 16,00, conforme solicitação dos motoristas.

O reajuste de 8%, que já havia sido oferecido pela Piracicabana aos motoristas e posteriormente retirado, voltou a aparecer na proposta desta terça-feira. Além do aumento, o grande ponto de impasse, o vale-refeição, também teve um desfecho positivo para a categoria.

“A gente pedia R$ 16,00 por dia de vale e a Piracicabana insistia em R$ 14,00. Depois do jogo do Brasil contra o México, chegou a proposta de eles pagarem R$ 15,00 por dia até outubro e, a partir de novembro, esse valor sobe pra R$ 16,00”, explicou o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e Região, José Alberto Torres Simões, o Betinho.

“Mostramos que nosso pedido era justo. Não tivemos de imediato 100% do que pedimos, mas conseguimos mais para frente. E tudo mudou com a mobilização na Praça Mauá. Isso chamou atenção da Piracicabana”.

Logo após receber o resultado da assembleia, o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), por meio de nota, comentou a decisão. "Desde o início da negociação, trabalhamos na intermediação do acordo, sempre nos posicionando pelo entendimento entre as partes e pela preservação dos diretos dos cidadãos e usuários do sistema de transportes na Cidade. Prevaleceu o bom senso". A mensagem também foi publicada no Facebook.

Caso a ameaça de greve fosse cumprida, em Praia Grande, por exemplo, 25% da frota de veículos poderiam deixar de circular. A fim de minimizar os impactos da possível paralisação, a Cidade chegou até a anunciar um esquema especial no transporte coletivo do Município.

No total, a Piracicabana opera 410 ônibus intermunicipais e 300 municipais em Santos, além de 75 em Praia Grande e 36 linhas que servem a Área Continental de São Vicente e Cubatão.

Todos os 810 veículos, contando os de reserva, transportam 250 mil passageiros por dia ou 7,5 milhões mensalmente, de acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Baixada Santista (Sindrod).

Informações: A Tribuna
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São Paulo irá implantar 400 km de ciclovia ao custo de R$ 80 milhões

A Prefeitura de São Paulo pretende implantar 400 km de ciclovias em toda a cidade até dezembro de 2015. O projeto faz parte do Plano de Metas apresentado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) para ser executado até 2016, quando termina sua atual gestão.

A Secretaria Municipal de Transportes pretende antecipar a implantação total das ciclovias em um ano para incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte do paulistano.

O primeiro trecho dos 400 km de ciclovias foi inaugurado como projeto piloto na semana passada e possui 1,6 km de extensão. O novo trecho começa no Largo do Paissandú, passa pela Rua Antônio de Godói, Rua Cásper Líbero e Rua Mauá, até a Sala São Paulo, no Centro da capital.

Atualmente, a cidade possui 63 km de ciclovias em São Paulo e 21 km de ciclovias municipais em construção.

Segundo estimativas, o custo total das obras é de R$ 80 milhões, ou seja, R$ 200 mil por quilômetro. Parte dos recursos devem ser disponibilizados pelo Fema ( Fundo Municipal do Meio Ambiente) que já possui  R$ 10 milhões do total da obra.

De acordo com a Secretaria, o projeto pretende não eliminar faixas de rolamento para não provocar impactos no trânsito, a não ser em casos específicos. Nesses casos excepcionais serão retirados da faixa esquerda das vias a cobrança da Zona Azul, espaço reservado para o estacionamento de carros e táxis. As calçadas também não devem sofrer interferências, já que é destinada aos pedestres.

As novas ciclofaixas, que irão funcionar 24 horas por dia, devem ser segregadas por tachões, além de balizadores para garantir a segurança do ciclista.

O perfil do usuário que deve utilizar os novos trechos não foi identificado.

Segundo representante da Associação Comercial de São Paulo, alguns comerciantes já demonstram preocupação com a instalação da ocupação de parte do leito carroçáveis para a colocação da ciclovia, pois dificultaria a parada de carros em frente aos estabelecimentos.

Acidentes
Durante o ano de 2013, a cidade de São Paulo registrou 712 acidentes com bicicletas. Desses, 35 resultaram em mortes, isto é, 4,9 % do total.

Informações: G1 SP

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Governo lança edital de BRT para Niterói

O governo lançou hoje (16) o edital do Bus Rapid Train (BRT) Transoceânica, primeiro corredor exclusivo de ônibus de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Financiado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o corredor terá 9,3 quilômetros de extensão, 15 estações e promete reduzir para 35 minutos uma viagem que hoje pode levar mais de duas horas, na hora do rush, segundo o prefeito Rodrigo Neves.

“A Transoceânica vai permitir que o morador do Engenho do Mato chegue em Charitas, em 15 ou 20 minutos, e dali possa acessar a estação hidroviária e chegar ao Rio em cerca de 20 minutos [de barca]. Ou seja, vamos reduzir para menos da metade o tempo de deslocamento", disse Neves.

Aproximadamente146 mil usuários que usam ônibus todos os dias serão beneficiados com o empreendimento. O BRT Transoceânica vai passar por 11 bairros da região oceânica, a que mais cresce na cidade, de acordo com o prefeito.

Originalmente previsto para o fim de 2015, o empreendimento agora tem prazo de entrega para o segundo semestre de 2016. O trâmite do edital deve levar cerca de 60 dias e as obras devem começar no segundo semestre deste ano, segundo a prefeitura.

O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, que participou do lançamento, disse que a obra custará cerca de R$ 307 milhões, sendo R$ 292,3 milhões de financiamento público com juros subsidiados por meio do PAC.

O restante, R$ 15,3 milhões, ficará a cargo da prefeitura de Niterói.

“A demanda pela mobilidade urbana é imensa. O governo destinou R$ 140 bilhões apenas para as obras de mobilidade”. O ministro voltou a criticar a falta de projetos qualificados, o que restringe a liberação de recursos. “Principalmente as do PAC, que são obras mais estruturantes. Por isso, o governo federal tem apoiado estados e municípios com recursos para a elaboração de projetos para que estes tenham acesso às linhas de crédito ou investimentos federais para a execução das obras”.

Ao todo, o governo federal financiou 24 empreendimentos de mobilidade urbana em oito municípios do Rio, num total de R$ 20 bilhões. Segundo Occhi, serão construídos quase 400 quilômetros de vias, além de sistemas metroferroviários, sobre pneus e aquáticos no estado do Rio.

Informações: Exame Abril

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Ministro diz que BRTs são soluções para a mobilidade urbana

O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, disse nesta segunda-feira (16), em Niterói (RJ), que os investimentos em corredores exclusivos, os chamados BRTs, estão sendo destinados para todo País. De acordo com o ministro, o modal é uma das principais alternativas para o desenvolvimento dos municípios. "A solução da mobilidade urbana nas grandes cidades passa por investimentos como esse aqui em Niterói, com a construção da Transoceânica, e como é o caso da Transcarioca, no Rio de Janeiro, e dos corredores em Belo Horizonte que entraram em operação recentemente", afirmou Gilberto Occhi durante o lançamento do edital de contratação para as obras do BRT Transoceânica.

Para o ministro, a falta de projetos é um dos grandes gargalos para os investimentos no setor da mobilidade urbana. "É importante que o Brasil se acostume a preparar projetos, pensar de maneira planejada para o futuro, para que o governo federal continue investindo em obras importantes para a população", disse o ministro das Cidades.

Gilberto Occhi também informou que a decisão de oferecer condições diferenciadas de financiamento público aos municípios só é viável por meio das condições de pagamento facilitadas pelo governo federal, com prazos mais longos e taxas de juros reduzidas.

O governo federal já investiu aproximadamente R$ 93 bilhões em mobilidade urbana no País que, somados aos R$ 50 bilhões do Pacto Nacional para novos empreendimentos, totalizam cerca de R$ 143 bilhões de recursos disponíveis para obras e projetos.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou que foi preciso vencer diversas etapas antes de realizar o lançamento do edital da Transoceânica, como a elaboração do projeto básico do empreendimento e a seleção da proposta pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana. "As pessoas acham que é fácil chegar no dia de hoje. Precisamos vencer etapas que demandaram tempo e esforço para tornar viável e possível esta obra", afirmou Neves.

Para o prefeito, as obras de mobilidade urbana são vitais para a qualidade de vida em Niterói. "Nós estamos fazendo um esforço para pensar em ações de curto prazo como mãos reversíveis, agentes de trânsito nas ruas, mas essas ações são pontuais, o que vai nos garantir melhor mobilidade vai ser estruturar o projeto de mobilidade urbana", finalizou Rodrigo Neves.

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