Funcionários do Metrô de São Paulo decretam estado de greve

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo – que representa funcionários do Metrô nas linhas 1, 2, 3 e 5 da capital paulista – decretou estado de greve na noite desta terça-feira (20). Isso ainda não significa que haverá paralisação da categoria.

Por enquanto, só foram suspensas as Operações Plataforma, Embarque Melhor e Embarque Preferencial. A partir desta quinta (22), parte dos funcionários deve passar a trabalhar sem o uniforme do Metrô e usar coletes da campanha salarial.

Desde o início do mês, o sindicato e o Metrô negociam um reajuste de salários – a data-base da categoria é em 1º de maio. Até o momento, ainda não houve um acordo, e por isso o estado de greve foi aprovado em assembleia nesta terça. As negociações continuam e a próxima assembleia será no dia 27. Antes disso, o sindicato promete não fazer nenhuma paralisação.

O sindicato pede 35,47% de reajuste (7,95% de Inflação + 25,5% de aumento real), reajuste de 13,25% para o Vale Refeição, valor de Vale Alimentação de R$ 379,80 (atualmente o valor é de R$ 247,69), plano de carreira da GMT e GOP, Metrus Saúde para aposentados, reposição do quadro de funcionários e PR Igualitária. De acordo com os metrôviários, após cinco reuniões de negociação apenas dizendo não às reivindicações, a empresa ofereceu apenas 5,20% de reajuste.

Caso as negociações salariais não cheguem a um acordo, os metroviários não descartam entrar em greve nas próximas semanas. Por isso, existe a possibilidade de uma paralisação durante a Copa do Mundo.

O Metrô informou que “está aberto ao diálogo” para chegar a um acordo com os funcionários e que “confia no bom senso da categoria” para que os usuários não sejam prejudicados.

Informações: G1 SP
READ MORE - Funcionários do Metrô de São Paulo decretam estado de greve

Greve de ônibus afeta mais de um milhão de passageiros em São Paulo

Mais de um milhão de passageiros são prejudicados pela greve de motoristas e cobradores de ônibus, na manhã desta quarta-feira (21), de acordo com dados levantados nas empresas. A SPTrans (São Paulo Transporte) ainda não passou o número oficial de passageiros prejudicados. As zonas norte, noroeste, parte da zona oeste e parte da zona sul são as mais afetadas pela paralisação, segundo a SPTrans. O rodízio municipal de veículos está mantido, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).  
Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão
A SPTrans informou que 12 garagens de ônibus foram fechadas pelos grevistas. Além disso, dos 28 terminais da cidade, Lapa, na zona oeste, e Capelinha, na zona sul, também estão fechados. Os terminais Parque Dom Pedro, no centro, e Barra Funda, na zona oeste, funcionam parcialmente. Já nos terminais Princesa Isabel, no centro, Casa Verde, Vila Nova Cachoeirinha, Santana e Pirituba, na zona norte, Jardim Britânia, na zona oeste, e Sacomã, na zona sul, estão vazios porque os ônibus não conseguem chegar até eles.   

Na zona leste, os ônibus circulam normalmente, segundo a SPTrans. A população também encontra ônibus na zona sul, onde apenas uma garagem parou, a Vip Transportes.    

Na Viação Sambaíba, na zona norte, três garagens estão totalmente fechadas. A empresa opera em 115 linhas com 1.250 ônibus e transporta 780.000 passageiros por dia e 18.637.506 passageiros por mês. A garagem três, localizada na avenida João Simão de Castro, 1.800, no Tremembé, já liberou 30 coletivos para atender à população.  

Na Viação Gato Preto, os ônibus da garagem localizada na Vila Jaguaré, se preparam para atender à população. Lá são 56 coletivos que fazem algumas linhas da região norte e oeste. Na garagem localizada na Vila Piauí, a paralisação continua. A empresa atende a cerca de 270 mil pessoas por dia.   

Na Viação Santa Brígida, que atende parte da zona oeste e norte, está com a atividade paralisada desde o início da manhã desta quarta-feira (21). A viação atende a 78 linhas e opera com uma frota de 830 ônibus. Segundo a assessoria de imprensa, 425 mil pessoas são transportadas por dia pela empresa.   

Grande SP

Cerca de 260 ônibus municipais e intermunicipais da Viação Osasco, que atende a cerca de 100 mil passageiros de Carapicuíba e Osasco, na Grande São Paulo, não estão circulando nesta manhã. De acordo com funcionário da viação, apenas a garagem da filial está paralisada. Os motoristas da empresa estão na garagem, porém pretendem fazer uma manifestação no largo de Osasco.

Devido a ameaça de vandalismo e depredação dos ônibus das três linhas que abastecem a região da Raposo Tavares, os ônibus começaram a ser recolhidos na Vila Menck, por volta das 8h30. A viação Pirajussara, que tem a garagem localizada em Taboão da Serra, foi fechada no começo da manhã pelos próprios motoristas.

Informações: R7.com
READ MORE - Greve de ônibus afeta mais de um milhão de passageiros em São Paulo

Seja Mais Um a Curtir o Blog Meu Transporte

 
 
 

O Brasil está pagando um preço alto pela falta de mobilidade

Hibribus (ônibus híbrido-elétrico) de Curitiba é elogiado por especialistas

Exemplo: Nova York ganhou 450 quilômetros de ciclovias em 04 anos

Brasil tem mais de cinco mil vagões de trem sem uso parados em galpões

Ônibus em corredores exclusivos é tão bom quanto o metrô

Os ônibus elétricos do Recife começaram a circular em junho de 1960