Greve de ônibus em Manaus virou rotina

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Pelo menos 150 mil usuários do transporte coletivo de Manaus foram surpreendidos na manhã desta quarta-feira (7) com mais uma paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo na capital.

Rodoviários das empresas Via Verde, Global, Vegas, São Pedro e Líder cruzaram os braços na madrugada e permaneceram parados pelos menos até às 8h, deixando muitas paradas de ônibus completamente lotadas, principalmente nas Zonas Norte, Leste e Oeste.

O motivo da ‘greve surpresa’, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), foi o desconto de dias não trabalhados por funcionários que participaram da última paralisação geral da categoria, em abril.

Ainda conforme os líderes do movimento, os trabalhadores de uma das empresas também cobram o pagamento do ticket alimentação, férias atrasadas repasse do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O prefeito Arthur Neto, que está cumprindo agenda internacional, disse que se sentiu apunhalado pelas costas, visto que já tinha conversado com representantes dos trabalhadores e empresários e feito um acordo para que não houvesse greve durante sua ausência.

O prefeito afirmou que houve traição de ambas as partes em relação à palavra empenhada durante reunião que ocorreu em sua casa com representantes dos trabalhadores e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).

Ele ameaçou tirar das empresas de ônibus os subsídios para as operações, mantendo o preço da tarifa em R$ 2,75. “Se não se entenderem, cumprirem o que acordamos, retiro o subsídio e quem for pode que se quebre”, enfatizou nas várias entrevistas que concedeu a rádios locais no começo da manhã.

Momentos depois, cerca de 8h30, os veículos começaram a sair das garagens e voltar a circular na cidade.

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Grande Recife: Vexame, usuários sofrem e ainda apanham da polícia em protesto por um transporte melhor

O protesto dos usuários do Terminal Integrado de Camaragibe que interditou a Avenida Belmino Correia na manhã desta quarta-feira (7) terminou em confronto entre manifestantes e policiais do Batalhão de Choque. Cerca de seis pessoas ficaram feridas por balas de borracha e bombas de efeito moral.  O grupo bloqueou a via depois de protestar sobre os trilhos da estação. Desde a última terça-feira, os usuários aguardam o conserto do metrô. Milhares de pessoas ficaram sem transporte, ocasionando o enorme tumulto.
Foto: Priscila Silva/ Reprodução/ WhatsApp
Os manifestantes atearam fogo em  pneus e entulhos para bloquaros dois sentidos da via, formando duas enormes filas de carros. O Batalhão de Choque tentaram negociar, mas algumas pessoas estavam bastante exaltadas, o que motivou o confronto. Os policiais utilizaram bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar os manifestantes. Um dos feridos, um homem, foi atingido nas costas por uma bala de borracha.
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Segundo o major da PM, Cleidson Canel, quatro pessoas foram detidas por vandalismo, incitação à violência e desacato à autoridade. Todos foram conduzidas para a delegacia. Integrantes da Frente de Luta pelo Transporte Público participaram do protesto. Alguns manifestantes reclamaram da truculência dos policiais durante o confronto, mas a polícia negou que alguém tivesse passado dos limites. "Não houve excesso por parte da polícia", exclamou o major da PM.

Por volta das 11h20, ainda havia policiais na frente do TI Camaragibe, para evitar que o protesto começasse novamente. Nesta hora, muitas pessoas continuavam aglomeradas na área do terminal de ônibus. Nenhum veículo saía do local. Na porta da estação de metrô, os funcionários só permitiam a entrada das pessoas assim que o trem chegasse à plataforma.

Informações: NE 10
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