Trânsito e transporte são principais desafios de Goiânia, diz pesquisa

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O trânsito e o transporte público são as principais reclamações da população em Goiânia, segundo uma pesquisa sobre infraestrutura realizada pelo Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco). Em levantamento realizado de 14 a 31 de outubro, com 400 entrevistados, cerca 80% responderam que os problemas relacionados à mobilidade urbana são os que causarão maior impacto no dia a dia nos próximos anos.

De acordo com o levantamento, uma das principais causas do problema é o fato dos investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana não acompanharem o mesmo ritmo do aumento do número de pessoas com veículos. Na última década, o número de automóveis em Goiânia e nas cidades vizinhas apresentou um crescimento de 301,31%.
A pesquisa levou em conta dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Do ano de 2002 a dezembro de 2012, o número de veículos saltou de 459.024 para 996.530 na capital. No entanto, para o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), a quantidade é ainda maior. De acordo com o órgão, Goiânia possui atualmente 1.126.748 veículos registrados.
"Com o aumento real da renda do trabalhador e com os incentivos fiscais oferecidos pelo governo federal, muitas pessoas passaram a comprar seu carro próprio", diz o presidente do Sinaenco Goiânia, Fausto Nieri.

Seminário
Para discutir soluções, o Sinaenco realiza nesta quarta-feira (13) o seminário "De Olho no Futuro: Como estará Goiânia daqui 25 anos?". Um dos palestrantes do evento, o arquiteto e urbanista Luiz Fernando Cruvinel disse, em entrevista ao G1, que a solução é investir em um transporte público de qualidade.
Responsável pelo projeto urbanístico de Palmas, Luiz Fernando Cruvinel defende uma mudança de comportamento: "O carro não deve ter prioridade. A cidade que defende o transporte individual não tem futuro".

Cruvinel acredita que, em longo prazo, será possível a população deixar o veículo próprio em casa e usar o transporte coletivo para ir ao trabalho. Mas, para isso, deve haver melhoras significativas no sistema. "A pessoa não troca o conforto de um carro por um ônibus ruim. O transporte metropolitano precisa ser mais conectado e com uma segurança de horários. Nos países mais avançados, você tem no ponto de ônibus uma informação eletrônica para todo mundo sabe a hora que o veículo irá chegar", explica.

Ele cita como exemplo a cidade de Londres, na Inglaterra, onde o automóvel é usado mais para atividades de lazer, como sair à noite ou nos fins de semana. "A cidade conta com um sistema de ônibus altamente sustentável, que não polui, conectado com o metrô e trens. Hoje, é proibido colocar garagem nos prédios. Eles estão pensando no futuro", explica.

Mas o arquiteto ressalta que, até chegar a esse estágio, os londrinos passaram por um longo processo. "Eles investem em metrô desde 1.800. O que está acontecendo em Londres, Paris e Berlim é que essas cidades são referência porque, diferente das cidades americanas, não priorizam o automóvel", afirma.

Para Goiânia, o urbanista defende a implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) na Avenida Anhanguera e o Bus Rapid Transit (BRT), sistema de ônibus de alta capacidade como o utilizado atualmente do Eixo Anhanguera, no eixo norte-sul: "O VLT é muito amigável à cidade e pode revitalizar aquela área. Assim como o BRT, que é uma evolução".

Corredores prioritários
Outro ponto defendido pelo urbanista, para melhorar a questão do trânsito em Goiânia, é a implantação de vias exclusivas para o transporte coletivo. "O Plano diretor definiu vários corredores preferenciais. Isso tem que ser trabalhado. Estamos há 50 anos investindo nos mesmo eixos, o norte-sul e o leste-oeste. Hoje temos vias como a Mutirão, a T-9 e a T-7 que devem ser trabalhadas", aponta.

Em entrevista ao G1, o coordenador dos processos de corredores preferenciais da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Domingos Sávio Afonso, informou que o BRT Norte Sul está em fase de licitação. De acordo com o projeto, o ônibus rápido sairá do Terminal Cruzeiro, em Aparecida de Goiânia, passará pelas avenidas Rio Verde, 1ª Radial, 90, 84, Goiás, Goiás Norte e segue até o terminal do Setor Recanto do Bosque. Ao todo, a linha expressa terá 22,7 quilômetros de extensão.

O coordenador diz que o município está pleiteando, junto ao Ministério das Cidades, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para implantar outros 13 corredores preferenciais nas avenidas: T-7, T-63, T-9, Av. 85, Av. 24 de Outubro, Av. Independência, Castelo Branco/Mutirão, Corredor São Francisco, T-10, Parque Ateneu, Consolação, Pio XII e Mangalô.

Afonso diz que, atualmente, o usuário já conta com serviço via internet para se informar dos horários de ônibus: "Basta acessar a página da CMTC e, na busca, informar o número do parada que aparecerá o horário estimado para todas as linha que passam no local".

O serviço também está disponível via celular. Para receber uma mensagem de texto com a previsão da hora em que ônibus vai passar em determinado ponto, é preciso enviar uma mensagem de texto para o número 49214, com as letras “rmtc”, o número da parada e o número da linha. Mas, nesse caso, é cobrada uma tarifa de R$ 0,31.

Trânsito
A Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) informou que a implantação de corredores de ônibus promoveu redução no tempo de viagem e nos acidentes porque houve a organização do trânsito. A assessoria do órgão citou o Corredor Universitário, que aumentou a velocidade do transporte coletivo em 63%. Citou ainda a faixa exclusiva na Avenida T-63, ainda em fase de implantação da fiscalização eletrônica e construção de uma ciclovia.

Nos principais pontos críticos do trânsito detectados, a SMT informa que agentes fazem o monitoramento diário para organizar e fiscalizar o tráfego, nos horários de pico. Ao todo são 14 locais (veja lista ao lado).
Para dar mais fluidez ao trânsito, a SMT cita a construção do Túnel da Avenida Araguaia, no Setor Central. 
Também está sendo construído um viaduto sobre a Rua 88, entre o Setor Sul e Jardim Goiás, que é um dos gargalos da capital em horários de pico.

Por Gabriela Lima
Do G1 GO
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Em Fortaleza, Av. Dom Luís será interditada para obras do VLT

Motoristas que trafegam nos bairros Aldeota, Meireles e Papicu precisam redobrar a atenção a partir desta sexta-feira (15) em função da interdição da Rua Júlio de Abreu/Professor Sila Ribeiro (continuação da Avenida Dom Luís), em Fortaleza, para avanços das obras de instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

O trecho interditado está compreendido entre a Avenida Engenheiro Santana Júnior e a Rua Castro Monte, no Bairro Papicu. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Estado, quatro vigas do viaduto de carga da linha férrea Parangaba – Mucuripe serão içadas.
O bloqueio afetará os dois sentidos da via. O acesso aos veículos será proibido no período das 5 horas da manhã à meia-noite. Para trafegar  na área, o motorista deve optar pela Avenida Engenheiro Alberto Sá, conforme a seguinte indicação:de acordo com as indicações:
- Sentido Leste/Oeste: Av. Engenheiro Santana Júnior, Av. Eng. Alberto Sá, Laço de Quadra, Via Expressa e R. Júlio Abreu.
- Sentido Oeste/Leste: R. Frederico Borges, R. Tavares Coutinho, Av. Eng. Alberto Sá e Av. Eng. Santana Júnior.

No sábado (16), a circulação estará livre. Mas caso os trabalhos não sejam concluídos no feriado, serão retomados no domingo (17), o que implicará numa nova interdição. De acordo com a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), 18 agentes estarão no local, diariamente, para orientar os motoristas, fazendo o controle do tráfego e prestando esclacimentos à população sobre as alternativas de desvios na área.

Nova etapa
No período de 18 a 30 de novembro, o sentido leste-oeste continuará bloqueado, também em virtude da implantação do Veículo Levre sobre Trilhos (VLT). Nesta etapa, serão concluídas as obras de cimbramento de laje do viaduto da linha de carga.  A orientação da AMC para quem segue na Rua Júlio de Abreu/Professor Sila Ribeiro em direção à Aldeota é dobrar à direita na Avenida Engenheiro Santana Júnior, à esqueda na Avenida Alberto Sá, fazer um laço de quadra para acessar a Via Expressa, retornando para a Avenida Dom Luís.

Obra
O Ramal Parangaba-Mucuripe,  já registra mais de 43% de suas obras concluídas e terá 12,7 km, dos quais 11,3 km em superfície e 1,4 km em elevado. De acordo com o Governo do Estado, o VLT deverá ser entregue à população até o primeiro semestre de 2014. O novo modal vai operar em via dupla e fará conexão ferroviária entre a Estação Parangaba e o Porto do Mucuripe. O VLT cruzará 22 bairros de Fortaleza e beneficiará cerca de 100 mil pessoas por dia quando em operação. Na obra, estão sendo investidos recursos da ordem de R$ 276,9 milhões.

O projeto prevê, dentre outras, a construção de três tipologias de estação, sendo uma elevada em Parangaba, que fará integração com a Estação Parangaba - Linha Sul do Metrô de Fortaleza e o terminal de ônibus do Sistema Integrado de Fortaleza, a Estação elevada do Papicu (que fará a integração com a Linha Leste do Metrô e o terminal de ônibus) e outro tipo de padronização para as outras oito estações: Montese, Vila União, Rodoviária, São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Mucuripe e Iate.

Informações: G1 Ceará
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Em Salvador, Faixas exclusivas para ônibus serão fiscalizadas

A Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) irá fiscalizar, a partir da próxima semana, as faixas exclusivas para ônibus nas avenidas Antônio Carlos Magalhães (ACM) e Juracy Magalhães. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, ainda não há um dia específico para o início da operação, mas na próxima terça-feira (19) haverá uma reunião para definir os últimos detalhes.

Segundo o Superintendente do órgão, Fabrizzio Muller, "faixa será, inicialmente, fiscalizada por agentes de trânsito até que a licitação de equipamentos eletrônicos seja concluída". A orientação, de acordo com o gestor, é "priorizar o transporte público".

Além disso, os estudos para a Melhor Utilização do Leito Viário (MULV), princípio utilizado pela engenharia de tráfego da Transalvador para outras vias, como a Orla e a avenida Paralela, já estão avançados. A ideia consiste no balanceamento do espaço da pista, a partir do redimensionamento da largura das faixas somente com pintura, sem realizar obras. As faixas exclusivas devem ser reativadas também nestas vias.

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