No Rio, Ônibus passam a ser fiscalizados em tempo real e 24 horas por dia

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A Prefeitura do Rio inaugurou nesta segunda-feira (2), o sistema de monitoramento e fiscalização que acompanha durante 24 horas a operação dos 8.800 ônibus das quase 800 linhas que circulam pela cidade. O monitoramento é feito do Centro de Operações Rio, no Centro, de onde os fiscais da Prefeitura já podem multar manualmente, pelas imagens e gráfico sinótico das linhas, os infratores. A multa eletrônica começa em 60 dias.

O novo sistema, que está em teste durante esta semana, permite a fiscalização em tempo real, minuto a minuto, de toda a frota, através do GPS. Com esta plataforma, a Prefeitura espera melhorar a qualidade do serviço prestado ao passageiro.


Segundo o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, é possível acompanhar, por exemplo, se algum ônibus mudou seu trajeto, reclamação constante recebida pelo telefone 1746.

"Podemos controlar a quantidades de ônibus de cada linha em circulação, ver como está o deslocamento e verificar se é preciso fazer ajustes nas operações, saber que tipo de veículo (se micro-ônibus, ônibus, frescão) está em operação e se está cumprindo o trajeto e o horário planejado para a viagem. E a partir desses dados melhorar a qualidade dos serviços ao usuário. Até o final do ano toda a frota estará monitorada ", disse Osório, destacando que por enquanto, apenas 30% da frota estão monitorados.

Osório destacou que este sistema de fiscalização já existe no BRT da Zona Oeste, que é controlado da central que fica na Barra da Tijuca. Agora, esses dados também serão controlados do Centro de Operações.

Aplicativos
O prefeito Eduardo Paes destacou que o novo sistema permite não só a fiscalização mais eficiente do transporte mais que as punições realmente possam ocorrer. Ele destacou que a ideia é disponibilizar o dispositivo para o desenvolvimento de modelos de aplicativos, que possam também ser usados pela população.

“Estamos criando um sistema transparente e que permite o controle social dos ônibus. Com esses dados, vamos cobrar o respeito aos intervalos entre as viagens, a freqüência dos ônibus, tudo. E também estamos abrindo a possibilidade para que desenvolvedores criem aplicativos para quem, em breve, o usuário possa saber a hora que seu ônibus vai chegar no ponto, por exemplo”, observou o prefeito.

O secretário Osório destacou ainda que até o fim do ano, será colocado em teste, nos pontos de ônibus do BRS de Copacabana, monitores, que informarão o horário de chegada prevista dos ônibus e o tempo de viagem, como já acontece com o BRT.

“Vamos avaliar o grau de vandalismo e ver o funcionamento do equipamento. Se aprovado, a ideia é colocar nos pontos do BRS. O que determina a eficiência do sistema de transporte é o seu grau de previsibilidade. Então, quando mais previsíveis forem as viagens e horários dos ônibus, melhor será a qualidade do serviço”, enfatizou Osório.

O secretário destacou ainda que é intenção da prefeitura acelerar o programa de implantação de corredores exclusivos de ônibus na cidade. Até o final de 2013, serão implantados mais cinco. No dia 24 de setembro será implantado o corredor Estácio-Tijuca, até a Praça Saens Peña, dando continuidade ao BRS Carioca-Estácio. Os outros corredores previstos são Maracanã-Méier, pela Rua Vinte e Quatro de Maio; Méier-Maracanã, pela Rua Hermengarda e Avenida Marechal Rondon; Botafogo-Humaitá, pela Rua São Clemente; e Humaitá-Botafogo, pela Rua Voluntários da Pátria.

“No ano que vem queremos estender o BRS para a Grande Tijuca e incrementar a ligação Zona Sul Centro, com corredores no Flamengo, Catete e Glória. Também está em estudo a implantação do BRS na Avenida Dom Hélder Câmara”, acrescentou o secretário.

Por Alba Valéria Mendonça
Do G1 Rio
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Em Brasília, Atendimento de ônibus executivo no aeroporto será ampliado em 2014

Os ônibus executivos da linha 0.113, que circulam entre o Terminal 1 do Aeroporto Internacional de Brasília e os principais pontos do centro de Brasília, passarão a atender também os passageiros do Terminal 2, a partir do início de 2014, antes da Copa do Mundo.

Segundo o presidente da TCB (Transportes Coletivos de Brasília), Carlos Koch, a decisão foi acertada em reunião com a Inframerica, consórcio que administra o aeroporto.

— Vimos que as companhias aéreas que hoje funcionam no Terminal 2 serão transferidas para o Terminal 1 até o fim de 2014. Portanto, nossa atuação no Terminal 2 será temporária.
O engenheiro Edson Cardado, 39 anos, que utiliza o ônibus executivo no Sudoeste, decidiu testar a linha 0.113:

— É bem mais confortável e o preço é interessante. Em minhas viagens, às vezes, desembarco no Terminal 2, então, se esse ônibus começar a circular por lá, certamente vou utilizá-lo.

Desde que iniciou sua operação, em 29 de abril de 2011, até julho deste ano, o ônibus executivo transportou 334.321 passageiros, com tarifa de R$8 e diferenciais, como ar-condicionado e internet Wi-Fi.

A linha, comandada pela Sociedade de TCB, tem cinco veículos, dos quais três circulam e dois são reservas.

O ônibus executivo sai do aeroporto e passa pelos principais pontos da área central da cidade, entre eles a Esplanada dos Ministérios, setores hoteleiros Sul e Norte e Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A linha 0.113 funciona de segunda a sexta-feira das 6h30 até meia-noite, e aos sábados, domingos e feriados das 6h30 às 23h.

Os veículos saem da plataforma inferior, em frente ao desembarque doméstico, a cada 30 minutos.

Durante as obras de duplicação do viaduto de desembarque, que teve início em 1º de julho e segue até dezembro, o ponto de embarque será transferido para o local de desembarque internacional, com a devida sinalização.

Informações: R7.com
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Odebrecht deixa obra da Transnordestina

Após paralisações, greves, desacordos e um processo de arbitragem, foi rescindido o contrato entre a Construtora Norberto Odebrecht (CNO) e a Transnordestina Logística SA (TLSA), empresa da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) responsável pela construção da ferrovia Transnordestina. Confirmado o rompimento, a TLSA já está consultando outras empreiteiras interessadas em dar andamento à estrada de ferro, mas aguarda a oficialização de um novo rearranjo e ajuste no valor do projeto, cujo valor da obra já passa a R$ 7,5 bilhões.

A CSN se comprometeu com o governo federal a retomar as obras em um prazo de 90 dias e a aproveitar parte dos pouco mais de 3 mil operários que estavam trabalhando na ferrovia. Já a Odebrecht, segundo uma pessoa que acompanha o "divórcio", considera a possibilidade de concluir algumas obras que estão em fase de acabamento.
Assinado em 2009, o contrato entre TLSA e Odebrecht foi firmado no modelo de aliança, pelo qual a construtora embolsa parte dos ganhos de produtividade. As obras chegaram ao pico entre o final de 2010 e o começo de 2011, quando mais de 11 mil pessoas trabalhavam nos canteiros, especialmente no trecho pernambucano da ferrovia.

Já naquela época, contudo, dirigentes da CSN se queixavam da lentidão do governo federal no repasse dos recursos provenientes do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), principal financiador da Transnordestina. Em entrevista ao Valor em agosto de 2011, o diretor de operações da TLSA, Edson Pinto Coelho, já falava nas dificuldades impostas pela morosidade nos repasses.

Pelo acordo de acionistas definido no lançamento do projeto, em 2005, a CSN entraria com 25% de capital próprio nos R$ 4,5 bilhões previstos à época para a estrada de ferro. O restante seria financiado pelo FDNE (50%) e pelo Fundo de Investimento do Nordeste (15%), além de aportes menores do Banco do Nordeste, do BNDESPar e da Valec, os dois últimos sócios no projeto.

Porém, o aumento dos custos com mão de obra e com desapropriações levou a empresa a solicitar ao governo outros dois reajustes no valor da obra e, consequentemente, do financiamento federal. Como os novos montantes demoram a ser aprovados, a TLSA viu crescer suas dificuldades financeiras, chegando, inclusive, a atrasar pagamentos a fornecedores e construtoras terceirizadas.

Segundo Edivan Feitosa da Silva, diretor do Sindicato da Construção Pesada do Piauí, a TLSA não pagou, por exemplo, a Construtora ABC, da Paraíba, subcontratada para tocar as obras da ferrovia em Paulistana (PI). Isso motivou a greve ocorrida no canteiro em dezembro do ano passado. Um mês antes, quase metade dos operários mobilizados em Pernambuco e no Ceará cruzaram os braços, desta vez por desacordo com a Odebrecht.

Além de atrasar a obra, o aperto financeiro levou a desentendimentos entre TLSA e Odebrecht, que alegavam débitos entre si. Segundo uma fonte que prefere não ter seu nome publicado, a polêmica em torno de uma suposta dívida com a construtora teve que ser submetida a um processo de arbitragem. A rescisão contratual, entretanto, foi acertada de comum acordo entre as partes.

Para tocar adiante a ferrovia, a CSN aguarda agora a formalização com o governo federal de um novo acordo de acionistas, pelo qual o valor da obra será promovido a R$ 7,5 bilhões. Como BNDES, Valec e Finor não vão colocar mais dinheiro no projeto, caberá à própria CSN e ao FDNE, que é controlado pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), arcarem com a diferença. A CSN espera, com isso, um reequilíbrio financeiro para o projeto

Apesar de o novo acordo ter sido firmado em fevereiro deste ano, o trâmite se arrasta desde então em Brasília. O Valor apurou que uma reunião foi marcada para a próxima quarta-feira, na capital federal, para que todos os sócios e seus representantes legais possam esclarecer as dúvidas que restam e o acordo possa ser assinado. Ainda assim, o repasse levará algumas semanas. Em junho, R$ 600 milhões do FDNE foram liberados.

A assessoria de imprensa da Odebrecht informou que a empresa não iria se pronunciar sobre o contrato, mesma posição adotada pela CSN. O Ministério dos Transportes, também via assessoria, alegou não ter sido oficialmente informado sobre a rescisão.

Projetada para ligar os portos de Suape (PE) e do Pecém (CE) ao município de Eliseu Martins (PI), a ferrovia de 1.728 quilômetros já tem acordos para escoamento de minério, mas não há prazo certo para que fique pronta. A rescisão do contrato deve adiar ainda mais sua inauguração, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desejava protagonizar, em 2010. No atual mandato, a presidente Dilma Rousseff não tem a menor chance. Se for reeleita em 2014, talvez consiga.

Informações: Valor Econômico
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