CET implanta faixa exclusiva para ônibus na Avenida Indianópolis

domingo, 11 de agosto de 2013

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai implantar nesta segunda-feira (12) uma faixa exclusiva para ônibus em ambos os sentidos da Avenida Indianópolis, na Zona Sul de São Paulo. A nova faixa terá extensão de 2,4 km e ficará localizada no trecho entre as avenidas Jabaquara e Rubem Berta.

A exclusividade para o transporte coletivo na nova faixa vai valer de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h em direção ao Centro e das 17h às 20h no sentido bairro. A ação faz parte da Operação Dá Licença para o Ônibus, que tem como objetivo priorizar a circulação do transporte coletivo na cidade, diminuir o tempo de viagem dos usuários e melhorar os padrões de conforto e segurança do transporte público.

A faixa será implantada à direita da avenida, mantendo as faixas restantes para o tráfego geral de veículos. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), trafegar pela faixa exclusiva de ônibus é uma infração leve, que gera perda de três pontos na carteira e multa de R$ 53,20.

Sete linhas de ônibus circulam pela Avenida Indianópolis no sentido bairo, transportando cerca de 66 mil passageiros por dia útil. No sentido Centro, são cinco linhas de ônibus, que transportam em média 48 mil passageiros por dia.
Alterações de tráfego

A CET vai alterar a sinalização no trecho da nova faixa exclusiva, com a proibição de estacionamento durante o horário de funcionamento da faixa. Ou seja, das 6h às 9h, no sentido Centro, e das 17h às 20h no sentido bairro.

Com a proibição de estacionamento, quatro pontos de táxi serão remanejados para vias transversais no horário de funcionamento da nova faixa. Nos demais horários, os pontos de táxi funcionarão nos pontos originais, localizados na Avenida Indianópolis.

Informações: G1 São Paulo
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Empresas espanholas confirmam interesse em trem-bala

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse hoje (9) ter recebido uma carta em que empresas espanholas confirmaram o interesse em participar do leilão do trem de alta velocidade (TAV), que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo ele, um consórcio alemão também manifestou o mesmo interesse, mas não há, até o momento, a confirmação de participação. A entrega das propostas para participar da licitação do trem-bala será no dia 16 de agosto, na sede da BM&F Bovespa.

Segundo Figueiredo, o consórcio espanhol é formado por três empresas públicas: a Adif (administradora de infraestruturas), Ineco (engenharia e economia de transporte) e a Renfe (operadora de ferrovias) – esta última, responsável pela operação do trem que descarilou no dia 24 de julho, em Santiago de Compostela (Espanha), causando a morte de 79 pessoas. A fabricante de trens Talgo também integra o consórcio.


De acordo com a EPL, o edital de licitação do TAV prevê que cada participante deverá apresentar, na entrega das propostas, uma declaração de que não registrou acidente com trem de alta velocidade nos últimos cinco anos.

Apesar de em seu site a Renfe ter publicado notas classificando o veículo como "de alta velocidade", a empresa e a Embaixada da Espanha têm argumentado que, no local do acidente, o trem não estava operando em trecho de alta velocidade, e que a velocidade máxima atingida pelo trem chegaria a 240 quilômetros por hora (km/h).

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) define como alta velocidade veículos com capacidade para velocidade superior a 250 km/h. A decisão final, sobre a participação ou não da Renfe na licitação, ficará a cargo da agência reguladora, após receber e analisar a declaração do consórcio espanhol sobre não envolvimento em acidente com vítima em sistema de alta velocidade.

No último dia 31, o ministro dos Transportes, César Borges, disse que a empresa Renfe não será impedida de participar da disputa pela construção do trem-bala. “O governo não quer impedir ninguém de participar, quer o maior número de participação. O trem estava em alta velocidade, lamentavelmente, mas no caso não era de alta velocidade. Eu não sou a comissão que vai avaliar, mas como governo, não há [impedimento]”, disse.


Por Pedro Peduzzi, da Agência Brasil
Informações: Exame Abril
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