Marginal Pinheiros ganha na segunda outro trecho de faixa para ônibus

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Um novo trecho de faixa exclusiva para ônibus na Marginal Pinheiros começa a funcionar a partir desta segunda-feira (8) em São Paulo. O trecho estará reservado aos coletivos nos horários de pico do trânsito, de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 17h até as 20h.

A faixa será implantada nas avenidas Alcides Sangirardi, Marginal Pinheiros e Major Sylvio de Magalhães Padilha (pista local da Marginal), no sentido Interlagos, entre a Ponte Engenheiro Ary Torres e o acesso à Avenida João Dias, com 5,8 km de extensão.

O primeiro trecho da faixa exclusiva começou a funcionar nesta segunda-feira (1º) entre a Rua Professor Leme da Fonseca e a Avenida Interlagos, com extensão de 3,6 km no sentido Interlagos. Já no sentido da Rodovia Castello Branco, opera entre a Avenida Interlagos e a Avenida Mário Lopes Leão, com extensão de 4,2 km. O horário de funcionamento é o mesmo.
Anteriormente, os ônibus que utilizavam a  Marginal Pinheiros circulavam por qualquer faixa, disputando espaço com os carros e veículos pesados. Desde o começo do ano, a cidade ganhou mais de 60 km de faixas exclusivas, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Outro trecho tem previsão de entrar em funcionamento a partir de 15 de julho na Avenida das Nações Unidas, sentido Rodovia Castello Branco, entre a Avenida Mário Lopes Leão e a Ponte Ary Torres, com aproximadamente 7,4 km de extensão. O cronograma pode sofrer alterações.

Marginal Tietê
Em 17 de junho, a Marginal Tietê também ganhou 12,7 km de faixas exclusivas para ônibus. A exclusividade das 30 linhas de ônibus que circulam no local valerá de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h em direção ao Centro, e das 17h às 20h em direção ao bairro.

Ônibus fretados também podem circular nas faixas exclusivas recém-criadas nas marginais Tietê e Pinheiros, de acordo com a Secretaria Municipal de Transportes. No horário de maior movimento nas vias, cerca de 210 veículos desse tipo circulam pela manhã e 250 ao fim do dia.

Num primeiro momento, a CET fará um trabalho de orientação na via, com ênfase educativa, sem registro de autuações. A fiscalização será iniciada quando os usuários estiverem adaptados, sendo informados previamente por meio de faixas. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), transitar na faixa exclusiva à direita de ônibus é uma infração leve, com perda de três pontos na carteira e multa de R$ 53,20.

Informações: G1 São Paulo
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Sorocaba aprova projeto para sistema de ônibus rápido

A Câmara de Sorocaba (SP) aprovou nesta quinta-feira projeto que autoriza a prefeitura a tomar empréstimo de R$ 133 milhões para dotar a cidade do sistema de ônibus rápido. A prefeitura pretende instalar o sistema Bus Rapid Transit (BRT, Trânsito Rápido de Ônibus, na sigla em inglês), em quatro corredores, perfazendo 35 quilômetros da malha urbana. A apresentação do projeto coincide com as manifestações de estudantes na cidade pedindo redução de tarifa e melhorias no transporte coletivo. Em junho, a tarifa básica foi reduzida de 3,15 para 2,95 reais.

O financiamento será contratado com a Caixa Econômica Federal, dentro do programa Pró-Transporte, do governo federal, que apoia projetos de mobilidade em cidades médias. Com a aprovação da Câmara Municipal, o projeto básico será entregue ao Ministério das Cidades até março de 2004. A prefeitura contratará uma empresa para as obras. Após a assinatura do contrato, o prazo de execução será de dois anos.

Informações: Agência Estado

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Motoristas paralisam transporte público de Florianópolis em apoio a MPL

Motoristas e cobradores do sistema de transporte público de Florianópolis paralisaram as atividades na tarde desta quinta-feira. Os ônibus deixaram de circular por volta das 16 horas, horário em que estava prevista uma manifestação de integrantes do Movimento Passe Livre (MPL).

As primeiras informações são de que o sindicato da categoria determinou a paralisação das atividades como forma de apoio aos integrantes da Frente de Luta pelo Transporte Público e do Movimento Passe Livre. 

O Terminal Central de Florianópolis (Ticen) está completamente tomado de usuários que aguardam por ônibus. Por volta das 12h, manifestantes tomaram a sede do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setuf). 

Os grupos exigem a redução de tarifa e criação de uma comissão para estudos da possibilidade de implementação da tarifa zero na capital catarinense. Em nota, a Frente de Luta chamou a população para “tomar todos os terminais” de transporte nesta quinta. Os manifestantes informaram que irão acampar na sede do Setuf, que está localizada ao lado do principal terminal de ônibus, o Ticen.

Por Fabricio Escandiuzzi
Informações: Portal Terra

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Valor da passagem em BH pode chegar a R$ 2,60

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, afirmou ontem, na sede da administração municipal, em reunião com manifestantes que ocupam a Câmara pela redução das tarifas de transporte coletivo na região metropolitana, que o valor das passagens pode cair dos atuais R$ 2,80 para R$ 2,60. Além da redução de R$ 0,10 já prevista, conforme projeto enviado pela prefeitura à Câmara e aprovada pelo Legislativo, o valor seria diminuído em mais R$ 0,10. Isso seria feito por meio de negociações com as concessionárias de transporte coletivo, iniciadas em março, quando o governo federal anunciou uma redução do PIS/Cofins.

Ainda de acordo com o prefeito, a redução estava sendo negociada com o setor, mas ainda não tinha sido estabelecida por questões contratuais. Hoje e amanhã, Lacerda vai se reunir com os empresários das concessionárias de ônibus, para ouvir a opinião das empresas sobre a redução das tarifas.

Marcio Lacerda anunciou também que está estudando a criação de um cartão “social” magnético para ser entregue a pessoas carentes, com a concessão de um “desconto considerável” na tarifa dos ônibus, que seria subsidiado pela prefeitura. “É meu desejo fazer esse programa e poder, assim, colaborar com as pessoas que não possuem condições financeiras de pagar o valor atual”.

O prefeito afirmou, ainda, que não é possível revogar o aumento das tarifas de ônibus na região metropolitana de Belo Horizonte, feito no fim do ano passado. Até dezembro, a passagem custava R$ 2,65.

Por Jhonny Cazetta
Informações: O Tempo

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Prefeitura do Rio apresenta novos ônibus articulados para o BRT Transoeste

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), apresenta o novo modelo de ônibus articulado que começa a operar no BRT Transoeste. Com maior capacidade de passageiros, três dos 12 novos coletivos começaram a circular na segunda-feira (1º/07). Os primeiros serão ônibus articulados com 21 metros de comprimento e capacidade para 180 usuários. Até o fim de julho, os outros nove veículos entram na operação. Atualmente, o sistema BRT Transoeste opera com 91 ônibus articulados de 18,6 metros (140 passageiros), 20 coletivos do tipo padron (100 passageiros) e 76 alimentadores. 

Com os novos ônibus articulados, aumenta-se a capacidade de transportes de passageiros e reduz-se o intervalo médio dos serviços do BRT, garantindo assim melhor atendimento e conforto à população. Os outros nove novos coletivos são: um de 23 metros, que transportará 200 passageiros, três de 21 metros para 180 passageiros e cinco de 18,6 metros para 140 passageiros.

Primeiro BRT da cidade, a Transoeste liga a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Paciência, transporta, atualmente, cerca de 115 mil pessoas por dia. Totalmente segregado do tráfego geral, composto por linhas expressas e paradoras, o corredor já conta com 44 quilômetros de extensão até Paciência e 42 estações em funcionamento. Em operação desde junho do ano passado, o investimento da prefeitura na implantação do corredor é de R$ 900 milhões.

Informações: Prefeitura do Rio

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Greve de ônibus no Recife continua nesta sexta-feira

Incerteza é o sentimento de quem precisa do transporte público na região metropolitana do recife, pois muitos usuários estão com medo de sair de casa para trabalhar e resolver seus problemas, e para piorar a situação não se sabe se haverá ônibus na volta pra casa.

A greve começou na segunda-feira e provavelmente entrará no 5º dia de paralisação sem nenhuma projeção de fim devido aos impasses entre os trabalhadores e as empresas.

O Governador Eduardo Campos se pronunciou nesta quinta-feira (4) sobre a greve dos rodoviários do Grande Recife. Durante a abertura da Fenearte, no Centro de Convenções, em Olinda, Eduardo disse que não vai interferir na questão.
"Nós não vamos permitir que os usuários sejam arrastados de dentro dos ônibus e largados no meio do caminho por uma greve que é ilegal. Agora essa é uma greve do mundo privado. Quando há greve no setor público, enfrento com diálogo e capacidade de negociação para não dar nisso. Agora não podemos submeter a população a uma briga de base sindical, nem vamos permitir que os usuários sejam tratados como sacos de batata", disse.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE), Fernando Bandeira, disse que autorizou a contratação de pessoal para substituir os trabalhadores faltosos. "Nós decidimos partir para a contratação aos faltosos. Toda essa parte de negociação, de dissídio já foi resolvida", pontuou.

Blog Meu Transporte

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Especialistas divergem sobre qualidade do transporte com tarifa zero

Uma das principais reivindicação das manifestações que se espalharam pelo País, a tarifa zero para transporte público é um tema complexo cuja viabilidade divide a opinião de especialistas. Se, para o Movimento Passe Livre (MPL) e alguns especialistas, a gratuidade é possível e não compromete a eficiência, para outros, a isenção coloca em risco, justamente, a qualidade do serviço.

“O que defendemos é que o transporte não seja pago pela população que o utiliza, e sim pelo conjunto da sociedade, especialmente por meio dos impostos”, argumenta o professor de história Lucas Monteiro, uma das lideranças do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo. Segundo ele, a principal bandeira do movimento é a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 90/2011. A medida prevê a inclusão do transporte no grupo de direitos sociais estabelecidos pela Constituição Federal - e foi apresentada pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP).

Doutor em Políticas de Transporte pela Universidade Dortmund, na Alemanha, e professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), Joaquim Aragão considera possível zerar a tarifa, mas, antes, é preciso ter em mente que essa conta será paga, de alguma forma, pelo contribuinte. “Não é algo fácil de ser obtido. Primeiro, pela dificuldade em sabermos exatamente qual é o custo do transporte, já que as empresas que têm essas informações as colocam em uma caixa-preta. Isso acontece em todas as cidades.”

Outro ponto que precisa ser considerado, segundo Aragão, é que “a implantação certamente não será imediata”, tendo de cumprir etapas antes de a gratuidade beneficiar toda a população. Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que o transporte de estudantes é insumo essencial da educação e assim resolver o problema para, em um segundo momento, estender o serviço aos beneficiados pelo Bolsa Família.

Depois disso, abre-se a possibilidade de expandir a isenção da passagem. “O ideal é usar os recursos da educação para ampliar ainda mais a gratuidade do transporte”, disse Aragão, tendo por base os benefícios da economia de escala, segundo a qual quanto mais serviços forem contratados, menor o preço unitário. Assim, o transporte gratuito pleno seria obtido a partir do transporte estudantil.

Por Pedro Peduzzi e Sabrina Craide
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Blog Meu Transporte chegando a marca de 2000 ''CURTIR'' no Facebook

O Blog Meu Transporte vem se consolidando como um dos principais portais sobre o transporte público e a mobilidade urbana em todo o Brasil, Já são quase 05 anos de informações para que você fique sempre atualizado, seja um seguidor do Blog via Facebook, basta clicar em curtir e todas as novas notícias estarão ao seu alcance, por aqui, passam cerca de quatro mil leitores diariamente e queremos que você participe também deste espaço, através de elogios, criticas e denúncias.

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Blog Meu Transporte, “Uma Nova Visão em Mobilidade”

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Gasto com transporte público é inadequado, diz Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) entrou na discussão sobre o transporte público e apontou que há erros no mecanismo de financiamento do setor. "O modelo adotado, de financiamento da operação quase que exclusivamente via arrecadação tarifária, praticado em todos os municípios, mostra-se inadequado no objetivo de se alcançar um transporte público de alta qualidade e baixo custo para o usuário", cita a nota técnica "Tarifação e financiamento do transporte público urbano", divulgada nesta quinta-feira (4).

O trabalho cita que há necessidade de outros segmentos da sociedade, beneficiários do transporte público, contribuírem para o financiamento dessa atividade. "Em outros países isso já é realidade, como na Europa, onde, em média, os subsídios respondem por quase a metade dos recursos destinados para financiar a operação dos sistemas. Contudo, é importante ressaltar a importância de se ter uma gestão municipal dos serviços devidamente capacitada com adequados modelos de regulação das tarifas. Sem a satisfação dessa condição, qualquer tipo de subsídio a ser adotado poderá não alcançar plenamente seus objetivos", alerta o Ipea.

O estudo do Ipea destaca a evolução dos preços das tarifas de ônibus no período de 2000 a 2012 e faz uma comparação com a inflação no período. A conclusão é que as tarifas do Transporte Público Urbano (TPU) subiram acima da inflação. Enquanto o IPCA teve alta de 125% no período citado, o índice de aumento das tarifas dos ônibus teve alta de 192%, ou 67 pontos porcentuais acima da inflação.

Já o índice associado aos gastos com veículo próprio, que inclui despesas com a compra de carros novos e usados e motos, além de manutenção e tarifas de trânsito, teve alta de apenas 44%, portanto muito abaixo do IPCA. Conclui-se que o transporte privado tem ficado relativamente mais barato em relação ao transporte público no período de 2000 a 2012.

A conjunção de dois fatores - elevação dos custos e redução dos níveis de passageiros pagantes - provocou a elevação das tarifas do TPU em termos reais, na avaliação do Ipea. O estudo mostra, assim, o que chama de "ciclo vicioso do aumento da tarifa do ônibus urbano". O aumento dos preços dos insumos do transporte público urbano, o incentivo ao transporte individual acabam por ocasionar perda da demanda pelo TPU, com redução da receita e aumento do custo. Com isso, cai a produtividade e rentabilidade do serviço, há um desequilíbrio econômico-financeiro e consequente aumento da tarifa. Com a perda da qualidade e competitividade do TPU, há um aumento do transporte individual e o ciclo se repete.

GRATUIDADE - Com relação às faixas de gratuidade no transporte público, o estudo destaca que seria necessário encontrar fontes externas ao setor para cobrir os custos dos deslocamentos dos segmentos sociais beneficiados. "Mas no Brasil há poucos exemplos de cobertura externa dos custos das gratuidades (incluindo aí as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília) em que o governo local contribui com repasse de recursos para custear as viagens gratuitas realizadas nos sistemas".

O estudo cita experiências de outros países nos quais há um sistema de financiamento do transporte público que, em linhas gerais, cobre entre 40% e 50% dos custos. Os modelos são compostos pelos recursos arrecadados com tributos e recursos gerados pela cobrança do sistema o que, segundo a nota técnica, "contrasta com as cidades brasileiras onde, via de regra, o custo total dos sistemas costuma ser coberto exclusivamente pelo pagamento das passagens".

Fonte: Agência Estado

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Apenas duas empresas de ônibus de Curitiba cumprem índices de qualidade

Pela primeira vez desde o início da vigência dos contratos, em novembro de 2010, a Urbs está cobrando das empresas que operam o transporte coletivo de Curitiba o cumprimento dos índices de qualidade estabelecidos no processo de licitação. Isso significa que as empresas que não atingirem os indicadores não receberão, a partir deste mês, a bonificação de qualidade, estabelecida em 3% do valor do contrato. Desta forma, a partir de julho, as empresas que não atingirem os indicadores terão desconto desta bonificação. Os descontos que serão feitos nos próximos repasses, relativos aos primeiros cinco meses do ano, variam de R$ 1,7 mil a R$ 1,3 milhão. Dos três consórcios e 12 empresas, apenas duas – as metropolitanas Expresso Azul e Nobel -  atingiram todos os índices, fazendo jus à bonificação recebida.

Além de cobrar o cumprimento dos índices, a Urbs também estuda o desconto, nos próximos meses, dos valores relativos aos indicadores não atingidos anteriormente.
A cobrança dos indicadores está sendo possível porque foi realizado um amplo levantamento, iniciado no começo desta gestão, sobre os índices atingidos desde 2012 pelos três consórcios (Pontual, Pioneiro e Transbus) que fazem o transporte na área urbana e pelas dez empresas do transporte metropolitano, que fazem em torno de 21 mil viagens e percorrem 478 mil quilômetros por dia.

O levantamento foi concluído e leva em conta os índices atingidos de janeiro a maio deste ano –  junho está sendo fechado. O repasse a ser feito em julho já levará em conta os indicadores apresentados no mês.

Os descontos que serão feitos nos próximos repasses, relativos aos primeiros cinco meses do ano, variam de R$ 1,7 mil a R$ 1,3 milhão. Dos três consórcios e 12 empresas, apenas duas – as metropolitanas Expresso Azul e Nobel -  atingiram todos os índices, fazendo jus à bonificação recebida.

Determinados no edital de licitação e no contrato firmado pela Urbs em 2010 com os consórcios, os indicadores, quando cumpridos, revertem em um bônus  pago às empresas. São cinco indicadores e cada um corresponde a uma bonificação de 0,6%. As empresas metropolitanas, contratadas pelo governo do Estado,  tiveram contratos equiparados por acordo judicial, em agosto de 2012.

A Urbs também vai publicar no seu site o levantamento dos indicadores e os valores de bonificação que serão descontados. Além disso, a partir de agora, os curitibanos terão acesso à tabela mensal dos indicadores, mostrando empresa por empresa quais os porcentuais atingidos e os valores a serem descontados. Para ter direito a receber o bônus, as empresas devem atingir patamares mínimos, fixados em contrato, em cinco indicadores que estão elencados no anexo VI do edital de licitação, publicado no site da Urbs () clicando em Transporte e em seguida em Licitação do Transporte Urbano.

Como funciona

A bonificação leva em conta os porcentuais registrados nos itens satisfação dos usuários, medida pelo índice da Central 156, quanto ao estado dos veículos e conduta dos operadores; interrupção de viagens por falhas de veículos em operação; índice de liberação de selo de vistoria e índice de autuações por descumprimento do regulamento do transporte. Cada porcentual não atingido representa redução no bônus.

O contrato com as empresas prevê como pagamento o repasse de 97% do valor total do contrato, ficando os 3% restantes como abono para aquelas que atingiram 100% dos indicadores de qualidade.

A empresa que tem o menor valor a ser descontado em função dos indicadores é a Antonina, com R$ 1.789,59 a ser retirado do pagamento. O maior desconto é o do consórcio Transbus, que terá redução de R$ 1.335.243,93 no pagamento; seguido dos consórcios Pioneiro (R$ 1.133.467,95) e Pioneiro (R$ 843.337,22).

A publicação dos indicadores e a determinação de descontar valores nos repasses às empresas por não cumprimento destes indicadores, representam mais uma medida de transparência e melhoria do transporte coletivo.  

O objetivo é permitir que os curitibanos em geral, e as entidades representativas da sociedade que se dedicam a acompanhar e discutir a questão do transporte, saibam o nível de qualidade que está sendo obtido pelas empresas e acompanhem as medidas adotadas. Por outro lado, a cobrança dos indicadores funcionará como incentivo à melhoria na operação do transporte.

Informações: Bem Paraná
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Em greve, Motoristas de ônibus do Recife prometem catraca livre nesta quinta-feira

A partir da tarde desta quinta-feira, os ônibus voltam a circular normalmente pelo Grande Recife, mas sem que os passageiros precisem pagar pela passagem. A nova estratégia de mobilização foi apresentada no final da manhã de hoje pela Oposição CSP/Conlutas, grupo dissidente do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, após reunião de avaliação da paralisação na sede do Sindicato dos Professores da Rede Municipal (Simpere), na Rua Visconde de Suassuna, no Recife.

De acordo com um dos líderes da oposição, Aldo Lima e com o advogado do grupo, Rafael Baltar, os coletivos abrirão as portas de trás e do meio e os usuários não precisarão passar pela catraca. Desta maneira, os coletivos que estão parados em filas em vias como as avenidas Agamenon e Sul, deixarão os locais para voltar a operar.
O grupo não precisou o horário em que a medida começa a ser posta em prática. Um trabalho de sensibilização da categoria começou a ser feito em visitas aos terminais e com a distribuição de panfletos para então dar início a ação que não traria danos à população, mas apenas à classe patronal.

Com informações do repórter Glynner Brandão
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No Recife, 4º dia de greve só terá ônibus antes das 08hs e depois das 17 horas

Ir para o trabalho, mas não saber se vai conseguir voltar. Essa é a preocupação de muitos trabalhadores da Região Metropolitana do Recife que depende do ônibus para ir até o trabalho na manhã desta quinta-feira (4), 4º dia de greve dos rodoviários. Algumas linhas estão demorando mais que o normal, apontam os passageiros, enquanto outras parecem estar voltando à normalidade. Paradas de ônibus da Zona Norte do Recife estão menos movimentadas.

Antes das 7h, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) já estava desviando os coletivos com destino ao Centro pela Avenida Mario Melo, sem deixar seguir pela Rua do Hospício ou Parque 13 de Maio. Muitos passageiros tiveram de caminhar até o destino. "Eu espero que não seja como ontem, tive que andar da [Avenida] Conde da Boa Vista até o [Shopping] Tacaruna", afirma a vendedora Larissa Vaz.
Com a ameaça dos motoristas e cobradores de parar os veículos às 8h da manhã e só voltar a rodar às 17h, para levar os trabalhadores de volta para casa, muita gente tem buscado outros meios para chegar ao serviço. Os passageiros relataram que os ônibus estão passando, mas costumam demorar mais do que o normal. Além disso, chegam lotados e muitos motoristas são vistos trabalhando sem fardamento, um indicativo da movimentação.

Mesmo prejudicada, a população encontra um jeito de apoiar a greve. "Se eu tivesse um sindicato forte como o deles, também faria greve", disse a cozinheira Elisângela Brito. "Nos afeta, claro, mas eles têm mesmo que lutar. Não acho errado", disse ela, que chegou a esperar 40 minutos em uma parada de ônibus do Complexo de Salgadinho, em Olinda, onde normalmente ela fica cerca de 20 minutos.

Zona Sul
O ponto de ônibus em frente à Igreja do Pina, na Avenida Herculano Bandeira, Zona Sul do Recife, estava cheio no começo da manhã, mas o fluxo de ônibus era quase normal. Acostumada a pegar o CDU/Caxangá, a educadora Marta Elizabeth aponta que a demora está pouco maior que o normal. "Normalmente, já demora. Essa parada aqui mesmo, eles muitas vezes não obedecem, queimam. Eu acho que essa greve está errada, eles não estão mexendo no bolso do patrão mesmo, só do trabalhador", acredita Marta.

Esperando ônibus da mesma linha, a professora Nadjane Maria se preocupa com a volta também. O coletivo chegou lotado, mas não foi surpresa. "Ele vem sempre lotado, hoje parece um pouco pior", aponta Nadjane, correndo para não perder.

No bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, a situação não era tão tranquila. Com pontos lotados, muitos passageiros reclamavam da demora muito superior à normal. Tentando ir para casa, o conferente Cássio Peres estava há meia hora esperando um ônibus que leva dez minutos, mas se mostrou compreensivo. "É injusto para os trabalhadores e também para os motoristas. Eu ontem fiquei mais de uma hora esperando ônibus", lembra Peres.

A cozinheira Andrea Cabral conseguiu uma carona de Enseada dos Corais até o bairro, já que não passavam coletivos durante a manhã. "Eu trabalho em Tejipió, estou há três dias sem conseguir chegar na empresa. Eu não entendo essa greve, porque no final é a gente que está prejudicado. Minha sorte é que tenho patrão compreensivo, mas preciso ir trabalhar. Só não sei como vou voltar", conta Andrea.

Sem ter conseguido trabalhar na quarta-feira (3), a empregada doméstica Josefa Costa resolveu arriscar nesta quinta e levar o filho, Jonathan, junto. "Tenho que ir hoje, mas fico muito preocupada com a volta. Ninguém sabe direito como vai ser mais tarde", diz.

No Terminal de Piedade, junto ao Cojunto Habitacional Dom Hélder, a situação por volta das 7h30 era atípica. Três ônibus aguardavam tranquilamente o horário da saída, enquanto quase não havia passageiros. "Muita gente deve ter desistido. Afinal, disseram que 8h vai parar onde quer que esteja, ninguém quer correr risco", acredita a estudante Paloma Santos.
A operadora de telemarketing Suzane Bezerra prefere arriscar ficar pelo meio do caminho. "Ontem [quarta], eu andei do Cais de Santa Rita até o Shopping Tacaruna. Se hoje eu tiver que andar do Cais até o trabalho, não tem problema, eu vou, mas preciso ir trabalhar", aponta Suzane.

Informações: G1 Pernambuco
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Segundo IBGE, 74,3% dos municípios do país têm secretaria de transporte

Dos 5.565 municípios brasileiros, 4.133 (74,3% do total) têm secretaria para tratar da política de transporte público, segundo dados de 2012 da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic). Outras 1.432 (25,7%) cidades não possuem órgão para tratar do assunto. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento aponta ainda que o órgão gestor de transporte era ligado à administração direta em 4.057 cidades. Em outras 76 a estrutura era ligada à administração indireta.
Entre as cidades que têm secretarias municipais de transporte, as que tratam do tema com exclusividade estão presentes em 801 cidades (19,4%). Em outras 1.062 (25,7%) a secretaria de transporte funciona em conjunto com outra política. Quando o assunto é subordinado a outra secretaria, o número de cidades chega a 1.681 (40,7%).  Ainda de acordo com o estudo, em 513 cidades (12,4%) o setor é subordinado diretamente à chefia do Executivo.

Segundo o IBGE, todas as cidades com mais de 500 mil habitantes possuem secretaria de transporte. Esse tipo de estrutura administrativa chega a 94,4% dos municípios com população de 100 mil a 500 mil habitantes.

Em 80% das cidades da Região Centro-Oeste do país há secretaria de transporte. Na Região Norte do país essa estrutura administrativa é presente em 78,2% dos municípios. No Sudeste chega a 77,5% e no Nordeste a 75,6%. Apenas a Região Sul fica abaixo da média nacional, com 64% dos municípios.

Conselho Municipal de Transporte
O estudo mostra que apenas 6,4% das cidades tinham conselhos municipais de transporte em 2012. Em 3,7% dos municípios havia Fundo Municipal de Transporte. O IBGE apontou também que apenas 3,8% dos municípios brasileiros tinham Plano Municipal de Transportes e que em outros 7,7% o plano estava em fase de elaboração.

No Norte, 4,9% das cidades têm Plano Municipal de Transporte e 7,8% estão elaborando o plano. No Centro-Oeste, o número chega a 4,1% dos municípios com plano e outros 7,5% em fase de elaboração. No Nordeste este número chega a 3% com o plano e outros 8% que estão fazendo o plano. A Região Sul tem 3,5% dos municípios com o plano e outros 6,2% em planejamento. No Sudeste, o quadro chega a 4,5% dos municípios. Nesta mesma região, 8,5% das cidades estão elaborando o plano.

Opções de transporte
A pesquisa mostra ainda que em 2.114 municípios (38% do total) existe serviço de transporte coletivo por ônibus municipal. Esse serviço está presente em todos os municípios com mais de 500 mil habitantes.

Considerando outros meios de transportes existentes nos municípios, a pesquisa mostra, no período de 2009 a 2012, um crescimento no percentual de cidades que possuem transporte por barco (de 11,3% em 2009 para 11,5% em 2012).

O metrô está presente apenas em 0,3% das cidades brasileiras. A Região Norte é a única que não tem este tipo de transporte, segundo a pesquisa.

Mototáxi está disponível em 55,3% dos municípios, sendo mais presente no Nordeste (87,7%), no Norte (83,7%) e no Centro-Oeste (74,5%). No Sudeste o transporte existe em 32,7% das cidades. No Sul, a opção é acessível em apenas 19,9% dos municípios.

Já o táxi está presente em 83,5% das cidades brasileiras. O trem está em 2,5% dos municípios. O transporte feito por van está presente em 67,7% das cidades.

O transporte por ônibus intermunicipal está em 4.775 cidades (85,8%). Em 2.724 destas, o transporte também atendia a deslocamento entre bairros e distritos.

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Projeto prevê mais dois corredores de BRT em João Pessoa

O projeto inicial do Bus Rapid Transit (BRT) de João Pessoa prevê quatro grandes corredores exclusivos para ônibus, construídos nas avenidas Cruz das Armas, Dom Pedro II, Dois de Fevereiro (Cristo Redentor) e Epitácio Pessoa. Com a possibilidade de receber novos recursos do Governo Federal, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) analisa estender o BRT para outras áreas da Capital, como as avenidas Tancredo Neves e Beira Rio, caso o pacto anunciado pela presidente Dilma Rousseff contemple a Paraíba. 

A expectativa é que o novo sistema, orçado em R$ 188 milhões, seja até três vezes mais rápido que os veículos tradicionais. Conforme o diretor de Planejamento da Semob, Adalberto Araújo, as duas localidades que estão sendo estudadas merecem atenção especial porque apresentam gargalos constantes. “Estamos pensando em incluir a (avenida) Tancredo Neves no projeto porque contemplaria toda a população do Bessa, Padre Zé, Mandacaru e outros bairros. Já a Beira Rio é importante por causa do desenvolvimento e crescimento do Altiplano”, avaliou. 


Adalberto Araújo afirmou que ainda não é possível prever quando as obras começarão, devido ao andamento do processo licitatório. No entanto, em entrevista concedida em abril, o superintendente da Semob, Nilton Pereira, adiantou que as obras poderiam começar já em dezembro deste ano, sendo necessários mais dois anos para a conclusão. As obras envolvem a troca de pavimentação (passará a ser de concreto), construção de estações de embarque e desembarque e implantação de vias exclusivas.   

Maior agilidade e conforto são as principais vantagens prometidas pelo sistema BRT. Com capacidade de até 180 passageiros, os veículos serão climatizados e atenderão usuários de diversas estações, que substituirão os atuais pontos de ônibus. As novas paradas serão completamente fechadas – também com ar condicionado – e terão um sistema informatizado que mostrará ao usuário as linhas que passam no local e o tempo estimado para a chegada do veículo. 

Além das estações espalhadas pela cidade, existirão os terminais que farão a integração entre as linhas. Serão quatro: Cruz das Armas, Centro, Cristo e Centro. Este último será construído ao lado do Terminal Rodoviário e fará também a integração com as linhas de transporte metropolitano. Na semana passada, foi definida a área do primeiro terminal, que ficará em Cruz das Armas, próximo ao Viaduto de Oitizeiro. O decreto publicado no Semanário Oficial transformou dois terrenos do local em áreas de utilidade pública. 

Os terminais contarão com bicicletários e área de estacionamento para que a população possa utilizar o transporte público em pelo menos uma parte do trajeto percorrido. “A ideia é atrair o usuário do carro também. Por isso, é preciso oferecer conforto para que ele precise usar o automóvel só quando for necessário”, afirmou Adalberto Araújo. O sistema de transporte público atende hoje cerca de 280 mil usuários diariamente, segundo a Semob.

Semob não prevê tarifa maior

Embora o BRT seja um sistema mais moderno e eficiente, a Semob não acredita que o usuário terá que pagar mais para usufruir do serviço. Segundo o diretor de Planejamento da Semob, Adalberto Araújo, os custos de manutenção não serão tão frequentes como acontece hoje e, além disso, as linhas são planejadas para circular de maneira mais “inteligente”, evitando gastos desnecessários. 

“O nosso sistema atual não funciona de forma racional como deveria ser. Em Mangabeira, por exemplo, temos 15 linhas e cinco terminais. Essas linhas não se comunicam e convergem para o Centro, e isso é ruim porque muitas vezes um ônibus segue atrás do outro, quando deveria estar circulando em outra parte do trajeto. Com o BRT isso não deve acontecer e, assim, diminuirá a quilometragem dos veículos”, explicou Adalberto Araújo.

Informações: Correio da Paraíba
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Metroviários pedem auditoria no transporte público do País

A Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), em parceria com a Federação Nacional dos Sindicatos dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil (Fenacontas) e com a Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcon), vai cobrar auditorias sobre os contratos das empresas de ônibus em todo o País. “O movimento vai requerer formalmente aos Tribunais de Contas dos Estados uma análise detalhada dos contratos em vigor entre empresas de ônibus e governos para identificar possíveis distorções e trazer ao conhecimento da sociedade os termos em que são celebrados esses contratos, suas receitas, despesas e repasses de dinheiro”, informou nesta terça-feira a Fenametro.

Segundo o presidente da entidade, Diogo Ringenberg, a ideia é utilizar a competência constitucional e o corpo técnico dos tribunais de contas nas auditorias. Conforme ele, a tendência é de que a proposta alcance amplitude nacional “em defesa da transparência e da moralidade na gestão do transporte público e de investimentos no sistema metroferroviário”.
O primeiro ato público e formal do projeto ocorreu nesta quarta-feira em Pernambuco, com a presença de representantes de várias entidades que apoiam o movimento. De acordo com Diogo Morais, vice-presidente da Fenametro e presidente do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, “desde o início das manifestações populares o tema central é o transporte público e, com a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os contratos dos ônibus na cidade de São Paulo, por exemplo, nossa iniciativa ganha força e mostra que a população não entende por que os governos continuam a optar pelo já esgotado transporte rodoviário”.

No último dia 26, representantes das duas federações e dirigentes de movimentos sociais fizeram uma reunião no Recife e definiram uma agenda básica e articulações para realização do projeto. “Para que as mudanças aconteçam é necessário que os cidadãos entendam como e quanto lucram as empresas de ônibus e porque as pessoas continuam sendo mal atendidas quando utilizam esse transporte”, disse o presidente da Fenacontas, Ricardo Souza. No encontro, foram discutidas estratégias para fiscalização e auditoria pública dos contratos, licitações e balanços do transporte público rodoviário de passageiros nas capitais.

“Hoje, ao que se vê, o modelo sobre rodas tem beneficiado apenas um restrito grupo de empresas que se utilizam de uma concessão pública para faturar alto com serviços de baixa qualidade para a população. Queremos contribuir de forma concreta para as transformações do atual sistema de transporte público e dar respostas positivas aos graves problemas que enfrentamos na mobilidade dos grandes centros urbanos”, completou Ricardo Souza.

Informações: Portal Terra
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Câmara de Maringá aprova fim do pagamento em dinheiro nos ônibus

A Câmara Municipal de Maringá (CMM) aprovou, na terça-feira (2), um projeto de lei que prevê o fim do pagamento em dinheiro nos ônibus de transporte coletivo do município. O projeto foi aprovado por unanimidade, ainda em primeira discussão, pelos vereadores da Casa.

De acordo com o texto de autoria do vereador Carlos Mariucci (PT), a intenção é garantir a segurança dos usuários do transporte coletivo com o fim da “dupla função” dos motoristas – além de dirigir, os funcionários da concessionária Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), responsável pelo serviço na cidade, também cumprem o cargo de cobrador nos ônibus maringaenses.

“O principal foco é a segurança dos passageiros e também de todo o trânsito. Se o motorista se concentrar só em dirigir, traz segurança para o ciclista, para o pedestre, para todo mundo. Os ônibus ficarão muito mais seguros”, afirma Mariucci.
Segundo ele, a população vai se adaptar rapidamente à mudança. “Coisa boa o povo se adapta com facilidade. A reclamação de todo mundo era que o motorista não se concentrava. Com muita rapidez, os usuários vão acatar à nova maneira de pagar”, garante o vereador.

Se aprovada em última discussão, a lei obrigará a empresa a instalar mais de cem pontos de venda de bilhetes eletrônicos nas ruas de Maringá – atualmente, são apenas 40 pontos, segundo a TCC. Além disso, terá que divulgar amplamente o serviço “nos meios de comunicação para dar publicidade e informar os usuários sobre os locais e o funcionamento dos pontos de venda”, conforme nota divulgada pela CMM.

Lei semelhante gerou polêmica em Curitiba
Em Curitiba, uma lei semelhante, que também previa o fim da dupla função dos motoristas, entrou em vigor no dia 27 de março de 2013. Ao invés da proibição do pagamento em dinheiro, porém, a lei exigiu que as empresas adaptassem os ônibus que operavam sem cobradores, colocando mais um funcionário nos veículos, e permitindo as duas modalidade de pagamento. No entanto, várias concessionárias de transporte público descumpriram a exigência.

Além disso, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) considerou a lei incostitucional, porque aumenta os custos do sistema sem apresentar a fonte de custeio.

Por Erick Gimene
Informações: G1 PR, em Maringá
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Metrô do Recife ficou lotado nesta quarta-feira de protestos

Com manifestações de estudantes e rodoviários no Centro do Recife na tarde desta quarta-feira (3), as opções de se locomover na capital pernambucana se reduziram. O metrô, criticado por muitos recifenses por não chegar a todas as áreas da cidade, ficou com estações e trens lotados. No Centro da cidade, muita gente caminha quilômetros tentando pegar um ônibus ou até a estação de metrô.

A Estação Central é uma das que foram afetadas. Por volta das 17h, centenas de pessoas formavam filas antes das catracas para o acesso às plataformas da estação. O estudante de gestão da informação Felipe Nascimento, 20 anos, usou a estação nesta tarde e afirma que o problema começa ainda na fila para comprar o bilhete eletrônico. "A pior delas é a entrada de portadores de deficiência, idosos e pessoas com crianças de colo dentro do metrô", disse.
Além da lotação além do comum, rumores de que os metroviários estariam também em paralisação se espalharam nas redes sociais nesta tarde, depois que os portões dos terminais integrados do Grande Recife - que interligam ônibus e metrôs. No entanto, o Metrorec negou a greve, afirmando em nota que "todas as estações da linha Centro e da linha Sul estão funcionando normalmente".

O metrô faz o transporte de passageiros das 5h às 23h, operando com mais trens das 17h às 19h30. Nesse horário, a linha Centro opera com 14 trens em intervalos de cinco minutos, enquanto a linha Sul tem oito trens a cada seis minutos.

Dois trens extra estão à disposição caso haja superlotação, porém a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) afirma que a demanda tem diminuído. Normalmente, é de aproximadamente 350 mil pessoas por dia, mas nessa segunda-feira (1º), primeiro dia de greve de motoristas e cobradores, foi de 277 mil passageiros.

Informações: NE10
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