Tarifa única de ônibus no Rio entra em vigor, e valor vai a R$ 2,95

domingo, 2 de junho de 2013

A tarifa de ônibus no Rio de Janeiro passou de R$ 2,75 para R$ 2,95, a partir da 0h01 deste sábado (1º), três dias depois de o prefeito Eduardo Paes (PMDB) publicar decreto no Diário Oficial do Município unificando o preço das passagens. Com isso, os ônibus urbanos refrigerados são obrigados a cobrar o mesmo valor em relação aos veículos que não possuem ar-condicionado.

Anteriormente, a tarifa desses veículos diferenciados variava de R$ 2,85 a R$ 5,40, de acordo com a empresa responsável pela linha. Com a instituição da tarifa única na cidade, apenas os ônibus rodoviários com ar-condicionado (frescões) terão tarifa diferenciada.


O reajuste, anunciado em outubro do ano passado, estava previsto para ultrapassar os R$ 3, o que poderia fazer do Rio o município com a tarifa de ônibus mais cara do Brasil. Em São Paulo, a passagem custa R$ 3 –o valor deve subir para R$ 3,20 no domingo (2).

Segundo os cálculos da prefeitura do Rio, a tarifa única deve beneficiar 5 milhões de passageiros que utilizam o transporte público com ar-condicionado. O decreto de Paes ainda anuncia que a Secretaria Municipal de Transportes pretende adotar o ar-condicionado em toda a frota de ônibus da capital.

De acordo com o contrato de concessão, o reajuste anual da tarifa deveria ter sido concedido em 1º de janeiro deste ano. No entanto, a Prefeitura do Rio decidiu adiar o aumento após solicitação do governo federal, que estava preocupado com o impacto do reajuste das passagens de ônibus na inflação no início do ano. A Prefeitura de São Paulo também adiou o aumento da tarifa dos ônibus municipais a pedido do governo federal.

O reajuste da tarifa foi calculado com base em índices da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cuja fórmula está prevista no contrato de concessão. O cálculo foi feito a partir da variação de preço dos itens que compõem a planilha tarifária, como insumos (pneus, combustível, etc.) e mão de obra. Além disso, foi considerada a unificação da tarifa dos ônibus urbanos com e sem ar-condicionado e a desoneração do PIS/CONFINS para operadores de transportes de passageiros, anunciada pelo governo federal. (Com Estadão Conteúdo)

Informações: UOL
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Prefeitura de Manaus estuda novo sistema de transporte coletivo

A Prefeitura de Manaus conclui neste mês de junho, os estudos sobre um novo sistema de transporte coletivo: o Veículo Leve sobre Pneus (VLP) ou “Translorh”. A opção em estudo custaria ao poder público R$ 1,6 bilhão.

Conforme o cronograma das empresas francesas NTL,  fabricante dos veículos, e a de engenharia Ingerop, se a conclusão do trabalho indicar  condições favoráveis, a implantação do modelo em Manaus será viabilizada  por meio de parcerias com  empresas financiadoras.


A ideia, segundo o superintendente  Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Pedro Carvalho,  é dar a concessão dos serviços em troca do financiamento do projeto. Carvalho conheceu o VLP, há dois meses, numa viagem a Clermont-Ferrand, na França, onde ele está sendo  implantado.

Carvalho destacou que o VLP, ou ônibus guiado, é um sistema com características semelhantes ao BRT (Bus Transit Rapid) e ao Monotrilho. O sistema (VLP) utiliza carros semelhantes a ônibus movidos a energia elétrica que percorrem trajetos em cima de trilhos.

De acordo com o cronograma,  a decisão sobre a escolha do sistema será feita com o aval dos governos Federal, Estadual e Municipal, bem como o anuncio da licitação. No mês seguinte, a escolha e contratação da empresa. O próximo passo, aconteceria em setembro com a apresentação do projeto básico proposto pela empresas.  E dois meses depois, seria feita a encomenda dos veículo.

A malha viária, segundo Carvalho, seria de 41,5 quilômetros com 83 paradas e pólos de integração. Para o superintendente, seriam necessários 40 veículos com quatro vagões e 44 com seis vagões para atender a demanda de mobilidade urbana da cidade.

A implantação do sistema de transporte por VLP, conforme Pedro Carvalho, também permitirá a integração com o sistema de transporte coletivo atual, exatamente nas estações de onde partirão as chamadas linhas alimentadoras. “O projeto da  Prefeitura de Manaus  prevê a implantação de solução eficiente de transporte em via segregada, já integrada ao novo arranjo de eixo de transporte e terminais de ônibus em estudo pelo órgão municipal”, comentou.

A solução exposta já é realidade em diversas cidades do mundo que adotaram o mesmo sistema de transporte, a exemplo de Medelin (COL), Shanghai (CHI), Veneza (ITA) e Clermont Ferrand e Saint-Denis (FRA). Nesta última, onde esteve em meados de abril deste ano, o superintendente da SMTU, Pedro Carvalho, juntamente com a equipe técnica do órgão, acompanharam todo o processo de implementação do sistema VLP na cidade. “É um sistema de transporte suave e atraente, assim como as estações de integração”, diz.

Por Naferson Cruz
Informações: A Crítica Manaus
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Tarifas de ônibus, metrô e trens em São Paulo sobem para R$ 3,20

As passagens dos ônibus municipais da capital paulista, do Metrô e dos trens da CPTM (Companhia Paulista Metropolitana de São Paulo) ficam mais caras a partir deste domingo (2). O valor passa de R$ 3 para R$ 3,20, um reajuste de aproximadamente 6,67%. 

O valor da integração entre os ônibus e as linhas do sistema metroferroviário estadual também vai subir, ao passar dos atuais R$ 4,65 para R$ 5.

Outro aumento que entra em vigor neste domingo é o dos ônibus intermunicipais das regiões metropolitanas de São Paulo e da Baixada Santista. Segundo a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo), cada linha terá seu aumento específico, mas a média no acréscimo do valor das passagens será de 7,5%.


A tarifa do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus-Jabaquara), por exemplo, passará de R$ 3,10 para R$ 3,40. Na Baixada Santista, a menor tarifa de ônibus será de R$ 2,45 e a maior de R$ 9,80, dependendo da quilometragem percorrida pela linha. A lista completa dos novos preços pode ser encontrada no site da empresa estadual.

Inflação

O aumento da passagem de ônibus e metrô em São Paulo foi menor do que a inflação acumulada desde o último reajuste, de 14,4%. Segundo a Prefeitura de São Paulo, a tarifa atual vigora desde janeiro de 2011 e chegaria a R$ 3,40 se fosse feito o aumento proporcional à inflação acumulada no período pelo IPC/Fipe.

O motivo é a promessa do governo federal de reduzir dois dos impostos cobrados às empresas de transporte público urbano, como maneira de diminuir o impacto desse aumento na inflação atual e controlar a escalada dos preços no País.

A preocupação com um possível descontrole da inflação por parte da equipe da presidente Dilma Rousseff (PT) já havia feito com que o aumento na passagem do ônibus, que normalmente ocorre no começo do ano, fosse adiado para este domingo. Tanto prefeito Fernando Haddad (PT) quanto o governador Geraldo Alckmin (PSDB) aceitaram o pedido, com a promessa de que a desoneração fiscal possibilitaria um reajuste menor no preço das passagens.

Outras cidades

As passagens dos ônibus no Rio também sofreram reajuste. Desde deste sábado (1º) o valor passou de R$ 2,75 para R$ 2,95. O aumento já estava previsto desde o início do ano, mas foi outro adiado a pedido do Ministério da Fazenda. Como contraponto, os ônibus com ar-condicionado cujas tarifas máximas chegam a R$ 5,40, hoje custam o mesmo valor de R$ 2,95.

Em Sorocaba, no interior paulista, a tarifa de ônibus terá seu valor reajustado na próxima quinta-feira, dia 5 de junho. Seu valor vai subir de R$ 2,95 para R$ 3,15. O motivo do reajuste, segundo a prefeitura, é o aumento dos gastos e dos salários dos motoristas.

Luiz Claudio Barbosa/Futura Press/Estadão Conteúdo
Informações: R7.com
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Sistema de integração torna mais eficiente transporte público no Chile

A implantação do Transantiago, sistema que integrou o ônibus ao Metrô, ajudou a melhorar o transporte público de Santiago, a capital do Chile. A frota de ônibus da cidade estava sucateada e quase não havia interligações entre os meios de transporte.

Hoje, Santiago tem 212 quilômetros de corredores de ônibus. Em São Paulo, há apenas 119 quilômetros. A capital do Chile tem menos da metade da população paulista. O Metrô também é maior do que o de São Paulo. São 103 quilômetros na cidade chilena contra 74 quilômetros na cidade brasileira.


Cercada pela Cordilheira dos Andes, a cidade de Santiago é encantadora por todos os ângulos. Não é difícil entender por que a capital do Chile é um dos lugares mais visitados da América Latina.

Na cidade, há uma enorme oferta de atrações, com praças belíssimas, vida cultural agitada e transporte público eficiente. "O transporte público de Santiago funciona muito bem. Os horários de pico não são exageradamente lotados. A gente consegue se locomover rápido e os trens passam constantemente”, diz o bancário Alisson Magalhães.

Há 7 anos, Santiago estava longe de ser considerada uma cidade modelo de infraestrutura em transporte. A frota de ônibus estava sucateada e quase não havia interligações entre os meios de transporte. "O sistema de transporte não custava um só peso. Ele se autofinanciava e era totalmente independente, mas isso tinha um custo. O custo era a insegurança. Era uma concorrência realmente quase criminosa”, diz Jaime Bravo, engenheiro especialista em transportes.

Em 2007, surgiu a Transantiago, sistema que integrou o ônibus ao metrô. O brasileiro Luís Fernando Pedroso, que é engenheiro de transportes, mora há oito anos na capital chilena e vivenciou uma verdadeira transformação. "Essa coordenação permite que muitas pessoas que não tinham acesso ao metrô hoje em dia possam ingressar em um ônibus e finalizar o seu decorrido dentro de um metrô, o que permite maior acessibilidade às pessoas”, diz Pedro.

Informações: G1 SP
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Cidade de São Paulo ganha mais dois trechos exclusivos para ônibus a partir de segunda

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e a SPTrans (empresa que gerencia o transporte municipal) vão criar dois novos trechos exclusivos para a circulação de ônibus a partir de segunda-feira. O primeiro trecho será em Santana, na zona norte, e o outro na região de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. 

Em Santana, será implantada uma faixa exclusiva de 1,1 km, em ambos os sentidos. Ela vai funcionar de segunda a sexta, apenas no horário de pico da manhã (das 6h às 10h) e da tarde (das 16h às 20h). 


No período da manhã, a faixa funcionará à direita, no sentido centro, entre as ruas Chemin Del Pra e Voluntários da Pátria. À tarde, a faixa também será à direita, no sentido bairro, entre as ruas Voluntários da Pátria e Chemin Del Pra e entre as ruas Marechal Hermes da Fonseca e Aluísio Azevedo. 

Segundo a SPTrans, pelo trecho circulam 20 linhas de ônibus, que atendem aproximadamente 86 mil passageiros em um dia útil. 

Zona oeste 
Na região de Pinheiros, a novidade será implantada na faixa da esquerda nos dois sentidos da ponte Eusébio Matoso. No sentido bairro, será entre a praça Antônio Sabino e a rua Gerivatiba. Já no sentido centro, será entre a rua Henrique da Cunha e a praça Eugene Boudin.

A faixa exclusiva vai funcionar de segunda a sexta, das 4h às 23h, e aos sábado, das 4h às 15h. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), elas funcionarão como ligação no corredor Campo Limpo/Rebouças/Centro. 

Multa 
Invadir a faixa de ônibus à direita nos horários de funcionamento é uma infração leve e rende multa de R$ 53,20, mais três pontos na carteira de habilitação. 

De acordo com a CET, as novas faixas fazem parte da operação "Dá licença para o ônibus", de prioridade ao transporte público. A mesma operação restringiu a circulação de automóveis no largo 13 de Maio, em Santo Amaro (zona sul).  

Informações: Diário do Sudoeste
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Passe livre para estudantes tem público menor em Ribeirão Preto

Ribeirão Preto tem apenas 14 mil estudantes da rede pública interessados em receber o passe livre dos ônibus para ir a escola. O número é menor que os 16 mil que antes eram cadastrados para utilizar o passe de estudante, que tinha 50% de desconto. 

O cadastramento teve início no começo deste ano e ainda não decolou. A reportagem questionou a Transerp sobre os motivos da gratuidade não ter atraído mais estudantes, mas o setor de comunicação se esquivou da resposta e disse apenas que o cadastramento para isenção continua disponível.
foto: Weber Sian / A Cidade
Alunos ouvidos pela reportagem dizem que a iniciativa da prefeitura foi boa, mas as regras para utilização do passe gratuito precisavam de uma abrangência maior. “Se a gente precisar ficar na escola para fazer um trabalho e ir embora mais tarde, tem que pagar a passagem inteira, porque o cartão só funciona até as 14h para alunos que estudam no período da manhã”, explica Rafael Perrotta, 16 anos.

Pedro Zaramelo, 16 anos, disse que fez a inscrição para utilizar o passe gratuito, mas manteve o antigo cartão em que pagava meia.

“Eu faço curso à tarde e na hora que volto o passe de graça não funciona, então uso o outro para pagar meia passagem”, argumenta.

Já o estudante Guilherme Almeida Pitto, 17 anos, diz que o benefício precisaria ser repensado. 
“Você não anda com o cartão de graça nos finais de semana e nos feriados. Quando fiz minha inscrição, as moças disseram que teriam que cancelar o antigo cartão, mas muita gente preferiu ficar com ele”, explica.

Custo alto
O passe livre foi oficializado em janeiro de 2013. Era uma bandeira de campanha da prefeita Dárcy Vera (PSD) e, segundo o anúncio feito na época, custaria R$ 800 mil por mês para os cofres públicos.

Os estudos elaborados para o passe livre apontaram que 14.120 alunos (do total de 25.684 que já eram cadastrados para pagar meia) se encaixam no perfil do programa - 3.479 da rede municipal e 10.641 da rede estadual. Os estudantes precisam provar que moram em Ribeirão para ter o passe livre.

Transerp não responde sobre baixa procura

Em nota, o setor de comunicação da Transerp não respondeu porque  a procura pelo passe livre está baixa. A nota diz apenas que as inscrições continuam abertas para alunos do ensino infantil, fundamental e médio.

De acordo com a Transerp, para conseguir o passe livre o aluno precisa morar a um quilômetro da escola e existe um limite diário de duas viagens para cada estudante, quantidade que o órgão considera suficiente para os deslocamentos de ida e volta da escola.

Informações: Jornal A Cidade

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