Motoristas de ônibus do Rio entram em greve a partir de meia-noite

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Motoristas e cobradores de ônibus do município do Rio de Janeiro decidiram, em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, entrar em greve a partir do primeiro minuto de sexta-feira. Segundo o sindicato da categoria (Sintraturb-Rio), cerca de três mil trabalhadores se reuniram no Guadalupe Country Clube para deliberar. 

A paralisação tem duração de 24 horas, mas pode ser suspensa antes do prazo dependendo das negociações com o Rio Ônibus. Nesta sexta-feira, ao meio-dia, o sindicato realizará uma nova reunião, também no Country Clube de Guadalupe. Ainda de acordo com o Sintraturb-Rio, os funcionários não aceitaram a proposta de reajuste de 8% oferecida pelo Rio Ônibus, da qual só teriam ficado sabendo pela imprensa.

O Rio Ônibus anuncia que solicitará reforço de segurança à Polícia Militar nas garagens da empresas para os rodoviários e que apresentará uma liminar de manhã à Justiça para que a greve seja declarada ilegal. Para o sindicato dos empresários, não houve o aviso prévio obrigatório de 48 horas para a população.

O Metrô Rio montou uma operação para que seus funcionários essenciais, como maquinistas, bilheteiros e operadores, não faltem ao serviço na sexta-feira. Vans irão buscá-los em casa para levá-los para trabalhar. A concessionária irá rodar com todos os seus 40 trens.
Já as linhas de ônibus que operam em integração com o metrô, inclusive a Metrô na Superfície, poderão ser afetadas pela greve dos rodoviários, já que a operação é executada pelas viações.

A SuperVia não informou se haverá um esquema especial para dar conta da demanda de passageiros.

Diariamente, 8.800 ônibus trafegam na capital, dando transporte a 3,2 milhões de passageiros.

Metrô terá esquema especial
Após o anúncio da greve dos rodoviários, pevista para ter início no primeiro minuto de sexta-feira, o Metrô Rio realizará um esquema especial a partir das 5h. O objetivo é absorver o provável aumento do número de passageiros nas estações, estimado em 15%. A concessionária informou que 46 promotores estarão no trabalho em pontos estratégicos das 35 estações. Nas plataformas, mais de 400 agentes farão o controle de fluxo dos usuários nas Linhas 1 e 2.

De acordo com a concessionária, toda a frota de trens estará disponível para atender aos passageiros, com a extensão dos horários de pico. A operação será mantida até o final da greve. Para reforçar a informação aos usuários dos ônibus de integração, haverá cartazes nas bilheterias e mezaninos, além de comunicações sonoras nas estações e vagões.

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Integração do Bilhete Único de Campinas agora com duas horas

O prefeito Jonas Donizette e o secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Sérgio Benassi, assinaram nesta quinta-feira (28) o decreto que amplia a integração do Bilhete Único para duas horas. O evento aconteceu no gabinete itinerante da Prefeitura instalado no Terminal Central, dentro do Viaduto Miguel Vicente Cury.  O benefício passa a valer a partir da zero hora desta sexta-feira, 1º. de março, com a atualização do sistema de validação das catracas eletrônicas e a publicação no Diário Oficial do Município.  

O novo tempo de integração passa a valer, automaticamente, para todos os cartões do Bilhete Único, ou seja, vale-transporte, escolar, comum e gratuito. “Duas horas é um tempo que dá para as pessoas se locomoverem e não onera a Prefeitura nem o cidadão. Com os benefícios que oferecemos no Bilhete Único, como o vale-transporte, estudante, Idoso e Gratuito, e agora a integração de duas horas, vamos valorizando o transporte público, que queremos que tenha tal qualidade que as pessoas que tem carro também usem ônibus”, avalia o prefeito.

Este é um compromisso de Jonas Donizette firmado com a população durante a eleição que está sendo cumprido antes do prazo de 100 dias de governo. O governo quer trazer um novo tempo para Campinas, com atenção especial para a população que mais necessita, por isso começa dando mais tempo no Bilhete Único, porque beneficiará os trabalhadores, os estudantes e a população em geral diariamente. A mudança de uma hora e meia para duas horas na integração vale para todos os dias da semana.

O benefício atingirá de imediato cerca de 485 mil passageiros que utilizam diariamente o
 Bilhete Único no transporte público de Campinas para ir trabalhar, estudar ou fazer suas atividades, contando as integrações e gratuidades. Este número equivale a quase 80% das 620 mil viagens feitas no Sistema Intercamp em média/diária nos últimos 12 meses. 

Para o secretário de Transportes, este benefício deve ser ampliado para uma fatia maior de passageiros. A Administração lança juntamente com a Integração de duas horas uma campanha para incentivar os usuários a aderirem cada vez mais ao Bilhete Único, que é a forma mais segura, mais ágil e mais econômica de andar de ônibus. “Este é um novo tempo na Administração, que é simbolizado com mais tempo para o cidadão utilizar o transporte público, com mais segurança e conforto. Vamos estimular a utilização do Bilhete Único e tornar cada vez mais simples a adesão ao sistema”, afirma Benassi.

Recentemente, o presidente da Emdec publicou a resolução 10/2013, que mudou as regras para aquisição da segunda via do Bilhete Único, reduzindo o valor mínimo de carga para o de apenas duas passagens, ou seja, R$ 6,60, facilitando ainda mais o acesso. 

Participação popular
O evento contou com uma expressiva presença da Câmara Municipal. Prestigiaram a assinatura do decreto os vereadores Artur Orsi, André Von Zubem, Carlinhos Camelô, Vermelho, Edson Ribeiro, Jorge da Farmácia, Marcos Bernardelli, Cidão Santos, Gustavo Petta, Luis Lauro Filho, Pastor Elias e o líder de governo, Rafa Zimbaldi.

O vereador Orsi, que falou em nomes de seus pares, parabenizou o secretário de Transportes e a equipe da Emdec e destacou que a Câmara Municipal se sente contemplada com o compromisso cumprido pelo  prefeito antes do prazo de 100 dias de governo. “Com pouco mais de dois meses de governo, a Administração cumpre esta promessa em compatibilidade com as condições financeiras da cidade, mostrando que o prefeito é um homem de responsabilidade. A Câmara se sente prestigiada quando a população é atendida”, afirmou. 

Muitos cidadãos que estavam no Terminal Central participaram da cerimônia com o prefeito Jonas Donizette. Ele foi recebido com muito carinho pelos usuários de ônibus, que aprovaram o aumento da integração do Bilhete Único para duas horas. Caso da dona Sônia Nunes Rodrigues, de 39 anos, que usa a integração diariamente porque mora no Jardim Satélite Íris 3 de trabalha no Jardim Nova Europa. “Uso Bilhete Único todo dia e duas horas na  a integração vai ajudar muito, porque algumas vezes, principalmente para ir embora, não dava tempo com um hora e meia”, afirmou.

O porteiro Osvaldo Ferraz, de 57 anos, mora na Vila União e trabalha no Cambuí. “Aumentar meia hora é muitosignificante e a gente ganha tempo para fazer mais coisas. É muito bom”, avalia. 

Campanha
Paralelamente ao lançamento do Bilhete Único de duas horas, a Prefeitura inicia uma intensa campanha de valorização e adesão dos usuários ao sistema, que traz mais conforto, agilidade e economia. Durante o evento desta manhã, uma equipe da Emdec distribuía panfletos aos usuários de ônibus no Terminal Central com as informações do Bilhete Único de 2 horas. 

Dentro das peças promocionais estão previstos panfletos, que serão distribuídos nos 11 terminais da cidade; cartazes, que serão colocados dentro dos 1.244 ônibus em circulação; faixas, busdoor, banners e inserções nos meios de comunicação.

O objetivo é atingir o máximo de usuários possíveis, distribuindo principalmente dentro dos terminais. 

Informações: Emdec
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Prefeito de Belém diz que vai romper com empresa que conduz obras do BRT

O prefeito de Belém, Zenado Coutinho, afirmou na última quarta-feira (27), em Belém, durante audiência pública na qual se discutiu questões relacionadas ao sistema "Bus rapid transit" (BRT), que irá romper o contrato com a construtora Andrade Gutierrez, responsável pelas obras do BRT. Com isso, será iniciado a um novo processo licitatório que irá permitir a participação de todas as empresas interessadas, inclusive da construtura dispensada.

De acordo com Coutinho, as obras serão retomadas em março, em parceria do governo do Estado, e as primeiras providências serão a conclusão dos elevados do Entroncamento e as adequações na avenida Almirante Barroso em um período de quatro meses. Iniciadas durante a gestão do ex-prefeito Duciomar Costa, as obras estavam paralisadas desde outubro de 2012.

“Pretendemos garantir o mais breve possível os subsídios para a conclusão da primeira fase das obras, e, posteriormente, no mês de julho, iniciar as obras na avenida Augusto Montenegro e de São Brás ao centro da cidade”, disse o prefeito.

Durante a audiência pública, Zenaldo esclareceu que o projeto enfrenta entraves de natureza legal que surgiram desde o início do processo licitatório, como inadequações técnicas, que dizem respeito aos estudos do projeto desde sua concepção, além de impedimentos financeiros, devido a necessidade do pagamento de dívidas, cerca de R$ 56 milhões, e empenho para a aquisição dos recursos federais, que totalizam R$ 414 milhões.

Garantia
Em recente entrevista, o prefeito assegurou que o governo do Estado já garantiu recursos na ordem de R$ 50 milhões para a quitação de débitos e execução das obras. Já a Prefeitura de Belém tenta junto com a Caixa Econômica Federal (CEF) o montante de R$ 314 milhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 100 milhões do Orçamento Geral da União (OGU), além de entrar com a contrapartida de R$ 82 milhões.

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Em Uberlândia, Sistema de radiofrequência em ônibus de transporte coletivo poderá auxiliar cegos

Uberlândia pode se tornar o próximo município a instalar nos ônibus de transporte coletivo o sistema de radiofrequência que auxilia pessoas cegas a embarcar nos veículos com total autonomia. Até agora, dois municípios de São Paulo, Limeira e Jaú, e Araucária, no Paraná, implantaram o sistema denominado DPS 2000.

O superintendente da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Urbana de Uberlândia, José Antônio Leandro, esteve em Belo Horizonte ontem para se reunir com o diretor da empresa que fornece o sistema, Adriano Assis, e discutir a possibilidade de implantação de um projeto piloto em Uberlândia. “Depois dessa reunião irei apresentar o projeto para a secretária de Governo de Uberlândia no mais tardar até amanhã e, a partir daí, iremos marcar uma reunião com o prefeito”, disse José Antônio.

Segundo ele, o prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado, já sabe do projeto, que será implantado assim que o prefeito aprove o sistema. Entre as discussões está a parte financeira de instalação. O sistema trabalha com dois aparelhos, um transmissor que fica de posse do cego e custa R$ 400 e um receptor no valor de R$ 1 mil, que deve ser instalado em todos os ônibus do transporte público. Nas três cidades em que o sistema está implantado, as prefeituras custearam tudo.

Como funciona

Através de som, o transmissor emite as linhas e opções disponíveis e o cego vai controlando, por uma tecla móvel, qual opção escolher. Quando o usuário informa a linha, o receptor instalado no veículo recebe o sinal e avisa ao motorista que uma pessoa cega está no próximo ponto e quando o ônibus para, um alto-falante instalado na porta de embarque avisa à pessoa que o ônibus já está no local.

O DPS 2000 ganhou, em dezembro de 2012, uma atualização que permite também o seu uso por cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, para solicitar embarque em ônibus com elevador.

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Haddad anuncia R$ 1,4 bi para corredores e obras viárias

O resultado das licitações foi publicado no Diário Oficial de hoje. Obras abrangem os 17km de corredor de ônibus na Radial Leste, 12km de corredor no sistema Capão Redondo-Campo Limpo-Vila Sônia, a reforma de 14km de corredor na Inajar de Souza, e a construção do Terminal Jardim Ângela e o complexo viário de acesso ao terminal.

O prefeito Fernando Haddad anunciou a finalização de seis licitações de corredores de ônibus e obras viárias, no valor total de cerca de R$ 1,4 bilhão. O resultado foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (26). 

As obras contemplam os corredores Leste Radial 1 (12km) e Radial 2 (5km), o corredor do sistema viário Capão Redondo-Campo Limpo-Vila Sônia (12,1km) e a reforma do corredor da Inajar de Souza (14km). Também estão no pacote o Complexo Viário de Acesso ao Terminal Jardim Ângela (1,5km de obras) e o Terminal Jardim Ângela (74 mil m²). 

 “Já abrimos os envelopes de propostas, já temos as empresas vencedoras e agora há o prazo para contestação”, explicou Haddad. O inicio das obras depende do andamento das eventuais desapropriações.  

Os investimentos fazem parte do programa de mobilidade urbana da administração, que inclui a recuperação dos corredores já existentes, a construção de 150km de novos corredores e a criação de 150km de faixas exclusivas para ônibus.  

De acordo com o prefeito, a meta é concluir o primeiro ano de governo com 66km licitados e 84 km com projeto para licitação. 

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Alemanha leva às ruas ônibus elétricos que dispensam tomadas

Pouco a pouco, sustentabilidade e energia limpa deixam de ser verbete de manuais e ganham as ruas, não só pelo avanço tecnológico que reduz preços de equipamentos, mas por ganharem escala ao serem adotados no dia a dia das pessoas, até quando elas menos desconfiam.

Este é caso da experiência da cidade alemã de Mannheim (a 482 km de Berlim), de 310 mil habitantes, que começa a tirar do papel um projeto de ônibus elétricos que carregam a bateria de forma autônoma com ajuda da própria rua, enquanto passageiros sobem e descem.
Ônibus elétrico vai percorrer uma linha de 200 km na cidade de Mannheim.

Saem os postes, a fiação e todo o aparato que polui o ambiente urbano e entra em cena a tecnologia de indução, que usa placas tanto na pista como sob o chassi do veículo para transmitir energia com ajuda de campos magnéticos em pontos estratégicos (como subidas de ruas) e em paradas ao longo da linha do ônibus.

Funciona como um ônibus comum, que carrega e descarrega passageiros e também eletricidade”, explica Luiz Ramos, diretor de Relações Institucionais da Bombardier, empresa desenvolvedora do projeto. “Em 15 segundos parado sobre uma placa, já acontece uma recarga significativa”.

Placas nos pontos fornecem energia ao ônibus
O executivo da empresa canadense diz que a evolução no armazenamento de energia tem papel-chave para o projeto. “Antes, as baterias eram pesadas, demoravam para serem recarregadas, além do que o ônibus tinha que ficar parado por quatro ou cinco horas ligado na tomada”, diz. A tecnologia, chamada de PRIMOVE, promete produzir energia suficiente para um itinerário completo sem sacrificar o tempo de vida das baterias.

O projeto contou com parcerias de desenvolvimento e pesquisa de universidades germânicas e belgas, além € 3,3 milhões provenientes do governo Angela Merkel. Segundo a Bombardier, o projeto deve estar em pleno funcionamento e chegar a toda a frota da cidade no segundo semestre de 2014.

Por Vinicius Oliveira
Informações: Portal IG.com.br


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Empresa anuncia ônibus de graça para estudantes na Grande Vitória

Estudantes do ensino superior e técnico da rede pública da Grande Vitória, além dos inscritos nos programas “Nossa Bolsa”, “Universidade para Todos” (ProUni) e do “Fundo de Financiamento Estudantil” (Fies), poderão se cadastrar para usar os ônibus do sistema Transcol de forma gratuita. O caminho para a inscrição vai ficar disponível no site da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV) no dia 11 de março.

O benefício vai ser adquirido mediante comprovação de renda familiar. O valor ainda não foi estipulado e vai ser informado na publicação da lei estadual no Diário Oficial. 

Segundo o diretor de planejamento da Ceturb-GV, José Carlos Moreira, o cadastro irá avaliar os alunos que serão beneficiados. “Os requisitos principais serão a identificação do estudante e a comprovação de renda de acordo com o tamanho da família, o que nós chamamos de corte social”, explicou Moreira.

Manifestações
O ano de 2012 começou com manifestações de um grupo de jovens que protestavam contra o aumento da passagem dos ônibus da Grande Vitória. Um coletivo foi queimado, e dias depois câmeras de videomonitoramento mostraram como aconteceu o incêndio. Jovens chegaram a ser presos. No protesto, houve confronto entre policiais e manifestantes, que foram dispersados.

Em dezembro de 2012, a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) aprovou projeto que isenta estudantes de pagar passagem no sistema Transcol.

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São José dos Campos inicia venda de passagens de ônibus pela internet

A Prefeitura de São José dos Campos iniciou nesta quinta-feira (28) a venda de créditos de passagens via internet para as pessoas que utilizam o sistema de transporte coletivo da cidade. Anteriormente o benefício era destinado apenas às empresas.

Para usar o serviço, o passageiro precisa se cadastrar no site da recarga online e seguir as instruções que são disponibilizadas pelo sistema. Após efetuar o cadastro, o morador recebe um login e senha, que serão usados para a compra das passagens. O valor mínimo é de um único passe (R$3,30) e, o máximo, de R$ 500. O pagamento pode ser feito por boleto bancário ou via internet. Para fazer as recargas, é preciso que o passageiro tenha o cartão do sistema coletivo da cidade.

Após a finalização da compra, os créditos serão disponibilizados no cartão do usuário depois de três dias–. A validação será feita no próprio ônibus, quando o passageiro passar pela catraca. Também é possível validar os créditos nos pontos de venda do consórcio 123.

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No Recife, Licitação em andamento freia compra de ônibus novos no momento

Nos últimos anos a Região Metropolitana do Recife passou por uma forte renovação de frota realizada pelas empresas de ônibus quase sempre no começo do ano, mas com a licitação das empresas de ônibus em andamento fez com que as empresas pisassem o pé nessa renovação, visto que o processo poderá trazer surpresas, por isso a lógica é renovar a frota somente depois da licitação.

Para se ter uma idéia, a compra dos novos ônibus dependerá e muito das licitações em andamento visto que os ônibus terão que ser com ar condicionado e compatíveis com as linhas a serem atendidas. Um exemplo serão os ônibus articulados que terão portas nos dois lados do veículo, uma novidade da região metropolitana.

O objetivo da licitação é regulamentar a prestação do serviço através de contrato com a iniciativa privada, dando condições e garantias na operação do Sistema de Transporte Público de Passageiro que hoje opera com 385 linhas de ônibus e 3 mil veículos em regime de autorização. O processo licitatório, no entanto, será para 391 linhas, levando em consideração o cenário de 2014 quando estará em funcionamento na Região Metropolitana um total de 25 Terminais de Integração e os corredores do BRT.

O edital está disponível para as empresas durante três meses e em abril terá início o certame com a entrega pelos licitantes das propostas comerciais, técnicas e a habilitação. No dia da entrega serão abertos os envelopes das propostas comerciais. Estima-se que, em maio, seja a abertura e julgamento das propostas técnicas. Em junho, serão avaliadas as habilitações e, em julho, a homologação do resultado. A assinatura do contrato com as empresas ganhadoras da licitação está previsto para agosto deste ano. As empresas têm até 6 meses (três meses renovados por mais três) para iniciar a operação.


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Em São Paulo, 66 km de corredores de ônibus já estão licitados

Em entrevista ao portal G1 na manhã desta quarta-feira (27), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, abordou diversos assuntos, entre eles o trânsito e mobilidade urbana. Haddad declarou que, nos seus primeiros 60 dias de governo, a prefeitura já licitou seis novos corredores de ônibus, com recursos próprios da cidade e recursos do PAC. 

As obras para a alternativa aos congestionamentos enfrentados em São Paulo, no entanto, ainda não tem data para começar. “Já abrimos os envelopes de propostas, já há empresas vencedoras, mas há um prazo agora para contestação e as obras começam assim que os prazos administrativos vencerem”, disse.

Até o fim deste ano, o prefeito espera ter 66 km de corredores de ônibus já licitados, 84 km em projeto para licitação e obras iniciadas. 

Para resultados imediatos, lembrou a operação na Radial Leste, iniciada nos últimos dias, com a segregação de uma faixa para ônibus. A medida pode ser ampliada a outras vias da cidade, explicou o prefeito, mas o detalhamento das regiões selecionadas para contar com faixas exclusivas e segregadas deverá ser apresentado apenas no Plano de Metas, até 30 de março.

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Procon notificará metrô do Rio por superlotação e ar-condicionado desligado

Uma fiscalização do Procon-RJ e da Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor na Linha 2 do MetrôRio nesta terça-feira (26) identificou diversas irregularidades nas estações e nos trens que operam na capital fluminense. A operação começou às 5h30.

Durante a viagem, a vistoria encontrou vagões superlotados, ar-condicionado sem funcionamento, problemas com a ventilação de algumas estações, elevadores para deficientes enguiçados, escadas rolantes em manutenção, poucos funcionários atendendo nas bilheterias e longas filas.

A secretária estadual Cidinha Campos vai propor um termo de ajustamento de conduta ao MetrôRio. A empresa será notificada pelas irregularidades encontradas pelos fiscais do Procon e terá um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa.  

Procurado, o MetrôRio explicou, em nota, que investiu mais de R$ 1 bilhão na modernização de sua infraestrutura e frota. "O MetrôRio é um transporte de massa e já aumentou a oferta de lugares em 30%, com a entrada em operação de 13  dos 19 novos trens comprados. Até o final de março, todos os 19 novos trens estarão em operação, preferencialmente na Linha 2, onde a temperatura é mais alta devido à troca de calor dos trens atuais com a via permanente".

A concessionária informou que os trens antigos passaram por um processo de modernização e que os novos operarão com o ar condicionado 33% mais potente. "Cada composição dispõe de um sistema de 336 mil BTUs de potência –o equivalente a 33 aparelhos de ar-condicionado de 10 mil BTUs ligados ao mesmo tempo", diz a nota.

Ainda segundo o MetrôRio, a empresa não recebeu até o momento nenhuma notificação do Procon.

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Concessão de ferrovia terá subsídio de R$ 36 bilhões

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Para tirar do papel o ambicioso programa de concessões de ferrovias, que deverá acrescentar dez mil quilômetros de trilhos à malha atual, o governo prevê a necessidade de entrar com um subsídio em torno de 40% de todo o investimento planejado.

Tomando como base o investimento anunciado de R$ 91 bilhões, isso significa que cerca de R$ 36 bilhões sairão do Tesouro ao longo dos 35 anos de duração dos contratos, mesmo indiretamente. Esse montante foi apontado pelos estudos que balizam as concessões e estão em fase final de elaboração, conforme antecipa o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

O subsídio em torno de 40% do investimento total deverá ser assumido pela estatal Valec, que precisará recorrer ao Tesouro para fechar as contas. Para eliminar o risco de demanda e garantir a viabilidade do negócio, a Valec comprará das futuras concessionárias toda a capacidade de transporte das ferrovias leiloadas. Depois, irá ao mercado e fará uma oferta pública dessa capacidade, garantindo o direito de passagem dos trens em todas as malhas. Mas nem tudo poderá ser revendido, segundo os estudos, e a diferença acabará entrando na conta final do negócio como um subsídio para viabilizar os novos projetos.

A existência do mecanismo de compra e venda de carga já era conhecida do mercado desde agosto, quando foi anunciado o programa de concessões, mas não se sabia qual o déficit estimado da Valec. Em última instância, se não bancasse eventuais prejuízos com a revenda do direito de passagem, a estatal possivelmente gastaria mais dinheiro na construção das ferrovias, para tirá-las do papel.

Algumas ferrovias talvez sequer precisem de subsídio, mas a estimativa de 40% reflete uma média, segundo Figueiredo. "Há trechos que esgotam a capacidade no meio do contrato, e outros que não esgotam até o fim da concessão."

Esgotar a capacidade, nas palavras do chefe da EPL, significa que a Valec conseguirá vender integralmente os direitos de transporte de carga naquela linha. Os estudos indicam que esse é o caso do trecho Uruaçu (GO) - Corinto (MG) -Campos (RJ), cuja demanda tem alto potencial e está ancorada no escoamento do minério de ferro produzido ao longo da linha.

Por outro lado, dois trechos que dificilmente permitirão à Valec obter retorno são o Recife-Salvador e o Salvador-Belo Horizonte, com menos potencial de carga. "Mas criar uma opção logística mais barata, no Nordeste, é algo positivo", ressalta Figueiredo.

Uma das dúvidas da iniciativa privada sobre o novo modelo é o que pode ocorrer caso um governo, no futuro, ache a conta da Valec salgada demais e resolva não mais remunerar a concessionária da ferrovia por toda a sua capacidade de transporte. Para propiciar mais garantias aos investidores, já se pensa em uma medida provisória, com um endosso direto da União aos pagamentos.

De acordo com uma fonte que participa das discussões, isso daria mais "tranquilidade" aos grupos interessados nas ferrovias e aumentaria a "segurança psicológica", mesmo sem implicar muitas mudanças. Os orçamentos da Valec precisam anualmente de aprovação do Congresso e um endosso da União, como garantidor dos pagamentos às futuras concessionárias pela compra da capacidade de transporte. É mais provável que haja a necessidade de editar uma MP, mas talvez isso possa ser resolvido até mesmo nos próprios contratos de concessão, segundo a fonte envolvida nas discussões.

Ontem, no seminário em Nova York para promover as concessões em infraestrutura, o governo apresentou oficialmente um redesenho do pacote de ferrovias. Os dois trechos do Ferroanel de São Paulo (norte e sul) e o acesso ao porto de Santos foram agrupados em um único lote, com 245 quilômetros de extensão e investimento estimado em R$ 4,8 bilhões. Trechos da Ferrovia Norte-Sul que estão em fase final de construção, como Palmas-Anápolis, vão "turbinar" outros lotes de concessões. A informação havia sido antecipada pelo Valor há duas semanas.

O maior investimento do pacote é no lote Uruaçu-Corinto-Campos. A futura concessionária terá que aplicar R$ 18,1 bilhões no empreendimento, mas ele tem alto potencial: em 2030, segundo os estudos, poderão ser transportadas 80 milhões de toneladas úteis na ferrovia.

Figueiredo recorre à experiência americana no ramo ferroviário para rebater as críticas de que trechos como São Paulo-Rio Grande (RS) poderão se concentrar no transporte de manufaturados e não têm carga pesada o suficiente, como soja ou minério, para justificar uma nova ligação sobre trilhos. "Um dos grandes clientes de cargas gerais nas ferrovias, nos Estados Unidos, é a UPS. E eles trabalham basicamente com cargas de até 30 quilos", diz Figueiredo.

Onde a carga transportada é basicamente de grãos ou de minério de ferro, sustenta o presidente da EPL, não chega a ser muito difícil oferecer serviços logísticos. Trata-se de um trabalho mais complicado quando o alvo são manufaturas, o que requer um serviço de porta a porta, mas ainda com alta demanda. "Basta ver como estão as rodovias para saber se há demanda ou não."

Para ele, o novo modelo de exploração ferroviária permitirá "inverter a lógica existente até hoje", de primeiro fomentar o desenvolvimento de uma região para depois cuidar do escoamento de seus produtos. Figueiredo acredita que a própria criação de infraestrutura de transportes pode induzir o desenvolvimento.

O subsídio nas próximas concessões, que permite "viabilizar o uso das ferrovias como alternativa" aos outros modais de transporte, será inferior àquele adotado no passado recente. Em 2007, a Vale venceu o leilão do trecho entre Açailândia (MA) e Palmas (TO) da Ferrovia Norte-Sul, ao pagar uma outorga de R$ 1,478 bilhão. O custo de construção do trecho pela Valec foi de aproximadamente R$ 3,5 bilhões, segundo Figueiredo. Com isso, a estatal acabou bancando diretamente 60% do investimento.

De acordo com o executivo, há negociações em curso com as atuais concessionárias de ferrovias onde há trechos subutilizados, que serão retomados e licitados no novo modelo.

Figueiredo faz mistério, no entanto, sobre a solução que vai ser adotada para a devolução dos trechos. "Há várias formas jurídicas de fazer isso e estamos estudando o melhor procedimento", diz. Ele procura acalmar o setor. "Não estamos construindo um modelo contra ninguém. É um modelo a favor de as coisas funcionarem bem. Vamos insistir no consenso."

Informações:  Valor Econômico
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Em São Paulo, Haddad resgata ideia de Marta e diz que licitações para novos corredores de ônibus já têm vencedores

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (26) que já tem em mãos o resultado da Licitação de seis novos corredores de ônibus para a cidade. "Estamos só esperando os prazos regimentais para assinar o contrato", contou, em entrevista exclusiva ao UOL.

Segundo ele, até o final do ano serão contratados 66 quilômetros de corredores. Além disso, mais 84 quilômetros devem ser licitados e encaminhados, somando 150 quilômetros até o final do primeiro mandato, conforme prometido na campanha.

O investimento pode chegar a R$ 4 bilhões para os 150 km, estima o prefeito, que pretende licitar corredores "nos moldes do BRT [Bus Rapid transit], um transporte de mais velocidade". A faixa de investimento fica entre R$ 20 e R$ 25 milhões por quilômetro, segundo Haddad -- "menos de 10% do valor de um quilômetro de metrô e carrega um terço dos passageiros".

Ao ser perguntado se os novos corredores eram herança do governo Kassab, Haddad afirmou que são "herança do governo Marta" e parte do projeto desenvolvido dez anos atrás chamado "São Paulo Interligado".  "Infelizmente, o projeto não teve andamento e agora estamos resgatando", contou.

Para que esses projetos sejam realizados, o prefeito ordenou que a administração retome "a capacidade de investimento da cidade" em valores de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões, "um patamar razoável para a cidade".

Segundo ele, isso significa dobrar a capacidade atual de investimento do município. "Essas medidas preparatórias têm que ser feitas nesse primeiro ano [repactuar a dívida com União, abrir espaço para financiamento da cidade, fazer ações previstas no plano de governo] para dar tempo em quatro anos de a cidade enxergar seu próprio futuro", disse.

Haddad comparou a "uma dieta" o corte de 20% nos investimentos em custeio da Prefeitura de São Paulo, anunciado para o ano de 2013. "É que nem dieta: se você relaxa ao longo do governo, os contratos vão engordando, as empresas não descansam. Porque elas têm gente vigorosa para buscar suas vantagens", disse. "Se você não fizer a dieta no começo do governo, você termina com que peso?", indagou.

Por Fabiana Uchinaka e Karina Yamamoto
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Tecnologia ajuda a economizar recursos no transporte público de passageiros

Um sistema criado pela Transdata, empresa de soluções em tecnologia, promete ajudar os operadores de transporte público de passageiros a controlar melhor os gastos com combustíveis e evitar quilometragem ociosa, para otimizar as frotas e atender melhor às linhas.

Segundo a empresa, sua tecnologia, batizada de Sistema de Monitoramento e Gestão de Frota ajuda na redução do impacto do recente aumento do diesel e, principalmente, na diminuição, em até 50%, da ociosidade dos ônibus.

O sistema utiliza a telemetria para registrar e acompanhar a distância, online, diversas informações sobre o desempenho do veículo e do condutor, como o consumo de combustível, a rotação do motor, o tempo de parada com motor ligado, as acelerações e frenagens bruscas, entre outros dados.

De posse dessas informações, o gestor da frota pode desenvolver projetos específicos de melhor aproveitamento dos veículos em suas linhas de atuação, diminuindo drasticamente a quilometrada rodada em passageiros, por exemplo, nos trajetos entre a garagem e o ponto inicial ou entre o ponto final e a garagem. “Em alguns casos, a economia de combustível nesses trajetos pode chegar a 50%”, explica Devanir Magrini, diretor Comercial da Transdata.

Tudo pode ser visualizado em uma tela, como a de um rastreador ou monitorador de frotas, largamente utilizado no transporte de cargas. “O Monitoramento e Gestão de Frotas reduz o custo operacional e melhora as margens de ganho das empresas de transporte coletivo, além de aumentar a eficiência e qualidade do serviço para a população. E ainda contribui para um trânsito melhor em toda a cidade, reduzindo o desperdício de combustível”, completa o diretor da Transdata.

A Transdata Smart é pioneira no Brasil em sistema de bilhetagem eletrônica e outras soluções de automação em transporte de passageiros. Sediada em Campinas (SP), atua há 19 anos em mais de 150 cidades no Brasil, Argentina e Colômbia.

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Sergipe: População de São Cristovão reclama da demora do transporte público

Moradores do município de São Cristovão estão na bronca por conta da demora no transporte público. Na manhã desta terça-feira, 19, a equipe do Portal Infonet esteve no Terminal de Integração, localizado na frente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) no Rosa Elze.

Usuários reclamam que após a retirada dos ônibus da empresa VCA no final de semana a espera pelo transporte tem gerado vários transtornos.

A dona de casa, Juliana Correia dos Santos, conta que reside no Rosa Elze há oito anos e fala sobre o transtorno gerado com a retirada dos ônibus. “Na verdade o transporte aqui já não é bom, a espera e os ônibus cheios são comuns aqui, mas agora ficou muito pior”, fala.

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Transporte público é retomado na zona sul de SP após paralisação

A SPTrans (responsável pelo transporte coletivo na cidade de São Paulo) desativou às 7h52 desta quarta-feira o sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que havia sido acionado por conta de uma greve de motoristas e cobradores da garagem 2 do Consórcio Via Sul, na zona sul da capital paulista.​ O Sindicato dos Condutores de São Paulo confirmou o fim da paralisação.

Ao todo, 22 linhas de ônibus da empresa Via Sul Transportes Urbanos foram atendidas pelo sistema Paese, com ônibus extras, de acordo com a SPTrans. Ônibus ficaram sem circular nas regiões do Sacomã, Ipiranga, Zoológico e Vila Mariana em meio à greve, que começou durante a madrugada e terminou nesta manhã.

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Em Teresina, Idosos e deficientes terão cartão de gratuidade no transporte público

Começou o recadastramento de idosos e pessoas com deficiência que tem direito ao transporte público de graça. Em Teresina, os interessados devem procurar a secretaria municipal de Cidadania e Assistência Social (Semtcas) e solicitar um cartão eletrônico.

De acordo com a Semtcas, com o cartão de gratuidade os beneficiários poderão escolher qualquer assento do ônibus para sentar.

Para requerer o cartão, basta que o idoso, com mais de 65 anos, vá a um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de seu bairro, levando uma cópia do RG, CPF e comprovante de endereço. Já a pessoa com deficiência física, deve ir ao local levando os mesmo documentos, mais o laudo médico que comprove sua deficiência.

Segundo o chefe da divisão de expedição do documento, Valmir Alexandrino, para ter o benefício da gratuidade do transporte, todos que se enquadram no perfil devem fazer o cadastro. “Após levar os documentos, o Cras enviará a solicitação ao Semtcas que emitirá o documento de forma gratuita a todos”, disse.

Para a aposentada Maria Ribeiro o cartão vai ajudar no seu dia a dia. “Agora podemos entrar no ônibus e sentar onde tiver assento, além de não pagar o deslocamento para qualquer lugar, o que é ótimo”, afirmou.

O prazo de validade do cartão de gratuidade é de dois anos, podendo ser renovado.

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Obras de mobilidade em Natal devem começar até junho

A prefeitura de Natal promete dar início até o mês de junho nas obras do Corredor Estruturante Zona Norte/Arena das Dunas, principal projeto de mobilidade urbana ligado à Copa do Mundo que está sob responsabilidade do governo municipal. 

Orçado em R$ 338,8 milhões de acordo com a última versão da Matriz de Responsabilidades, o Corredor Estruturante, cujas intervenções são separadas em dois lotes, ainda não saiu do papel, faltando apenas um ano e quatro meses para o Mundial. 

O primeiro lote inclui um corredor viário nas avenidas Felizardo Moura, Napoleão Laureano e Capitão-Mor Gouveia, e aguarda revisão no projeto (o município quer reduzir de 339 para 40 o número de desapropriações nestas avenidas) para deslanchar e ter as obras iniciadas em junho. 

"Estamos aguardando esta definição para reapresentar o projeto à Caixa Econômica Federal e obter a autorização para iniciar as obras”, explicou o secretário adjunto de Planejamento de Natal, Alexandre Duarte. 

Já o lote II tem as obras concentradas no entorno da Arena das Dunas e vai trazer melhorias em pelo menos seis entroncamentos de avenidas. 

Neste caso, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, a Semob, está concluindo os projetos executivos para iniciar as licitações. "Cada entroncamento terá uma solução diferente resultando na construção de túneis ou viadutos”, explica Duarte. 

Uma terceira divisão do Corredor Estruturante de Natal inclui ainda a construção de 278 mil m2 de calçadas padronizadas com acessibilidade e plataforma de embarque e desembarque para passageiros do transporte coletivo. A meta da capital potiguar é contemplar as principais avenidas que levam ao estádio Arena das Dunas, palco de quatro jogos na Copa do Mundo de 2014.

Estado x município
Além do Corredor Estruturante, Natal promete outras duas intervenções de mobilidade urbana para beneficiar a população até a Copa do Mundo, previstas na Matriz de Responsabilidade.

São elas o acesso ao novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante, orçado em R$ 73,1 milhões, e a implantação da via Prudente de Morais, cujo custo é de R$ 27,7 milhões. As duas obras, sob responsabilidade do governo do Rio Grande do Norte e não da prefeitura, sequer foram iniciadas. 

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Estudo mostra tempo de deslocamento Casa - Trabalho no Brasil no período compreendido entre 1992 e 2009

Texto tem como objetivo analisar o tempo que a população gasta em deslocamentos urbanos casa-trabalho no Brasil no período compreendido entre 1992 e 2009. A análise enfatiza as diferenças encontradas entre as nove maiores regiões metropolitanas (RMs) do país mais o Distrito Federal (DF), além de destacar como estas diferenças variam de acordo com níveis de renda e sexo. 

O estudo se baseia nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (PNAD), gerados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma fonte de dados até hoje pouco explorada em estudos sobre transporte urbano no Brasil. 
A PNAD não é uma pesquisa desenhada com o propósito de investigar a fundo o tema do transporte urbano; no entanto, esta é a única pesquisa amostral de larga escala feita no país com informações sobre o tempo de deslocamento casa-trabalho disponíveis anualmente – desde 1992 – tanto para o nível nacional quanto para o subnacional (estados e regiões metropolitanas). 

Destacam-se cinco principais resultados: 
i) O tempo de deslocamento casa-trabalho, que no ano de 2009 era 31% maior nas RMs de São Paulo e Rio de Janeiro se comparado às demais RMs; 

ii) Os trabalhadores de baixa renda (1o decil de renda) fazem viagens, em média, 20% mais longas do que os mais ricos (10o decil), e 19% dos mais pobres gastam mais de uma hora de viagem contra apenas 11% dos mais ricos; 

iii) Esta diferença de tempo de viagem entre ricos e pobres varia entre as RMs, sendo muito maior em Belo Horizonte, Curitiba e no DF, e quase nula em Salvador, Recife, Fortaleza e Belém; 

iv) Os dados apontam para uma tendência de piora nas condições de transporte urbano desde 1992, aumentando os tempos de deslocamento casa-trabalho; no entanto, esta piora tem sido mais intensa entre as pessoas do 1o decil de renda e especialmente entre a população mais rica (entre 7o e 10o decil), diminuindo as diferenças de tempo de viagem entre faixas de renda no período analisado; 

v) A diferença do tempo médio gasto nos deslocamentos casa-trabalho entre homens e mulheres diminuiu consideravelmente desde 1992, com pequenas diferenças ainda presentes nos grupos extremos de renda. Observa-se neste trabalho que as tendências observadas no Brasil não seguem necessariamente aquelas observadas em países desenvolvidos. 

Destaca-se também que análises que se concentram nas tendências nacionais tendem a ocultar importantes diferenças regionais. Sob uma perspectiva de política pública, este texto aponta o potencial de utilização dos dados da PNAD para o monitoramento das condições de mobilidade nas principais regiões metropolitanas do Brasil, uma vez que as variações anuais nos tempos de viagem casa-trabalho podem contribuir para a avaliação dos efeitos de determinadas políticas e investimentos sobre as condições de transporte.

Por Rafael Henrique Moraes Pereira e Tim Schwanen
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BRT em Belém deve ser inaugurado no início de 2016

A Prefeitura de Belém realizará nesta quarta-feira (27), uma reunião aberta ao público para debater sobre as obras do BRT (Bus Rapid Transit), que estão paradas desde outubro de 2012. O prefeito Zenaldo Coutinho esteve no programa Bom Dia Pará, da TV Liberal, e falou sobre o assunto.

Confira a entrevista concedida por Zenaldo Coutinho:

João Jadson: Por que as obras estão paradas?

Zenaldo Coutinho: Nós temos uma série de problemas de discussão sobre a licitação com o Ministério Público Federal, com o Ministério Público Estadual; temos uma dívida sendo cobrada de R$ 56 milhões, que tem que ser aferida e conferida pela atual administração.

Com relação a licitação, o que foi registrado?

Há uma ação na Justiça do Ministério Público repugnando essa licitação, então nós temos um imbróglio judicial, nós temos um ‘monstrengo’ na entrada da cidade obstruindo nosso trânsito, que é uma questão concreta, e nós temos ainda essa dívida acumulada e sendo cobrada. Ou seja, são problemas que tem que ser administrados e resolvidos antes de retomar as obras.

Qual o problema que envolve essa dívida?

A prefeitura anterior não recebeu nenhum recurso, não garantiu financiamento, não foi assinado o financiamento. Temos que neste momento, regularizar a questão do financiamento federal e isso nós estamos discutindo com a Caixa Econômica e com o Ministério das Cidades. Então, primeiro tem que resolver os recursos, que não existem. A prefeitura ano passado pagou com recursos do município R$ 44 milhões, mas deixou uma dívida sendo cobrada pela empresa de R$ 56 milhões. Nós temos que primeiro verificar se tem R$ 6 milhões de obras executas ali na Almirante Barroso, temos também que verificar como se sai deste imbróglio judicial movido pelo Ministério Público. Nós temos que verificar a solução da pendência financeira, a garantia do financiamento federal e da solução judicial.

Como está a situação do andamento das obras, por etapa? Vai haver uma divisão com o Governo do Estado?

Nós queríamos ter antecipado essa possibilidade até porque ia ser ótimo, o governo do estado fazia logo a licitação de Marituba até o Ver-o-Peso, deduzindo aquilo que já foi executado no Entroncamento e Almirantes Barroso. Mas infelizmente o tempo da Jica [Agência de Cooperação Internacional do Japão] exigia que fosse publicado logo o edital, e nós não podemos fechar isso. Há um acordo de união entre governo e prefeitura.

Com relação aos prazos para conclusão da obra, como fica agora?

É bom que as pessoas compreendam que nós só temos 4 quilômetros feitos dessa primeira etapa, ainda falta concluir o Entroncamento e o elevado. Precisamos ainda de projetos do elevado da Independência e da Mário Covas, que nunca foram feitos e concluir essa primeira etapa até a entrada de Icoaraci. Precisamos fazer os projetos de dentro de Icoaraci para a orla e o projeto de São Brás até o Ver-o-Peso. Vamos começar a fazer por etapa, mas a conclusão para colocar o sistema funcionando tem que ser quando for finalizar. O cronograma inicial falava em 2015, com a série de etapas a serem concluídas. Eu presumo que a gente pode manter isso para inaugurar no início de 2016.

Por que as duas pistas do meio da Almirante Barroso não podem ser liberadas para que os carros possam trafegar?

Essa é uma parte interessante, que hoje a reunião com certeza vai nos ajudar a tomar decisões e definições imediatas. Há uma disposição muito forte da Caixa Econômica Federal em fazer avançar essas obras, garantindo o financiamento, há uma disposição muito forte do MPF e MPE de chegarmos a um entendimento. Portanto, a prefeitura vai estar muito focada na solução imediata de conclusão dessa etapa, mas também da liberação da Almirante Barroso/ Entroncamento. Essa é uma das ideias que ocorrerá hoje na audiência pública que nós faremos no Hangar.

Na audiência acontece hoje, todos estão convidados?  

É aberta ao público, nós vamos ter, já confirmada a presença da Caixa Econômica, da Ação Metrópole, do Governo do Estado, os órgãos da prefeitura, o MPF, o MPE, a própria empresa que está contratada para a execução da obra. Ou seja, nós teremos lá a possibilidade de diluir dúvidas e de apresentar sugestões também.

No início se falou em tirar as muretas de concreto que dividem a pista e até hoje não foi feito. Por que?

É uma das decisões que a gente tem que tomar em conjunto com essas instituições que eu falei. Estamos com essa ideia porque essas muretas encarecem demais, elas não são usuais em BRT no Brasil. Nós temos algumas dificuldades, entre elas a questão da ultrapassagem, de veículos quando houver obstrução da via, o encarecimento da obra, que é assustador por causa desses blocos de concreto. E nós temos que discutir isso, inclusive a destinação, que graças a Deus com a parceria com o Governo do Estado já podemos destinar às obras na João Paulo II.

Qual a opinião do prefeito com relação a ciclovia que foi retirada?

Vamos fazer a ciclovia do BRT na Almirante Barroso. Nós garantiremos a extensão da ciclovia em todo o BRT.

Há necessidades de adequações do projeto. O que de primeiro momento você pode citar pra gente que vai ser alterado?

Bom, primeiro as estações, nós teremos área de recuo para garantir a ultrapassagem do BRT. Temos que garantir da entrada da cidade, ali no Entroncamento, alterações que permitam que o BRT metropolitano entrar e sair de Belém, que é outra preocupação que não havia na gestão passada. O BRT terminava no Entroncamento e a ligação seria através de um terminal. Agora não, quem for de Belém, do Ver-o-Peso, pode chegar em Marituba, quando estiver concluída a obra.

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