Em Fortaleza, Obras no terminal de ônibus Antônio Bezerra já duram 3 anos

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

As obras do terminal de ônibus do Antônio Bezerra, em Fortaleza, que deviam ter sido concluída em 2010, continua desde 2009. A demora para conclusão das obras incomoda passageiros que fazem uso diário do terminal.

O local está cercado por tapumes e com materiais de construção espalhados por todo o terminal. Para o trocador da linha Bezerra de Menezes-Santos Dumont Wilson Batista o perigo maior está no acesso ao terminal, por onde os ônibus podem entrar e sair, que não conta com nenhum tipo de sinalização, aumentando o risco de acidentes.

Segundo a a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), o motivo do atraso é uma ação judicial que impedia a desapropriação de imóveis, e que só foi resolvida em 2011. Até o fim de 2012, a primeira etapa será finalizada, de acordo com a Etufor, e terá início a transição de linhas de ônibus da parte antiga para a nova. Ainda de acordo com a Etufor, o prazo para conclusão é até o primeiro semestre de 2013.

Segundo a Etufor estão sendo investidos na reforma cerca de R$ 14 milhões. A obra pretende dobrar o tamanho do terminal, com a implantação novas entradas e saídas, plataformas, pontos de táxi e moto-táxi, piso de concreto e bicicletário. Mais de 191 mil pessoas passam pelo Terminal de Antônio Bezerra todos os dias. São 345 ônibus divididos em 41 linhas que realizam 3.452 viagens a cada dia.

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Em Campo Grande, Consórcio Guaicurus assume transporte coletivo a partir do dia 26 de novembro

O Consórcio Guaicurus vai assumir a prestação do serviço de transporte coletivo urbano em Campo Grande a partir do dia 26 de novembro. A ordem de início de serviço foi publicada no diário oficial do município desta segunda-feira (19).

Comporto pelas empresas Viação Cidade Morena, Viação São Francisco, Jaguar Transportes Urbanos e Viação Campo Grande, o consórcio que detém a exclusividade do serviço, deverá formar o SIT (Sistema Integrado de Transporte, caracterizando um sistema unificado mediante rede de terminais de transbordo com integração física, terminais abertos (ponto de integração) que realizam integração lógica e pontos de parada que permitem essa conexão.

A publicação determina que o consórcio assuma o serviço a partir das 00h do dia 26 deste mês. A assinatura foi feita no dia 14 de novembro, pelo prefeito Nelsinho Trad (PMDB).

Por Diana Gaúna / Midiamax

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Simulador de ônibus articulado é destaque no Rio de Janeiro

O Brasil recebeu neste mês o primeiro simulador de ônibus articulado. O equipamento, fabricado na Espanha, foi uma das atrações mais visitadas da FetransRio, feira bienal de ônibus que aconteceu no início do mês no Rio de Janeiro, juntamente com a Etransport – Congresso Sobre Transporte de Passageiros.

Com volante robusto e poltrona que balança a cada curva, o modelo tem imagens em 3D e para brincar com ele é preciso ter carteira de motorista. No simulador, o motorista percorre um trajeto existente no mundo real, incluindo as características físicas da pista e de suas imediações.

“Nossa ideia é fazer o motorista usar o simulador para mostrar trechos onde os acidentes são mais comuns e as práticas que ele precisa evitar, num processo contínuo de capacitação”, explica Lélis Marcos Teixeira, presidente da Fetranspor. Você pode conferir um vídeo do simulador em funcionamento clicando neste link. 

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Porto Alegre: Lei que garante assentos exclusivos para idosos, gestantes, deficientes físicos e obesos entra em vigor em dezembro

Seis meses depois da sanção da Lei 11.277, que modifica os assentos de ônibus da Capital de preferencial para exclusivo, sua aplicação terá início a partir dos primeiros dias de dezembro. A informação é da Empresa Pública de Transporte e Circulação. O texto que trata de sua aplicação está em análise pelo Departamento Jurídico da Prefeitura de Porto Alegre. A lei beneficia idosos, gestantes, deficientes físicos e obesos prevendo inclusive a retirada dos passageiros do coletivo que insistirem em usar os bancos exclusivos.

Conforme a EPTC, a lei garante ao motorista e cobrador autonomia para parar o veículo e solicitar apoio de agentes públicos para ajudar na retirada dos usuários que se recusarem a cumprir a lei. Porto Alegre possui mais de 1,6 mil ônibus dividos em 400 linhas. Parte da frota já começou a receber adesivos informativos anunciando a mudança na legislação.

Informações: Agência Estado

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Em Goiânia, Campanha incentiva uso do fone de ouvido dentro dos ônibus

Quem usa o transporte coletivo em Goiânia provavelmente já se deparou com alguém ouvindo música no celular sem fones de ouvido. Segundo informações da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo, diversas reclamações são feitas diariamente deste tipo de comportamento nos ônibus que incomodam os usuários.

A gestora da imagem do serviço da RMTC, Alyssa Hopp, afirma que foram essas reclamações que deram origem à campanha #usefone, criada pela área de comunicação da empresa. “Nossos clientes reclamavam bastante dessa prática e, pensando como poderíamos minimizar esse problema, criamos a campanha”, comenta Alyssa.

A campanha aconselha os usuários de transporte público a utilizar os fones de ouvido quando estiver no ônibus ouvindo música em respeito aos demais passageiros. Nas redes sociais a ação ganhou adeptos.

“A adesão do público é bastante intensa, muitas pessoas mandaram suas fotos usando fone de ouvido em apoio à iniciativa. A campanha duraria somente duas semanas, mas devido à repercussão, continuamos”, comentou a gestora.

Celulares, MP3 e afins além de atrapalhar os outros usuários já geraram reações violentas no transporte público. Para diminuir as ocorrências, em São Paulo, por exemplo, os passageiros de ônibus de Campinas que insistirem ouvir aparelhos sonoros sem fone de ouvido dentro dos coletivos podem ser expulsos dos ônibus. Isso acontece porque uma lei que proíbe o uso.  

Ponto a ponto

A Rede Metropolitana também ganhou força na capital com o Ponto a Ponto. O serviço traz informações sobre o trânsito em diversas partes da capital informando sobre a velocidade e fluxo das principais vias de Goiânia e informando possíveis atrasos nas linhas dos ônibus devido a acidentes ou congestionamentos. Tudo isso também nas redes sociais.

Por Vanessa Martins / O Hoje

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Novo secretário dos transportes de SP descarta o Pedágio Urbano e não garante o Bilhete Único Mensal

Anunciado como o novo secretário de Transportes de São Paulo, o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) diz que implantar o Bilhete Único Mensal, avaliado em R$ 400 milhões, será um grande desafio. O novo sistema é promessa de campanha do prefeito eleito Fernando Haddad. 

Tatto diz que só quando tiver dados para estudar o sistema atual e as modificações necessárias poderá dizer se o novo bilhete, por meio do qual o usuário paga um tarifa e pode fazer quantas viagens quiser no mês, será implantado em 2013. 

* Folha - Implantar o Bilhete Único Mensal será o seu maior desafio? É comparável ao desafio que foi fazer o Bilhete Único na gestão Marta [Suplicy]? 
Jilmar Tatto - Com certeza. O prefeito eleito me deu três diretrizes básicas e falou que nós temos que resolver, que foi tema da campanha. A implantação do Bilhete Único Mensal, a construção de 150 km de corredores e a licitação do transporte público. Vou pegar todos os dados na secretaria, conversar com os técnicos da área e a partir daí apresentar um plano. Como já fui secretário de Transportes e fiz lá atrás a reestruturação, tenho experiência. Fiz o bilhete, os corredores e a licitação quando era secretário. Não começo do zero, talvez por isso ele tenha me escolhido. 

É possível implantar o Bilhete Único Mensal já em 2013? 
Não posso responder. Preciso de dados, ver como está o sistema, quais adaptações precisam ser feitas... 

Vai depender também da aprovação do projeto na Câmara Municipal? 
A impressão que eu tenho é que não. Que o sistema de bilhetagem aprovado na lei em 2003 fala do Bilhete Único. 

Isso não deixa de ser um Bilhete Único, certo? 
Estou falando em tese. Uma hora, três horas, uma vez por mês, digamos que é a mesma coisa. Acho que não precisa de legislação específica. Mas ainda tem que ser estudado. 

Será possível fazer a integração do Bilhete Único Mensal com trens e metrôs, que são do Estado? 
Não tem sentido não ter integração. Acredito que não vai haver dificuldade por parte do Estado. Até porque beneficia o usuário do sistema como um todo. Vamos trabalhar em parceria. 

Que mudanças devem ocorrer com a nova licitação de transporte público? 
Os permissionários vencem a licitação no meio do ano. Vamos ter que tomar a decisão de fazer licitação só dos permissionários ou se vamos fazer de todo o sistema, qual o modelo que vamos fazer daqui para frente. É justamente nisso que vou me debruçar. Ainda não tenho condições de falar sobre as mudanças. 

A tarifa de ônibus deve sofrer reajuste em 2013? 
Nós não vamos discutir tarifa em cima do nada. Tem que ser discutida em cima da lógica e da necessidade real. Não posso dizer porque não tenho números. Não vamos discutir isso sem a nova licitação, separado da melhoria dos serviços. Nosso compromisso é não aumentar a tarifa acima da inflação. 

As licitações atuais para construção de corredores de ônibus serão mantidas? 
Não sei em que estágio já está isso. Tenho que ver como está, qual o modelo que foi proposto. Se der para aproveitar, vamos aproveitar. 

O senhor já disse ser favorável à cobrança de pedágio urbano em São Paulo. Qual é sua posição atual? 
Não vamos implantar o pedágio urbano. O prefeito tem posição muito clara a respeito disso. Temos que melhorar o serviço, priorizando o lado do transporte público de massa, e não o individual. Na medida em que dermos qualidade, o usuário vai migrar para o transporte coletivo. Vamos apostar na qualidade.

LUIZA BANDEIRA DE SÃO PAULO
Informações: Folha.com

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No Recife, Linha 021*TI Joana Bezerra/Rio Mar atende aos usuários em apenas 10 minutos

10 minutos, este é o tempo gasto para chegar ao mais novo Shopping do Recife, com a chegada deste novo empreendimento, o GRCT criou e deslocou algumas linhas para atender a demanda de passageiros.

A linha TI Joana Bezerra/Rio Mar está sendo feita com 136 viagens diárias nos dias úteis e o GRCT está monitorando a demanda para possíveis ajustes com a chegada de fim de ano e consequentemente uma maior procura por esta linha. Outra situação, diz respeito aos pacientes e funcionários da Policlínica do Pina que perderam a linha TI Joana Bezerra/Aeroporto e não foram contemplados com a linha TI Joana Bezerra/Rio Mar, pois esta desce a alça e não atende a parada na Av. República do Líbano.

Outro fator importante, é que esta linha está integrada ao SEI e também ao metrô, possibilitando um melhor serviço, sem falar nos ônibus novos que estão sendo disponibilizados pela empresa prestadora do serviço.

Outras linhas que atendem ao Shopping Rio Mar são: 070 - Candeias / Joana Bezerra, 118 – Prazeres / Boa Viagem, 910 – Piedade / Rio Doce e 013 - Jd. Beira Rio / Rio Mar.

Horários da Linha 21*TI Joana Bezerra/Rio Mar 
05:30  |  05:45  |  06:00  |  06:10  |  06:20  |  06:30  |  06:36  |  06:42  |  06:48  |  06:54  |  07:00  |  07:06  |  07:12  |  07:18  |  07:24  |  07:30  |  07:36  |  07:42  |  07:48  |  07:54  |  08:00  |  08:06  |  08:12  |  08:18  |  08:24  |  08:30  |  08:36  |  08:42  |  08:48  |  08:54  |  09:00  |  09:06  |  09:12  |  09:18  |  09:24  |  09:30  |  09:40  |  09:50  |  10:00  |  10:10  |  10:20  |  10:30  |  10:40  |  10:50  |  11:00  |  11:10  |  11:20  |  11:30  |  11:40  |  11:50  |  12:00  |  12:10  |  12:20  |  12:30  |  12:40  |  12:50  |  13:00  |  13:10  |  13:20  |  13:30  |  13:36  |  13:42  |  13:48  |  13:54  |  14:00  |  14:06  |  14:12  |  14:18  |  14:24  |  14:30  |  14:36  |  14:42  |  14:48  |  14:54  |  15:00  |  15:06  |  15:12  |  15:18  |  15:24  |  15:30  |  15:36  |  15:42  |  15:48  |  15:54  |  16:00  |  16:06  |  16:12  |  16:18  |  16:24  |  16:30  |  16:36  |  16:42  |  16:48  |  16:54  |  17:00  |  17:06  |  17:12  |  17:18  |  17:24  |  17:30  |  17:36  |  17:42  |  17:48  |  17:54  |  18:00  |  18:06  |  18:12  |  18:18  |  18:24  |  18:30  |  18:36  |  18:42  |  18:48  |  18:54  |  19:00  |  19:06  |  19:12  |  19:18  |  19:24  |  19:30  |  19:40  |  19:50  |  20:00  |  20:10  |  20:20  |  20:30  |  20:40  |  20:50  |  21:00  |  21:10  |  21:20  |  21:30  |  21:40  |  21:50  |  22:00  |  22:15  |  22:30  | 

Linhas que atendem a Av. Engenheiro Antônio de Góes (24 linhas) 
011 - Piedade/Derby 
014 - Brasília (Conde da Boa Vista) 
018 - Brasília Teimosa 
026 - TI Aeroporto / TI Joana Bezerra 
031 - Shopping Center (Terminal Res. Boa Viagem) 
032 - Setúbal (Conde da Boa Vista) 
033 - Aeroporto 
036 - Aeroporto (Bacurau) 
038 - Residencial Boa Viagem (Bacurau) 
039 - Setúbal (Príncipe) 
040 - CDU/Boa Viagem/Caxangá 
042 - Aeroporto (Opcional) 
043 - Aeroporto/Tacaruna (Derby) 
044 - Massangana (Boa Vista) 
050 - PE-15/Boa Viagem 
061 - Piedade 
062 - Jardim Piedade 
063 - Jardim Piedade (Bacurau) 
069 - Conjunto Catamarã 
071 - Candeias 
072 - Candeias (Opcional) 
073 - Candeias (Bacurau) 
080 - Joana Bezerra/Boa Viagem 
195 - Recife/Porto de Galinhas (Opcional) 

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Em Belém, BRT vai retirar 1.100 ônibus de avenidas

A Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel) decidiu pela retirada de 1.100 ônibus das avenidas Almirante Barroso e Augusto Montenegro, por onde deve trafegar exclusivamente o ônibus de trânsito rápido, também conhecido por BRT - cuja obra caminha sem data marcada para conclusão. O cálculo mais otimista da prefeitura prevê a inauguração para o final de 2013. Os ônibus atuais que trafegam pelas duas avenidas serão substituídos, inicialmente, por 50 ônibus articulados, com capacidade individual para 170 passageiros, e por outros 50 biarticulados, onde cabem 250. Esses veículos devem transportar cerca de 600 mil passageiros diariamente, ou 45 mil a cada 60 minutos, segundo cálculos da própria Ctbel, a uma velocidade de 60 km por hora. O BRT terá paradas climatizadas a cada 700 metros e sistema de bilhete antecipado.

Nenhum técnico do governo municipal, porém, sabe explicar o que irá acontecer com os 1.100 ônibus que forem retirados do tráfego na Augusto Montenegro e Almirante Barroso e nem quais as novas rotas que irão fazer para conduzir os passageiros que, saídos do BRT, subirem nos coletivos para alcançar o centro da cidade. A CTBel prevê que 20% das linhas atuais deixarão de circular na cidade, mas anuncia que novas licitações serão realizadas para linhas que pretenderem prestar serviço à população, atuando como alimentadoras do BRT nos bairros da região metropolitana. Embora se digam “tranquilos”, os donos de ônibus cobram da prefeitura uma definição sobre o destino de suas linhas. 

O BRT é um tipo de transporte público moderno e necessário para o povo de baixa renda. Tudo dependerá agora do novo inquilino do Palácio Antônio Lemos, o prefeito eleito Zenaldo Coutinho. E se ele entender que o sistema precisa de ajustes? Aí, fatalmente, surgirão novos termos aditivos capazes de encarecer a obra, hoje orçada em R$ 430 milhões. O que já existe foi bancado pelos cofres municipais. De verba federal ainda não entrou um miserável centavo. 

DÚVIDAS

Por enquanto, continuam no ar perguntas importantes: como e onde irão operar as linhas que deixarem de circular pelo corredor? Haverá ou não grandes congestionamentos na Tavares Bastos, Júlio César, Lomas, Mauriti, Humaitá e Antônio Baena, transversais que passarão a ser as rotas diárias das linhas que alimentarão o BRT? Qual será o preço do bilhete único?

O preço da tarifa de ônibus, hoje, é R$ 2,20, valor tido como alto para o padrão da maioria dos usuários. Se passageiros reclamam do valor da tarifa, queixas sobre salários não faltam para o sindicato dos motoristas e cobradores. Os empresários, por sua vez, reclamam dos prejuízos da tarifa e das gratuidades. Mas as empresas não têm do que reclamar: a PMB perdoou dívida de R$ 84 milhões e reduziu de 5% para 2% o Imposto Sobre Serviço (ISS). Duciomar ainda aumentou o preço da passagem e não exigiu qualidade. De quebra, engavetou decisão da Câmara Municipal que previa a gratuidade nos ônibus aos domingos.

Terminal ainda não tem local definido

O diretor de Transportes da CTBel,  Paulo Serra, explica que ainda não está definido onde ficará o terminal do BRT, se no local inicialmente previsto, a área onde hoje está abrigado o Lar de Maria, ou na Praça da Leitura, onde fica o memorial dedicado ao ex-governador Magalhães Barata, hoje servindo de abrigo para moradores de rua e drogados. A mesma indefinição ocorre com relação às estações de passageiros ao longo da Augusto Montenegro, que devem ficar em torno de 23, enquanto outras 8 ocuparão a Almirante Barroso, separadas entre si por uma distância de 700 metros. 

“A Augusto Montenegro tem algumas peculiaridades, porque nela existem muitas linhas transversais de ônibus. A questão é fazer a distribuição das linhas que alimentarão o BRT,  partindo de bairros como Águas Negras, Tenoné, Pratinha, Benguí e outros sem sobrecarregar nenhuma delas”, diz Serra. Ele sinaliza que os ônibus passarão pelas áreas mais internas dos bairros em busca de passageiros para conduzi-los até o mais próximo possível das paradas ou estações do BRT. Em seguida, retornarão para os bairros. Esses veículos estarão impedidos de trafegar com passageiros pela Augusto Montenegro.

Segundo Serra, o sistema BRT será acompanhado por um centro de controle de operações, cuja missão é verificar se há atraso ou pane nos veículos. Os motoristas terão acesso às informações em tempo real para cumprir os horários estabelecidos. Quando perguntado o que aconteceria se um dos ônibus do BRT der pane em pleno trajeto, o diretor respondeu que entre uma estação e outra haverá uma “rota de fuga”, para retirada do veículo, rebocado por guincho, para não atrapalhar o fluxo de outros ônibus pelas canaletas do sistema. 

PESQUISA

É preciso observar, ainda de acordo com Serra, que a população precisa ser preparada para o fato de que ela não mais terá, após a entrada do sistema em operação, a ligação direta do ônibus que circula no bairro até o destino final, em São Brás. Isso será feito pelo BRT. Outra questão para a qual chama atenção é de que a mudança - seja com a retirada de 1.100 ônibus das duas avenidas, seja com a entrada dos ônibus articulados e biarticulados do BRT- será feita de forma gradativa, “Os 1.100 não sairão todos de uma vez, mas aos poucos”, avisa. 

Ele também informa que, no caso das concessões de ônibus, as linhas atuais passarão por um processo licitatório para que sejam transformadas em linhas alimentadoras do BRT. A CTBel pretende fazer uma pesquisa para saber qual a demanda diária de passageiros dentro dos bairros para dotar as linhas de número suficiente de ônibus que irão conduzir esses passageiros até próximo das estações de embarque do BRT. Em vários bairros cortados pela Augusto Montenegro, por exemplo, o serviço é feito por microônibus, que possuem maior facilidade de trafegar por ruas estreitas.

Concessão de novas linhas está sub judice

A presidente da CTBel, Ellen Margareth, disse ao DIÁRIO que a maior das estações do BRT será a do local onde hoje funciona o parque de exposições agropecuárias do Entroncamento, que foi desapropriado pela prefeitura, embora encontre forte resistência de uma entidade de pecuaristas, que alega avaliação por valor quinze vezes menor do preço real, que seria R$ 60 milhões e não R$ 4 milhões, como definiu a prefeitura. 

Os ônibus que vierem da BR-316 ou da Augusto Montenegro e que não seguirem pela avenida Pedro Álvares Cabral, segundo ela, terão que ir para esse terminal, onde estarão os veículos que serão usados como alimentadores do BRT.  “A prioridade do nosso projeto é o ônibus, porque enquanto 420 mil carros circulam por toda a região metropolitana, mais de 1 milhão de pessoas se utilizam do transporte coletivo para deslocamento.

Margareth esclarece que no caso da concessão de novas linhas há um processo sub júdice, de interesse do sindicato dos proprietários de ônibus e cujo mérito ainda não foi julgado. “Vamos fazer todo o reordenamento do sistema de linhas, porque não podemos eliminar ônibus em razão do aumento crescente da população. “O sistema que temos hoje funciona à título precário”, reconhece. 

AUMENTO

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) evita polêmica com a prefeitura sobre as mudanças que serão provocadas pelo BRT, a saída dos ônibus dos dois principais corredores de tráfego da cidade e as novas licitações para exploração do serviço de alimentação ao BRT. Nenhum diretor quis se manifestar, mas para a assessoria da entidade não há apreensão, apenas expectativa quanto à participação das empresas em um consórcio que irá administrar o novo sistema de transporte popular. 

De uma coisa os empresários têm certeza: a passagem deverá sofrer reajuste. Quanto a esse aspecto, nenhuma novidade. Sobretudo para a maioria da população, sempre a maior sacrificada na hora da facada no bolso.

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Governo estuda projetos de trens de passageiros de longa distância

Trem Bala - Rio, São Paulo, Campinas. O projeto existe e, se as previsões se confirmarem, vai custar entre R$ 40 e R$ 50 bilhões, com dinheiro público e privado. Uma viagem sem atrasos, sem aeroportos lotados, sem buraqueira de estradas, para competir com os ônibus e, principalmente, com os aviões.

Mas qual seria o modelo para o trem do futuro no Brasil? Seja qual for o escolhido vai ser o primeiro novo projeto de trem de passageiros de longa distância em mais de 40 anos.

Em uma das estações mais antigas de São Paulo, o coordenador do Núcleo de Logística da Fundação Dom Cabral questiona o modelo proposto pelo governo. “Para o trem de alta velocidade ser viável economicamente, ele teria que transportar por ano o que a ponte aérea Rio-São Paulo transporta. Dá mais de 25 milhões de pessoas.Nesse momento não tenho duvida nenhuma que é um erro, nós poderíamos pensar nele depois dessa década, 10 anos para a frente”, afirma Paulo Tarso Vilela de Resende.

É um recomeço ou um projeto isolado? “Nós vamos realmente colocar esforços no sentido de reativar o transporte de passageiros, ainda que seja nas mesmas linhas que estão sendo expandidas para o transporte de cargas”, afirma Marcelo Perrupato.

Estão em andamento seis projetos de trens de passageiros de longa distância. Em São Paulo, a proposta do governo estadual é uma ampliação das linhas que hoje circulam pela Região Metropolitana, levando os trens de passageiros para três cidades do interior: Sorocaba, Santos e Jundiaí.

Existe também o projeto de uma parceria público-privada para ligar Belo Horizonte, Sete Lagoas, Ouro Preto e Divinópolis. E ainda o projeto de outro trem, entre Brasília e Goiânia.

Fora isso, estão em estudo outros 14 trechos, ligando principalmente regiões metropolitanas e cidades médias. São projetos nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste que, na maioria dos casos, envolvem parceiras entre os estados e o Ministério dos Transportes.

Se tudo o que está previsto for realmente construído, vão ser mais de 3,3 mil quilômetros de novas linhas até 2020. “As próprias empresas vão querer aumentar as suas linhas, trazer serviços melhores, ofertar um pacote de valor mais atraente. Então eu acredito que se a gente fizer isso com muita calma, em uns 30 anos, a gente readquire a cultura do trem de passageiros no Brasil”, afirma Paulo Tarso.

Se vale como incentivo, existe uma luz em altíssima velocidade na França. São engenheiros testando os limites de uma locomotiva. Eles conseguiram acelerar a 574,8 quilômetros por hora e bateram um recorde de velocidade.

Ninguém quer bater recorde por aqui, mas andar rápido, sem atraso e sem congestionamento já seria um ótimo recomeço.

A Estação da Luz, em São Paulo, é um bom exemplo. Foi inaugurada em 1900 para transportar carga, mas começou a levar passageiros na década de 30 ainda em longa distância. E pouco a pouco foi se tornando uma estação importantíssima, mas para transporte de passageiros em São Paulo.

O Governo Federal diz que estuda uma linha de alta velocidade entre São Paulo e Belo Horizonte também, e outra entre São Paulo e Curitiba, mas isso só aconteceria depois do trem bala ligando Rio, Campinas e São Paulo. Fala-se em retomada, mas por enquanto são só promessas.

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