Estimular uso do transporte público é opção para melhorar o trânsito e a poluição na Grande Vitória

sábado, 15 de setembro de 2012


É verdade que os ônibus poluem, mas também transportam muita gente. Já os carros, além de também poluírem, levam, no máximo, cinco pessoas. Além disso, é difícil encontrar um veículo de passeio que circule com a lotação máxima.

O problema é que nãoé fácil convencer as pessoas a deixarem o veículo na garagem para utilizar o sistema público de transporte. Com isso, todos acabam sofrendo com o aumento na poluição do ar.

O médico alergista Gilmar Domingues alerta que carros, ônibus e motos são verdadeiros vilões. “Com o aumento do número de carros na rua, aumenta-se a quantidade de fumaça e pó de pneu, de freio e de embreagem. Isso tudo faz parte da poeira. Além disso, estamos falando de área urbana, onde temos muitos prédios e ruas com circulação de ar nem sempre boa. Em horários de pico do trânsito, a quantidade de gases e poeiras tóxicas que as pessoas inalam é muito grande”.

A professora universitária Dione Miranda defendeu a tese de doutorado estudando os impactos da qualidade do ar na saúde de cerca de 300 alunos. O resultado foi surpreendente. “Notei muitos sintomas relacionados à asma, mesmo que a pessoa não entendesse que tinha o problema. Além disso, a rinite tem uma prevalência muito elevada, em torno de 80, 90%”, explicou.

A região da Grande Vitoria possui de 55 a 65% das atividades industriais potencialmente poluidoras instaladas no Espírito Santo. São siderúrgicas, pedreiras, usinas de asfalto e indústrias diversas.

Agora, se não dá para eliminar o carro e o ônibus, é preciso pensar na qualidade deles. Nos coletivos isso começou com a compra de ônibus com selo de garantia de emissão de menos poluentes no ar. “É uma inovação tecnológica muito importante porque os ônibus vêm 80% menos poluentes do que os convencionais. Os outros emitiam 500 milhões de partículas de enxofre e esses chegam a 50 milhões. É um ganho muito grande para o meio ambiente e para a população”, comentou a presidente da GV Bus, Simone Chieppe Moura.

São ações que valem o investimento e que beneficiam a todos. “Já estamos com o programa ‘Mais Sustentável’, onde os ônibus contam com novos motores. Isso representa um ganho na área da sustentabilidade e do meio ambiente, principalmente no projeto de corredores de ônibus. É uma série de intervenções para melhorar a qualidade de vida da população e preservar o meio ambiente”, destacou o secretário Estadual de Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno.

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Em Natal, Integração nos ônibus estará suspensa a partir de segunda-feira

Os usuários do sistema de transporte coletivo, em Natal, não têm mais direito ao benefício da integração a partir desta segunda-feira (17), de acordo com nota publicada pelo Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos do Município de Natal (Seturn) publicada neste sábado em jornal de grande circulação.

Os passageiros, com isso, passam a pagar integralmente o valor vigente da tarifa [R$ 2,20] a cada novo embarque. A decisão do Sindicato está também fixada em avisos nos ônibus. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (Semob) foi surpreendida, segundo o secretário adjunto Jefferson Pedrosa.

A Secretaria designou aos fiscais que durante todo o final de semana acompanhem a situação e emitam relatórios que devem ser avaliados na segunda-feira, quando a Semob deve anunciar quais medidas são cabíveis. "Vamos buscar informações junto ao Sindicato, obviamente, para saber inclusive quanto isso representa na prática em redução de custos na operação do sistema. Sabemos que a situação não é fácil, mas precisamos dessas informações", disse.

Também na segunda- feira, está prevista uma reunião entre representantes do Seturn com o procurador geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, a pedido dos empresários. Deve participar também dessa reunião José Augusto Peres, promotor de defesa dos direitos do consumidor.

O benefício da integração está assegurado aos usuários através de um decreto da prefeita, segundo o secretário adjunto. "Mas certamente que se o Seturn adotou essa medida, é possível que tenham assegurado judicialmente. Há dois caminhos para que isso seja possível - na Justiça ou revogação do decreto", justificou. A decisão do Seturn é apenas uma das modificações que os empresários apresentaram à Semob. Querem ainda a redução em 10% no número de ônibus circulando em linhas pouco utilizadas na capital, e que a Secretaria mantenha fiscais de trânsito com objetivo de garantuir maior fluidez ao tráfego, evitando assim pontos de retenção e engarrafamento nas vias mais movimentadas. 

Os empresários têm alegado que as empresas passam por uma situação de grande desequilíbrio econômico-financeiro, agravado após os vereadores de Natal terem revogado o realinhamento no preço da tarifa autorizado pelo Executivo. O valor da tarifa, que estava em R$ 2,40, voltou a custar R$ 2,20. A reportagem tentou contato com o Seturn, mas foi informado através da assessoria de imprensa que os empresários devem se posicionar e explicar as circunstâncias da medida na segunda-feira. Não há definição, por enquanto, se isso ocorrerá via carta à sociedade ou assessoria técnica.

Fonte: Tribuna do Norte

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Recife: Veja como vai ficar o novo terminal integrado Joana Bezerra

Prometido há mais de dez anos, começou a ser construído esta semana o novo terminal integrado Joana Bezerra, localizado na Ilha Joana Bezerra, área central do Recife, projetado para ser o maior em operação do Sistema Estrutural Integrado (SEI), com cinco mil metros quadrados de área construída e capacidade para atender a 67 mil passageiros por dia. Além da força para o sistema de transporte público da Região Metropolitana do Recife, seja por ônibus ou metrô – já que continuará integrado a uma das maiores estações do sistema metroviário -, o futuro terminal e a infraestrutura necessária para construí-lo vão provocar a urbanização da comunidade do Coque, que já vive um processo de mudança com a implantação do Complexo Judiciário do Recife. Quase 300 casas e casebres serão desapropriados pelo governo do Estado para que a estação seja erguida.

A nova estação integrada também vai cobrir uma lacuna aberta há muito tempo pelos gestores do transporte público do Grande Recife: a degradação e as péssimas condições de operação do atual terminal, espremido na calçada da estação Joana Bezerra do metrô. Embora seja um dos mais importantes do sistema de ônibus e o mais operacional para a integração com o metrô do Recife – porque funciona como área de transbordo para os passageiros acessarem linhas para vários locais da Região Metropolitana – o terminal é abandonado. Os passageiros se acomodam embaixo de abrigos de concreto, colocados lado a lado, sem proteção ideal contra a chuva, por exemplo. Não há sequer um banheiro. Mesmo assim, quarenta mil pessoas utilizam a unidade atualmente.

São sete linhas de ônibus em operação. Após a construção da nova estrutura, serão oito, sendo que três delas serão de Bus Rapid Transit (BRT), sistema que irá funcionar no Corredor Norte-Sul, que o governo do Estado está implantando para interligar os extremos da Região Metropolitana. “Iremos construir cinco baias para receber os BRTs. Mas inicialmente apenas três delas entrarão em operação para atender as três linhas já previstas (Xambá-Joana Bezerra, Pelópidas-Joana Bezerra e PE-15-Joana Bezerra) para o Corredor Norte-Sul. Quando fizermos a segunda etapa do corredor, que chegará a Jaboatão pela Zona Sul do Recife, as outras entrarão em funcionamento”, explica o presidente do Grande Recife Consórcio de Transportes, Nelson Menezes.

A desapropriação dos imóveis para abrir espaço à construção do terminal começou a ser negociada este mês entre a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e as famílias residentes. A previsão é de que até março de 2013 tudo esteja negociado. O TI de Joana Bezerra deverá estar pronto em um ano, ao custo de R$ 9,5 milhões.

Por Roberta Soares / De Olho no Trânsito


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Metrô de SP vai reformar 20 estações para a Copa do Mundo de 2014


O Metrô de São Paulo vai reformar 20 estações das linhas 1, 2 e 3 – as mais antigas – para a Copa do Mundo de 2014. Estão previstas pintura e troca de piso, de forro e da identificação dos prédios, alguns deles projetados e construídos há mais de 30 anos. As obras ainda não foram licitadas e o custo do projeto não é revelado pela Companhia do Metropolitano de São Paulo.

A previsão para o início das intervenções é 2013, com término previsto para o primeiro semestre de 2014. “Haverá a requalificação por conta do tempo de utilização”, afirma o técnico da gerência de manutenção do Metrô paulista, Edgard El Khouri, lembrando que as estações não serão ampliadas.

As estações que serão modernizadas são as que ficam próximas da Arena Corinthians (Itaquerão) e aquelas que fazem integração com outros meios de transporte (CPTM e ônibus) e com demais linhas do metrô. Entre elas estão Barra Funda; Marechal Deodoro; República; Sé; Brás; Tatuapé; Arthur Alvim; Itaquera; Brigadeiro; Trianon-Masp; Consolação; Sumaré; Jabaquara; Santa Cruz; Ana Rosa; Paraíso; Luz e Tietê. As estações Anhangabaú e São Bento, no centro de São Paulo, também sofrerão modificações e devem receber espaços para exposições. “Serão instalados telões no Vale do Anhangabaú para a exibição dos jogos. É o chamado ‘fanfest’, que também será instalado no Sambódromo”, lembra Khouri.

Já as obras para expansão do Metrô devem avançar pouco. Em 2013 serão inauguradas a estação Adolfo Pinheiro, na região sul (Linha 5-Lilás) e a ligação entre Vila Prudente e Oratório, na zona leste, por meio de monotrilho. Para 2014 está previsto o monotrilho da linha 17, que vai ligar o Aeroporto de Congonhas ao Morumbi. Também serão entregues as estações da Linha 4-Amarela Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, Vila Sônia e Morumbi. “Elas ficam prontas ao longo de 2014”, diz o diretor de operações do Metrô, Mario Fioratti Filho.

Ele lembra que o transporte de passageiros até o Itaquerão será garantido pelas atuais linhas de trem e de metrô que levam até o bairro de Itaquera, na zona leste da cidade. “Estamos modernizando as linhas para que haja intervalo menor entre os trens e aumento da capacidade do transporte de passageiros.”

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Belo Horizonte: Fabricantes levam modelos de ônibus BRT às garagens de empresas de ônibus

Enquanto a BHTrans não define o padrão para os ônibus do sistema BRT – entre as ideias está a adotação de um bicicletário na parte traseira do salão de passageiros –, fabricantes de carrocerias e chassis têm aproveitado o tempo para demonstrar às empresas como funcionam seus produtos. 

Na semana passada, um coletivo da paulista Caio (foto) fez uma série de manobras dentro de uma garagem em Vespasiano. No mesmo dia, o ônibus articulado percorreu as ruas de Sabará e Vespasiano. Primeiro BRT deslocado até BH para ser avaliado pelas empresas, conforme mostrou o EM com exclusividade, o Viale BRT Volvo B-340M continua nas ruas, mas ainda não há previsão de testes nas linhas com passageiros.

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