Frases de Enrique Penalosa, ex-prefeito de Bogotá e criador do transmillênio

segunda-feira, 25 de junho de 2012


O primeiro artigo de todas as constituições democráticas, inclusive a brasileira, diz que todos são iguais perante a lei. Se isso é verdade, um ônibus com cem passageiros tem direito a cem vezes mais espaço nas ruas que um carro com uma pessoa.

As pessoas usam carros porque é mais confortável, dá liberdade e segurança.

Os carros são maravilhosos para passear, para sair à noite. Mas se todos resolvem ir de carro ao trabalho, a cidade entra em colapso. Quando falamos de cidade sem carros, ou com poucos carros, não estamos falando da ilusão de um hippie louco. Estamos falando de cidades que já existem e que são as mais bem-sucedidas do mundo, como Nova York, Londres, Zurique. Em Paris, a maioria dos prédios no centro nem tem estacionamentos.


O Brasil vai na contramão, com o governo federal incentivando a compra de carros e o municipal exigindo garagem dos novos empreendimentos.

Isso é um erro. Não defendo que as pessoas não tenham carro. Defendo que repensem como usá-los. Não devemos proibir o carro, mas dificultar sua utilização e facilitar a vida daqueles que queiram viver sem ele.

“Tratar os engarrafamentos com vias maiores é como apagar fogo com gasolina” – Enrique Peñalosa



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Porto Alegre: Mais duas paradas de ônibus revitalizadas na Bento Gonçalves


Nesta terça-feira, 26, às 9h, serão entregues mais duas novas paradas de ônibus na avenida Bento Gonçalves; as estações Agronomia e Odontologia, em frente à Ufrgs. A conclusão dos trabalhos, realizados pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), encerra o projeto de revitalização e qualificação de nove paradas da Bento, entre as avenidas Cristiano Fischer e João de Oliveira Remião, um trecho de quatro quilômetros, com um investimento total de R$ 826 mil por parte da prefeitura. 

Todas as novas estações de ônibus respondem aos padrões técnicos de segurança, conforto e acessibilidade, contando com bancos, lixeiras, iluminação protegidas com grades e cobertura de aço pré-pintado, que oferece mais durabilidade. Nas proximidades das paradas, foram repintadas as sinalizações do asfalto, as faixas de pedestres, além de implantados gradis, que protegem e orientam a travessia segura de quem anda a pé. Novos semáforos de LEDs, que gastam 85% menos energia, também foram instalados para organizar a circulação de pedestres e veículos.

“A população pedia a recuperação das paradas da Bento Gonçalves, que apresentavam problemas estruturais e sofriam muito com o vandalismo. Em um pouco mais de um ano, realizamos um mutirão e conseguimos revitalizar os nove pontos que mais necessitavam manutenção. O fundamental é que estamos contando com o apoio das comunidades, que estão nos ajudando a manter e cuidar das estações”, afirmou Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC. 

As nove estações – Os pontos revitalizados na Bento Gonçalves são as estações Cristiano Fischer, Carrefour, Intercap, Rafael Clark, Antônio de Carvalho, São Carlos, Torquato Finamor, Agronomia (Laboratório de Análises) e Odontologia. 


Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

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Na Grande Vitória, Sistema Transcol recebe 42 novos ônibus menos poluentes


A partir de agora, os novos ônibus que forem adquiridos de fábrica para a renovação de frota do Sistema de Transporte Metropolitano da Grande Vitória serão menos poluentes. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (21), pelo Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop) e da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória, e pelo Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus).

Nesta sexta-feira (22), já entrarão em circulação 42 novos veículos fabricados
nos padrões do Proconve 7 (P7), capazes de reduzir em 90% a emissão de partículas de enxofre na atmosfera. A medida integra o Programa de Mobilidade Metropolitana do Governo do Espírito Santo (PMM), que prevê a renovação da frota do Sistema Transcol, ações com foco no desenvolvimento sustentável, além de diversas obras que irão promover a melhoria da mobilidade urbana na Grande Vitória.

Estiveram presentes no evento de apresentação dos novos ônibus o governador Renato Casagrande, o secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno, o Diretor Presidente da Ceturb-GV, Léo Carlos Cruz, representantes do GVBus, empresários do setor de transportes e demais autoridades.

"A renovação do Sistema Transcol faz parte das ações do Programa de Mobilidade Metropolitana do Espírito Santo, que receberá R$ 3 bilhões de investimentos até 2016, garantindo mais conforto e qualidade de vida à população capixaba. No entanto, a garantia de um futuro melhor também está baseada na busca de novas tecnologias, mais limpas, para reduzirmos os impactos ambientais causados pelo consumo excessivo. Ainda há muito a ser realizado, mas esse já é um dos importantes passos dados pelo Governo do Estado em direção a um desenvolvimento sustentável", destacou o governador.

O secretário dos Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno, falou da preocupação em atender a demanda por melhoria no transporte público coletivo, sem esquecer do impacto ambiental. "O Programa de Mobilidade Metropolitana vai além das obras físicas e projetos, ele busca ações de impacto direto na qualidade de vida, como é o caso dos ônibus que estamos entregando. A mobilidade urbana também tem o papel de zelar pelo meio ambiente e oferecer soluções de sustentabilidade para as cidades", disse.

O diretor presidente da Ceturb-GV, Léo Carlos Cruz, informa que os novos ônibus circularão com um selo especial, indicando que são mais sustentáveis. “ Esse são só os primeiros, pois a partir de agora, todos os novos veículos que forem adquiridos para o Sistema Transcol, Serviço Especial Mão na Roda e Serviço Seletivo serão fabricados de acordo com esses padrões. Até 2014, teremos 551 ônibus sustentáveis no Sistema Transcol”, informou.

Benefícios

O principal diferencial dos ônibus fabricados com tecnologia P7 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) é o tratamento do gás antes de sua saída pelos escapamentos. Os veículos são movidos a um tipo de diesel mais limpo do que utilizado atualmente. O diesel S-50 possui 50 partes por milhão de enxofre e polui dez vezes menos que o combustível S-500, que possui 500 partes por milhão de enxofre e é utilizado nos ônibus do Sistema até os dias de hoje.

Aliado ao combustível S-50, os motores dos novos ônibus funcionam com o aditivo Arla 32, que é injetado no escapamento do veículo e, submetido a altas temperaturas, provoca uma reação química liberando ao final do processo nitrogênio e vapor d’água. Dessa forma, as emissões de óxido de nitrogênio (Nox) podem ser reduzidas em até 60%.

Proconve 7

A legislação determina que a partir de 2012 todos os caminhões e motores a diesel que saírem das fábricas brasileiras deverão seguir as especificações do Proconve 7, um programa de redução de emissão de poluentes regulamentado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), subordinado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). O P7 é a versão brasileira do Euro 5, adotado na Europa.

Todos os novos ônibus que forem adquiridos, tanto para renovação quanto para ampliação das frotas do Sistema Transcol e serviços Seletivo e Mão na Roda, terão motores com tecnologia de acordo com as especificações do P7.
A previsão é que até 2014 o Sistema Transcol, que possui uma frota de 1.600 ônibus, tenha um total de 551 veículos menos poluentes, o que equivale a 35%, aproximadamente. 

Informações: Ceturb


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Recife: O futuro da Av. Agamenom Magalhães, seus números e desafios para uma melhor mobilidade

A Avenida Agamenon Magalhães terá pela frente um dos seus maiores desafios desde que foi inaugurada, em 1975. A primeira perimetral do Recife integrará o Corredor Norte/Sul, com faixa exclusiva de ônibus, nos moldes do sistema BRT (Bus Rapid Transit ou Transporte Rápido por Ônibus). As intervenções previstas propõem garantir mais velocidade ao transporte individual, com eliminação de semáforos em quatro cruzamentos, a partir da construção dos viadutos projetados para a via. Dentro desse contexto, há pelo menos dois aspectos que precisam ser observados: o crescimento da frota, que recebe uma média de 3,5 mil novos carros por mês, somente na capital, e a qualidade do transporte público para atrair o usuário do carro.

Um transporte público de qualidade é condição fundamental para que a cidade não entre em colapso até 2020, quando deverá ter um milhão de carros. O BRT é sucesso em várias metrópoles, como Bogotá e Cidade do México. No Recife, ainda não há estimativa de quanto ele será capaz de transferir, para o sistema coletivo, o usuário que hoje opta pelo transporte individual. Mais do que isso, a gestão dos novos ônibus articulados terá o desafio de manter no sistema os usuários que hoje dependem do transporte público e só aguardam oportunidade financeira de sair para um veículo próprio. 

    Segundo o secretário de Mobilidade da Secretaria das Cidades, Flávio Figueiredo, a demanda estimada para o Norte/Sul é de 328 mil passageiros por dia. Na Agamenon, passam por dia cerca de 100 mil carros, a maioria transportando apenas uma pessoa. Imagine a redução no número de veículos se parte desse público migrasse para o transporte público. "O corredor não atende a demanda de deslocamento de todo esse público que usa carro. Mas quem sai de Igarassu, Paulista ou Olinda, por exemplo, para o polo médico do Recife, na Ilha do Leite, é perfeitamente atendido", explicou o engenheiro especialista em mobilidade, Germano Travassos.

Tornar o transporte público mais atraente do que o carro é o desafio. O técnico em eletrônica João Dourado dos Santos, 46 anos, conta que normalmente viaja sentado nos degraus do ônibus por falta de espaço. Ele chega a gastar mais de duas horas de Igarassu, limite Norte do corredor, ao Recife. "Se houvesse condições de ter um carro, eu deixaria o ônibus".

Os argumentos do transporte individual são fortes: liberdade de ir e vir, conforto e total autonomia. "Não é fácil levar o usuário do carro para o transporte público. O ônibus precisa ser rápido, confortável e atender às necessidades de deslocamentos. Além disso, devem haver restrições ao transporte individual. Enquanto o carro valer a pena, o motorista não fará a migração", apontou Travassos.

Com o aumento da velocidade na Agamenon, a estimativa do governo é que o número de automóveis na via passe de 3,3 mil para 4,2 mil por hora. A velocidade média atual no sentido Olinda/Boa Viagem, hoje de 20,9 km/h, passará a 30,3 km/h. No trecho mais crítico, na altura da Rua Paissandu, a velocidade em horário de pico, que é de 5 km/h, alcançará 18km/h.

O que muda no trânsito

O tempo de viagem no trecho de 37 quilômetros do Corredor Norte/Sul, de Igarassu (Litoral Norte) até os dois ramais do Recife - estação do metrô Joana Bezerra e a estação central do metrô - deverá ter uma redução de cerca de 30 minutos, segundo estimativa da Secretaria das Cidades. As maiores mudanças serão sentidas no trecho da Avenida Agamenon Magalhães. Segundo o secretário executivo de mobilidade, Flávio Figueiredo, a PE-15, responsável pelo maior trecho do corredor, já dispunha de uma faixa central exclusiva para o ônibus. Mesmo assim, a velocidade poderá ser observada também por causa das estações de embarque, que terão pagamento antecipado e passagem em nível. Também na PE-15, haverá o fechamento de três dos quatro retornos existentes.

"O usuário do carro terá que fazer uma volta maior para fazer o retorno. A gente sabe que haverá crítica nesse sentido, mas o objetivo é garantir velocidade para o transporte público", ressaltou. No trecho da BR-101 - entre os municípios de Igarassu e Abreu e Lima - também serão reduzidos os retornos. Atualmente há um retorno a cada 400 metros. O intervalo será ampliado para cada 2 quilômetros. "Essas intervenções irão permitir mais segurança e velocidade para o Corredor Norte-Sul", apontou Flávio Figueiredo.

Na Agamenon, onde nos horários de pico o motorista gasta cerca de 45 minutos entre Tacaruna e a estação Joana Bezerra, o trecho será percorrido em 20 minutos. Segundo o secretário-executivo, na área mais crítica, entre o Derby e o Parque Amorim, são realizadas 7,7 mil viagens de ônibus por dia. Com o corredor a expectativa é de reduzir o número de viagens para seis mil por dia. Menos veículos, mas mais rápidos e eficientes.

Características do sistema BRT (Bus Rapid Transit)

• Corredor exclusivo para o ônibus
• Plataforma de embarque e desembarque em nível
• Pagamento antecipado da tarifa
• Veículos de alta capacidade e tecnologia mais limpa
• Transferência entre rotas, sem incidência de custo
• Integração dos modais em estações e terminais
• Programação e controle da operação por GPS
• Sinalização e informação ao usuário
• Identidade visual própria

A avenida que liga extremos

São sete mil metros dentro de um corredor de 37 km. Sem dúvida, o trecho mais polêmico e que exige maior atenção. A Agamenon Magalhães é uma perimetral estratégica por ligar o Recife de Norte a Sul e de Leste a Oeste. A avenida também serve de passagem para os municípios vizinhos e comporta uma frota maior do que muitas cidades pernambucanas. O governo escolheu implantar o sistema BRT entre outros dois tipos de modais: o Veículo Leve sobre Trilho (VLT) e o Monotrilho. Um dos argumentos foi de que o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) previa para a malha viária da Região Metropolitana corredores exclusivos de ônibus.

O BRT não chega a superar o metrô, mas tem vantagens. Segundo os especialistas, com as características que o diferenciam do modelo convencional do transporte por ônibus, o sistema pode transportar de 30 mil a 35 mil passageiros por hora. É o que ocorre, por exemplo, com o Transmilênio de Bogotá, Colômbia. Na defesa do modelo, o urbanista paranaense Jaime Lerner, que chegou a desenhar o projeto do Norte/Sul, disse: "O BRT pode ser implantado em dois anos e se paga sem precisar de subsídios necessários para construir o metrê".

O corredor Norte/Sul terá dois ramais ao chegar no Recife. O primeiro passará pela Agamenon e se integrará à estação de metrô Joana Bezerra. O segundo passará pela Avenida Cruz Cabugá e se misturará ao tráfego misto até chegar à estação central do metrô. quando o usuário terá a opção de seguir viagem no metrô ou, se preferir, pegar uma embarcação em direção à Zona Oeste. O projeto de navegabilidade foi incluído no PAC Mobilidade, mas falta o governo definir a forma de financiamento. "Já estamos fazendo o estudo de impacto para não perdermos tempo", revelou Flávio Figueiredo, secretário executivo de mobilidade.

A avenida e o corredor Norte/Sul

37,9 km é a extensão dos dois ramais do Norte/Sul de Igarassu às estações do metrô Joana Bezerra (pela avenida Agamenon) e Centro do Recife (pela Avenida Cruz Cabugá)
25 a 30 minutos é a estimativa de redução do tempo de viagem com o corredor

As estações

43 estações de embarque e desembarque serão inseridas no corredor Norte/Sul
10 estações somente no trecho da Avenida Agamenon Magalhães
Cada estação terá 180 metros quadrados de área nos dois lados do canal e capacidade para 600 pessoas cada uma




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Ex-prefeito de Bogotá defende faixa de ônibus em vias congestionadas


Ex-prefeito de Bogotá e referência na criação de políticas de mobilidade urbana, o urbanista Enrique Peñalosa defende medidas radicais para combater os congestionamentos. Entre 1998 e 2001, quando esteve à frente da prefeitura da capital colombiana, Peñalosa criou 84 quilômetros de corredores exclusivos para ônibus, o Transmilênio. O sistema funciona no modelo de BRT (ônibus de trânsito rápido, na tradução), com faixas de ultrapassagem e linhas expressas. Os itinerários servem a 1,7 milhão de passageiros por dia útil, em média. 

No Grande ABC, são poucas as vias que têm corredores de ônibus, como Piraporinha, Lucas Nogueira Garcêz, Brigadeiro Faria Lima, Pereira Barreto e Capitão Mário Toledo de Camargo.

Para melhorar a fluidez nos grandes centros, o urbanista sugere medidas polêmicas. Em vias que costumam registrar altos índices de engarrafamento, o colombiano propõe a segregação de faixa exclusiva para o transporte coletivo. "O problema é que quem tem carro tem o poder político, e não quer ceder um centímetro de seu espaço à coletividade. Um ônibus que transporta 50 pessoas deveria ter 50 vezes mais espaço que um automóvel com um único passageiro. Isso é um princípio democrático básico", avalia. 

Na opinião do ex-prefeito, a construção dos BRTs deve ter preferência em relação ao metrô. Ele aponta para a melhor relação custo/benefício dos corredores. "O ônibus, por exemplo, pode entrar nas ruas dos bairros e recolher passageiros. Outra vantagem é que a distâncias entre os pontos é menor. Ou seja, o tempo de caminhada de casa ou do trabalho até o ponto e, desse local até o destino, é menor", complementa.

Peñalosa vê como hipocrisia a movimentação de grupos que pedem a ampliação da rede metroviária. "Muitas pessoas de alto poder aquisitivo são as que mais brigam pela construção de linhas de metrô, mas elas não têm a mínima intenção de usar esse tipo de transporte. Tudo que eles querem é que outras pessoas utilizem o metrô e deixem as ruas mais livres para os carros."

Outra medida defendida pelo especialista, que hoje preside o Institute for Transportation and Development Policy (Instituto de Políticas para Transportes e Desenvolvimento), é a construção de ciclovias e a restrição para o uso dos veículos particulares. "O automóvel vai gerar uma grande quantidade de custos sociais, ambientais e de qualidade de vida. Se há tantos impactos, o lógico e racional seria cobrar impostos cada vez mais caros pelo uso do carro e, com os recursos, subsidiar o transporte público.(colaborou Illenia Negrin)


Região estuda criação de corredores exclusivos

Para proporcionar mais fluidez ao sistema viário, as Prefeituras do Grande ABC estudam a criação de novas faixas exclusivas para o transporte público. Atualmente, a região conta com 33 quilômetros do Corredor ABD, que liga a região a três terminais paulistanos, além da via segregada na Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo, em Santo André.

Em São Bernardo, o projeto da Prefeitura é criar 11 corredores de ônibus e quatro terminais até 2016. As obras deverão custar cerca de R$ 470 milhões, sendo que a metade será financiada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

O secretário de Mobilidade Urbana de Mauá, Renato Moreira dos Santos, informa que a cidade deverá ter vias exclusivas nas futuras avenidas marginais que estão sendo estudadas pela administração. Os corredores serão às margens do Rio Tamanduateí e do Córrego Corumbé.

A Prefeitura de São Caetano pretende construir estações de conexão nas divisas com Santo André e São Bernardo para diminuir o trânsito de ônibus intermunicipais pela cidade. “A ideia é organizar o fluxo dos coletivos para reduzir os congestionamentos”, explica o secretário de Mobilidade Urbana, Iliomar Darronqui.

Fábio Munhoz | Do Diário do Grande ABC

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Audiência pública discute licitação do transporte coletivo em Salvador


A Secretaria Municipal de Transportes e Infraestrutura (Setin) promove, no próximo dia 6 de julho, uma audiência pública para discutir a reestruturação e o processo de licitação dos transportes públicos de Salvador.

A sessão é aberta à população e acontece das 8h30 às 14h, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), na Rua Aristides Novis, 203, Federação.

O material e o formulário referentes à consulta pública do processo licitatório podem ser acessados no site da Setin, no ícone STCO - Licitação, ou na sede da Setin, na Rua Agnelo Brito, 201, Federação. Na oportunidade, podem ser enviadas sugestões para a redação final do documento.


Licitação - A Setin fará a licitação do novo modelo para concessão da prestação dos serviços de transportes públicos na cidade, com o intuito de atender, de maneira ampla, aos anseios dos usuários do serviço.


A licitação é uma iniciativa que atende à exigência do Ministério Público Estadual (MPE), fruto de uma audiência pública ocorrida no dia 8 de fevereiro deste ano. Uma equipe da Setin já trabalha o projeto básico, que consiste em estudos técnicos e mapeamento da situação, com o objetivo de preparar o edital.


Frota - A frota de transporte coletivo de Salvador é composta atualmente por 2.742 ônibus, incluindo os micro-ônibus das linhas de integração, também conhecidos como "amarelinhos". Ao todo, 2.446 veículos fazem parte do Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus de Salvador (STCO) e 296 compõem o Subsistema de Transporte Especial Complementar (Stec). Circulam ainda pela cidade 703 ônibus metropolitanos. Mensalmente, 42 milhões de pessoas utilizam o transporte coletivo em Salvador. 


Fonte: iBahia.com

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