Rio de Janeiro apresenta seu ônibus hibrido com tecnologia 100% brasileira

sábado, 23 de junho de 2012

Ônibus movidos a hidrogênio, que não emitem gases poluentes, podem estar circulando pelas ruas do Rio de Janeiro a partir da Copa de 2014.
Dirigida pelo engenheiro de produção José Lavaquial, a Tracel foi licenciada pela Coppe/UFRJ para comercializar o "H2+2", primeiro modelo de ônibus movido a hidrogênio desenvolvido no Rio de Janeiro. O protótipo do veículo estará em funcionamento durante a Rio+20, fazendo traslados entre os equipamentos usados pela conferência, na Barra da Tijuca.
O H2+2 é o único com tecnologia 100% brasileira, desenvolvida no Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ, em parceria com a Tracel, responsável também pela criação de componentes do sistema de gerenciamento de energia. O maior benefício desse tipo de transporte é a emissão zero de poluentes no meio ambiente.
Pronto para comercialização, o H2+2 pode fazer uso de três tipos de energia: da pilha a combustível alimentada por hidrogênio; da rede elétrica, que carrega baterias de íon lítio a bordo; e da regeneração da energia cinética.
De acordo com José Lavaquial, o H2+2 é o mais econômico da categoria: Nosso veículo consome metade do combustível dos outros ônibus a hidrogênio em operação no mundo”, garante. Para o passageiro, o primeiro grande benefício do ônibus percebido em relação àqueles movidos a diesel será o silêncio nas viagens. Além de confortável e acessível a portadores de necessidades especiais, o ônibus sustentável conta com um atrativo a mais: uma tomada em cada banco, permitindo aos passageiros conectar e recarregar seus aparelhos eletrônicos.Chefe do Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ, o professor Paulo Emilio de Miranda conta que o H2+2 é muito eficiente "A maior inovação do ônibus está nos avançados sistemas de engenharia, desenvolvidos para o manejo eficiente da energia a bordo do veículo”.



Por Flávia Flores / Tracel

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Paulistanos sonham com alternativas no transporte público para fugir do trânsito

A demanda por veículos tem crescido exponencialmente e a capacidade de oferta viária, de um modo geral, não consegue acompanhá-la. Isso ocorre como uma onda a partir dos grandes para os médios centros urbanos em todo o Brasil.

O uso privado do espaço público é um dos maiores e vem impactando negativamente na qualidade de vida das pessoas. Ampliar os espaços de circulação dos automóveis individuais é enxugar gelo. Qualquer estratégia de crescimento econômico apoiada na instalação de mais e mais fábricas e vendas de automóveis e na expectativa de que se abram avenidas tentando dar-lhes fluidez são incompatíveis com cidades que pretendem ter uma economia sustentável.

MEDIDAS DE ENFRENTAMENTO
Os paulistanos estão comprando mais carros, mas, ao mesmo tempo, sonham com alternativas no transporte público para fugir do trânsito. Já há na opinião pública a ideia de aceitar deixar o carro em casa no cotidiano, mas condiciona essa decisão a uma prévia melhoria do transporte coletivo. A taxa média de ocupação dos automóveis nas ruas da Grande São Paulo se limita a 1,4 pessoa por veículo. A cada cinco carros em circulação nos horários de pico, somente sete pessoas são transportadas.

Existem inúmeras medidas que podem ser utilizadas para reduzir o impacto destes problemas como, por exemplo, a restrição da entrada de automóveis em algumas áreas, a criação de áreas de estacionamentos periféricas, implantação de sistemas integrados e eficientes de transporte público, o rodízio de veículos e a priorização dos meios ativos de mobilidade, como o uso da bicicleta e a caminhada. Mas é preciso garantir que estas opções sejam rápidas e seguras.

BICICLETAS PÚBLICAS
Sistemas de transporte público em bicicleta é um sucesso mundial. Estão na Europa, na Ásia e nas Américas. Os primeiros sistemas implantados no mundo foram as bicicletas brancas na Holanda. Os projetos de bicicletas disponíveis nas cidades para a população e para o transporte público devem ter como diretriz tornar-se promotor do transporte sustentável e de forte coesão social. O sucesso deste tipo de iniciativa está no fato de que deve haver uma verdadeira integração entre o sistema de bicicletas e a rede de transportes públicos

BIKERIO
O sistema de bicicletas públicas ‘BikeRio' é um sucesso estrondoso com milhares de viagens de bicicleta pelas ruas e ciclovias do Rio de Janeiro. Muitos desses ciclistas são novatos e muitos outros ainda não pedalam pela falta de infraestrutura segura de circulação para as bicicletas.

A malha cicloviária carioca tem aumentado bastante. Até o fim de 2012 a cidade terá mais de 300 quilômetros para pedalar com tranquilidade, mas a demanda reprimida ainda é grande. Principalmente por parte dos usuários das bikes públicas, as famosas laranjinhas.

INTEGRABIKE
O sorocabano agora tem mais uma opção de transporte. O Bicicletas Públicas em Sorocaba é um serviço gratuito para usuários cadastrados no sistema de transporte público local e começou em maio passado. Quem não quiser enfrentar o trânsito em um carro ou no transporte coletivo, pode andar pela cidade em cima de uma bicicleta. O IntegraBike é o programa que disponibiliza bicicletas grátis à população por uma hora. Esse serviço disponibilizou 70 bicicletas. A previsão é de que 360 pessoas utilizem o sistema por dia e 10,8 mil por mês.

Cada bicicleta a mais que circula ajuda a aliviar a pressão por viagens nos automóveis particulares.

Fonte: Diário do Grande ABC


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Greve de ônibus em Fortaleza pode acabar hoje

No terceiro dia de greve de motoristas e cobradores, os sindicatos dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Ceará (Sintro) e das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) foram convocados pelo Ministério Público, por meio da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT - 7ª Região-CE), para uma reunião, hoje, às 10h30, na sede do órgão.


No encontro, os sindicalistas representantes da classe patronal e laboral vão ser ouvidos pelo procurador Francisco Gérson Marques de Lima sobre as negociações que já realizaram e propostas serão discutidas. O procurador vai se fundamentar para trabalhar no ajuizamento do dissídio coletivo da categoria. Gérson Marques poderá, posteriormente, apresentar uma sugestão de acordo que venha acabar com o impasse.

Abusividade

Além disso, a presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT/CE), desembargadora Roseli Alencar, negou, ontem, em despacho, o pedido feito pelo Sindiônibus para que a greve fosse considerada abusiva. Também de acordo com o documento, a decisão sobre a legalidade ou não da greve deve ser tomada pelo colegiado de desembargadores do TRT/CE.

Com isso, esse processo foi anexado àquele em que será decidido o percentual de reajuste salarial e outras cláusulas econômicas e sociais debatidas na convenção coletiva. A audiência está marcada para a próxima quinta-feira, dia 28 de junho.

O Sindiônibus informou, em nota, que a desembargadora negou somente a antecipação de tutela, deixando "a decisão sobre a legalidade ou não para o colegiado de desembargadores". Por sua vez, o Sintro afirmou só se pronunciar sobre o assunto após reunião da diretoria da entidade.

Prejuízos

O Sindiônibus informou, também ontem, que os prejuízos gerados pela greve dos motoristas e cobradores de ônibus de Fortaleza já somam R$ 2,8 milhões.

Ainda de acordo com o sindicato patronal, as despesas com depredações somam R$ 450 mil e, com a arrecadação, R$ 2,4 milhões.

A paralisação, ontem, na cidade, constou de ações rápidas de abandonos de veículos durante percursos. Nas avenidas de grande fluxo de coletivos, como Bezerra de Menezes, Domingos Olímpio, Duque de Caxias, Tristão Gonçalves, Imperador, da Universidade e nas ruas Meton de Alencar, General Clarindo de Queiroz, Antônio Pompeu e 24 de Maio, os transtornos ficaram por conta do congestionamento devido à obstrução dessas vias por mais de 20 ônibus que tiveram pneus esvaziados.

Bloqueio

Na parte da manhã, o Terminal do Siqueira foi bloqueado pelos grevistas, mas a ação durou pouco mais de uma hora. Na Avenida Osório de Paiva, outros 17 veículos estavam parados pelo mesmo motivo.

Diante disso, a população era obrigada a descer dos coletivos e caminhar para tentar apanhar os poucos transportes alternativos ou seguir a pé.

As empresas da Capital e da região metropolitana resolveram, ontem, tentar escapar da ação dos motoristas e trocadores, que consiste em esvaziar os pneus dos coletivos. Para tanto, modificaram os percursos e locais de concentrações de suas paradas para embarque e desembarque. Os ônibus das linhas Parangaba em direção ao Papicu mudaram trajeto, assim como os de Caucaia que estavam fazendo seu embarque e desembarque próximo ao Marina Park Hotel.

Frota

Segundo dados da Empresa de Transportes Urbanos de Fortaleza (Etufor), ontem, de 7h às 8h, 75,13% da frota rodaram. De 11h às 12h, 79,35% circularam, enquanto de 18h às 19h, 65% estavam nas ruas. A determinação do TRT fixou a frota circulante, nos horários de pico, em 70% e em 50%, no entre pico.

Balanço

2,8 milhões de reais é a quantia alegada pelo Sindiônibus como prejuízo que contabilizam nesses três dias de greve dos motoristas e cobradores da Capital

Transtornos diminuem no terceiro dia de greve

A greve dos motoristas e cobradores de ônibus não trouxe tantos transtornos aos passageiros da cidade ontem. Nos terminais de Fortaleza, o fluxo estava praticamente normal. Apenas em algumas vias do Centro houve engarrafamentos causados pela paralisação dos trabalhadores.

Na Avenida Padre Ibiapina, por exemplo, onde funciona o fim da linha do Circular I e II, grevistas secaram ou furaram pneus de dezenas de ônibus logo no início da manhã. O enfileiramento dos veículos nos dois sentidos da via deixou o trânsito complicado.

Vários passageiros foram "abandonados" no meio do caminho pelos motoristas, que paravam antes de completar o itinerário e precisaram se proteger da chuva, que também atrapalhou a troca dos pneus danificados, serviço feito por mecânicos das empresas de ônibus.

"Estou nessa parada há duas horas. Fiquei no meio do caminho. Os ônibus vêm e param", afirma a chefe de produção Meire Sales, 44, que mora no Centro e trabalha no bairro de Fátima.

No Centro, a opinião que prevalecia entre motoristas e cobradores era a de que a categoria para assim que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) oferecer reajuste de 10%. Por outro lado, eles temem que o caso siga para o julgamento de dissídio coletivo.

Terminais

Nos terminais, grande parte dos passageiros acordaram mais cedo, pensando que a situação estaria como nos dois primeiros dias de greve. Ficaram aliviados quando viram vários ônibus.

O pintor João Paulo Vasconcelos, 32, mora no bairro Monte Castelo e trabalha no Henrique Jorge. Começa o expediente às 8h, mas, ontem, às 6h, já estava no terminal para não chegar atrasado. Aproveitou para tomar um café e esperar um ônibus mais vago. "Na quinta-feira, tive de pegar uma topique e desci em um local muito longe. Andei mais de meia hora para chegar ao trabalho", lembra.

Fonte: Diário do Nordeste

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