Série de reportagens apresenta sistemas BRT na Cidade do México, Los Angeles e Rio de Janeiro

sábado, 9 de junho de 2012

BRT Transoeste - O primeiro corredor expresso de ônibus vai transportar 120 mil passageiros por dia, com uma redução de 1h no trajeto entre Barra e Santa Cruz / Campo Grande. A partir de agosto, quando todo o sistema estiver em operação, o BRT terá 56 km de extensão e 63 estações. O intervalo entre os ônibus será de aproximadamente 1 minuto meio. A passagem custa R$ 2,75 e só pode ser comprada nas bilheterias das estações. O passageiro também pode usar o Bilhete Único carioca.

As nove estações são: Pingo d’Água, Pontal, Recreio Shopping, Nova Barra, Gelson Fonseca, Pedra de Itaúna, Riomar, Novo Leblon e Alvorada.

Os repórteres Marcelo Castilo e Sérgio Meirelles, da “TV Brasil”, prepararam uma série de reportagens para o programa “Repórter Rio” sobre o sistema Bus Rapid Transit (BRT). Eles apresentaram as características e pontos fortes de cada um. Além disso, a série de reportagem mostra como vai funcionar o BRT no Rio de Janeiro.

BRT na Cidade do México
BRT em Los Angeles
BRT Transoeste - Rio de Janeiro
Informações: TV Brasil

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Novo sistema de bilhetagem nos ônibus de João Pessoa prevê a validação de quase 500 mil cartões

Diferente do que aconteceu em 2006 quando, gradativamente, os usuários do sistema de transporte coletivo de João Pessoa foram se adaptando ao projeto de Bilhetagem Eletrônica implantado nos ônibus, a modernização da tecnologia utilizada na cobrança de passagens, realizada na madrugada desta sexta-feira (08), tem sido um grande desafio para os empresários do setor na capital paraibana.

A constatação, feita pelo diretor executivo da Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (AETC-JP), Mário Tourinho, durante entrevista concedida aos jornalistas na manhã desta sexta, explica parte dos problemas enfrentados por alguns usuários que tentaram validar seus cartões nas primeiras horas de funcionamento dos novos equipamentos instalados nos ônibus.

Segundo Mário Tourinho, a validação de quase 500 mil cartões em poucos dias tem um encargo muito maior se comparado à instalação do projeto há seis anos e que, apesar dos esforços, os contratempos são naturais em qualquer transição. 
“Quando instalamos o sistema em 2006, ninguém tinha o cartão de passagem, só necessitaria adquiri-lo. Mas agora, com a modernização do sistema, temos que validar quase 500 mil cartões. É uma tarefa desafiadora, sem dúvida, mas estamos fazendo tudo com razoável velocidade, sem que o usuário tenha que trocar de cartão”, disse o diretor executivo da AETC, frisando também que grande parcela dos problemas enfrentados pelos usuários na manhã desta sexta-feira ocorreu em função da pressa de alguns usuários que, acostumados a ‘passar o cartão pelo leitor’, não seguiram as orientações de aguardar cerca de 2 a 5 segundos na aproximação do cartão ao validador, visto que neste primeiro contato com o novo equipamento, é preciso tempo para a validação.

Ele também salientou que a má conservação de alguns cartões também pode estar invalidando os dados e prejudicando a migração das informações. “Existem pessoas que colocam o cartão no bolso, jogam na bolsa e isso, com o tempo, danifica o material. Além disso, têm pessoas que tentam passar a carteirinha estando ela envolvida em capinhas ou dentro de suas carteiras, isso também pode impedir a validação”, alertou.
 De acordo com Mário Tourinho, o usuário que não conseguiu validar seu cartão no interior do próprio ônibus também pode realizar a operação na sede da AETC-JP (Rua Treze de Maio, 103), no posto de atendimento da AETC no terminal rodoviário de João Pessoa, no Terminal de Integração do Varadouro ou em uma tenda instalada no Parque Solon de Lucena para exclusivo atendimento de validação de cartões. O diretor executivo da AETC-JP destacou ainda que todos esses postos funcionarão neste sábado (09), das 6 às 20 horas.

Após um dia inteiro de demanda por validação de cartões nestes postos, Mário Tourinho afirmou que a expectativa é de que até o final deste sábado o sistema já esteja em pleno funcionamento.
“Colocamos a segunda-feira, dia 11, como prazo final para que tudo esteja em pleno funcionamento. Mas como a procura pela validação foi grande no primeiro dia, acreditamos que já neste sábado estejamos com tudo normalizado, com poucas pessoas ainda para validar seus cartões”, explicou o dirigente, lembrando que técnicos da empresa Transdata, responsável pelos novos equipamentos de bilhetagem eletrônica, acompanharão a transição e estarão a postos para a resolução de qualquer problema. Vale destacar, no entanto, que o sistema de bilhetagem eletrônica continuará o mesmo. A ação consistiu apenas na mudança da companhia que fornece o serviço nos ônibus e na troca dos equipamentos por outros mais modernos.
“A intervenção teve o objetivo de modernizar os equipamentos. Para isso mudamos a empresa que fornece o serviço nos ônibus e fizemos a troca dos equipamentos por outros mais modernos, que inclusive permitirão que em um futuro próximo se faça a leitura digital”, argumentou Mário Tourinho.


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Em Petrolina, Nova empresa de ônibus começa a operar nesta segunda-feira

Está prevista para a próxima segunda-feira (11), a apresentação dos primeiros ônibus da nova empresa de transporte coletivo, Viva Petrolina.

Segundo o diretor-presidente da Empresa Petrolinense de Trânsito e Transporte Coletivo (EPTTC), a empresa começará atendendo a partir da próxima quinta-feira (14) os bairros São Gonçalo e João de Deus, além da linha Circular.

A nova frota deverá ser incorporada às demais linhas gradativamente, até o sistema atender toda a demanda.

Em entrevista concedida a imprensa o prefeito Júlio Lóssio garantiu que serão ônibus novos e o dono da empresa será apresentado à imprensa e a sociedade petrolinense.

Fonte: Petrolina1

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Em Natal, Motoristas e patrões retomam negociações segunda-feira

Os sindicatos patronal e dos trabalhadores do sistema de transportes de passageiros em Natal não fecharam, ainda, o acordo coletivo de trabalho, embora já tenham transcorridos oito dias da data-base para a negociação salarial e de cláusulas sociais entre as partes, que é o mês de maio.  Uma nova rodada de negociação entre as partes está prevista para segunda-feira, dia 11, na Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego (STRE), na Ribeira. A possibilidade de uma nova greve, por enquanto, está descartada.

O impasse na negociação entre patrões e empregados persiste a respeito de duas cláusulas: o percentual de reajuste salarial, o qual chegou a 6,52% por parte das empresas de ônibus e a unificação do vale-alimentação, cujo valor é de R$ 159,00 para os motoristas. A reivindicação é que esse valor seja estendido aos cobradores, despachantes, mecânicos e asg, que também atuam nas garagens das empresas de ônibus.

A possibilidade de uma nova greve no sistema de transporte coletivo foi, momentaneamente, afastada na assembléia geral que o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Rio Grande do Norte (Sintro-RN) realizou na tarde da quinta-feira, dia 7, quando se chegou a um consenso quanto ao desconto no contracheque dos quatro dias de greve, ocorrida entre os dias 14 e 17 do mês passado.

O diretor do Sintro, Moacir Rosa de Almeida, informou, ontem à tarde, que as empresas vão descontar dois dias parados dos salários dos trabalhadores, enquanto estes "vão pagar dois em dias feriados". Ele disse, ainda, que os dias já descontados no contracheque de maio, vão ser repostos até a próxima terça-feira, dia 12, pelas empresas.

No dia 17 de maio, quando empresários e empregados chegaram a um acordo sobre o fim da greve de quatro, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município de Natal (Seturn) ofereceu um reajuste salarial de 6,0%. Na quarta-feira, dia 6, elevou a proposta em 0,52%, mas os trabalhadores não concordaram e insistem num percentual entre 7% e 8%, segundo relatou Moacir de Almeida.

Pela proposta feita na audiência de conciliação  realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT/21ª Região), com os 6,0% de aumento, o salário de um motorista de ônibus passaria de R$ 1.267,14 para R$ 1.347,17. O reajuste seria de R$ 76,03.

Com a proposta de 6,52%, o valor do salário dos motoristas passaria a ser de R$ 1.349,76 ou um aumento nominal de R$ 82,62.

Os trabalhadores do sistema de transporte coletivo, a depender do resultado da reunião com os patrões, devem marcar uma assembléia para a manhã ou tarde do dia 12.



Informações: Tribuna do Norte
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Ônibus de Vitória unidos ao Transcol, os dois sistemas serão integrados, com a implantação do BRT

Os ônibus da cidade de Vitória serão integrados aos do Sistema Transcol, depois da implantação do BRT (sigla em inglês para corredores exclusivos para ônibus). A forma de realização e a data de implantação não estão definidas, mas o modelo de transporte coletivo usado, hoje, na Capital, será mudado.

Por enquanto, há duas possibilidades. A primeira exclui o serviço municipal e reconstrói a ligação da cidade: linhas alimentadoras sairão dos bairros em direção a uma via que terá o corredor exclusivo para, nesse ponto, o passageiro pegar outro ônibus para seguir até o final do trajeto. Nesse caso, poderá ser usado um terceiro ônibus para conclusão da viagem.

A segunda opção considera o aproveitamento das linhas municipais existentes, mas proibindo a passagem delas pelas vias que tenham corredor exclusivo, evitando que haja concorrência entre os dois serviços (como acontece atualmente). Os ônibus do serviço municipal teriam que reduzir ou alterar o percurso, em função do BRT.


Mais viagensNos dois casos, está certo que o passageiro do serviço de Vitória, que hoje consegue atravessar toda a cidade usando apenas um ônibus, precisará usar dois e, talvez, três ou mais veículos para chegar ao destino.

"A forma de andar de ônibus vai mudar. Os veículos serão mais ágeis, cumprirão os horários, e haverá um intervalo pequeno entre eles. Mesmo precisando pegar mais ônibus, a viagem será mais rápida", defende o secretário estadual de Transporte e Obras Públicas, Fábio Damasceno.

Esse aumento de viagens será inevitável, já que a intenção é que os coletivos do município não andem nas mesmas vias dos do BRT. Nesse caso, eles deixariam de passar, logo na primeira etapa – prevista para ser concluída em 2016 –, pelas avenidas Fernando Ferrari, Reta da Penha e Vitória. E também em praticamente todas as vias principais do Centro.

Com a necessidade de o passageiro mudar de ônibus, o Estado estuda como vai cobrar a passagem. "Pode-se cobrar o mesmo valor para todos os percursos ou optar por preços diferentes, de acordo com o trajeto", diz o secretário de Trânsito e Transporte de Vitória, Domingos Sávio Gava.

O que muda?

Tarifa
O valor só será definido após o estudo de mobilidade e das análises de demanda por trajeto. A passagem poderá ter preço único ou ser ajustada de acordo com o percurso
Menos ônibus
Com a integração,  o número de veículos por linha reduz, com a intenção de otimizar as viagens. Como a velocidade será maior, e terá menos trânsito para os ônibus no BRT, será possível levar mais pessoas em menos tempo

GPS
A partir do segundo semestre deste ano, começa a funcionar o monitoramento dos veículos, via GPS, com localização e horários das viagens disponível na internet, via celular. Hoje, Vitória já tem esse serviço

Bicicleta
Os dois sistemas de transporte também serão integrados com as bicicletas. Haverá mais ciclovias, bicicletários públicos nos terminais e em estações de ônibus, e  inclusão do serviço de aluguel de bicicletas

Aquaviário
O projeto do BRT ainda prevê a reativação do transporte aquaviário e a  integração com  ônibus. A primeira linha a funcionar deve ligar a Prainha, em Vila Velha, à região da Praça do Papa, em Vitória

 Gestão do transporte será compartilhada
A Prefeitura Vitória e o governo do Estado não querem compartilhar somente o serviço de transporte coletivo. Ainda há interesse em integrar o modelo de gestão, com o município participando nas decisões do conselho responsável pelo serviço. "O município não abre mão de participar do processo", diz o secretário de Trânsito e Transporte, Domingos Sávio Gava.
A previsão do governo do Estado é de que a gestão do sistema, no futuro, após a inclusão do BRT (somatório dos corredores exclusivos dos ônibus com alta tecnologia empregada a favor do serviço), seja coordenada pela Ceturb-GV, com as prefeituras envolvidas fazendo parte do conselho metropolitano deliberativo.
"É lógico que o Estado terá uma responsabilidade maior sobre o serviço prestado, assim como o poder de decisão. Mas é fundamental a presença dos representantes das prefeituras para atender às necessidades dos municípios e ajudar numa melhor gestão do transporte coletivo", avalia o secretário de Vitória.


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Prefeitura de Canoas pede retomada de sistema de integração anterior

Sentindo-se prejudicada pela mudança do sistema de integração do transporte público metropolitano, a prefeitura de Canoas notificou nesta sexta-feira a Metroplan, a Vicasa e a Trensurb. O pedido é para que os usuários da Região Metropolitana tenham uma forma de utilizar o metrô e os ônibus intermunicipais pagando uma tarifa única.
Foto: Blog Canoas Bus

Anteriormente, quem usava o tíquete de integração entre os transportes em Canoas pagava R$ 3,10. Com a mudança, quem não possui o cartão de integração deve gastar R$ 1,70 do trensurb mais o valor do ônibus, o que soma R$ 4,80.

A alteração gerou uma migração de passageiros das linhas de integração da Vicasa para as linhas urbanas da Sogal, já que o valor é mais barato — R$ 2,65 para veículos urbanos e R$ 3,15 para os seletivos. Segundo o secretário de Transportes e Mobilidade de Canoas, Luiz Carlos Bertotto, a mudança acarretou uma sobrecarga não-planejada no transporte urbano:
— Houve um grande acúmulo de pessoas usando o ônibus urbano, o que desequilibrou o sistema. Isso gerou superlotação nos veículos e problemas na qualidade do serviço.

A Metroplan reuniu-se com a Vicasa à tarde para definir a situação, mas aguarda a posição da Trensurb para decidir como será a mudança. A ideia, de acordo com o gerente de planejamento da Vicasa, Flávio Caldasso, é integrar o sistema TEU — utilizados pelos ônibus intermunicipais da Região Metropolitana — à Trensurb. Até o momento, apenas os cartões SIM, da Trensurb, e TRI, utilizado em Porto Alegre, estão adaptados às catracas do metrô.
— A empresa está com a frota pronta para operar nos dois sistemas (dos ônibus e do trensurb). Estamos apenas buscando um entendimento sobre os valores e as regras da integração. Ao longo da semana deve haver uma definição sobre isso. O que se espera é que não tenhamos dois tipos de tarifas dentro da mesma cidade — garante Caldasso.

Na notificação, a prefeitura de Canoas estabeleceu um prazo de cinco dias para obter a resposta. Caso o sistema não seja retomado, ela deve entrar com uma ação na Justiça reivindicando o modelo anterior. A Metroplan e a Trensurb foram procuradas pela reportagem, mas não foram localizadas.

Fonte: Zero Hora

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Em Belo Horizonte, BRT terá "versão light" na Avenida Pedro II

Sem perspectiva de expansão das linhas de metrô a curto ou médio prazo e com um trânsito em que o volume de veículos já é equivalente ao de São Paulo, com 4,3 automóveis para cada mil metros quadrados de área urbana, Belo Horizonte tenta apelar para soluções “light” para um problema que de leve não tem nada. Uma delas já está nos planos oficiais, e surge como uma espécie de compensação para o fato de o município não ter conseguido viabilizar a implantação do transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês) na Avenida Pedro II. Um dos dois grandes corredores de acesso ao Mineirão – o outro é o complexo das avenidas Antônio Carlos/Pedro I –, a Pedro II deve ganhar um modelo simplificado do BRT, sem corredores exclusivos de coletivos ou obras de peso. A outra solução ainda será apresentada ao poder público e também consiste em uma “versão dietética” de um grande meio de transporte de massa: o chamado metrô leve em monotrilho é a sugestão da Sociedade Mineira de Engenheiros para lidar com o transporte público na capital.

Na Avenida Pedro II, corredor que liga o Complexo da Lagoinha, no Centro de BH, ao Anel Rodoviário, na Região Noroeste, o BRT light – definição usada pelo presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar – será uma versão mais simples que os modelos das avenidas Cristiano Machado e Antônio Carlos/Pedro I, já em implantação. Em comum, o sistema Pedro II tem operação do transporte público pela esquerda – no canteiro central da via –, embarque no mesmo nível do ônibus e passagem pré-paga em estações. A diferença fundamental é a ausência de pista exclusiva para ultrapassagem. Ou seja, para passar um ônibus que estiver parado em uma das nove estações o coletivo que vier atrás precisará entrar em uma das faixas reservadas ao trânsito misto, mais à direita da avenida. A expectativa é de que as obras comecem no início de 2013, podendo se estender até 2014, ano da Copa.

Com o novo modelo de transporte coletivo, a estimativa da BHTrans é de que o tempo de viagem no corredor Pedro II tenha redução de 45%. “Operamos hoje com uma média de velocidade de 11km/h. Em alguns pontos chega a 18km/h, mas em outros não passa de 6km/h. O BRT vai permitir aumento para uma média de 20km/h”, explica o diretor de Desenvolvimento e Implementação da BHTrans, Daniel Marx Couto. Segundo ele, o BRT da Pedro II terá ligação com a estação de integração São José, que será construída na interseção da avenida com o Anel Rodoviário. “A estação é fundamental para início da operação do sistema na Pedro II”, disse.

O terminal deve receber 22 linhas alimentadoras, que vão trazer os passageiros dos bairros. Eles vão embarcar em linhas troncais que seguem pela Pedro II em direção a outras partes da cidade. Atualmente, 22 linhas municipais passam pelo corredor, número que será reduzido para as cinco troncais. Entre as rotas estudadas estão os destinos Centro, via BRT Área Central; Centro, via Avenida Afonso Pena; Região Hospitalar; Avenida José Cândido da Silveira; e Região da Pampulha, todas partindo da Estação São José. Além das troncais, outros coletivos que passam pela Avenida Presidente Carlos Luz e seguem pela Pedro II – a exemplo da 3503 (Santa Terezinha/São Gabriel) – permanecem no corredor. Rotas alternativas, passando pelos pelo interior dos bairros, serão estudadas.

“Toda a frota será readequada. As linhas troncais terão ônibus articulados, com 18,6 metros e capacidade para 180 passageiros. Também serão usados ônibus menores, de 13 metros, capazes de levar 90 pessoas”, explica Couto. Os ônibus convencionais, atualmente em circulação, não terão ponto na avenida . “Podem até passar por ela em pequenos trechos, mas não vão parar”, informou.

Outro impacto para o corredor por onde passam 68 mil veículos diariamente será a racionalização da frota e consequente diminuição da emissão de poluentes. “No pico entre as 6h e as 7h, 171 ônibus passam pela Pedro II, fora as linhas metropolitanas, operadas pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER). Com o BRT, o número cairá para 51.”

O BRT light da Pedro II receberá R$ 10 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 e terá contrapartida do governo municipal, em valor ainda não definido. A obra está em fase de elaboração do projeto executivo, que dará condições de calcular o orçamento.

MUDANÇA DE PLANOS A Pedro II chegou a entrar no pacote de corredores aptos a receber a versão completa do BRT, com corredores exclusivos. Mas, devido ao alto custo das desapropriações, a prefeitura desistiu do projeto. A obra havia sido orçada em R$ 233,5 milhões. Na ocasião, foram levados em conta os fluxos diários de passageiros de cada corredor para estabelecer a prioridade das intervenções. Os BRTs da Antônio Carlos e da Cristiano Machado terão condição de transportar 36 mil e 24 mil passageiros no horário de pico, respectivamente, enquanto o da Pedro II teria capacidade para 8 mil. Segundo a prefeitura, a versão light do BRT não vai requerer desapropriações.


PALAVRA DE ESPECIALISTA: RONALDO GUIMARÃES GOUVêA, PROFESSOR DA UFMG E ESPECIALISTA EM TRANSPORTES URBANOS

Bom, mas insuficiente

“O BRT da Avenida Pedro II vai trabalhar com uma restrição operacional, já que os ônibus precisam entrar na faixa mista para fazer ultrapassagens. Ainda assim, qualquer BRT já significa um tratamento viário que prioriza o transporte coletivo e oferece uma condição melhor de tempo de viagem ao motorista. O sistema contribui para a política de transporte público, mas não isenta a cidade de implantar um modelo de maior capacidade, como o metrô. Belo Horizonte tem que continuar na busca incessante por recursos para ampliar a rede metroviária como espinha dorsal e o BRT e outros modais como complementares. No caso da Pedro II, bem como da Antônio Carlos e Cristiano Machado, onde as obras do BRT estão em andamento, já há demanda para mais passageiros do que a capacidade total. Os 8 mil passageiros estimados pela BHTrans para a Pedro II são pouco diante da real demanda, que hoje gira em torno de 20 mil passageiros.”


TIPOS DE BRT
1 – Completo
Semelhante ao modelo da Avenida Antônio Carlos, é operado à esquerda, com passagem pré-paga em estações no canteiro central, uma pista exclusiva para ônibus do BRT e outra para ultrapassagem. Ou seja, enquanto um ônibus estiver parado em uma das estações, outro poderá passar livremente por uma faixa lateral.
2 – Intermediário
Como o que está sendo implantado no corredor Cristiano Machado, esse modelo só tem ultrapassem exclusiva no trecho das estações.
3 – BRT Light
Previsto para a Pedro II, terá operação à esquerda, estações para pagamento de passagens e faixa exclusiva para ônibus, mas a ultrapassagem será feita na faixa dos carros.
4 – BRT Simples
Como na Avenida Nossa Senhora do Carmo, é operado à direita da via, sem estações nem faixa para ultrapassagem.

Fonte: Estado de Minas

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