Minitério Público quer explicação sobre falta de cobrador nos ônibus de Cuiabá

quarta-feira, 21 de março de 2012

O Ministério Público (MP) enviou um requerimento à Câmara Municipal de Cuiabá para que os vídeos, depoimentos e fotografias que foram exibidos semana passada em plenário, em relação à ausência de cobradores nos ônibus coletivos da Capital, sejam enviados ao órgão.

O vereador Arnaldo Penha (PMDB), que a princípio encabeçou um movimento para exigir a volta dos cobradores, analisa agora que há possibilidades de suprimir o profissional, mas desde que a frota seja nova e equipada com as devidas tecnologias.

“Os ônibus estão caindo aos pedaços e, na maioria, o elevador não funciona”, disse ele, se referindo ao equipamento utilizado para embarcar usuários portadores de necessidades especiais nos veículos.

O MP estabeleceu um prazo de 10 dias – dos quais restam apenas 7 - para que a Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) encaminhe cópia integral do projeto "Cartão ao Portador", que extingue a figura do cobrador nas linhas de ônibus do transporte coletivo de Cuiabá.

O promotor Ezequiel Borges de Campos já instaurou um inquérito para apurar os fatos, diante das muitas reclamações que chegaram ao Ministério Público, relatando deficiências na qualidade dos serviços oferecidos.

Os motoristas, sobrecarregados, não estariam cumprindo com os horários previstos nos itinerários, já que passaram a ter que, simultaneamente, receber dinheiro, efetuar troco, liberar catraca e se atentar para o fluxo do trânsito, o que nem sempre é feito com o veículo parado.

O vereador Arnaldo Penha defendeua que as empresas e o Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores em Empresas de Transporte Terrestre de Cuiabá e Região (STETTCR) devem esclarecer por que tomaram a decisão de retirar a figura do cobrador de ônibus, sem oferecer conforto e segurança aos usuários e demais profissionais.

Fonte: Midia News

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Recife: Novos ônibus articulados da Expresso Vera Cruz já começaram a chegar

Primeiras fotos dos articulados adquiridos pela Expresso Vera Cruz já em Recife, no primeiro momento serão 15 novos ônibus articulados de um total de 22 com a possibilidade de mais devido a demanda das linhas troncais dos novos terminais que serão entregues pelo Governo do Estado nos próximos dias.

Esses novos ônibus vem para dá mais conforto aos seus usuários devido a seus bancos serem todos estofados, além de serem todos adaptados para deficientes.

Esses novos ônibus circularão nas linhas TI Tancredo Neves/Centro e TI Cajueiro Seco/Centro possibilitando transportar mais usuários do que os ônibus convencionais.






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Cariocas se beneficiam com BRS, paulistanos sofrem com projetos que não saem do papel

Faixas exclusivas de ônibus encurtam viagem de quem opta pelo transporte coletivo no Rio de Janeiro. Em São Paulo, existem quatro grandes projetos de corredores de ônibus parados na SPTRANS

Recém implantado na cidade do Rio de Janeiro, o BRS (Bus Rapid System), nome dado ao sistema de faixas exclusivas de ônibus pelo governo carioca, dá mostras de sua funcionalidade para resolver a questão da mobilidade urbana na capital. Implantado há apenas uma semana, o BRS da avenida Presidente Vargas, principal via de acesso à região central do Rio, tem a aprovação daqueles que optam pelo transporte público. O tempo de viagem caiu, já que os ônibus não precisam disputar com os milhares de automóveis particulares que circulam pelas ruas.

Enquanto isso, em São Paulo, existem muitos projetos de corredores de ônibus engavetados; enquanto os congestionamentos aumentam a cada dia; já o metrô e o trem, sobrecarregados, quase diariamente apresentam pane, deixando milhares de trabalhadores sem opção de transporte. De acordo com o especialista Adalberto Maluf, da Fundação Clinton, “São Paulo não pode mais esperar somente pelas novas linhas de metrô”, alerta. “É preciso urgentemente investir no transporte público sobre pneus e nas ciclovias, para criar opções complementares ao Metrô”.

Para ele, estudioso do transporte em grandes cidades por todo o mundo, o sistema BRT (Bus Rapid Transit) é a opção ideal para equacionar o problema, pois tem capacidade para transportar até 48 mil passageiros por hora por sentido, como o caso do Transmilenio, na Colômbia, que permite desafogar o Metrô com eficiência e ainda levar mais passageiros do que o monotrilho.

O especialista aponta ainda o custo e o prazo para a execução da obra como vantagens do sistema BRT. “O preço para implantação por quilômetro de um corredor BRT é cerca de 20 vezes menor que o do metrô e 10 vezes mais barato que o do monotrilho. O ritmo de execução das obras também é incomparável: são 2 anos para implantar uma nova linha de BRT contra 8 a 10 anos para cada linha de metrô ou o monotrilho. “São Paulo não pode esperar. Precisamos de soluções para ontem e os corredores são nossa melhor opção”, afirma Maluf



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CPTM precisa de pelos menos dez anos para conseguir se modernizar, dizem especialistas

Os passageiros do sistema de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) há muito tempo precisam conviver com a superlotação e o pequeno número de interconexões com o Metrô de São Paulo. Mas nos últimos meses, os problemas que têm se tornado cada vez mais comuns e difíceis de contornar são as constantes falhas no sistema, e consequentes atrasos nos trens. Mesmo com um orçamento de pouco mais de R$ 1 bilhão para as seis linhas em 2012, o sistema férreo de São Paulo está ultrapassado. Para estudiosos como o professor da USP (Universidade de São Paulo) e especialista em ferrovias Telmo Porto, serão necessários no mínimo dez anos para que o sistema se modernize e passe a atender a demanda.
 Em dez anos certamente estará melhor do que está hoje. Para atender bem toda a metrópole, podemos pensar em dez ou 12 anos pela frente.

Porto afirma que são vários os motivos que provocam o entrave às melhorias no sistema. Ele conta que, quase tudo que se utiliza em uma ferrovia exige um longo processo até sua aquisição. Um trem novo, por exemplo, demanda projeto, encomenda, fabricação e teste. Além dessa demora prática, segundo o especialista, os avanços se tornam difíceis porque precisam ser feitos em um sistema já em funcionamento.
- Você pode despejar recursos que a CPTM não vai melhorar do dia para a noite. Não se pode mexer na via sem mexer na rede aérea. Não se pode mexer na via sem mexer na sinalização. Não dá para colocar trens supermodernos se você não tem sinalização para isso. Além de tudo, o sistema está operando e é preciso pensar em reduzir os prejuízos ao usuário comum.

Exemplo de que o problema do sistema não seria resolvido apenas com dinheiro é dado pelo diretor do sindicato Central do Brasil, que representa as linhas 11-Coral e 12-Safira. segundo Wagner Zambom, entre 2010 e 2011, apesar do investimento do governo de São Paulo na CPTM ter caído de R$ 1,13 bilhões para R$ 981 milhões, a companhia não conseguiu utilizar todo o investimento destinado aos ramais por falta de infraestrutura.

- Um dos exemplos é a falta de espaço físico para construir uma estação.

Aumento de usuários e acidentes O problema do "atraso" da CPTM se torna ainda mais grave com o aumento, a cada dia, do número de passageiros que utilizam o sistema, principalmente após a integração com o Metrô, sem custo. Segundo dados divulgados pelo próprio governador Geraldo Alckmin (PSDB), de janeiro a março deste ano, a CPTM transportou cerca de 130 milhões de passageiros em quase 150 mil viagens. Em poucos anos, o número de clientes subiu de 1 milhão por dia para quase 3 milhões.
De acordo com o presidente do sindicato Ferroviário das Empresas de São Paulo, Eluis Alves de Matos, que representa as linhas 7-Rubi e 10- Turquesa, as áreas para onde os recursos são destinados são falhas.

- Houve compras de trens novos, por exemplo, mas não se investiu na questão de alimentação de energia, ou seja, na construção de redes aérea. É preciso também reformar as estações para atender a nova realidade, elas ainda são antigas.
No último dia 14, um problema no sistema de alimentação de energia dos trens causou uma pane na linha 9-Esmeralda que prejudicou o transporte ao longo de toda a manhã.

Para o diretor de manutenção do sindicato Zona Sorocabana, que representa as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, Alessandro Viana, a CPTM cresceu sem planejamento. Segundo ele, os dirigentes da companhia acreditaram que deveriam investir em compras de trens, porém, o “governo esqueceu que precisa de estrutura” para atender estas composições, além de manutenção das vias.

- Há uma dificuldade da CPTM em otimizar os investimentos. Hoje, são 250 km de vias com 7.500 funcionários. Já o Metrô tem 70 km com 9.500 funcionários. O Metrô tem norma que regulamenta o serviço, a CPTM não tem. Não tem qualidade em manutenção.

Além destas dificuldades, Viana conta que os funcionários vivem "dias de pressão" no trabalho para conseguir cumprir as metas exigidas pelo governo, como, por exemplo, diminuir o tempo de intervalo entre um trem e outro.

- O operador não tem tempo de ir ao banheiro, o tempo de formação diminuiu de um ano para três meses e tudo mais. Como você dá um equipamento caro na mão de um maquinista com três ou quatro meses de formação? Quando acontece um acidente, o vilão da história é maquinista, que leva a culpa.
No final de 2011, cinco funcionários da CPTM morreram em dois acidentes registrados em menos de uma semana. No dia 27 de novembro, três funcionários da companhia morreram atropelados na linha férrea, entre as estações Belém e Tatuapé da linha 11-Coral. No dia 2 de dezembro dois trabalhadores foram atropelados por um trem na estação Barueri e morreram.

Fonte: R7.com

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No Rio Grande do Sul, Obras do BRT da Bento Gonçalves começam nesta terça-feira

Foi assinado nesta terça-feira (20) o documento para a ordem de inicio ds obras do BRT - Bus Rapid Transit, que será construído na avenida Bento Gonçalves. O projeto, conforme a prefeitura, prevê a qualificação de 5,9 quilômetros (Km) de corredores de ônibus, no trecho entre as avenidas Antônio de Carvalho e Princesa Isabel, no total de 12 estações.

O sistema prevê veículos modernos de grande capacidade e baixas emissões, estações fechadas e seguras, passagem pré-paga, informação aos usuários e controle de tráfego em tempo real, sinal de trânsito prioritário nos cruzamentos, corredores exclusivos para ônibus, acessibilidade e passagem única e livre transferência de passageiros entre linhas de ônibus.

A partir de hoje, começa a etapa de troca do asfalto. De acordo com o secretário de Obras e Viação (Smov), Cássio Trogildo, todo o asfalto existente será substituído por placas de concreto de 25 centímetros, material resistente à circulação dos ônibus do sistema BRT. O prazo de execução é de 18 meses, com conclusão prevista para agosto de 2013.

Após, seguem as etapas de adaptação das estações ao padrão BRT e a última fase do projeto será a readequação do terminal de ônibus na Antônio de Carvalho. O investimento total da obra será de R$ 24,2 milhões (R$ 23 milhões financiados pela Caixa e R$ 1,2 milhão de contrapartida do município). Conforme o diretor da EPTC, o inicio operacional do sistema da Bento está previsto para dezembro de 2013.

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No Paraná, Cidade de Bocaiúva do Sul que fica na Região Metropolitana de Curitiba terá linha de ônibus integrada a capital

O governador Beto Richa anunciou nesta terça-feira (20), em Bocaiúva do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, a unificação da tarifa do transporte coletivo na linha de ônibus entre o município e a capital. “Estamos atendendo uma antiga reivindicação dos moradores do município, o único que tinha uma tarifa diferente das demais cidades que compõem a região metropolitana”, afirmou Richa.

Segundo o governador, a medida - que reduz em quase 20% o custo da passagem de ônibus para os usuários - fortalece a integração da Região Metropolitana e contribui para reduzir os desequilíbrios socioeconômicos entre a capital e municípios vizinhos. “Fazemos uma administração voltada para os municípios para que toda a população tenha acesso a serviços públicos de qualidade”, disse.

A partir de 2 de abril, mais de três mil usuários diários da linha que liga Bocaiúva do Sul ao terminal de Colombo pagarão R$ 2,60 nos trajetos de ida e de volta. Antes, os passageiros pagavam R$ 3,10 no trecho de ida. A tarifa do sentido inverso permanece em R$ 2,60. “É um grande benefício para os moradores que têm que se deslocar até Curitiba”, disse o coordenador da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, Rui Hara.

“O governador traz um presente para toda a população da nossa cidade com a unificação do valor da tarifa do ônibus tanto na ida quanto na volta de Curitiba”, declarou a prefeita de Bocaiúva do Sul, Lucimere de Fátima Santos Franco.

Fonte: Governo do Estado

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Em Campo Grande, Polêmica do pagamento continua, cartão ou dinheiro?

“Os motoristas são orientados a não proibir que a pessoa embarque no ônibus se estiver apenas com dinheiro”, foi isso que declarou o presidente da Assetur (Associação de Empresas de Transporte Coletivo Urbano), João Rezende, durante reunião com a associação, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e o deputado estadual Pedro Kemp (PT), no gabinete do parlamentar nesta tarde na Assembleia Legislativa.
A sessão se deu após diversas reclamações de usuários do transporte coletivo urbano da Capital ser veiculadas na mídia e chegar até o deputado. Segundo ele, muitas pessoas reclamam que compram o crédito e quando vão pegar o ônibus o cartão está zerado.
O problema se dá, porque dos 890 postos de vendas (sem ser de cartões pré-pagos) espalhados pela cidade, apenas 50 o crédito cai automático. Nos 840 restantes, a pessoa compra o crédito e este pode cair em até 24 horas.
O presidente da Assetur disse que dentro de 15 dias vai trocar 250 máquinas para o abastecimento automático. Ainda segundo ele, a empresa pretende trocar todos os postos. Contudo, não soube precisar quando vai atingir a meta.
Dinheiro x Segurança
A medida que começou a ser implementada em 26 de agosto do ano passado até hoje gera polêmica. Usuários reclamam que não conseguem usar o serviço se estão apenas com dinheiro. Eles ainda apontam dificuldade em abastecer o cartão.
Para justificar a medida, Rezende aponta a redução dos assaltos nos ônibus. Segundo ele, em julho de 2010, mês onde houve o maior índice de assaltos, foi registrado 100 ações deste tipo nos transportes coletivos urbanos da Capital.
Desde o ano passado, segundo ele, quando menos dinheiro passou a circular, os assaltos vêm reduzindo. Rezende declarou que 2010 fechou com média de 57 assaltos mês, em 2011 o número caiu para 37 – redução de quase 36%.
O problema é que a segurança, tanto dos usuários como dos trabalhadores, não pode ocorrer em detrimento do direito do cidadão – o de ‘ir e vir’. Por isso, apesar da Associação pedir para que a população use o cartão não pode proibir usar dinheiro.
Na última quinta-feira (16) a advogada Vanda Aparecida de Paula registrou boletim de ocorrência contra a empresa porque foi impedida de usar o ônibus por estar sem o cartão.
O deputado estadual Pero Kemp (PT) lembra que isso não pode acontecer. Ele disse reconhecer a importância do cartão, mas isso tem que ser feito de forma que a população não se sinta prejudicada.
Divulgação
Para o parlamentar, a melhor forma de solucionar a questão é divulgar os locais de abastecimentos, já que esta é uma das maiores reclamações recebidas em seu gabinete e melhorar o serviço. “Ficou mais tranqüilo. Sem a questão do dinheiro, o motorista se preocupa apenas em dirigir, mas é preciso divulgar mais. As pessoas precisam saber onde há pontos de abastecimentos e como eles funcionam”.
Números
Diariamente cerca de 270 mil pessoas usam o transporte coletivo urbano na Capital. Destas 160 mil são pagantes e 110 mil têm gratuidade. Ao todo são 540 ônibus circulando pela cidade.
Em janeiro foi registrado cinco assaltos, em fevereiro 16 e até a data de hoje (19) nenhum foi registrado em março nos ônibus da Capital.


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