Em Curitiba, Tarifa de ônibus aos aos domingos custam R$ 1

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A tarifa de R$ 1,00 do transporte coletivo aos domingos – que os curitibanos conhecem como “domingueira” - está completando sete anos. Implantada em 20 de janeiro de 2005, a domingueira se mantém a R$ 1,00 e é um incentivo ao uso do transporte coletivo aos domingos.

No ano passado, cerca de 430 mil curitibanos usaram o ônibus aos domingos, número 49% maior do que o movimento (288 mil passageiros) registrado nos domingos em 2004, antes da criação da domingueira. A tarifa diferenciada, que foi copiada depois por outros municípios brasileiros, é um instrumento de inclusão social e convivência familiar.

O custo reduzido é um incentivo ao trabalhador que normalmente não recebe vale transporte aos domingos e que, pagando menos, tem oportunidade de sair com a família, visitar parques da cidade, fazer passeios e visitas a parentes e amigos.

Com isso, o ônibus deixa de ser um meio de transporte apenas para o trabalho, passando a ser utilizado também pelo trabalhador para passeios e visitas. Com a domingueira, uma família de quatro pessoas vai e volta gastando R$8,00, uma economia de R$ 12,00 em relação à tarifa de sábado e dias úteis, de R$ 2,50.

Fonte: URBS


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Em Pernambuco, Linhas intermunicipais estão mais caras

Foto: Blog Meu Transporte
Após o anúncio de que as passagens do transporte público do Grande Recife sofrerão um aumento de 6,5%, os pernambucanos devem preparar os bolsos caso queiram viajar para outros municípios do estado. É porque as tarifas praticadas no Sistema Intermunicipal de Transporte de Passageiros de Pernambuco serão reajustadas, a partir do próximo sábado (21), em 14,9%. O percentual já foi aprovado pela Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe).

O último reajuste desses valores foi em junho de 2009. Com a medida, as tarifas máximas permitidas variam de R$ 1,10 (equivalente ao trecho entre os municípios de Carpina e Lagoa do Carro, na Mata Norte) a R$ 233,61 (equivalente à linha Recife/Petrolina, no serviço leito-cama). No transporte intermunicipal, esses valores são considerados uma tarifa máxima, que poderá ou não ser praticada. Segundo a Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), em todo o País, especialmente nas linhas de maior quilometragem, é comum a prática de tarifas promocionais.

No último dia 12 de janeiro, o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Passageiros do Estado de Pernambuco (Serpe), encaminhou à EPTI uma solicitação para a concessão de reajuste, após 31 meses de congelamento. De acordo com o levantamento do sindicato, baseado na planilha de custos do setor, o pedido de reajuste apresentado foi de 18,22%. No entanto, ficou decidido o aumento correspondente ao Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado entre junho de 2009 e dezembro de 2011.

Nova Linha
A Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal também divulgou nesta sexta-feira (20) a criação de uma nova linha, ligando o município de Escada, na Mata Sul, até o Porto de Suape. O percurso só podia ser feito através da linha Escada/Cabo, que passa a atender somente a demanda entra as cidades, sem passar pelo polo industrial. A nova linha segue em fase de testes, com uma tarifa de R$ 3.

Informações do G1 PE



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No Recife, Tarifas de ônibus aumentam em 6,5% a partir de domingo

Como divulgado antes pelo Blog Meu Transporte, as tarifas de ônibus foram mesmo reajustadas em 6,5%, de acordo com o IPCA, essa metodologia já é aplicada pelo governo a pelo menos 04 anos, e com este novo aumento, Recife deixa o posto de tarifa mais barata entre as capitais, a definição aconteceu durante reunião realizada na sede do Grande Recife Consórcio de Transportes, nesta sexta-feira (20). Os 19 membros do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) decidiram, a portas fechadas, o novo valor. Os empresários do setor pediam um aumento de 17,2%.

O valor do anel A passou para R$ 2,15; o anel B para R$ 3,30; o anel D para R$ 2,60 e o anel G para R$ 1,40. Os valores, que ainda serão homologados pela Agência Reguladora de Pernambuco (ARPE), começam a valer a partir da 0h do próximo domingo (22).
Apesar de muitas reclamações, já era esperado este aumento, visto que as metas apontadas para o ultimo reajuste foram todas concretizadas.
Também a pressão das empresas de ônibus em tentar um reajuste maior, devido aos custeios e despesas no sistema elaborados pelas próprias empresas, o Governo do Estado de certa forma não cedeu e o aumento ficou dentro da inflação.


Com isso as tarifas serão:
Linhas Convencionais
Anel A: R$ 2,15
Anel B: R$ 3,25
Anel D: R$ 2,60
Anel G: R$ 1,40

Linhas Opcionais
042 – Aeroporto  R$ 2,65
072 – Candeias  R$ 4,00
160 – Gaibu/Barra de Jangada R$ 4,00
195 – Recife/Porto de Galinhas R$ 10,40
 
Tarifas especiais 
191 – Recife/Porto de Galinhas (Nossa Senhora do Ó)  R$ 7,10
194 – Cabo/Porto de Galinhas R$ 4,00
196 – Recife/Porto de Galinhas (IMIP) R$ 5,70 

Mais Informações nas próximas postagens
Fonte: Blog Meu Transporte



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Em São Paulo, Número de usuários nos ônibus aumentam, porém a frota continua a mesma

O número de pessoas transportadas nos ônibus da cidade de São Paulo não para de subir: entre 2007 e 2011, cresceu 7,6%, o que representa 570 mil passageiros a mais por dia. Apesar do aumento, o tamanho da frota segue praticamente o mesmo, em torno de 15 mil coletivos. Com isso, há mais superlotação e desconforto para os usuários, e por um preço sempre mais alto. A tarifa, no período, variou 30%, o que significa uma arrecadação maior por parte das empresas de ônibus.


Quem usa uma das linhas mais cheias da rede – a que vai do Terminal Campo Limpo, na zona sul, à Praça Ramos de Azevedo, no centro – conta que a lotação tem crescido e relata os transtornos decorrentes disso. O porteiro Ailton Fausto, de 29 anos, por exemplo, reclama da demora para os ônibus chegarem.
 “Como tem mais gente usando, por causa dessa espera, já é quase impossível viajar sentado, especialmente nos finais de semana.” O professor Thiago Mendes, de 36 anos, afirma que, às vezes, chega a esperar cinco ônibus para poder embarcar. “Tinham que ampliar o número dos corredores e colocar mais ônibus para rodar na cidade.”

Os especialistas em transportes concordam apenas em parte com essa reivindicação. Para eles, a construção de corredores exclusivos facilitaria o deslocamento dos coletivos, tornando as viagens mais rápidas e eficientes. Por sua vez, o aumento da frota pouco faria para solucionar o problema.

“Seria colocar mais veículos para rodar em um sistema viário que já está saturado. Pode até ser que o conforto melhorasse, mas o tempo de viagem iria aumentar”, diz Jaime Waisman, professor de engenharia de transportes da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo ele, as pessoas tendem a valorizar a rapidez dos deslocamentos em detrimento do conforto – isso ajuda a explicar a preferência pelo metrô inclusive nos horários de pico, quando estações e trens ficam lotados. Por isso, a velocidade média dos ônibus é mais importante do que a quantidade de veículos em circulação: andando mais depressa, cada veículo poderia levar um número maior de pessoas.

Waisman pondera que o crescimento do número de passageiros nos ônibus durante os últimos cinco anos pode ser explicado pelo aumento da população e pelo aquecimento da economia. “Tem mais gente usando os ônibus para ir trabalhar ou estudar, fazer compras, usar o posto de saúde.”

A assistente de mídia Patrícia Madruga, de 32 anos, diz que é mais vantajoso ir de ônibus que de carro. “Existe lotação, mas ainda sai mais barato.”
Para Sergio Ejzenberg, mestre em engenharia de transporte, é necessário que a Prefeitura fiscalize com mais rigor a circulação dos ônibus, para constatar se as empresas estão respeitando horários. Contudo, ele avalia que, a longo prazo, a solução é o metrô. “Para o tamanho e a demanda da cidade, os ônibus não dão conta. Eles devem ser auxiliares ao metrô.”

A São Paulo Transporte (SPTrans), informou que, entre 2009 e 2011, a oferta de lugares na hora de pico cresceu mais (4,6%) do que o número de passageiros no período (2,4%) – a quantidade de pessoas transportadas saltou de 2,87 bilhões para 2,94 bilhões, e a de lugares, de 532 mil para 557 mil.
Isso aconteceu, segundo a estatal, porque a frota foi renovada com veículos maiores. O engenheiro Waisman, porém, critica alguns desses modelos de ônibus, como os articulados. “Sacolejam muito, porque são feitos para circular em corredores. Mas aqui são usados para rodar em todo lugar.”

Fonte: Estadão / Por Caio do Vale


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Transporte coletivo de Brasília virou sinônimo de ônibus quebrados e velhos

Uma manifestação na manhã desta quinta-feira (19/1) fechou a principal via de São Sebastião, região administrativa localizada a 26 km de Brasília. A população reclama sobre o serviço de transporte público.

Segundo informações da Polícia Civil, da 30ª Delegacia de Polícia, três ônibus que transportavam os passageiros para o trabalho quebraram, um em seguida do outro, o que deixou muita gente revoltada. Eles protestaram contra a espera nos pontos e as más condições que os veículos se encontram.

A manifestação começou por volta de 8h e a Polícia Militar foi ao local para garantir a segurança dos manifestantes, que interditaram a pista e impediram a passagem dos ônibus que seguiam pela Avenida São Sebastião.

Informações: Correio Braziliense



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Programa Mobilidade Urbana só usou 2% do previsto para 2011

Às vésperas de sediar os dois maiores eventos esportivos do mundo, o Brasil parece ainda não ter acordado para tentar resolver os problemas de deslocamento da população e transporte coletivo das grandes cidades. O programa Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, cujo tema é considerado primordial pelo governo federal, ficou praticamente estagnado em 2011, já que dos R$ 650,1 milhões previstos no orçamento, apenas R$ 12,9 milhões foram desembolsados.

Procurado pela reportagem do GLOBO para esclarecer por que somente 2% da verba prevista foram alocados ano passado, sendo que 98% deste total foram destinados a pagar compromissos de governos anteriores - ou seja, apenas 0,02% foram realmente executados -, o secretário nacional de Transportes, Luiz Carlos Bueno, não foi encontrado. Ele viajou nesta quarta-feira para a Europa, na tentativa de firmar um acordo de cooperação técnica entre o Ministério das Cidades e a empresa espanhola Euskotren, uma das maiores do setor ferroviário europeu, sobre o VLT (veículo leve sobre trilhos) e só deve retornar ao Brasil no próximo dia 24.
Construção da Transoeste - Rio de Janeiro

Enquanto isso, fica sem resposta o por quê do contingenciamento de recursos ter impactado a alocação das verbas para as ações previstas. Segundo a ONG Contas Abertas, o Ministério das Cidades informou que do total de recursos, cerca de 90%, ou R$ 585,7 milhões, são provenientes de emendas parlamentares e que apenas 10%, ou R$ 64,5 milhões, são do orçamento discricionário da pasta.

Para 2012, o orçamento prevê R$ 32 bilhões para o programa, sendo R$ 8 bilhões destinados à Copa de 2014 e R$ 24 bilhões para o PAC 2, nos Eixos de Pavimentação e Qualificação de Vias Urbanas e de Mobilidade Grandes Cidades. O ministério esclarece que dos recursos citados, 81,25% ou R$ 26 bilhões são provenientes do FGTS e 18,75% ou R$ 6 bilhões são provenientes do OGU (Orçamento Geral da União) que, para 2012, deve contar com R$ 1,4 bilhão em recursos, aguardando apenas a sanção da presidente Dilma. No ano passado, as verbas previstas no OGU foram de R$ 645,1 milhões.

No Rio, quatro vias expressas devem ser entregues até 2016

Enquanto no organograma do Ministério do Esporte o ano de 2012 seria destinado ao começo dos planos operacionais, na cidade do Rio de Janeiro, que será sede das Olimpíadas de 2016, quatro projetos de mobilidade urbana deverão estar prontos até o início dos jogos, garantiu um assessor da Secretaria Municipal de Transportes. Conhecidos como BRTs (Bus Rapid Transit), os corredores de transportes de massa devem garantir maior integração e agilidade ao trânsito da cidade, totalizando 155 km de vias expressas.

Batizado de Transoeste, o corredor que vai ligar a Barra da Tijuca a Santa Cruz, conta com recursos próprios da prefeitura e deverá ser o primeiro a ficar pronto, ainda em 2012. A próxima obra da fila é a Transcarioca, que vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, que tem recursos federais e previsão de entrega em 2013. Já a Transolímpica, via que vai cruzar a Barra até Marechal Hermes, tem recursos oriundos de parcerias público-privadas e previsão de estar pronta em 2015, logo após a Copa do Mundo e um ano antes das Olimpíadas. O projeto da TransBrasil, via ao longo de toda a Avenida Brasil, ainda não foi finalizado, apesar de a presidente Dilma ter garantido verbas para a obra no final do ano passado.

Fonte: Agência O Globo 



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Transporte Publico é reprovado por 41% da população das grandes cidades

Pesquisa sobre a mobilidade urbana indicou que 41% da população brasileira acha que o serviço de transporte público é ruim no país e 30% que o serviço é bom. Os dados são referentes a municípios com mais de 100 mil habitantes. Nos municípios menores, com menos de 20 mil habitantes, a percepção sobre o transporte público é melhor, 39% da população avalia que o serviço de transporte coletivo é bom, e 27% considera ruim.

A pesquisa é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que divulgou nesta quinta-feira (19) a segunda edição da pesquisa de Mobilidade Urbana, que avaliou como os brasileiros se deslocam no país. Foram entrevistadas 3.781 pessoas em 212 municípios de todas as regiões do país entre os dias 8 e 29 de agosto de 2011. O estudo apontou também que quanto maior a renda salarial do usuário, menor é a utilização do transporte público.


O estudo mostrou que a Região Sul é a que mais utiliza carro como o principal meio de transporte. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a utilização de carros representa 64,85% da frota. De cada 3,62 habitantes, um possui carro. Na Região Norte, o principal meio de transporte é a motocicleta, que representa 64,32% da frota. A cada 100,44 habitantes, um possui moto.

Fonte: DCI



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Lei da Mobilidade Urbana e a Bicicleta, o Direito de ir e vir

A Lei da Mobilidade (nº 12.587/2012), publicada em 04/01/2012 e que começa a vigorar em 100 dias após sua publicação, traz como uma das diretrizes o privilégio do transporte não motorizado sobre o motorizado, e do transporte coletivo sobre o individual.

A tradução mais simples dessa diretriz é que para quem optar pelo transporte individual terá deve ser estimulado ao uso da bicicleta, e quem optar pelo transporte motorizado deverá ser estimulado ao uso do transporte coletivo.
Por consequência o estímulo a esses dois modais implica no desestímulo ao veículo motorizado individual – o automóvel.

Um dos fatores amplamente comentados como negativo teria sido a demora na tramitação da Lei, que se deu ao longo dos últimos 17 anos, porém ao nosso ver essa demora foi extremamente oportuna para adesão a essa diretriz.

Nos últimos 20 anos é que foi permitida a importação de veículos o que possibilitou o acesso de um bem que até então era privilégio de poucos.

Para concorrer à altura a indústria nacional precisou oferecer qualidade e tecnologia à altura, e somado a isso diversas políticas econômicas, representadas por benefícios tributários na fabricação e facilidades de financiamento (inclusive arrendamento mercantil – leasing – para pessoa física) estimulou a compra do primeiro automóvel novo.

Nesse período nos parece que seria inoportuna e desleal a concorrência. O foco era a compra do carro, e isso teve um preço: as cidades estão abarrotadas de carros.
Quem deixaria de comprar um carro, mesmo sem ter dinheiro no bolso, para usar um ônibus ou uma bicicleta, considerando o conforto e a privacidade diante do custo?

A realidade agora é outra. As cidades começam a impor restrições ao uso das vias, com rodízio, restrições a áreas de estacionamento e quando existente sendo rotativo e pago (expressamente instituído em 1998 pelo Código de Trânsito), engarrafamentos, entre outros fatores.

Tudo isso nos faz concluir que a demora na tramitação da Lei a fez vir no momento mais oportuno para adesão ao transporte não motorizado. O trânsito, o meio ambiente (poluição e ruídos) e a saúde agradecem. É a hora e a vez da bicicleta.

* Marcelo Araújo é advogado especialista em trânsito e secretário municipal de Trânsito de Curitiba.



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