Transporte coletivo deve ser rápido e confortável para substituir carros

sábado, 30 de julho de 2011

“Ninguém vai abrir mão do conforto. O transporte coletivo tem que dar conforto e eficiência. e mais rápido. Assim, as pessoas vão naturalmente abandonar aquele carro que está parado, sem ir para lugar nenhum, por uma coisa que ela viu passar do lado, com qualidade e maior velocidade“,diz o professor Paulo Saldiva, do laboratório de poluição da USP.

A poluição do ar e seus efeitos sobre a saúde dos paulistanos são mostrados no projeto RespirAR, uma série de reportagens especiais exibidas no Bom Dia São Paulo, Radar SP, SPTV 1ª edição e SPTV 2ª edição. Veja abaixo as questões enviadas na última semana e as respectivas respostas.

Continuam chegando muitas perguntas sobre a poluição no RespirAR. Em quatro meses de projeto, foram quase mil e-mails. Os assuntos mais comentados pelos telespectadores têm a ver com a saúde.

Todo mundo quer saber o que acontece com quem fica muito tempo respirando um ar poluído, o que a gente pode fazer para se proteger e como viver melhor nessa metrópole gigantesca. Para responder a essas e outras dúvidas o convidado é o professor Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição da USP.

Agosto de 2010 foi o mais seco dos últimos 67 anos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. A gente vai entrar nessa fase crítica do inverno agora. O que é possível fazer pra não sentir tanto?

“É difícil a gente escapar, mas podemos dar umas dicas práticas. Beba mais água, coma mais frutas. Se tiver o olho seco, use mais aquela lágrima artificial. Pingue umas gotinhas, sem remédio, no nariz. Se puder escapar dos corredores de tráfego e mudar o horário de trabalho para evitar os picos de congestionamento, isso dá certo”, afirma Saldiva.

Professor, nessa época as pessoas acabam adoecendo mais. Aumentam os casos de asma e de infarto. A poluição contribui inclusive para a calvície.

“A poluição pode fazer mais coisas que a gente pensa. Isso, no fundo, é um sinal de que nossos pequenos vasos, como os que, por exemplo, nutrem o cabelo, os do rim, da retina e do pulmão, são afetados pela poluição, assim como o cigarro faz”, diz Saldiva.

Para comprovar que o ar respirado não é nada bom, foi feito um mapa da poluição na Grande São Paulo. Foram visitados quase 100 lugares e a pior situação foi registrada pelo Respirômetro no dia 11 de julho, na estrada do Alvarenga, na Zona Sul da capital.

Foram 699 microgramas de poeira por metro cúbico, 14 vezes mais do que a Organização Mundial da Saúde diz que a gente pode respirar em média em um dia inteiro, que é de até 50 microgramas. Essa medição foi feita de manhã, quando geralmente a poluição é menor.

O ar também estava carregado na Estrada do Campo Limpo, onde o índice chegou a 582 microgramas de poeira por metro cúbico às 12h, no dia 16 de junho.

Ao longo desses quatro meses, dissemos que quanto mais verde, menos poluição. E isso tem a ver com a pergunta de dois telespectadores. Valdir Conceição da Silva e José Rodrigues Neto moram em Parelheiros, na Zona Sul. Eles notaram que, nas medições mostradas no SPTV, a qualidade do ar por lá sempre está ruim ou péssima, e perguntam: por ser uma região arborizada, não deveria acontecer o contrário?

“O problema é que a poluição, às vezes, trazida pelo vento de outros lugares. No caso da Zona Sul, vem um pouco de Cubatão, da Anchieta, da Imigrantes e do grande trânsito de veículos antigos que existe lá. Se não tivesse esse verde, a situação seria muito pior”, diz Saldiva.

Outro assunto bastante comentado nos e-mails é a superlotação nos ônibus, nos trens da CPTM e no Metrô. Não é de hoje que a população reclama, e com razão. Todo mundo concorda que um transporte público de qualidade é uma das armas contra a poluição. Mas como convencer essas pessoas a deixarem o carro em casa, professor? A abrirem mão do conforto?

“Ninguém vai abrir mão do conforto. O transporte coletivo tem que dar conforto e eficiência. Ele tem que ser confortável e mais rápido. Assim, as pessoas vão naturalmente abandonar aquele carro que está parado, sem ir para lugar nenhum, por uma coisa que ela viu passar do lado, com qualidade e maior velocidade. Lento por lento, eu vou no meu conforto. Isso é natural das pessoas“, afirma Saldiva.

Tirar todos os carros das ruas das grandes cidades é praticamente impossível, mas alguns países têm avançado muito no controle da poluição. A União Europeia deu um prazo até 2013 para que as emissões de poluentes baixem para 10 microgramas por metro cúbico. Essa é uma meta bem mais radical que a que deve entrar em vigor no estado de São Paulo, de 120 microgramas por metro cúbico. Por lá, o país que não cumprir vai pagar multas de 40 milhões de euros, cerca de R$ 100 milhões.

“Isso é um bom exemplo e foi feito porque se viu que se gasta muito mais com saúde, por causa da poluição, do que o custo de combater. A gente devia seguir o exemplo para chegar a esse nível também“, diz Saldiva.




Fonte: G1.com.br


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Brasileiros das grandes cidades perdem mais de uma hora entre a casa e o trabalho com o transporte público

A população perde em média 40 minutos, entre casa e trabalho, todos os dias. A pesquisa considera todos os meios de transporte. Segundo o Ipea, a solução passa pelo envolvimento maior do governo federal nas obras dos sistemas de transportes urbanos.


Fonte: G1.globo.com

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Metrô de São Paulo terá estação Ayrton Senna

O piloto Ayrton Senna está prestes a ganhar mais uma homenagem em São Paulo. Após batizar uma rodovia entre a capital e Guararema, no interior paulista, e um túnel sob o parque do Ibirapuera, o tricampeão mundial dará nome, agora, a uma estação de metrô. O decreto para que a parada Jardim São Paulo, na zona norte, se chame Jardim São Paulo - Ayrton Senna foi publicado em dezembro de 2009. Mas só em outubro deste ano o Metrô deve oficializar a mudança.
A companhia informou ontem que o nome vai aparecer nos mapas da rede que ficam dentro de todas as estações do Metrô. Os cartazes deverão ser trocados nos próximos três meses, pois estão desatualizados. A companhia disse, ainda, que não há prazo para alterar a "comunicação visual da estação", o que significa que o totem da entrada não deve mostrar o nome do piloto tão cedo.
Se depender de moradores do Jardim São Paulo, o nome não será a única mudança na estação. Idealizadores da homenagem, o empresário Luiz Carlos Kechichian, de 51 anos, e o designer e artista plástico Paulo Soláriz, de 59, planejam instalar uma escultura de Senna no local. "É uma homenagem mais do que justa", afirma Kechichian. "Senna nasceu e cresceu aqui no bairro, na Rua Condessa Siciliano. É um grande orgulho para a zona norte", conta o empresário.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Veja mapa de pontos em Ipanema e Leblon com novo corredor de ônibus

A Secretaria municipal de Transportes divulgou nesta sexta-feira (29) o mapa com a localização dos novos pontos de ônibus com o BRS (corredor de ônibus rápido), que será implantado a partir de 20 de agosto nos bairros de Ipanema e Leblon, na Zona Sul do Rio. O mapa completo com a localização dos pontos do BRS em Ipanema e Leblon pode ser baixado na internet (em formato PDF).

O corredor exclusivo será implantado na Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon e na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema. As ruas terão uma faixa preferencial para ônibus e duas para os demais veículos. Ao todo, as frotas de ônibus sofrerão redução de 10,6%.

Das 55 linhas que passam atualmente nas avenidas, 50 permanecerão circulando no BRS e serão separadas em três grupos: o BRS1, BRS2 e BRS3, com 16 pontos, seis no Leblon, dez em Ipanema. Os pontos terão 250 metros entre si.

As cinco linhas que deixam de circular no BRS são 438, 439, 512, 522 e 574, todas nos trechos entre as avenidas Visconde de Albuquerque e Bartolomeu Mitre. Pela internet, também é possível ver o novo trajeto das linhas 438, 439, 512, 522 e 574.

Os pontos dos tipos BRS1 e BRS3 serão conjuntos em função da oferta menor das linhas nos dois bairros e da possibilidade de integração entre o BRS1 e BRS3. O embarque fora dos pontos não será permitido, segundo a prefeitura.

O bairro de Copacabana, também na Zona Sul, já possui o BRS desde abril.

"Tivemos que fazer uma redução da frota de ônibus para Leblon e Ipanema. Esperamos ter um bom resultado, assim como vimos em Copacabana", afirmou o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, na apresentação do BRS de Ipanema e Leblon, na terça (26).

Horário de funcionamento
O horário de funcionamento do corredor será das 6h às 21h. Nesse horário não será permitido que automóveis usem o corredor. "As baias de vagas do lado direito das vias serão mudadas para não atrapalhar o trânsito. Ali serão permitidas apenas carga e descarga, estacionamento de motos e taxis", disse o secretário, referindo-se aos recuos na calçada.


Os controladores da CET-Rio vão monitorar as vias através de três câmeras. A prefeitura informou que que vai distribuir panfletos explicativos sobre o BRT nos dois bairros.

BRT chegará ao Centro em outubroDe acordo com o secretário, o BRT de Ipanema e Leblon terá uma semana de adaptação, a partir do dia 20 de agosto, para que motoristas se adaptem ao novo esquema. Ainda segundo ele, a intenção é que em setembro as Ruas Prudente de Moraes, em Ipanema e General San Martin, no Leblon, também ganhem o corredor de ônibus.

"Em setembro o corredor chegará às Ruas Prudente de Moraes e General San Martin. Em outubro, a intenção é chegar ao Centro, na Avenida Presidente Vargas, Rio Branco e Primeiro de Março. Nós vamos organizar o trânsito, o espaço viário. Esperamos um bom resultado", disse.


Fonte: G1 RJ

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Em Porto Alegre, 1.658 ônibus já possuem letreiros eletrônicos

Ficou mais fácil identificar as linhas de ônibus de Porto Alegre. Com a renovação da frota, todos os 1.658 veículos de transporte coletivo da Capital já circulam com letreiros eletrônicos, atendendo a um padrão estabelecido pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), que possibilita uma melhor visualização para os usuários, durante o dia ou à noite.

 Os letreiros, que informam as principais vias do itinerário, o número e o nome da linha correspondente, têm medidas superiores a 15 centímetros de altura, e letras nas cores âmbar, branco ou verde. A tipografia e a intensidade da luz dos letreiros respondem a normas técnicas da ABNT.



 “Chama a atenção. Quando não tinha essas letras ficava mais difícil de identificar. Mostrar o trajeto da linha também ajuda muito”, afirmou o biólogo, Everton Nei Lopes Rodrigues, usuário do T1. Para a auxiliar de serviços gerais, Iara Maria Saldanha, usuária da linha Grutinha, os letreiros facilitaram sua rotina. “Já estou precisando usar óculos mas agora, e com essas letras novas, consigo enxergar de longe. Não perco mais o ônibus”, brincou.

 Nos ônibus mais novos da frota, as lâmpadas são de LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz), que gastam 85% menos energia. Além disso, o sistema digital dos painéis traz um sensor que possibilita variar a luminosidade dos letreiros de acordo com a intensidade solar, com a garantia de uma melhor identificação em distâncias maiores.

 Maria Cristina Ladeira, diretora de transportes da EPTC, explica que "as lâmpadas de LED que estamos utilizando são as mesmas de nossas sinaleiras. Essa tecnologia permite que os letreiros dos ônibus ganhem mais visibilidade mesmo de dia, quando a intensidade solar é maior. Isso ajuda muito o usuário na hora de identificar o ônibus que procura”.

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

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Tarifa do transporte vai a R$ 2,60 em Ribeirão Preto

O transporte coletivo estará R$ 0,20 mais caro a partir desta segunda-feira (1º).
Os mais de três milhões de usuários mensais dos ônibus, que pagavam R$ 2,40 pelo bilhete único, agora terão de desembolsar R$ 2,60 - aumento de 8,33%.

O bilhete integrado sofreu o mesmo reajuste - de R$ 2,60 para R$ 2,80 - aumento de 7,69%.

Segundo o presidente do Sindicato Patronal, Luis Gustavo Guimarães Vianna, que representa as empresas Turb, Rápido D'Oeste e Transcorp, o aumento era necessário por diversos motivos: aumento do salário dos motoristas, compra de veículos novos, combustível e mão de obra.

Procurada pela reportagem para falar sobre o aumento, a Transerp disse apenas, por meio de nota, que a nova tarifa é uma das menores do Estado de São Paulo em comparação com cidades do mesmo porte habitacional.
O decreto com os valores será publicado no Diário Oficial do Município neste fim de semana.

Conta simples
Os usuários do transporte coletivo a trabalho - cinco vezes por semana, ida e volta - gastará R$ 8 a mais por mês.


Fonte: EPTV

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Governo implanta Itabuna Card e acompanha renovação da frota

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo assinou, em um ato público realizado na Praça Otávio Mangabeira, o decreto que implanta o Sistema Integrado de Transporte Urbano, o Itabuna Card e vistoriou oito dos 14 novos ônibus incorporados à frota da empresa São Miguel, todos eles com acessibilidade para cadeirantes e deficientes visuais. Os novos ônibus têm assentos para idosos, obesos e gestantes oferecendo maior comodidade para os passageiros.

Numa solenidade que teve a participação do prefeito de Itapé, Jackson Rezende, de secretários municipais, empresários do setor de transporte, sindicalistas e lideranças comunitárias, o prefeito destacou a importância do novo sistema de transporte, que prevê uma maior eficiência e pontualidade nos horários e também a renovação de frota melhorando o atendimento à população.

Azevedo salientou ainda, que como contrapartida o governo municipal vem investindo na pavimentação de ruas e melhoria dos corredores de ônibus, sinalização e na melhoria da mobilidade urbana. Ele considera que toda a mudança gera uma resistência, mas isso será absorvido pela população com um trabalho educativo e uma campanha realizada pela Settran junto à comunidade.

Também falaram na solenidade o vice-prefeito Antônio Vieira elogiando o novo sistema e a incorporação de novos ônibus ergonômicos.  Titular da Settran, Wesley Melo fez uma apresentação do sistema implantado a partir de uma pesquisa realizada pela Logitrans para uma cidade com uma movimentação de 50 mil passageiros por dia.

O Itabuna Card tem como base, segundo ele, a integração do sistema com a possibilidade do transbordo de passageiros, que terão mais facilidades e comodidade no uso do transporte de massa. O sistema leva em conta que 90% das pessoas utiliza o transporte do bairro onde mora para o centro da cidade.

 O diretor da São Miguel, João Duarte anunciou além das melhorias do Itabuna Card, que vão oferecerer ao itabunense um dos mais avançados sistemas de transporte do país, a renovação de 15% da frota que opera na cidade, com incorporação de mais 14 ônibus, dos quais oito unidades nesta etapa e mais seis nos próximos meses.



Fonte: Prefeitura de Itabuna
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Paciência, Ônibus ficam presos nos engarrafamentos de Belém

Os trabalhadores da região metropolitana de Belém que utilizam o transporte coletivo gastam em média uma hora por dia para se deslocar de casa para o trabalho. Somando o trajeto de ida e volta, o tempo perdido pode chegar a duas horas por dia. Belém e outras nove capitais têm o pior tempo de deslocamento do país. Os dados fazem parte de estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

De acordo com o Ipea, esse fenômeno de aumento dos tempos de viagem nos deslocamentos por transporte coletivo ocorre igualmente nas principais regiões metropolitanas brasileiras.

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar do IBGE, realizada nos anos de 1992 e 2008, houve um incremento médio de 7% nos tempos de viagem das populações que vivem nas maiores metrópoles brasileiras, sendo que o percentual médio de trabalhadores que gastam mais de uma hora no deslocamento casa-trabalho subiu de 15,7% para 19%.

A pesquisa divulgada ontem mostrou que cerca de 42% da população brasileira vive nas regiões metropolitanas, ou seja, quase a metade dos brasileiros, o que reflete diretamente uma necessidade de expansão do sistema de transporte em massa. Segundo o Ipea, o elevado preço das moradias nas cidades consideradas como sedes resultaram no aumento de moradores nas regiões metropolitanas.

Esses moradores se deslocam diariamente, já que as ofertas de emprego se concentram nas grandes cidades, transformando os municípios periféricos em cidades-dormitório. Segundo o estudo, o transporte coletivo é a principal forma de deslocamento dos moradores das regiões metropolitanas para as cidades maiores, que concentram os empregos.

INFRAESTRUTURA

Ainda de acordo com o estudo, para se resolver o problema de aumento nos tempos de viagem deve haver investimentos maciços em infraestrutura, principalmente nos corredores de ônibus, que se constitui no principal meio de transporte metropolitano, transformando o trajeto em vias exclusivas.

“Os projetos de mobilidade estruturantes apresentam custos elevados, que muitas vezes se tornam inviáveis para os municípios vizinhos. Assim, novas formas de se viabilizar os grandes investimentos em mobilidade têm de ser desenvolvidas, onde se destaca a formação dos consórcios públicos e as parcerias público-privadas”, recomenda o estudo.

Ontem, em Belém, o vigilante João Guilherme aguardava o ônibus na parada para voltar para casa. Ele contou que sai todos os dias às 19h do trabalho, no bairro do Marco, e leva até uma hora e meia para chegar em casa, em Marituba. “É cansativa essa demora. Todos os dias tenho que enfrentar esse engarrafamento e ainda esperar os ônibus, que demoram uma eternidade”, reclama.

Uma viagem de 45 minutos pode durar até 2 horas. Quem também enfrenta essa situação quase que diariamente é o auxiliar administrativo Edivaldo Junior. “O maior problema é o engarrafamento e os ônibus velhos. Moro no Paar e às vezes a viagem demora demais. Pior é quando chove, aí que para tudo mesmo”, comenta. O aumento real das tarifas de transporte coletivo pode ser um dos principais motivos que têm levado a população a fazer os deslocamentos a pé. O estudo do Ipea apontou o aumento das viagens intermunicipais a pé dos residentes dos municípios das principais regiões metropolitanas do país.

Informações do Diário do Pará

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Ceturb aumenta linhas de ônibus, mas os problemas de mobilidade persistem

Apesar de figurar em 13º lugar no ranking das Regiões Metropolitanas brasileiras, de acordo com o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2010, a Grande Vitória enfrenta praticamente os mesmos problemas de mobilidade se comparada a outros conglomerados urbanos. Na última quinta-feira (28), foram anunciadas novas linhas de transporte coletivo, para atender 21 bairros da GV. Os problemas, no entanto, continuam nas vias de acesso e no preço das tarifas.

Coincidência ou não, no mesmo dia em que a Ceturb (Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória) anunciou 12 novas linhas de ônibus, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), realizou o comunicado (n.º 102) sobre “Dinâmica populacional e sistema de mobilidade nas metrópoles brasileiras”, constatando que há transtornos nas cidades, não somente em relação à quantidade de transportes, mas à quantidade de vias que recebem o tráfego.

Segundo o técnico do Ipea Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, o preço das tarifas cobradas no período de 1999 a 2010 aumentou 33%, acima da inflação. O aumento é impactante para as populações de baixa renda, que dependem do transporte. O instituto propõe maior discussão por parte da sociedade e envolvimento das administrações públicas para executar novos sistemas de mobilidade. Atualmente, a tarifa para veículos do Sistema Transcol, que circula na Região Metropolitana de Vitória, é de R$ 2,30. Na Capital, o preço é R$ 2,20 para as linhas comuns e R$ 2,30 para as linhas seletivas. O reajuste, firmado no final de 2010, foi de 6,98%.

Atualmente, as linhas da Ceturb atendem 670 mil usuários por dia. A perspectiva é atender mais 25 mil pessoas com as novas linhas. Mas, mesmo com aumento de ofertas de emprego em Vila Velha, Cariacica e Serra, a concentração maior continua em Vitória. O tempo de espera e a superlotação nos horários de pico, porém, dependem de novas alternativas de mobilidade. Para Carlos Henrique, o problema para proporcionar essas alternativas é de gestão, planejamento e financiamento.

Em todas as regiões, segundo o Ipea, houve um crescimento de 50% para deslocamentos a pé e de bicicleta, uma tentativa que parte do próprio cidadão para justamente resolver seu problema com a congestão nas vias públicas. “O sistema de transporte coletivo é planejado para poucas horas do dia”, afirmou o técnico, lembrando que, em certas horas, há ausência, como madrugada, feriados e finais de semana.

Alternativas à espera de execução

A saturação das vias urbanas é um problema discutido, mas ainda não totalmente solucionado. A Grande Vitória, segundo o IBGE, conta com 1.685.384 habitantes. Em Vitória, os mesmos locais nos horários de pico refletem os mesmos problemas há anos.

Algumas propostas do atual governo do Estado já foram ventiladas, mas ainda não executadas. A implantação de um sistema para o metrô de superfície (Veículo Leve sobre Trilhos), o retorno do Terminal Aquaviário, a construção de túneis e uma quarta ponte são algumas opções. Na Serra, empresários sugerem quatro mergulhões, com acesso a Laranjeiras, Eurico Salles, Fátima e Grande Carapina.

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Tarifa de ônibus em Teresina volta a custar R$ 1,75

O prefeito de Teresina Elmano Férrer (PTB) anunciou durante o lançamento da programação do aniversário de Teresina que cumprirá a decisão judicial do juiz titular da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública, Oton Lustosa Torres, que determinou que o preço da passagem de ônibus na capital deva voltar ao patamar cobrado em 2010, que era de R$ 1,75.

Férrer afirmou que a prefeitura ainda não foi comunicada oficialmente, mas que acatará a determinação. “Decisão judicial tem que ser respeitada. A responsabilidade do prefeito agora é garantir para que não haja colapso n o transporte coletivo”, ponderou em entrevista coletiva.  

O prefeito disse que ainda que não decidiu o novo valor da passagem de ônibus e que não tem pressa para decidi-lo. “Vamos nos reunir com o procurador do município e a superintendente da Strans, para decidir”, pontuou.


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Superlotação em ônibus coletivos de Dourados causa transtorno para estudantes

As aulas começaram nas Universidades de Dourados e com elas as reclamações da superlotação no transporte coletivo. Alguns acadêmicos chegam a comparar a situação de lotação com uma “lata de sardinha”.

Esses problemas, no entanto, não são de hoje. A cidade é considerada "universitária" e, com isso, a grande demanda de pessoas que utilizam o transporte coletivo cresceu também.

O reportagem procurou o responsável pelo trânsito da cidade para nos explicar como esse caso pode ser solucionado.

O arquiteto especialista em segurança no trânsito e transporte público e atual diretor do departamento de trânsito em Dourados, Fabiano Costa, nos explicou que a prefeitura está conversando com a empresa reponsável, a Medianeira, para resolverem o problema.

De acordo com ele, a empresa justificou o transtorno dizendo que a malha viária estava danificada com a quantidade de buracos causando o atraso na frota. O problema então resultou no acúmulo de passageiros nos pontos de ônibus.

“Por exemplo, você pega um ônibus que sempre passa no horário, ai ele atrasa 15 minutos, muitas pessoas que pegam em outro horário chegam ao local e também esperam o carro que passaria em seguida. Isso gera um aglomerado de pessoas esperando, o que causa quando todos embarcam no veículo? Uma superlotação”, explica o diretor.

Segundo informações da Medianeira para o arquiteto, a situação se normalizará com a operação de tapa buracos e com o aumento da frota de veículos. “No começo é tumulto nas universidades, depois vai acalmando”, argumenta Fabiano.

Diálogo
O diretor propôs a empresa Medianeira uma conversa junto com os diretórios acadêmicos das universidades. “Nós queremos ouvir eles e não só a empresa. Tem que ter os dois lados. A prefeitura pode fazer essa intermediação e ficar a par das dificuldades de cada lado”, diz o arquiteto.

As Universidades
Além das explicações da superlotação a empresa Medianeira reivindicou junto à prefeitura de Dourados a instalação de novos pontos de ônibus nos campus das Universidades Federal e Estadual, pois eles reclamam da aglomeração de pessoas em lugares impróprios para a parada dos veículos.

“Estamos conversando com a Agesul - Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos -para elaborarmos um projeto para tentar melhorar o acesso das universidades e também do aeroporto”, conclui o diretor de transporte.

Informações do MS JÁ

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