No Recife, Usuários reclamam da superlotação dos ônibus que passam pela avenida Norte

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A avenida Norte, uma das principais do Recife, atravessa a cidade do Centro até a BR-101, passando por diversos bairros, muitos deles muito populosos. A via é fundamental para o bom funcionamento do transporte público, mas os moradores da Zona Norte da capital se queixam da superlotação dos ônibus e das longas viagens, muitas vezes feitas de pé.

O movimento mais intenso começa pouco depois das 6h, com as paradas de ônibus enchendo e esvaziando rapidamente, à medida que os coletivos mais procurados passam. Essa rotina vai até as 7h30, aproximadamente.

A superlotação se repete todo dia e há casos em que as pessoas ficam coladas ao pára-brisa. É preciso estar preparado para a batalha no transporte antes de chegar ao trabalho. “Os lugares da frente, que são reservados para deficientes e idosos, às vezes estão até piores do que a parte de trás de ônibus”, afirma a faturista Ana Paula Amorim.

A quantidade de ônibus que passa é grande, das mais variadas linhas. Normalmente, eles circulam em velocidade reduzida, porque o engarrafamento na avenida de manhã não permite que seja diferente. A reportagem subiu num veículo que fazia a linha Córrego do Inácio e conversou com o motorista Paulo Batista da Silva. “No horário de pico é sempre lotado, a gente nunca consegue chegar no horário para a outra viagem, ainda mais com o engarrafamento”, aponta.

Conseguir um lugar para sentar é sorte grande. Quem consegue segura bolsas e pacotes dos passageiros que estão em volta, de pé, na solidariedade de quem sabe o que é passar por aquilo. No mais, paciência e resistência física são ‘qualidades’ exigidas por quem precisa do transporte público. “É muito complicado e a gente chega e não tem como passar para trás, porque fica todo mundo apertado aqui na frente”, conta o estudante Anderson Falcão.

O Grande Recife Consórcio de Transporte afirma que 21 linhas de ônibus passam todo dia pela avenida Norte. A linha Vasco da Gama - Afogados está programada para fazer 68 viagens por dia, com um intervalo médio de 13 minutos nos horários de pico. O Consórcio se comprometeu a avaliar se o intervalo programado para esta linha está sendo cumprido para, então, colocar mais ônibus. O Grande Recife pede que os passageiros de outras linhas liguem para informar sobre irregularidades, como atrasos e superlotação, pelo telefone 0800.081.0158. A ligação é de graça.



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Campinas poderá ter greve de ônibus na próxima quarta-feira

Em nota oficial o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região informou que caso não haja até essa data uma proposta por parte dos empresários dos transportes o movimento será deflagrado. Entre as reivindicações dos trabalhadores estão 6,31% de recomposição de perdas da inflação e 15% de aumento real.
Em entrevista a rádio CBN Campinas a Transurc, que é a Associação dos das Empresas de Transporte Coletivo Urbano, reinterou que está aberta para negociar e evitar a greve. Mas, através do assessor de imprensa, Paulo Bardal, declarou que este período de data-base invariavelmente é de conflitos. Na madrugada desta sexta-feira o sumiço de chaves em uma das garagens da VB Transportes e Turismo atrasou em algumas horas o transporte para cinco mil pessoas da região do bairro Cambuí e o Distrito de Barão Geraldo.
 
 


Foram feitas assembléias e mesas de negociação no dia 24 de maio quando foi deliberado o que se chama de "Estado de greve" na categoria, um estágio anterior a greve em si. Anúncio exigido por lei com 74 horas de antecedência.

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Metrô de SP pode entrar em greve nesta quarta-feira

Conforme o sindicato dos ferroviários, a proposta da CPTM, apresentada no dia 18, foi rejeitada pela categoria, que quer reajuste real de 5% nos salários. A empresa disse que continua negociando com os sindicalistas e ainda não tem condições de emitir um posicionamento concreto sobre a situação.

Em nota divulgada, o sindicato dos metroviários afirmou que "diante de mais esta demonstração de pouco caso com o sufoco que a categoria enfrenta dia e noite para atender a população, a categoria não teve alternativa, senão decretar greve para o dia 1º de junho". A categoria vai esperar uma nova manifestação do Metrô até as 18h de terça-feira, dia 31. A nova proposta será analisada em reunião marcada para as 18h30.
Em nota, o Metrô informou que acionará o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência (Paese) para minimizar a greve, que deve afetar 3,7 milhões de usuários.

"A Companhia do Metrô preparou um esquema especial para garantir o acesso dos seus empregados aos postos de trabalho e alertou todos os funcionários sobre a responsabilidade de manter os serviços essenciais que atendam as necessidades inadiáveis da sociedade. Com o anúncio de greve, a SPTrans deverá readequar as linhas de ônibus para assegurar o transporte de passageiros ao Centro da cidade", informou a nota.


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Sistema curitibano de transporte coletivo é copiado em outras cidades, porém, é preciso ouvir o usuário do ônibus

Não basta ter um bom transporte público, que faça deslocamentos de forma rápida, eficiente, com frequência regular de carros e que utilize veículos bonitos e bem conservados. Os que vivem nas grandes cidades precisam entender o sistema e serem ouvidos constantemente para informar aos planejadores e gestores o que está dando certo na prática.

Esse foi o conceito de transporte coletivo apresentado por seis cidades estrangeiras e brasileiras, em evento, semana passada, no Rio de Janeiro. As cidades participantes tinham em comum ter copiado o sistema de BRT (Bus Rapid Transit) de Curitiba – ônibus em canaletas, cobrança antecipada da passagem e embarque em nível. Porém, deram um passo a mais e modernizaram a comunicação com a população para aumentar o número de usuários.

A discussão é importante para a capital paranaense, que convive com a esquizofrenia de ser referência em transporte público, ambicionando sistemas rápidos como o metrô, mas que convive com congestionamentos cada vez maiores. Além de ser a cidade mais motorizada do país em relação à população: Curitiba tem dois veículos para cada três pessoas, uma proporção de 0,72 veículo por habitante, o dobro da média brasileira de 0,35 carro por pessoa.

As experiências de interação com o público foram apresentadas durante dois dias de workshop por administradores e planejadores de transporte público. Representantes da Urbanização de Curitiba (Urbs), que administra o sistema de ônibus de Curitiba, estavam presentes, mas não apresentaram nenhuma experiência bem-sucedida de comunicação.

“A gente teve dificuldades de investimentos, mas tivemos evolução, como é o caso do Ligeirão. Com certeza vamos ter de trabalhar a questão da comunicação com o usuário e desenvolver projetos”, admitiu a diretora de Relacionamento e Informações Corporativas da Urbs, Regina Neves Sorgenfrei, presente no encontro.

A capital paranaense, por exemplo, nunca fez uma pesquisa de Origem e Destino, a principal técnica usada há décadas por planejadores de transporte público em todo mundo para entender que tipo de transporte, os horários mais carregados e quais os principais deslocamentos que a população faz diariamente. Se os arquitetos, engenheiros e técnicos da Urbs e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) ouvirem os usuários eles poderão descobrir informações que nem imaginam, apesar da cidade ser referência desde a década de 70 em transporte de massa.

“É muito comum as cidades não terem planejamento e dinheiro para fazer marketing do transporte público. E a gente está desperdiçando uma oportunidade”, resume Ethan Arpi, gerente de comunicação e marketing da Embarq, uma organização internacional que pretende incentivar a implantação de metrôs e e BRTs como meios de transportes menos poluentes. A Embarq organizou o encontro.

Segundo Arpi, é importante ouvir os usuários para melhorar o que não está funcionando bem, mas principalmente saber o que está dando certo e destacar os pontos positivos e com isso garantir o financiamento de novos projetos de transporte. “Se os governos não acreditarem que o sistema é bom, não colocam dinheiro.”

Custo e “cases”
Parte das discussões aconteceram em torno dos custos de planos de marketing para as empresas que gerenciam os transportes públicos. Porém, grande parte das ações apresentadas dependem mais de iniciativa dos gestores do que dinheiro para fazer publicidade.

Na cidade de Pereira, 480 mil habitantes, capital da província de Risaralda, no Oeste da Colômbia, os administradores do MegaBus – um sistema de BRT – participam frequentemente de ações de marketing junto à população. “Não dá para ficar só no escritório e imaginar o que as pessoas pensam e como o sistema funciona”, relata a gerente-geral do MegaBus, Mónica Vanegas Betancourt. “É preciso ter um bom desenho técnico (do sistema de ônibus), mas não é o único fator (para atrair usuários)”, afirmou.

A coordenadora de comunicação da diretoria geral de mobilidade da cidade de Leon no México, Elda Flores Arias, salientou a importância de bons mapas para orientar os passageiros cotidianos e eventuais do sistema de ônibus. “Temos milhares de usuários e temos que ouvi-los. Cada linha tinha de ter um mapa”, resumiu.



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Em Los Angeles, ''A capital do carro'', Sistema BRT incentivou mais o uso do transporte público

Uma grande campanha de comunicação foi implementada em Los Angeles, a capital mundial do carro, para aumentar o número de usuários do transporte público e tentar reduzir a dependência do automóvel. A região tem quase 18 milhões de habitantes e possui o maior sistema de ruas expressas – várias pistas rápidas – em todo o mundo com mais de mil quilômetros desse tipo de via. Apesar disso, o resultado de atração dos usuários foi alcançado e o transporte de passageiros valorizado, segundo Maya Emsden – diretora da Metro, a agência que coordena todo o sistema de transporte público nos 70 municípios da região de Los Angeles.
A implantação de uma linha de BRT na cidade – Orange Line – integrada ao sistema de metrô fez com que o sistema tivesse 6 milhões de embarques, em média, nos primeiros meses.
Confira os principais trechos da entrevista feita com Maya.

Quais ferramentas de comunicação foram usadas por Los Angeles (LA) para atrair passageiros para o transporte público e reduzir a quantidade de automóveis nas ruas?
Fizemos uma campanha durante cinco anos, entre 2003 e 2008. Reunimos em uma só marca os diferentes gestores de transporte da região, de mais de 70 cidades do condado de LA, para ter um sistema de informação único, como atendimento a mídia, usuários, etc., trabalhando em conjunto. Fizemos também campanhas publicitárias, principalmente com outdoors, que têm um impacto muito grande na cidade. Como boa parte da população anda de carro, foi a forma mais eficiente. Incluímos anúncios em boletins de trânsito nas rádios, publicidade em jornais. O que gerou excelentes resultados também foi a contratação de agentes jovens para explicar como funciona nosso sistema de transporte nas universidades e escolas. Eles se tornaram advogados do sistema.

Qual o custo disso?
Nossa despesa com publicidade é de US$ 800 mil a US$ 1 milhão de dólares por mês.

Como a internet está sendo utizada?
Disponibilizamos ao Google Trânsito as informações do nosso sistema para dar como alternativa o metrô e o ônibus nas consultas de deslocamento na cidade através do Google Mapas. Disponibilizamos também um programa para os smartphones, cada dia mais utilizados, para consultar através de mapas como usar o sistema de transporte público. Além disso, cinco pessoas alimentam um blog, conectado ao Facebook, para contar sobre as viagens feitas pelo sistema. Milhões de pessoas usam o Google e somente milhares acessam nosso site, por isso paramos de tentar fazer as pessoas acessarem nosso site e trabalhamos com as “palavras-chave” no Google. Aumentamos nossa relevância nas buscas por informações de trânsito em Los Angeles. - Heliberton Cesca


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No Rio, Faixa exclusiva de ônibus chegará à Zona Norte

Até o fim do ano, o Bus Rapid System (BRS), sistema de faixas preferenciais para ônibus que já funciona em Copacabana, chegará à Zona Norte. Ele será implantado na Rua Vinte e Quatro de Maio e na Avenida Marechal Rondon, no Grande Méier. Na Zona Sul, será estendido também este ano a Ipanema e Leblon (Visconde de Pirajá, Prudente de Moraes, Ataulfo de Paiva e General San Martin). Até 2012, será levado às ruas Conde de Bonfim e Haddock Lobo, na Tijuca. O anúncio foi feito ontem pelo subsecretário municipal de Transportes, Carlos Maiolino, durante seminário no Centro.

De acordo com Maiolino, os estudos para implantação das faixas em Ipanema já estão avançados. Para completar a lista de BRS, a prefeitura planeja instalar o corredor, até o fim de 2012, nas ruas São Clemente e Voluntários da Pátria, em Botafogo. No Centro, a promessa é levar o sistema às avenidas Presidente Vargas, Rio Branco e Primeiro de Março.

Asfalto Liso terá que ser feito antes do BRS

Segundo o subsecretário, o cronograma de implantação do BRS dependerá de ações de outras pastas, a exemplo da Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos, que está realizando o programa Asfalto Liso na cidade.

O corredor exclusivo de ônibus começou em fevereiro, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Na Rua Barata Ribeiro o BRS começou a funcionar em abril. Só em Copacabana, o BRS reduziu a frota de ônibus em 24%. Uma pesquisa apresentada pela Federação das Empresas de Transporte do Rio de Janeiro (Fetranspor) mostrou que o índice dos que aprovaram o sistema de ônibus no bairro com conceito "bom" ou "ótimo" subiu de 16%, em fevereiro, para 41%, este mês.

Além do tráfego menos pesado e de menos poluição, o tempo médio para percorrer de ônibus a Nossa Senhora de Copacabana caiu de 23 minutos para 12 minutos. Na Barata Ribeiro, a média antes do BRS era de 19 minutos e caiu agora para 11 minutos.

Durante o anúncio, feito em seminário que discutia outro sistema de transportes, o Bus Rapid Transit (BRT) - a ser usado por exemplo no Transoeste, com ônibus articulados -, Maiolino disse que está nos planos da prefeitura cobrar das empresas de ônibus uma frota mais moderna para os BRS, com piso rebaixado e motores traseiros.
Para os próximos quatro corredores, nos bairros de Ipanema e Leblon, a previsão da Fetranspor é que a redução de ônibus em circulação fique em torno de 20%, próximo ao resultado obtido em Copacabana.


Fonte: O Globo

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Cartão BOM poderá ser usado no trem e Metrô na Grande São Paulo

A partir do dia 27 de julho, usuários do sistema de ônibus intermunicipais da Grande São Paulo poderão utilizar o cartão BOM (Bilhete de Ônibus Metropolitano) nas catracas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. A informação foi divulgada ontem pelo presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Joaquim Lopes da Silva Júnior.
A declaração foi dada após a premiação do IQT 2010 (Índice de Qualidade do Transporte), ranking que classifica a atuação das empresas de ônibus da região metropolitana de São Paulo.
"Tecnologicamente já é possível fazer a integração nas catracas. Só temos de adaptar um software, e isso demora cerca de 60 dias", explicou o presidente. Silva Júnior disse que o BOM servirá apenas para facilitar a vida do usuário, que atualmente precisa de pelo menos dois cartões para fazer a transferência. O projeto inicial não prevê integração tarifária, nos mesmos moldes do Bilhete Único.
Inicialmente, a integração funcionará em fase de testes, em apenas uma estação a ser definida. Atualmente, o BOM é utilizado por 3 milhões de passageiros em toda a Região Metropolitana. A EMTU espera que a demanda pelos cartões aumente após o início da integração com o trem e o Metrô.



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São Paulo: EMTU busca saída para ônibus intermunicipais

"Aqui é a área mais desequilibrada." Assim o presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Joaquim Lopes da Silva Júnior, classificou o serviço de ônibus intermunicipais no Grande ABC.

A avaliação se explica. Enquanto nas outras quatro áreas da região metropolitana de São Paulo a renovação dos transportes está em curso desde 2006, na região, chamada de Área 5, as quatro tentativas de abrir licitação foram frustradas.

O último edital foi lançado em dezembro, deveria ser concluído em janeiro, mas foi encerrado, sem concorrentes. "E se publicarmos novamente, ficará vazia mais uma vez", afirmou Silva Júnior.

A reformulação das concessões é uma forma de determinar padrões de qualidade, como exigir das empresas a renovação das frotas e novos estudos de demanda para dimensionamento das linhas, o que contribui para a melhoria do serviço.

Os empresários justificam, desde 2005, quando as negociações começaram, que, da forma como é lançada, a licitação não é economicamente viável. Mesmo com edital vazio, a EMTU estuda como fazer acordos com as viações.

Silva Júnior entende que, quando saírem do papel, os principais projetos para o transporte público no Grande ABC irão provocar mudanças na demanda de passageiros e na distribuição dos deslocamentos.

O impacto da chegada do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), que vai ligar a região ao Metrô, do Expresso ABC, que são trens de maior velocidade, e de outro possível VLT, entre Santo André e Guarulhos, ainda não pode ser medido, segundo o presidente.

"Tudo isso deixa o cenário incerto. Se não temos a demanda a ser licitada, não temos a receita estimada, e se não temos receita e demanda, não podemos determinar o que deve ser exigido", afirmou Silva Júnior.

Nessa fase transitória, a saída, ainda segundo o presidente da EMTU, pode ser buscar para o Grande ABC uma proposta que seja o equilíbrio dos contratos celebrados nas demais áreas.

"Mas é uma discussão a ser feita junto com o Ministério Público. É preciso construir esse entendimento com o governo do Estado", explicou.

Segundo Silva Júnior, o debate com as empresas da região já foi aberto. "Vamos estabelecer critérios mínimos de atendimento para assegurar que as prestadoras de serviço ofereçam qualidade e conforto para os passageiros."

Empresas avaliam que é o momento de buscar solução

Como justificativa para recusar os editais, os empresários já disseram que melhor seria dividir a região em dois consórcios e que a operação das linhas não cobriria os custos. Desta vez, porém, sinalizam que pode haver acordo.
Gerente jurídico da AETC/ABC (Associação das Empresas de Transporte Coletivo do ABC), o advogado Francisco Bernardino Ferreira disse que as viações e a EMTU estão se alinhando. "Abriu-se um canal na área técnica para identificar as necessidades da região, que é diferente das outras regiões pela sua complexidade."

Pelas linhas intermunicipais da Área 5 - as sete cidades e parte da Capital - circulam mais de 900 ônibus, que atendem público diário que passa de 250 mil pessoas.

Ferreira não falou sobre os motivos que fizeram fracassar as tentativas de licitação. "Qualquer outro comentário é prejudicial. Vamos celebrar o novo momento."

Para o presidente da Transportes Coletivos Parque das Nações, Carlos Sófio, "a aproximação é um começo, mas é preciso que seja bom para todos, usuário e empresas."

Presidente da Rigras Transporte Coletivo e Turismo, Nivaldo Aparecido Gomes disse que o debate é a forma para se alcançar o objetivo "de sempre prestar o melhor serviço."

Para o presidente da EMTU, um dos maiores problemas do Grande ABC é a idade dos ônibus que, na média, é mais velha do que no restante da região metropolitana de São Paulo.


Fonte: Diário do Grande ABC

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Diretor da ANTT reforça que trem-bala não ficará pronto para a Copa

O diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, reforçou que o Trem de Alta Velocidade (TAV) no Brasil, conhecido como trem-bala, que vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, não vai ficar pronto até os jogos da Copa do Mundo de 2014. A declaração foi feita durante seminário "Infraestrutura de Transporte no Brasil", realizado em São Paulo, nesta sexta-feira (27).
"O TAV não será projeto para a Copa do Mundo e nem para Copa das Confederações. Há necessidade de pelo menos seis anos para a conclusão das obras", disse Figueiredo. A Copa das Confederações será realizada em 2013 e a Copa do Mundo, em 2014.
Figueiredo disse que o sistema terá custo de R$ 33 bilhões, sendo que o governo Federal deverá entrar com R$ 3,3 bilhões, outros R$ 20 bilhões, que serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e o restante vindo da iniciativa privada. De acordo com ele, Japão, Coreia e França têm interesse em investir R$ 10 bilhões nas obras.
"O trem deverá ter estações no centro do Rio de Janeiro, no Aeroporto Santos Dumont, na cidade de Aparecida do Norte (SP), no Centro de São Paulo, no Aeroporto de Guarulhos, no Centro de Campinas (SP) e no Aeroporto de Viracopos, também em Campinas. A parada em Aparecida é para que a obra seja abençoada", afirmou o diretor da ANTT.
O turismo religioso em Aparecida surgiu como fluxo complementar, em função da Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, que gira em torno de 7 milhões de pessoas por ano.
"Temos o interesse de empresários do Japão, Coreia e França para investir na obra do TAV, mas desde que as tecnologias empregadas no sistema sejam do país investidor", disse Figueiredo.
O diretor explicou que o planejamento do sistema de transporte no país tempo demais parado. "Foi abandonado por muito tempo. A infraestrutura não pode ser desenvolvida para um momento de pico como a Copa do Mundo de 2014. Tem de ser pensada para uso normal."
Figueiredo afirmou ainda que a não possibilidade de o trem-bala ficar pronto para a Copa do Mundo se explica pelo atraso do leilão para a realização da obra. "Quando o PAC-1 foi anunciado, a Copa não era uma realidade. Para as Olimpíadas, acho que poderemos ter um trecho pronto, pois teremos dificuldades ambientais no trecho da Serra das Araras para concluir toda a obra. Se fizermos um esforço, acredito que há chances de termos um trecho do TAV pronto até lá."
O leilão para concessão da obra do TAV será realizado em 29 de julho deste ano. "Estava previsto para ser feito em 2009, mas os estudos internacionais sobre o projeto não ficaram prontos a tempo e por isso não é possível dizer que o TAV vai ficar pronto para esse evento. São seis anos de obra e um ano de testes, sem passageiros", disse Bernardo.
Ainda segundo ele, dados da ANTT apontam que foram construídos dois mil quilômetros de malha ferroviária no período de 1920 a 2004. "De 2004 até este ano, estão sendo construídos cinco mil quilômetros, sendo que mil já estão prontos. Ferrovia demanda um investimento maior do que para aerovia e o retorno é mais demorado."

Fonte: EPTV

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