No Rio, Metrô terá trens com TV e passagens entre vagões

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A previsão para os passageiros da Linha 2 é a de uma viagem com temperatura amena, a 23C, com livre circulação de ar e de usuários por toda a composição. No papel, o projeto dos 19 novos trens encomendados pelo Metrô Rio à chinesa Changchun Railway Vehicles (CNR) impressiona. Cada um terá seis vagões (totalizando uma compra de 114 carros), com um sistema de ar-condicionado 33% mais potente do que o atual capaz de manter a refrigeração com as portas abertas e - mais importante - suportar e resolver um problema crônico que se arrasta desde a inauguração do trajeto, em 1981: o do calor provocado pela incidência do sol sobre a lataria.

Dos 600 mil passageiros do metrô, 143 mil viajam pela Linha 2 - cujos trens não têm ar-condicionado projetado para tolerar a violência dos raios solares na superfície. A solução, porém, chegará 30 anos depois, no fim de 2011, quando o primeiro "dragão" desembarcar no Rio.

Os novos trens serão de aço inoxidável, com duas faixas negras e ar futurista. Cada um a US$ 1,3 milhão. Só a refrigeração vale US$ 200 mil - dando uma dimensão do desafio para acabar com o calorão interno. O investimento total é de US$ 148,2 milhões.
Circulação entre vagões

Os trens podem levar 1.800 pessoas com liberdade para circular entre os carros. Os vagões não terão portas divisórias, sendo ligados por um corredor, permitindo que o usuário enxergue toda a composição sem se sentir confinado em um ambiente fechado.

A sensação de espaço também será maior no vagão. Para facilitar a circulação interna, os assentos de fibra serão longitudinais, isto é, paralelos ao corredor, seguindo uma tendência mundial, liberando mais lugares para quem viajar em pé.
Escolha pela internet

Além disso, haverá um toque do próprio usuário na decoração. O Metrô Rio realizará um concurso em setembro, pela internet, para que o público escolha a cor dos bancos: azul; inox, com divisórias vermelhas; e inox e azul, com divisões verdes. Os trens terão ainda um quê multinacional, com refrigeração da Sigma Coachair (Austrália), motor da Melco (Japão), carroceria da CNR e design francês.
Gigante ferroviário
Instalada no nordeste da China, a 700 quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte, a CNR foi indicada ao Metrô Rio pelo Mass Transit Railway (MTR), de Hong Kong, considerado o melhor operador desse tipo de transporte do mundo. A grandiosidade da fábrica chinesa é espantosa. Enquanto a brasileira Embraer possui 54.607 metros quadrados de área construída, ela conta com 1,75 milhão de metros quadrados. A capacidade de produção é de 2.500 trens por ano. Para isso, a CNR tem 10 mil empregados, sendo 2 mil engenheiros.

- Fornecemos 97% dos trens comprados para as Olimpíadas de Pequim, em 2008 - gaba-se o gerente-geral Lu Xiwei. - Temos encomendas da Austrália, do Paquistão, do Irã e de Hong Kong, inclusive do trem-bala para Xangai.

- Ampliamos a fábrica e pretendemos participar do projeto do trem-bala brasileiro - revela o diretor de marketing da CNR, Zhang Peng.

O projeto do Metrô Rio tem 700 páginas e é supervisionado pelo MTR, contratado por US$ 10 milhões para assessorar os cariocas. Pelo cronograma, os testes de 10 mil quilômetros com a primeira composição começarão em outubro de 2011, numa pista construída especialmente para a encomenda brasileira.
Estado canibalizou 88 vagões
Com a compra dos 114 vagões, o Metrô Rio aumentará sua frota em 63%. Quando todos estiverem circulando, o tempo de espera será de dois minutos, segundo a concessionária, no trecho entre a Central do Brasil e Botafogo. Uma curiosidade histórica, no entanto, mostra que todo o drama enfrentado pelos cariocas poderia ter sido evitado.

Pelo contrato firmado pelo governo estadual com a Mafersa, em 1975, deveriam ter sido construídos 270 vagões. Mas só 136 foram feitos até 1998. Neste ano, o governo recuperou peças e, hoje, o Metrô Rio opera com 182. Assim, 88 foram canibalizados para $o sistema entre 1979 e 1998, ano da privatização.

Enquanto os trens chineses não chegam, os passageiros da Linha 2 conviverão com os atuais. O presidente do Metrô Rio, José Gustavo de Souza Costa, espera que o calor nos vagões seja amenizado neste verão, com a reforma do sistema de refrigeração.

- Contratamos uma consultoria para isso porque esses trens nunca foram projetados para isso. Mais de um terço da frota já teve o sistema de refrigeração trocado para um mais potente, semelhante ao dos novos trens. Gastamos R$ 20 milhões nesse projeto. Até outubro, essa revisão deve estar concluída - diz.

Após a entrega dos 19 trens, o Metrô Rio tem a opção de compra para outros 19 pelo mesmo preço: US$ 1,3 milhão por vagão. Se a segunda encomenda for confirmada, essa leva reforçará a Linha 1, com vistas à sua ampliação para a Barra da Tijuca.



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Em Fortaleza, Nova linha de ônibus liga terminais Siqueira e Papicu na modalidade expresso

A partir desta segunda-feira (25), passa a circular a linha de ônibus (087) Expresso/Siqueira/Papicu.
A linha terá parte de seu percurso na modalidade expresso, ou seja, sem paradas até a Av. Desembargador Moreira.

Em seguida, cumprirá o itinerário com paradas para embarque e desembarque até o Terminal do Papicu.
Já no sentido inverso, Papicu/Siqueira, fará paradas normalmente para embarque e desembarque até a Av. Desembargador Moreira, de onde passará a fazer o trajeto expresso até o Terminal do Siqueira.

Itinerário prolongado
Também nesta segunda-feira (25), o itinerário da linha (060) Parquelândia/Parangaba será prolongado para atender a demanda da Rua Olavo Bilac e do shopping localizado na Av. Bezerra de Menezes.

O novo percurso compreende a Av. Jovita Feitosa, Av. Humberto Monte, Rua Armando Nogueira, Rua Braz de Francesco, Rua Três, Av. Parsifal Barroso, Rua Olavo Bilac e Av. Bezerra de Menezes, de onde os coletivos seguem o trajeto original.

Fonte: Verdes Mares


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Em Natal, obras de mobilidade para Copa estão um ano atrasadas

Previstas no PAC da Mobilidade Urbana e definidas na Matriz de Responsabilidades (firmada em 2010 entre governos federal e estadual, prefeitura de Natal e a Fifa), estas obras compreendem reformas estruturantes em vias da cidade, como a ligação do novo aeroporto à Arena das Dunas e ao setor hoteleiro, e o prolongamento de uma importante via da capital potiguar, a av. Prudente de Morais.

De acordo com a matriz, as obras deveriam ser concluídas até novembro de 2012. Com o atraso, porém, o prazo foi estendido para o final de 2013. Os técnicos da prefeitura de Natal responsabilizam a “burocracia” pelos adiamentos.

De acordo com o secretário de Obras e Infraestrutura do município, Dâmocles Trinta, o projeto executivo do primeiro eixo de intervenções está em fase de conclusão.

Essas obras compreendem o complexo da Urbana (um dos acessos mais movimentados no sentido norte-sul) e a reestruturação da av. Capitão Mor-Gouveia (no sentido leste-oeste). A empresa EIT foi a vencedora da licitação.

O segundo eixo de obras compreende intervenções diversas nas proximidades da Arena das Dunas. A previsão é que comecem apenas em outubro.

Recursos
Do total de 16 obras aprovadas pelo governo federal, 11 são de responsabilidade da prefeitura, que receberá R$ 300 milhões da Caixa Econômica Federal e completará os R$ 38 milhões restantes com verba municipal.

Outras cinco obras estruturantes serão feitas pelo governo estadual: três na estrada de Ponta Negra (construção de viadutos e túneis), uma na via de ligação do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante ao estádio das Dunas, e o prolongamento da av. Prudente de Morais até a BR-101, que permitirá ligar o aeroporto Augusto Severo (Parnamirim) à Arena das Dunas.

Segundo o secretário estadual da Copa, Demétrio Torres, as obras na av. Prudente de Morais já começaram. "Ainda é necessário fazer duas passagens de nível na BR-101". O edital para a complementação deve ser lançado nos próximos dias.

Serão feitas duas intervenções nas BRs 304 e 406, vias de acesso entre o novo aeroporto e a Arena das Dunas. Segundo Torres, as obras na estrada de Ponta Negra estão em fase final de estudos.

Trilhos
Segundo o especialista em engenharia de trânsito Enilson Santos, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal tem hoje um carro para cada quatro habitantes –mais de 312 mil veículos.

Para ele, que coordena o departamento de Engenharia de Transportes da UFRN, para resolver o trânsito caótico de Natal será preciso adotar um conjunto de soluções.

No curto prazo, mapear a malha viária e intervir em pontos estratégicos. No médio, garantir as obras de infraestrutura do PAC. Para o futuro, a solução seria investir em transporte público, principalmente sobre trilhos, com metrô de superfície ou VLTs.

“Pelo menos o grande corredor norte-sul precisa de uma intervenção baseada em transporte sobre trilhos”, diz.

Para Santos, os projetos da Copa são importantes, mas não resolvem o problema do trânsito em Natal. “Trânsito não se resolve”, diz Enilson. O especialista afirma que Natal precisaria multiplicar por dez o número de corredores de ônibus atuais.

Além das intervenções pontuais na organização do trânsito, o professor lembra o projeto “Via Livre”, implantado há dois anos pela prefeitura para organizar o estacionamento dos carros nas principais vias públicas. “Mas falta de gestão de projetos.”

Fonte: Portal 2014

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Metrô de SP é o mais lotado do mundo com 3,7 mi de usuários

O metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo. Diariamente, 3,7 milhões de pessoas circulam pelos 70,6 quilômetros de extensão da malha metroviária. Em 2008, quando foi considerado pela CoMet --um comitê que reúne os maiores metrôs do mundo-- o mais lotado do mundo, São Paulo transportava 10 milhões de passageiros a cada quilômetro de linha. No ano passado, segundo a própria companhia, esse número passou para 11,5 milhões.

"Há uma estimativa mundial de que a cada 2 milhões de pessoas, deveríamos ter dez quilômetros de metrô no centro urbano, ou seja, com seus 20 milhões de pessoas [vivendo] na região metropolitana, o metrô de São Paulo deveria ter 200 quilômetros", disse Ciro Moraes dos Santos, diretor de Comunicação e Imprensa do Sindicato dos Metroviários de São Paulo e operador de trem.

Segundo ele, o nível de conforto dentro do trem pela média mundial deveria ser de seis usuários por metro quadrado. Mas, nos horários de pico em São Paulo, Santos afirma que esse número algumas vezes chega a atingir 11 usuários por metro quadrado.

"O que temos observado nos últimos tempos é a queda do conforto [no metrô] por conta do aumento brutal da demanda a partir de 2005, decorrente do bilhete único e das integrações gratuitas com a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]", disse José Geraldo Baião, presidente da Aeamesp (Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô).

EFICIÊNCIA ATRAI MAIS USUÁRIOS
Para Telmo Giolito Porto, professor de ferrovias da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), outro motivo que ajuda a explicar o aumento da demanda por esse meio de transporte é a qualidade do sistema.
"O metrô é um pouco vítima de sua própria qualidade. O passageiro do metrô quer frequência e velocidade no trajeto total. O metrô de São Paulo tem essas características: é um sistema rápido, tem uma frequência bastante intensa, é seguro e limpo."

Outro problema atual no metrô paulista é que, pela pouca quantidade de integrações entre as linhas, os passageiros do sistema acabam ficando sem opção de chegar ao seu destino se houver problema em uma delas. Isso ocorre, segundo o professor Porto, porque a malha ainda não está fechada, como ocorre em outros países do mundo onde há mais de uma linha para se chegar ao mesmo destino. "Nessas novas linhas que vão ser construídas teremos novas linhas radiais, que passam pelo centro e descarregam as atuais. Teremos algumas linhas que interligam as radiais e que vão permitir que se desafoguem pontos críticos", afirmou ele.

Para suportar essa demanda crescente, Baião afirma que o governo precisa continuar investindo no sistema, com planejamento a longo prazo. Como metrô e trens são sistemas de alta capacidade, conseguindo transportar entre 50 mil e 60 mil pessoas por hora, o ideal seria continuar investindo no sistema e criando conexões entre os diferentes formas de transporte, tais como ônibus, monotrilhos e VLTs (veículos leves sobre trilhos).

"Essa integração dos modais precisa ocorrer tanto fisicamente quanto por meio tarifário, com o bilhete único. Esse conjunto de medidas é que permite dar a solução para a questão do transporte nas grandes cidades", disse Baião.

A base dos investimentos feitos no metrô de São Paulo são estaduais. Segundo o professor Porto, há uma previsão de que sejam investidos cerca de R$ 20 bilhões no metrô de São Paulo até 2020. Prazo em que ele considera possível atender à demanda da população, com as obras previstas.

INVESTIMENTO FEDERAL
A comparação mais frequente para demonstrar o atraso em investimentos no metrô paulista é feita em relação ao metrô da Cidade do México, que começou a ser construído praticamente ao mesmo tempo que o metrô de São Paulo, na década de 1970, mas hoje com uma extensão de linhas bem superior.

"Mas acontece que a Cidade do México é a capital do país e, nas cidades em que são capitais, é o governo federal que investe pesadamente no sistema. O que não ocorre aqui no Brasil. O governo federal só colocou dinheiro na Linha 1, na década de 70. E depois nunca mais. O governo do estado é quem sempre teve que bancar", explicou Baião.

Para o presidente da Aeamesp, o ideal seria que o transporte de São Paulo recebesse mais recursos do governo federal e que não fosse apenas por meio de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social). "Falta mais apoio do governo federal nessa questão de transporte."

Para ele, também é necessário que as políticas de uso e de ocupação do solo e de transporte sejam feitas em parceria, para beneficiar a população que mora nas periferias da cidade. "As políticas devem ser integradas para que as soluções não fiquem isoladas, sem eficácia", defendeu.

Fonte: Folha Online


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Em Brasília, Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT, deve ser concluído até 2014

Apesar do atraso nas obras, interrompidas pela Justiça há mais de um ano, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) tem condições de, se liberado dentro de três meses, entrar em operação antes da Copa do Mundo de 2014. De acordo com especialistas consultados pela reportagem, o primeiro trecho, que ligará o Aeroporto Internacional de Brasília à W3 Norte, pode ser concluído ao longo de 24 meses após a liberação das obras. Seriam necessários ainda mais três meses de testes para o início da operação comercial. Dentro desse cronograma de dois anos e meio, o VLT começaria a circular no fim de 2013, a tempo de atender os turistas que virão a Brasília para o Mundial de futebol.

Além disso, o custo da obra, orçada em R$ 1,55 bilhão, não precisaria ser revisto. Os cálculos são feitos com base no contrato já assinado com o Consórcio Brastram. Isso porque não seria necessário que os canteiros de obra funcionassem durante a noite, quando a hora extra aumenta o custo em 50%. Como o VLT é uma obra “linear”, como classificam os engenheiros, vários trechos podem ser construídos ao mesmo tempo, o que reduz o tempo de conclusão do empreendimento, mesmo com o trabalho sendo executado apenas durante o dia. Do R$ 1,55 bilhão previsto, R$ 1 bilhão serão usados para custear o trecho entre o aeroporto e o início da W3 Norte. O restante seria investido nos trilhos até o fim da Asa Norte.

Além de ser uma das obras para a Copa do Mundo, o VLT atenderia ao Plano Diretor da Infraero para o aeroporto de Brasília. De acordo com o documento, que estima o crescimento do terminal, até 2018 cerca de 40 mil pessoas deverão estar morando na região. Aliado ao fluxo de passageiros crescente, a estimativa é de que o tráfego viário entre o aeroporto e o Plano Piloto chegue a 300 mil pessoas por dia, o que inviabilizaria o trânsito na saída Sul da cidade.

A obra do VLT foi iniciada em dezembro de 2009, mas até agora apenas 2% do cronograma foram executados. A construção está suspensa por decisão da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF. O GDF aguarda a liberação judicial para retomar o VLT a tempo de concluí-lo até o início de 2014.

Fonte: Correio Braziliense


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Em Curitiba, Ônibus Ligeirão é destaque no Equador entre melhores práticas do mundo

O ônibus da Liinha Direta Expressa, o Expresso Ligeirão, será destaque do Congresso de Sistemas Integrados e Bus Rapid Transit (SIBRT) aberto nesta segunda-feira (25) em Guayaquil, no Equador. O ônibus será apresentado pelo presidente da Urbs, Marcos Isfer, nesta terça-feira (26) a gestores e técnicos de transporte das principais cidades da América Latina, no painel “A evolução do transporte em Curitiba: Expresso Ligeirão”.

O encontro, que segue até quinta-feira (28), terá também a segunda Assembléia Geral da Associação Latino-Americana de Sistemas Integrados e BRT (Bus Rapid Transit). A associação tem sede em Curitiba, cidade berço do transporte integrado em vias segregadas, que são as canaletas do Expresso.

Além da experiência curitibana, serão apresentados sistemas desenvolvidos em outras cidades da América Latina, que tiveram Curitiba como modelo, entre elas Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO) no Brasil e Pereira e Bogotá, na Colômbia.

Participam do encontro gestores de transporte de 10 países da América Latina, Europa e Ásia. Temas como transporte sustentável e mobilidade estão na pauta do encontro e da apresentação do Expresso Ligeirão.

Oito paradas - Reconhecido como mais uma prova da capacidade curitibana de buscar soluções eficientes, o Expresso Ligeirão entrou em operação em Curitiba em 2009, no eixo Linha Verde fazendo a linha Pinheirinho-Carlos Gomes.

Os ônibus desta linha fazem apenas oito paradas e circulam em eixos (Linha Verde e Marechal Floriano Peixoto) que permitem ultrapassagem. Com o Pinheirinho-Carlos Gomes, o tempo de viagem é de 25 minutos, dez minutos a menos do que com o Expresso tradicional pelo Eixo Sul, que é de 25 minutos.

Em março de 2010 o Expresso Ligeirão começou a circular na linha Boqueirão. Enquanto o Expresso tradicional faz 19 paradas no trajeto de 10,3 quilômetros entre o Terminal Boqueirão e a Praça Carlos Gomes, o Ligeirão faz apenas cinco, fazendo a viagem em 20 minutos – 15 minutos a menos do que o Expresso tradicional.

Na apresentação que fará em Guayaquil, Marcos Isfer vai mostrar mais um avanço do transporte curitibano. A partir de agora, os ônibus do Expresso Ligeirão serão na cor azul, facilitando a identificação para o usuário dos eixos, já acostumados com o Expresso vermelho, implantado em 1974.

Além da cor, a partir de agora as linhas do Expresso Ligeirão passam a ser feitas por ônibus de 28 metros de extensão – os maiores do mundo – com capacidade para 250 passageiros. Isso significa 47% mais do que o Ligeirão anterior (ônibus articulados com capacidade para 170 passageiros).

Biocombustível - Referência internacional em transporte urbano, Curitiba também apresentará no Congresso em Guayaquil o que, para os curitibanos, já é algo incorporado ao cotidiano: a existência de uma frota de ônibus movida exclusivamente a biocombustível.

A experiência começou na Linha Verde, em agosto de 2009 com seis ônibus articulados. A partir de agora os 24 ônibus que compõem a frota do Expresso Ligeirão, passam a operar apenas com biocombustível com uma redução de 50% na emissão de poluentes. A meta é chegar ao final de 2012 com 140 ônibus do projeto B 100 (100% bio). 

Fonte: Prefeitura de Curitiba

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São Paulo: SPTrans criará três linhas especiais para atender público da Fórmula Indy

Para atender ao público que vai prestigiar a São Paulo Indy 300, nos dias 30 de abril e 1° de maio, no Anhembi, a SPTrans vai disponibilizar três linhas especiais com destino ao local do evento, saindo das regiões de Santana, Barra Funda e Aeroporto de Congonhas, num total de 65 veículos, com tarifas diferenciadas.

Como as avenidas nos arredores do circuito será interditadas, duas linhas urbanas de ônibus terão seus itinerários alterados a partir das 22h do dia 28 de abril até as 05h do dia 02 de maio.

Linhas expressas e itinerários:

Linha: Expresso Aeroporto de Congonhas – Parque Anhembi
Itinerário Entrada:
Terminal Aéreo Rodoviário, Av. Washington Luiz (Pista local Aeroporto), Av. Moreira Guimarães, Av. Ruben Berta, Av. 23 de Maio, Túnel Papa João Paulo II - (Anhangabaú Sul/Norte), Av. Prestes Maia, Av. Senador Queirós, Av. Ipiranga, Av. Rio Branco (Corredor), Viaduto Engº Orlando Murgel, Av. Rudge, Praça Cel. Torquato Tasso Netto, Ponte da Casa Verde, Av. Braz Leme, Rua Dr. Melo Nogueira, Rua Anita Malfatti.
Itinerário Saída: Av. Olavo Fontoura, Av. Otaviano Alves de Lima, acesso, Ponte da Casa Verde, Praça Cel. Torquato Tasso Netto, Av. Rudge, Viaduto Engº Orlando Murgel, Av. Rio Branco, Largo do Paiçandu, R. Capitão Salomão, R. Brigadeiro Tobias, R. Capitão Mor Jerônimo Leitão, Av. Prestes Maia, Túnel Papa João Paulo II - (Anhangabaú Norte/ Sul), Av. 23 de Maio, Av. Ruben Berta, Av. Moreira Guimarães, Av. Washington Luiz, retorno, Aeroporto de Congonhas (Pista Local),  Terminal Aéreo Rodoviário.

Sábado (30/04/2011) - Primeira partida: 6h / Última partida: 16h
Domingo (01/05/2011) – Primeira partida: 5h30 / Última partida: 16h
Total de veículos à disposição: 15.


Linha:
Expresso Terminal Barra Funda – Parque Anhembi
Itinerário Entrada: Rua Professor Wilfrides Alves de Lima – Terminal Sul da estação do Metrô Barra Funda, Rua Tagipuru, R. Dep. Salvador Julianelli, Av. Auro Soares de Moura Andrade, Av. Pacaembu, Viaduto Pacaembu, Av. Dr. Abraão Ribeiro, Rua Baronesa de Porto Carreiro, Av. Rudge, Praça Cel. Torquato Tasso Netto, Ponte da Casa Verde, Av. Braz Leme, Rua Dr. Melo Nogueira, Rua Anita Malfatti.
Itinerário Saída: Av. Olavo Fontoura, Av. Otaviano Alves de Lima, acesso, Ponte da Casa Verde, Av. Dr. Abraão Ribeiro, Viaduto Pacaembu, acesso, Av. Auro Soares de Moura Andrade, retorno, Av. Auro Soares de Moura Andrade, Rua Professor Wilfrides Alves de Lima – Terminal Sul da estação do Metrô Barra Funda.

Sábado (30/04/2011) – Primeira partida: 5h50 / Última partida: 16h20
Domingo (01/05/2011) – Primeira partida: 5h50 / Última partida: 16h20
Total de veículos à disposição: 15.


Linha: Expresso Terminal Rodoviário Tietê – Parque Anhembi
Itinerário Entrada:
Av. Cruzeiro do Sul (B/C) - Terminal Oeste da estação do Metrô Tietê, Rua Mal. Odylio Denys, Rua Voluntários da Pátria, Rua Força Pública, Av. Cruzeiro do Sul, Rua Santa Eulália, Av. Santos Dumont, Praça Campo de Bagatelle, Av. Olavo Fontoura.
Itinerários Saída: - Av. Olavo Fontoura, Av. Otaviano Alves de Lima, acesso e Ponta da Casa Verde, acesso e Av. Presidente Castelo Branco, acesso e Ponte Cruzeiro do Sul, Av. Cruzeiro do Sul, Av. Zaki Narchi, R. Urupiara, R. Cel. Antonio de Carvalho, Av. Cruzeiro do Sul (B/C) - Terminal Oeste da estação do Metrô Tietê.
- Av. Olavo Fontoura, Rua Afonso Renaldo Gallucci, Av. Braz Leme, Rua Darzan, Av. Cruzeiro do Sul (B/C)- Terminal Oeste da estação do Metrô Tietê.

Sábado (30/04/2011) – Primeira partida: 5h50 / Última partida: 16h20
Domingo (01/05/2011) – Primeira partida: 5h50 / Última partida: 16h20
Total de veículos: 35.


Linhas normais  com itinerários alterados

278A/10 Penha – CEASA
Ida:
normal até a Rua Santa Eulália, Av. Santos Dumont, Praça Heróis Expedicionária Brasileira, Av. Braz Leme, ponte da Casa Verde, Rua Abraão Ribeiro, prosseguindo normal.
Volta: normal até a Ponte da Casa Verde, Av. Braz Leme, Rua Voluntários da Pátria, Rua Padre Ildefonso, prosseguindo normal.

9717/10 Jardim Almanara – Santana
Ida:
Av. Deputado Cantídio Sampaio, prosseguindo normal até a Rua Mangaratu, Rua Antonio Nascimento Moura, Av. Braz Leme, Rua Darzan, Rua Dr. Zuquim, Rua Leite de Morais e Rua Ezequiel Freire,
Volta: Rua Ezequiel Freire, Rua Alfredo Guedes, Av. Cruzeiro do Sul, Rua Santa Eulalia, Av. Santos Dumont, Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, Av. Braz Leme, Rua Marambaia, Rua Bernardino Fanganiello, prosseguindo normal até a Av. Deputado Cantídio Sampaio.

Para informações sobre os trajetos de linhas de ônibus consulte itinerários ou ligue 156.

Fonte: SPTrans


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Recife terá em breve novos modelos de transporte ''BRT e VLT''

É ilusão pensar que a trafegabilidade de uma cidade se resolve somente com a abertura ou alargamento de vias e construção de viadutos, túneis e pontes. Dentro do conceito atual de mobilidade urbana, o pedestre, o adepto dos transportes alternativos e, principalmente, o passageiro, têm que ser prioridade. Para tanto, as obras viárias que estão sendo executadas devem incluir pista de ciclismo, corredores exclusivo de ônibus e acessibilidade para o pedestre e também o deficiente físico. “Precisamos de economizadores do espaço urbano e não desperdiçadores, como é o caso do carro”, defende o engenheiro César Cavalcanti, chefe do Departamento de Arquitetura e Engenharia da UFPE.
Em outubro, começa a funcionar na RMR o primeiro dos sete Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs). O transporte se assemelha ao metrô do ponto de vista operacional, pois proporciona velocidade e conforto. Do aspecto financeiro, o custo de implantação é menor, pois não precisa investir em sistema de energia e na estrutura de estação. “Nessa questão, se parece com o ônibus, por possuir um motor a biodiesel. Ele tem a própria propulsão sem precisar montar um sistema elétrico”, explica o assessor da CBTU/Metrorec, Leonardo Beltrão, à frente do contrato do projeto. A RMR será a primeira a pôr na ativa o VLT entre as regiões metropolitanas do Brasil que receberão o trem a diesel.
O sistema ligará o Cabo de Santo Agostinho, pelo novo Terminal de Ônibus do Cabo, com a estação do metrô Cajueiro Seco, em Jaboatão. A tarifa será a mesma cobrada no metrô: R$ 1,70. “Integrado ao sistema de ônibus e do metrô, o passageiro pode sair do Cabo até Olinda e Paulista. Também pode ir para Jaboatão. Com um padrão de qualidade assegurado”, pontua Leonardo. Cada trem poderá transportar 600 pessoas por viagem. Quando os sete estiverem em atividade, podem chegar a 80 mil passageiros/dia. Com contrapartida Federal e Estadual, o investimento é de R$ 59 milhões na compra dos veículos e R$ 62 milhões para estruturação do trecho de 18,4 quilômetros.
Paralelamente a isso, correm os projetos de BRT (Bus Rapid Transit) ou TRO (Trânsito Rápido de Ônibus) - corredor exclusivo de ônibus que reduz o tempo de embarque e desembarque de passageiros. O primeiro trecho é o Leste-Oeste, já existente entre a Praça do Derby e a avenida Caxangá, que será requalificado para implantar o chamado “ônibus do futuro” - concepção de estações-tubo, embarque em nível, pagamento antecipado e canaletas exclusivas, com capacidade para atender 180 mil passageiros/dia. O outro trecho é o Norte-Sul que ligará Igarassu a Jaboatão dos Guararapes, na Estação de Cajueiro Seco, onde está sendo construído um Terminal de Ônibus, integrado com o metrô e o VLT.
Serão 300 mil pessoas atendidas por dia. Em um corredor convencional de ônibus, a velocidade média do veículo é de oito quilômetros por hora, enquanto com o BRT fica em 30 quilômetros por hora. A avenida Norte também receberá um corredor de BRT ao longo dos oito quilômetros, que beneficiará 118 mil pessoas diariamente. Somente essas três intervenções correspondem a 33% da população que hoje utiliza transporte coletivo na RMR (1,8 milhão).
Os projetos aguardam o aval do governador Eduardo Campos para serem licitados. A expectativa do Grande Recife Consórcio de Transporte, que está à frente dos projetos, é que ao menos uma das obras de corredores seja licitada e iniciada ainda este ano. Somados, os três projetos representam um investimento de R$ 473 milhões (R$ 75 milhões para o Leste-Oeste; R$ 200 para o Norte-Sul; R$ 198 milhões para a avenida Norte).
“Primeiro, entra com o BRT, que executa a parte mais cara do projeto, justamente a desapropriação e construção da estrutura. Futuramente, depois de implantado, quando o sistema estiver já saturado, se implanta o VLT para aumentar a capacidade e a velocidade dos veículos, pois basta apenas implantar os trilhos e comprar os veículos”, adianta Leonardo Beltrão.

Fonte: Folha de Pernambuco


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Em São Paulo, Carros desrespeitam novo corredor de ônibus na Zona Sul

O corredor de ônibus montado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) na Rua Domingos de Moraes, na Zona Sul de São Paulo, começou a funcionar nesta segunda-feira (25) sem ser muito respeitado pelos motoristas de outros veículos nesta manhã. Entre 8h30 e 9h, com o trânsito mais complicado em seu trecho final, nas proximidades da Rua Afonso Celso, muitos motoristas invadiam a faixa exclusiva para ônibus que seguia livre.

A CET informou que os carros que circularem na faixa exclusiva para ônibus nos horários de pico poderão ser multados. Nos primeiros dias de implantação do corredor os agentes de trânsito irão apenas orientar os motoristas. Ainda não há data para que a CET comece a autuar os condutores. Ainda de acordo com o órgão, os táxis com passageiros poderão utilizar a faixa exclusiva para ônibus, assim como acontece nos demais corredores.

O corredor de ônibus foi montado na faixa da direita no sentido Centro entre as ruas Santa Cruz e Afonso Celso. Ele fica ativo entre 6h e 9h e 17h e 20h, de segunda a sexta-feira. Nos outros horários, a faixa volta a ser permitida a outros veículos. A instalação ocorreu após as obras de alargamento da pista da Rua Domingos de Moraes. Além da faixa para ônibus, a outras quatro disponíveis para os outros veículos.

Apesar de o objetivo ser dar mais fluidez ao transporte coletivo, passageiros não sentiram muita diferença nesta manhã. “Nesse pedaço aqui veio rápido, mas é tão curtinho. Nem dá para perceber tanta diferença”, contou a vendedora Carla Freitas. O trânsito só estava mais lento no último quarteirão do corredor – antes, todas as pistas seguiam livres.

Fonte: G1.com.br


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Primeira estação do metrô em Novo Hamburgo está 99% pronta

Ainda na primeira quinzena de agosto, a primeira estação do metrô em Novo Hamburgo deve estar disponível ao público, o que significa que começará a operar comercialmente, com viagens a Porto Alegre e cidades que ficam no meio desse percurso.Aprevisão é do diretor do Consórcio Nova Via, Nilton Coelho, que garante que 99% das obras estão prontas.

Segundo ele, até o dia 20 de julho as obras devem terminar, para que posteriormente sejam feitos testes de segurança, antes da abertura para público. Na Estação SantoAfonso/Esporte Clube Novo Hamburgo, cujo nome foi definido por lei municipal, a maior parte das obras está concentrada no entorno da urbanização, além de detalhes como pintura, instalação de mobiliário e comunicação visual. Outras duas estações estão previstas para o Município (Fenac e Novo Hamburgo). A Estação Rio dos Sinos, em São Leopoldo, também está em fase de acabamentos e a intenção é inaugurá-la junto com a de Novo Hamburgo.

TRANSFERÊNCIA
ATrensurb garante que as últimas famílias residentes nas proximidades da nova Estação Rio dos Sinos, em São Leopoldo, serão transferidas até esta semana para o Loteamento Padre Orestes. A área precisa ser liberada para a construção do sistema viário de acesso à estação.A informação é do coordenador de Relações Comunitárias da Trensurb, Edson Ferreira dos Santos. A entrega das casas é feita pela prefeitura e aTrensurb presta auxílio no transporte das famílias. Com a remoção dessas famílias, a prefeitura aguarda, agora, a liberação de verba solicitada pela Trensurb à União para terminar duas quadras do Loteamento Padre Orestes, cerca de 200 moradias, destinadas às demais famílias da Vila dos Tocos atingidas pela obra do trem.

Fonte: Jornal NH


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Novos trens do metrô do Rio são exibidos na China

O acabamento já está aprovado. Uma maquete em tamanho natural dos novos trens do metrô carioca foi apresentada à concessionária Metrô Rio, em Changchun, na China. Foram analisados detalhes que farão a diferença dos carros usados atualmente. Os 19 novos trens, que vão circular na linha 2, terão TV, melhor iluminação com lâmpadas de LED, circuito de refrigeração 33% maior que o atual, passagens entre os vagões e bancos longitudinais (paralelos ao corredor), permitindo maior número de passageiros.

Para quem viajar em pé, as novas composições terão alças pega-mão, além das barras para os passageiros segurarem. Sinais sonoros indicam o fechamento das portas. Painéis eletrônicos em LED informam a estação em que o trem está e o lado do carro em que a porta será aberta. Cada vagão será monitorado por duas câmeras. A cor dos detalhes internos, escolhida pelos passageiros, é azul, que combina com branco e cinza, que predominam. O piso emborrachado italiano tem decoração geométrica também azul.

Março de 2012

O primeiro trem chega no fim do ano, passa por teste e a previsão é que comece a operar em março, cinco meses após o prazo previsto anteriormente. Os demais entram em circulação no decorrer do ano que vem. O investimento é de R$ 320 milhões e o projeto é inspirado no Metrô de Hong Kong, China, mas adequado às características cariocas.

A demonstração da maquete foi uma exigência de contrato da empresa brasileira, para ter dimensão real de como funcionarão as 114 composições que estão sendo construídas pela fábrica Changchun Railway Vehicles. Tudo foi aprovado, mas engenheiros brasileiros farão acabamentos mais detalhados quando oa carros chegarem ao Rio. É o caso, por exemplo, das alças pega-mão. “Os pega-mãos precisam de uma proteção para evitar machucar os dedos de quem segura. Isso será feito no Rio”, afirmou o presidente do Metrô Rio, José Gustavo Costa.

Antes de chegar ao Brasil, todos os trens serão experimentados em uma linha de testes de 1,8 km, já construída em Changchun, especialmente para o modelo brasileiro, com bitola maior que os encomendados por outros países. O primeiro teste será feito em junho. Os trens chegam de navio, já montados, e passam, no Rio, por novos testes, antes de entrarem em operação.

Porta entre vagões

Os atuais trens da linha 2 serão transferidos para agilizar a linha 1, porém, reformados, com refrigeração modernizada. As lâmpadas de LED dos novos vagões clareiam mais o ambiente e têm maior durabilidade, evitando que sejam queimadas como as fluorescentes, usadas atualmente. As de LED têm vida útil de sete anos, enquanto as fluorescentes, quatro meses.

A refrigeração dos trens será mantida em 23 graus, independentemente da temperatura do lado de fora. Não há portas entre os vagões, permitindo a livre circulação de passageiros, de acordo com a lotação de cada. Além disso, o sistema chamado gangway permite melhor distribuição do ar-condicionado. A novidade amplia a capacidade dos trens, já que passageiros podem viajar no espaço entre os vagões nos horários de rush. Em cada vão entre os trens, cabem mais de sete pessoas, segundo José Gustavo.

Transporte ‘olímpico’

Duas cidades-sedes dos Jogos Olímpicos em épocas diferentes servem como referência para mostrar a importância do metrô como transporte de massa no mundo: Beijing (China), sede dos Jogos em 2008, e Londres, que sediará evento a partir de 27 de junho.

Estações do Metrô de Londres, um dos mais antigos do mundo, serão reformadas para sediar as competições. A prioridade é a melhoria dos acessos, além da renovação e ampliação da frota. Uma empresa canadense está construindo novos trens.

Em Beijing, após o investimento feito pelo governo na expansão das linhas de metrô para os jogos, a situação mudou. Os trens tiraram o lugar dos ônibus e das bicicletas — que custam em torno de 200 iens, pouco mais que um lanche caprichado.

De olho nos Jogos Olímpicos no Rio, o Metrô Rio iniciou há três meses treinamento de todos os seus funcionários. A ideia é melhorar o operacional e o atendimento ao público.

Cinco minutos com José Gustavo Costa, presidente do Metrô Rio

O senhor acha que o carioca vai receber bem os trens com bancos longitudinais, com mais espaço para viajar em pé?
É uma tendência mundial. O número de lugares para sentar que se perde é pouco. Em várias cidades já funciona assim. Em Tóquio, por exemplo, nos horários de pico, não há nenhum espaço para sentar. Os bancos são dobráveis para dar mais espaço. Não chegaremos nem perto disso.

Qual será o treinamento de quem vai operar os novos trens?
Será um treinamento totalmente especial porque são trens muito diferentes dos atuais. Desde o sistema de tração, que é o coração do trem, até o ar-condicionado, é tudo mais sofisticado.

Quando será concluído o sistema de sinalização?
Não havia sistema de proteção instalado. Estamos em fase final de instalação de um novo sistema comprado ano passado. O grau de sofisticação é bem maior. O sistema atual permitiria incidente por falha humana, embora nunca tenha ocorrido. Mas o novo evitará falhas humanas, porque é automatizado.

Como estão as obras do metrô Uruguai?
Entre 24 e 36 meses estará funcionado. Temos compromisso de entregar em 2014, mas estou tentando fazer uma surpresa.

E obras de adaptação para acesso de deficientes?
Devem ser concluídas em uns seis meses. Será o primeiro dos metrôs que não foram construídos com acessibilidade que vai atingir os 100%.

Fonte: Extra Online

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Transporte ecologicamente eficiente, “O etanol na era do veículo elétrico''

O Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE) e a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) promovem, no dia 4 de maio, em São Paulo, o seminário “O etanol na era do veículo elétrico – transporte  verde e eficiente”. O programa do evento prevê o debate sobre os temas alta eficiência do motor exclusivo a etanol; a substituição do diesel pelo etanol no transporte urbano e a alternativa do uso do veículo elétrico híbrido a etanol; e o uso do etano de forma mais eficiente, frente a maior complexidade e competitividade potencial da nova matriz energética do país.

“A entrada de veículos elétrico-híbridos abre uma oportunidade para o etanol unir dois mundos. Posso afirmar que esse seria, de longe, o veículo mais verde do mundo”, revela Buarque de Hollanda, diretor geral do INEE. O Brasil já registra experiências no uso de VEH a etanol, como a patrocinada por Itaipu Binacional, com o desenvolvimento de um protótipo plug-in.

Ônibus, que foi usado em dezembro de 2010 na Reunião de Cúpula do Mercosul, usa em parte energia da rede elétrica, complementando a energia elétrica produzida a bordo, e usa motor de combustão interna de menor potência. Na Suécia, a solução é utilizada em 85 ônibus fabricados pela Scania que entraram em operação em 2010 e fazem parte do transporte público de Estocolmo. Até 2012, esta alternativa deverá atender a pelo menos 50% do transporte de passageiros da cidade.

O uso deste combustível já provou sua força por aqui. Os carros flex fuel, em 2010, responderam por 86% da vendas ou seja, 2,8 milhões de novos carros podem usar esse biocombustível, misturado ou não à gasolina. Além da fácil aceitação, o etanol traz ainda uma outra vantagem: de ser um combustível neutro do ponto de vista do efeito estufa e sua utilização reduz a poluição urbana, ao contrário da gasolina e do diesel.

A questão da eficiência será o destaque da mesa-redonda “Melhorando e aumentando o uso do etanol”, que será coordenada por Marcos José Marques, presidene do conselho diretor do INEE. O debate vai girar em torno das diferentes alternativas energéticas do país fazendo com que o espaço de cada uma seja corretamente utilizado, levando em conta a dependência do Brasil a eventual suprimento externo de energia ou a mercados mais interessantes a serem alcançados pela exportação.

Para ele, qualquer fonte primária de energia, desde a produção até o seu uso final, deve caminhar na linha da maior eficiência. “Em especial a cana de açúcar, base do etanol, pelas suas características específicas, propiciando ganhos importantes à matriz energética do país, inclusive no plano ambiental”, comenta o executivo, acrescentando que “para tornar competitivo, o etanol deve ter seu papel bem definido na política energética do país, especialmente quando o Pré-Sal parece definir os rumos do que pode ser uma linha equivocada”.

Fonte: Ambiente Energia
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