Em Salvador, BRT ou VLT é um debate desfocado, dizem especialistas

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sistema BRT
O debate sobre as soluções para a melhoria da mobilidade urbana em Salvador está desfocado. Deveríamos estar preocupados em definir qual o modelo de mobilidade para uma cidade sustentável. A questão é mais complexa do que o debate entre BRT ou VLT. O mais importante não é a tecnologia, mas o sistema de transportes que queremos, como estabelecer uma rede integrada, plural, que utilize diversos modais. A questão não é o projeto, mas o que está por trás dos projetos.

Esta tese foi defendida no dia 14 pelo professor Juan Moreno Delgado (UNEB/UFBA), estudioso de transportes públicos e mobilidade urbana, durante mesa-redonda promovida pelo Observatório da Copa Salvador 2014 (http://www.observatoriosalvador2014.com.br/) e realizada no auditório da Faculdade de Arquitetura da UFBA. O evento contou também com a participação do arquiteto e professor Armando Branco.
Os especialistas afirmam que, ao contrário do que diz a propaganda otimista de políticos e governantes, estamos perdendo o bonde da Copa 2014 quanto à implantação de estruturas urbanas definitivas na cidade de Salvador. A Copa deixa de ser a “janela de oportunidades” alardeada por uma razão básica: a falência do planejamento urbano de natureza pública faz com que a cidade não tenha projetos consistentes para aproveitar o volume de recursos disponíveis para os investimentos. O planejamento adquiriu caráter privado e está centrado apenas na questão da ampliação do aeroporto, do porto, da rede hoteleira e de um corredor de tráfego entre o aeroporto e a Arena Fonte Nova.

Tanto Juan Delgado quanto Armando Branco explicaram que o modelo de sistema de transportes está umbilicalmente ligado às questões de uso e ocupação do solo. As vias de transporte são decisivas no estímulo e ordenação (ou desorganização) da ocupação do solo urbano. Do modo como está sendo projetado o uso dos investimentos para a Copa, com o foco exclusivo no corredor Aeroporto - Arena Fonte Nova, a tendência é aumentar os problemas com a mobilidade urbana da cidade. “Estamos jogando gasolina no incêndio” resumiu Delgado.

Eles defenderam a implantação de uma rede integrada, plural, que aproveite o potencial dos diversos modais de transporte público – ônibus, trem, metrô, veículos leves sobre trilhos, bicicletas – e o desestímulo ao uso do automóvel. Armando Branco lembrou que Salvador tem atualmente 430 mil automóveis em circulação e que a cada dia 100 novos veículos são adicionados ao tráfego urbano.

VLT: Veículo Leve sobre Trilhos, Metrô Leve ou de superfície é uma espécie de trem ou comboio urbano e suburbano de passageiros, com equipamento e infra-estrutura mais "leve" do que a usada em sistemas convencionais de metrô. BRT: “Bus Rapid Transit” ou literalmente "trânsito rápido de autocarros" é um modelo de transporte coletivo de média capacidade. Constitui-se de veículos articulados ou biarticulados (ônibus especiais) que trafegam em pistas específicas ou em vias elevadas.



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Chuvas deixam caótico o trânsito em vários pontos do Recife

Foto: Bruno Fontes
É caótico o trânsito em vários pontos do Recife, na manhã desta terça-feira (19), com as chuvas que atingem a capital pernambucana desde a noite da última segunda. Na Zona Sul da capital, os alagamentos começam na avenida Herculano Bandeira, no bairro do Pina. Para chegar ao Cabanga, a fila de carros já está na altura do Hospital Português, no Paissandu.

Na avenida Domingos Ferreira, uma das principais de Boa Viagem, os carros se acumulam. Mais cedo, com pessoas tentando chegar ao trabalho e outras levando os filhos aos colégios - nas imediações do Santa Maria e do Colégio Boa Viagem, o engarrafamento é bastante grande.

Na avenida Recife e no Cais José Estelita, os motoristas também encontram dificuldades e precisam ter paciência. A Abdias de Carvalho, no trecho próximo à FIR, ficou submersa. Na rodovia BR-101, o deslocamento de carros é bastante lento, especialmente na altura da fábrica de embutidos São Mateus. Na avenida Norte, sentido subúrbio/cidade, os alagamentos estão provocando longo congestionamento.

Na rua do Futuro, nas Graças, uma árvore caiu no começo da manhã, em frente à entrada do Parque da Jaqueira. No Parque Amorim, a equipe da Globo Nordeste flagrou carros parados, danificados pelo grande volume de água que tiveram que atravessar - no Parque Amorim, havia quatro veículos esperando socorro, no começo da manhã. Durante o trajeto, nenhum agente da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) foi visto nas ruas.

De acordo com a previsão do tempo, o dia será nublado, com chuva o tempo todo no Litoral. Nas outras regiões, o sol aparece entre muitas nuvens e também há previsão de chuva a qualquer hora.


BARREIRAS

De acordo com o Corpo de Bombeiros e com a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), houve sete deslizamentos parciais de barreiras na Região Metropolitana, sendo dois no Recife, quatro em Jaboatão e um em Camaragibe, sem registro de vítimas.





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No Rio, Obras dos BRTs Transoeste e Transcarioca estão em andamento


Com mais de 4,5 milhões de veículos, incluindo neste total 3,2 milhões só de automóveis (dados do Denatran), a cidade do Rio de Janeiro enfrenta hoje sérios problemas de trânsito. Para melhorar esta situação, diversas obras de mobilidade estão sendo planejadas, uma já pronta (BRS), outras (BRTs e ciclovias) em andamento ou previstas para começar em breve.

A primeira mudança, já implantada, é o sistema BRS (Bus Rapid Service), inaugurado no dia 19 de fevereiro na avenida Nossa Senhora de Copacabana, na zona sul da cidade. Segundo os órgãos de trânsito, pela famosa avenida passam cerca de 21 mil veículos por hora, no horário de pico. O BRS é um sistema de faixas exclusivas de trânsito, organizadoras da circulação de ônibus, táxis e automóveis. No caso, a via foi dividida em quatro faixas, sendo duas do lado direito, destinadas somente ao transporte público, e duas à esquerda, para os demais veículos.

Mas o novo sistema ainda não é visto com bom olhos pelos motoristas de carros particulares, que reclamam do aumento do tempo de espera no trânsito. Já a Secretaria Municipal de Transporte (SMTR) rechaça as críticas, alegando que, com o corredor, 25% da frota de ônibus do bairro pode ser reduzida, com que a travessia dos 3,2 km da via por ônibus caindo pela metade.

Os técnicos da prefeitura afirmam que, se antes o motorista levava de 22 a 24 minutos para cruzar a avenida, agora esse tempo se reduziu a 10, 13 minutos. Para os agentes de trânsito e a guarda municipal da prefeitura outro fator positivo é o número de multas, que  também abaixou depois do BRS, em função, alegam as autoridades, do respeito dos motoristas às novas regras de circulação na avenida.

BRTs na Matriz de ResponsabilidadesAlém do BRS de Copacabana, a prefeitura prepara a cidade para receber a Copa e as Olimpíadas com a implantação de BRTs (Bus Rapid Transit), corredores expressos exclusivos para ônibus articulados. Dos quatro BRTs projetados, dois já saíram do papel: o Transoeste (Barra/Santa Cruz/Campo Grande) e o Transcarioca (Barra da Tijuca/Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador).

Outro BRT, o Transolímpico (Recreio dos Bandeirantes/Deodoro), entrará em processo de licitação este semestre, anuncia a prefeitura. Resta o TransBrasil, que percorrerá a avenida Brasil, uma das principais vias da cidade, ainda sem data prevista para iniciar.

Transoeste e TranscariocaA mais adiantada obra viária da cidade é o BRT Transoeste. A abertura do túnel da Grota Funda, na zona oeste, em julho do ano passado, marcou a inauguração do primeiro trecho da obra. Em abril, a Secretaria Municipal de Obras (SMO) promete concluir os trabalhos de implantação de um viaduto sobre a avenida das Américas, no cruzamento com a avenida Salvador Allende, na Barra da Tijuca.

Além disso, a SMO publicou no Diário Oficial da última terça-feira (29/3) o anúncio de licitação para a construção do lote 4 do corredor Transoeste, com previsão para ocorrer em maio. A estimativa de custo deste lote é de R$ 72 milhões, sendo o valor total da obra R$ 800 milhões. O corredor de 56 km está previsto para ser concluído em junho de 2012.

Já o corredor TT, também chamado de Transcarioca (custo aproximado de R$ 1,3 bilhão), foi dividido em dois lotes de obras, a serem concluídos em três anos. O lançamento do primeiro trecho (Barra da Tijuca, bairros da zona oeste e bairros da zona norte), de 28 km, ocorreu no mês passado. O corredor T5 terá ao todo 39 km e transportará cerca de 400 mil passageiros por dia.

A expectativa da prefeitura é de uma redução de 60% no tempo gasto no trajeto entre a Barra e a Ilha do Governador, passando por bairros da zona norte como Madureira e Penha. Dentro de uns 40 dias deve ser conhecido o consórcio que tocará as obras do segundo trecho (Penha ao aeroporto).

Originalmente as obras da Trancarioca deveriam ter começado em maio de 2010, com conclusão em março de 2013. Isto é o que definia o primeiro termo firmado na Matriz de Responsabilidades. Fosse assim, estaríamos vendo um atraso de quase um ano no cronograma. No entanto, informa a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Transportes, as metas foram revistas, e novos prazos foram acordados entre governo e Fifa. As datas estão sendo cumpridas, e são: início das obras em março de 2011 e prazo final mantido para daqui a três anos.

Ciclovias orçadasOutro modal de transporte que está sendo estimulado pelo governo do Rio é a bicicleta. Segundo a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos já está orçada uma obra de cerca de R$ 2,5 milhões para recuperar e revitalizar os 144,3 km de ciclovia existentes na cidade. Espera-se com isso prolongar a vida útil das ciclovias e aumentar o conforto e segurança dos usuários. Segundo a secretaria, o programa ainda inclui o restauro de todo o mobiliário urbano do entorno das ciclovias, como bicicletários, frades e gradis, além de instalação de sinalização horizontal e vertical.

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Fonte: Portal 2014

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Mobilidade Urbana no Recife: Muitos projetos e só um em execução

Ônibus e metrô lotados, engarrafamentos e uma explosão de veículos nas ruas. A infraestrutura viária da região metropolitana do Recife não acompanhou o crescimento da cidade.

Sem vazão para o grande número de automóveis e motos, e com o transporte público não atendendo com qualidade à população, a conclusão é que se fosse hoje, Recife não suportaria realizar um grande evento como a Copa do Mundo.


Fonte: Portal 2014

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Para mudar este cenário até 2014, as obras de mobilidade urbana previstas precisam ser agilizadas, e o sinal de alerta já acendeu: de todos os projetos integrantes da Matriz de Responsabilidades, apenas um saiu do papel, o Terminal Cosme e Damião de metrô.

Com obras iniciadas em janeiro deste ano, o Cosme e Damião conta com investimento de R$ 15,8 milhões do governo do estado. Ele vai facilitar o acesso à Cidade da Copa e terá capacidade para receber 40 mil passageiros por dia.

Já as obras do Corredor Via Mangue, primeira via expressa do Recife, com 4,5 km de extensão, deveriam ter sido iniciadas em julho passado. Mas a licitação sofreu atrasos, e os envelopes com as propostas das empresas habilitadas  só foram abertos no dia 23 de março. As propostas agora estão sendo analisadas pela Empresa de Urbanização do Recife (URB), que escolherá o vencedor. O corredor ligará a ponte Paulo Guerra, no bairro do Pina, à avenida Antônio Falcão, em Boa Viagem. Ações de saneamento, urbanização e habitação estão incluídas no projeto, a cargo da prefeitura do Recife. 

Outra obra muito atrasada é o Corredor Norte-Sul. Pelo cronograma original, ela deveria ter começado em abril do ano passado. Com 15 km de extensão, o Norte-Sul passará por seis municípios da RMR, saindo de Igarassu até Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes. A obra ainda não foi licitada, como também não o foi a dos corredores Leste-Oeste e da Avenida Norte. A Secretaria das Cidades esclarece que a licitação só será lançada depois de feita a escolha do modal, ou seja, o tipo de sistema de transporte que será utilizado nos corredores de transporte do Recife. 

BRT ou monotrilho?A escolha do modal para os corredores é um assunto polêmico, inclusive para o meio técnico. Alguns especialistas apontam o BRT (Bus Rapid Transit) como o sistema mais adequado para o Recife, e ele já consta inclusive na Matriz de Responsabilidades. Mas, na opinião do vice-presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia Regional Pernambuco (Sinaenco-PE), Ilo Leite, o monotrilho seria a melhor solução. Segundo ele, o volume de passageiros transportados pelo BRT é limitado: “O BRT não dá conta do tamanho de problema que temos na cidade. A longo prazo, não seria eficiente”, argumenta.

Para o diretor do Sinaenco, o importante é que as obras sejam planejadas "de olho no futuro, e não apenas para resolver demandas imediatas". "A RMR deve ser vista com o olhar do amanhã. Não podemos continuar planejando o país olhando para os pés; temos que nos voltar para a frente”, alerta o especialista.

O Grande Recife Consórcio, órgão gestor do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife (STPP/RMR), opera com 382 linhas de ônibus e duas de metrô. No total, dois milhões de passageiros por dia são transportados pelo modelo, que divide-se em sistema complementar e sistema estrutural integrado. O primeiro utiliza veículos convencionais e microônibus, e o integrado opera com linhas de ônibus e metrô. Há diversas alternativas de deslocamento, com integração em terminais fechados e pagamento de tarifa única. Hoje, 13 terminais do sistema estrutural integrado estão em funcionamento e, até o final de 2011, informa o órgão gestor, sete novos terminais serão construídos e dois ampliados. 

Obras complementaresA principal via de acesso até a Arena Pernambuco, a BR-408, está sendo duplicada pelo governo do estado. Com 60% da obra já concluída, e investimento total de R$ 120 milhões, a obra compreende 19,7 km de extensão, entre Carpina, São Lourenço da Mata e Jaboatão dos Guararapes. A previsão de finalização é dezembro de 2011. Para facilitar o acesso ao estádio, serão erguidos também dois viadutos, de 2 km, entre Jaboatão e São Lourenço da Mata, ao custo de R$ 22 milhões. A obra está em fase final de licitação e o prazo de execução é de dez meses.

Principal acesso ao pólo turístico no litoral sul de Pernambuco, a Estrada da Batalha, na PE-008 (Jaboatão dos Guararapes), será duplicada em 6 km, com investimentos de R$ 160 milhões. A obra inclui ainda dois novos viadutos e um túnel, além de um centro cultural e uma grande área urbanizada na região. Um dos viadutos está pronto, e o outro sendo finalizado. Mais da metade das obras do túnel foram feitas e falta concluir a duplicação no trecho entre os dois viadutos.

Em maio próximo, o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, prometeu apresentar ao governador Eduardo Campos um novo projeto de melhoria da mobilidade urbana na região metropolitana do Recife. O projeto Contorno do Recife prevê a requalificação do trecho urbano da BR-101, de Cabo de Santo Agostinho até Igarassu, e a construção de um corredor inteligente de ônibus, que será interligado a vários corredores viários, como o Binário de Cajueiro Seco, avenidas Abdias de Carvalho, Caxangá e Norte. O orçamento inicial da obra é de R$ 400 milhões.
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Em São Paulo, Motoristas deixam os carros pelas bicicletas para fugir do trânsito

Moradores de grandes cidades têm abandonado o carro e preferido viajar até o trabalho de bicicleta. Só em São Paulo, são mais de 200 mil pessoas que deixaram os engarrafamentos e decidiram circular pela capital sobre duas rodas.

São vendidos cinco milhões e meio de bicicletas no país, por ano. Metade dos compradores as usam para trabalhar, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes.

Uma pesquisa do Metrô de São Paulo revelou que sete de cada dez viagens de bicicleta são de pessoas indo para o trabalho. Na capital paulista, são 214 mil pessoas indo ou voltando do trabalho, sobre duas rodas.

Fonte: R7.com
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Projeto quer acabar com dupla função de motorista de ônibus em Curitiba

A dupla função que alguns motoristas do transporte coletivo de Curitiba são obrigados a fazer no trabalho será tema de discussão hoje, quando o plenário discute o projeto de lei que proíbe que o motorista também faça a cobrança da passagem de ônibus. O objetivo da proposta, segundo o autor do projeto, vereador Denilson Pires (DEM), é prevenir acidentes e proteger a saúde do trabalhador.
Ontem, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas do Transporte Coletivo de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), convocou a categoria para participar do debate e pressionar os vereadores na hora da votação do projeto. Há tempos o Sindimoc  se manifesta contra a dupla função desenvolvida pelos motoristas.

Denilson Pires, que já foi cobrador de ônibus e presidente do Sindimoc, alerta para a dificuldade da função, especialmente com o tipo de trânsito enfrentado na Capital. “É absolutamente incompatível obrigar o motorista de transporte coletivo a efetuar cobrança de passagens, diante do paradoxo gerado pela pressão do cumprimento de horários e o constante aumento de fluxo de veículos”, justificou.
O tema, aliás, já foi motivo de discussão desde a semana passada. “A dupla função deveria ser banida. Motorista e cobrador devem trabalhar nos ônibus, inclusive para a segurança”, posicionou-se o vereador Pedro Paulo (PT), logo após a explanação de um outro projeto, do vereador
Jair Cézar (PSDB), sobre pagamento de salário diferenciado a motoristas que conduzem veículos fora do padrão.
Acidentes — Para embasar o seu projeto, Pires alerta sobre o aumento do número de acidentes no transporte coletivo. De acordo com o Sindimoc, ocorreram 784 acidentes em 2009, que deixou 571 feridos e, em 2010, foram 819 acidentes e 582 feridos. A frota de ônibus da Capital representa menos de 1% do total de veículos emplacados na cidade, mas estão em pelo menos 10% dos acidentes com vítimas.
Pires ainda apontou os casos de afastamento do profissional do trabalho, muitas vezes causados pela estafa. Afastamentos por estafa e depressão são muito comuns, chegando ao índice de 8% sobre o total de profissionais, segundo ele.

Salário diferenciado — Já o vereador Jair Cézar defendeu um requerimento para que o Executivo crie uma política de salários diferenciados para os motoristas que dirigem veículos fora do padrão, como os novos biarticulados azuis que fazem a linha Ligeirão. O requerimento de sugestão ao Executivo, submetido ao plenário na semana passada, foi aprovado. Um dos motivos da sugestão se baseia em prevenção quanto à sobrecarga ao profissional.

O terceiro-secretário da Câmara e motorista de ônibus por mais de 15 anos, vereador Jairo Marcelino (PDT), também se pronunciou. Sugeriu a redução de uma hora diária na jornada de trabalho, para beneficiar esses motoristas que dirigem veículos fora do padrão.
Fonte: Bem Paraná
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Dist. Federal terá sistema de transporte VLP que vai ligar Gama e Santa Maria ao Plano Piloto

A Câmara Legislativa aprovou em sessão extraordinária nesta quarta-feira (13) o projeto de lei nº 278/2011, do Executivo, que altera o Plano Plurianual (PPA) 2008/2011 para incluir os recursos necessários à construção do sistema Veículo Leve sobre Pneus (VLP), transporte em via exclusiva para grande número de passageiros. O projeto foi aprovado por unanimidade e segue agora à sanção do governador Agnelo Queiroz.

A votação foi feita em regime de urgência e contou com o apoio de todos os distritais, inclusive da oposição. A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) se reuniu extraordinariamente no próprio Plenário para acelerar a votação. O presidente da CEOF, deputado Agaciel Maia (PTC), enalteceu o comprometimento dos integrantes do colegiado.

De acordo com o projeto, em 2011 serão investidos R$ 203 milhões no VLP. O custo total de implantação do novo sistema é estimado em R$ 700 milhões. Uma parte dos recursos virá do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.

O novo sistema deverá ligar o Gama e Santa Maria ao Plano Piloto e terá capacidade para transportar aproximadamente 20 mil passageiros por hora.

O deputado Chico Vigilante, líder do bloco PT-PRB, agradeceu o apoio da oposição e destacou que o novo transporte vai beneficiar a população mais pobre destas cidades.

Já a deputada Eliana Pedrosa (DEM) ressaltou que a oposição não se nega a apoiar quando o projeto é bom para a população.

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Fonte: Camara Legislativa DF

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BRT e monotrilho de Manaus não ficarão prontos para a Copa

As obras de mobilidade urbana planejadas para atender a cidade-sede de Manaus na Copa de 2014 não serão concluídas antes de 2014. No máximo alguns trechos do monotrilho e do Bus Rapid Transit (BRT) ficarão prontos para atender turistas e a população da cidade durante o mundial, de acordo com o coordenador da Unidade Gestora dos Projetos da Copa do Estado do Amazonas (UGP Copa), Miguel Capobiango.

Em entrevista ao iG, Capobiango afirma que as obras de transporte não têm chance de serem finalizadas até 2014. “Parte da mobilidade urbana deve estar funcionando, mas nem tudo estará completo”, diz.

Para a UGP Copa, o atraso não é visto como um problema. “A mobilidade preocupa, mas não para a Copa. Mesmo sem essas obras a cidade teria capacidade de receber turistas porque entendemos que eles vão se locomover de outras maneiras, com pacotes fechados”, afirma Capobiango.

Por entender que os turistas chegarão ao estádio em ônibus turísticos, o Estado está investindo em um grande estacionamento para ônibus ao lado da Arena da Amazônia, onde acontecerão os jogos.

Já a população deve contar apenas com o sistema atual de transporte coletivo. Capobiango acredita que este sistema deve dar conta dos moradores de Manaus que queiram ir ao estádio para ver os jogos. “A área da Arena já sedia hoje os maiores eventos da cidade porque é próxima ao Sambódromo e à Vila Olímpica e tudo funciona bem”, afirma.

O coordenador do UGP Copa, diz ainda que o monotrilho e o BRT serão construídos independente de ficarem prontos para o mundial. “(O projeto de mobilidade urbana) é muito importante para a população, muito mais do que para a Copa”, afirma.

Supostas irregularidades e falta de financiamento impedem avanço das obras

Segundo o coordenador do UGP Copa, as obras de transporte em Manaus não avançam porque o Estado espera a liberação de recursos federais que serão obtidos por meio de financiamento da Caixa Econômica Federal. O projeto básico foi finalizado e o próximo passo é desapropriar as áreas em que o BRT e o monotrilho devem passar.

O orçamento do projeto prevê até R$ 200 milhões de financiamento pela Caixa para o BRT e R$ 600 milhões para o monotrilho. Os valores correspondem a 78% e 42% do custo das obras, respectivamente. O restante é de responsabilidade do governo local.

A Caixa suspendeu o processo de financiamento por recomendação do Ministério Público Federal (MPF). Ao analisar o projeto básico do monotrilho, o MPF teria constatado falta de detalhamento nos projeto arquitetônico, entre outros problemas.

O projeto do BRT também tem vários questionamentos do MPF. Entre eles estão supostas irregularidades orçamentárias, como a de uma planilha de gastos genérica que poderia prejudicar os cálculos do projeto e levar a superfaturamento.

“A etapa agora é de esclarecer estes questionamentos e destravar o financiamento da Caixa”, explica Capobiango.

Conheça os projetos

BRT – O projeto de Manaus prevê uma ligação de 23 km entre as regiões norte/leste e o centro da cidade. Deve passar pelo setor hoteleiro e formar um anel com o monotrilho. O custo total do projeto é de R$ 256 milhões.

Monotrilho – Os trens ligarão a região norte ao centro de Manaus. Serão 9 estações em 20,2 km. O percurso passa pela rodoviária, pelo setor hoteleiro e pelo estádio Arena da Amazônia, onde os jogos acontecem. O investimento é de R$ 1.433 milhões.
 



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Em Olinda, Reforma no terminal de Rio Doce já dura um ano e passageiros reclamam

O terminal de ônibus de Rio Doce, em Olinda, passa por reformas há mais de um ano. Mas os passageiros reclamam que as obras – que afetam as viagens das 12 linhas de ônibus – são feitas em um ritmo muito lento. “Está faltando muita coisa para melhorar. Ajeita de um lado e outro fica aí, horrível”, diz a recepcionista Gabriela Rodrigues.

Logo na entrada, é possível encontrar pedras de paralelepípedos soltas, que dificultam a circulação dos ônibus. Mais adiante, uma tela isola a área que está sendo recuperada. A reforma obriga os motoristas a usarem apenas parte das plataformas.

Motoristas e cobradores dizem que um piso do terminal foi concluído há apenas quinze dias e, por incrível que pareça, já tem pedras se soltando. A reforma deveria incluir, também, a pintura do terminal, que está com paredes bem sujas.

A sujeira dos banheiros já começa pelo lado de fora. Dentro, as pias estão quebradas e a instalação elétrica é precária. Um dos banheiros está com uma madeira impedindo a passagem: é que a parede foi pintada, mas ele não pode ser usado.

Enquanto a reforma não é concluída, os passageiros sofrem com a demora dos ônibus. “Horrível. A gente passa uma hora aqui na parada. Quando o ônibus chega, lota. E aí tem mais duas horas de viagem”, lamenta o auxiliar de escritório Mauro Lima.

O Grande Recife Consórcio de Transporte explica que o atraso na obra é porque ela está sendo feita enquanto o terminal continua funcionando. Eles afirmam que o piso está sendo trocado e que também será feita a pintura e a troca da instalação elétrica e da encanação dos banheiros. Segundo o Consórcio, o serviço deve acabar até o fim de julho.




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Frota do transporte coletivo de Ribeirão Preto é aprovada em inspeção ambiental

A frota do transporte coletivo urbano de Ribeirão Preto conta com 85% de ônibus em conformidade com as normas de inspeção veicular ambiental. No total, foram feitas inspeções nos 301 veículos das empresas permissionárias Transcorp, Turb e Rápido D’Oeste pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Transerp e Associação Brasileira para Segurança Veicular (ABSV). Do total, 256 ônibus atenderam às normas.

Os dados serão repassados ao Programa Verde Azul, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, onde as cidades paulistas recebem pontuações por suas ações ambientais e se destacam em ranking. No ano passado, Ribeirão ficou em 56º lugar, com 85,99 pontos.

Fonte: EPTV



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O Brasil está pagando um preço alto pela falta de mobilidade

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