Em João Pessoa, Estudantes poderão fazer a recarga online do cartão Passe Legal a partir desta terça

segunda-feira, 21 de março de 2011

Os estudantes usuários dos ônibus urbanos de João Pessoa não precisarão mais de deslocar a um dos oito postos da Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (AETC-JP) para efetuar a recarga de seus cartões. A partir desta terça-feira (22), a recarga passa a ser disponibilizada pela Internet, através do www.passelegal.com.br. O lançamento do novo sistema, que já está disponível para pessoas físicas e, em breve, também para o cartão Cidadão, será realizado na sede do Instituto Federal da Paraíba, antigo CEFET, na Rua 1º de Maio, em Jaguaribe. Representantes da AETC, do DCE e da direção do IFPB e de entidades estudantis participarão da solenidade, marcada para às 9h.

O diretor executivo da AETC-JP, Mário Tourinho, explica que o serviço online de recarga representa um avanço na melhoria do atendimento aos estudantes. “As empresas, pessoas jurídicas, já dispõem deste atendimento diferenciado. A partir desta terça-feira, os estudantes passam a dispor desta comodidade e, logo em seguida, ampliaremos esse serviço para os portadores do cartão Passe Legal Cidadão, numa demonstração de que a AETC-JP está sempre em busca de formas de melhor atender seus passageiros”, argumenta Mário, lembrando que mesmo com a disposição do sistema online, a recarga física nos postos continuará a ser realizada. “Quem não tem acesso a Internet, continuará utilizando os postos para fazer a recarga de seu cartão”, complementa ele.

A AETC tem em seu cadastro cerca de 150 mil cartões Passe Legal Estudante, mas, deste universo, aproximadamente, 80 mil fazem recargas regularmente. “A recarga online tem o objetivo de tornar o mais desburocratizante possível o processo de recarga dos cartões facilitando a vida dos nossos clientes”, finaliza Mário.

Fonte: ClickPB

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Cartões do sistema de transporte coletivo de Sorocaba com novos modelos são gratuitos

A solicitação de cartões do sistema de transporte coletivo, nos novos modelos, em 11 categorias, lançados recentemente pela Urbes, ou a substituição dos cartões antigos pelos novos não tem nenhum custo para os usuários. Basta apenas apresentar documento de identidade e fazer o pagamento do valor de duas tarifas, que dá direito a duas passagens pela catraca de um dos terminais ou de dentro dos ônibus. A informação é da Urbes, responsável pela administração do sistema.

A empresa pública continua a cobrar a taxa de R$ 4 para emissão de segundas vias em razão de danos por quebra, cortes ou dobras. Mas, na prática, esse procedimento não foi adotado com a dona de casa Ivanete Fulini, 47 anos. Segundo ela, o valor foi cobrado sem os motivos alegados pela empresa municipal. Ivanete procurou quinta-feira a central de atendimento do Terminal São Paulo para fazer a troca. Ela utiliza o passe social diariamente e disse ter ficado surpresa com a cobrança de R$ 4. De acordo com Ivanete, o seu cartão tem um ano de uso e não está danificado. "O próprio presidente da Urbes [Renato Gianolla] afirmou nas entrevistas que não teria custo nenhum a aquisição do cartão, mas pelo que eu vi não é bem isso", comenta.

A usuária do transporte urbano também foi informada pela funcionária da central de atendimento que, para a troca, o cartão antigo seria retido e o novo disponibilizado 48 horas depois para a transferência dos créditos. A reportagem do Cruzeiro do Sul entrou em contato com a Urbes, sexta-feira à tarde, pelo telefone (15) 3331-5000. Uma atendente confirmou que é cobrada a taxa de R$ 4 para quem busca a troca do cartão danificado pelo novo.

Mais categorias
A Urbes esclarece que não há a necessidade de nenhuma troca de cartões. Os antigos continuam válidos e utilizados no sistema de transporte coletivo de Sorocaba. Os usuários que tenham cartões gastos ou danificados pelo tempo de uso e queiram trocá-los poderão ir a qualquer unidade da Casa do Cidadão ou na central de atendimento, ao lado do Terminal São Paulo, para fazer a troca. Entre os novos modelos, as substituições por segundas vias e trocas, foram entregues 1.400 cartões.

Os novos cartões são divididos em 11 categorias, cada um com uma cor. As mais usuais são o cidadão, estudante, vale-transporte, sênior e especial. No futuro, a Urbes pretende liberar a os cartões unitário, criança cidadã - para menores de 5 anos de idade - e empresarial. O objetivo da empresa é extinguir ainda este ano o uso dos bilhetes de papel.
 

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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Em BH, Acontece amanhã segunda etapa da interdição da Av. Antônio Carlos

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A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da BHTRANS, informa que, em virtude de obras para duplicação da Pedro I, executadas pela Sudecap, será realizada a segunda etapa da interdição da circulação de veículos na parte interna da Trincheira da Avenida Antônio Carlos, no cruzamento com a Avenida Santa Rosa, a partir das 8h, terça-feira, dia 22/3. A interdição será realizada no sentido sentido Centro/Bairro.

Para a segurança de todos, a BHTRANS indica os motoristas a redobrar a atenção, respeitar a sinalização implantada e as orientações dos agentes de trânsito.

Todo o trecho do desvio está sinalizado com placas, semáforos e faixas de tecido para orientação aos condutores. Agentes da Unidade Integrada de Trânsito (BHTRANS e PMMG) e da Guarda Municipal irão monitorar o tráfego na região.

DESVIOS

Com a interdição, os veículos pesados e ônibus que trafegam pela Av. Antônio Carlos permanecerão circulando pelas pistas laterais (parte superior) na trincheira. Os veículos leves deverão utilizar os seguintes desvios:

A partir da terça-feira, dia 22/3, às 8h - Sentido Centro/Bairro: ...Avenida Presidente Antônio Carlos, Avenida Magalhães Penido, Rua Henrique Cabral, Rua Coronel Fraga, Avenida Presidente Antônio Carlos...

Desde sábado, dia 12/3, está em vigor o desvio no Sentido Bairro/Centro: ... Barragem da Pampulha, Avenida Otacílio Negrão de Lima, Alameda das Latânias, Alameda Ipê Branco, Avenida Presidente Antônio Carlos...


Fonte: BHTrans

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Em São Paulo, Estação Butantã abrirá no dia 28 e terá linha direta para USP

Prevista para ser inaugurada no próximo dia 28, a estação Butantã da linha 4-amarela do Metrô paulistano trará algumas mudanças ao sistema de ônibus da região.
Assim que a estação entrar em operação, a SPTrans, responsável pelo transporte municipal, colocará em circulação duas linhas de ônibus ligando o terminal urbano anexo à nova estação.
A primeira, chamada Butantã-USP, fará a ligação entre o metrô e a Cidade Universitária. A segunda, batizada de Butantã-Luz, circulará pelo corredor da avenida Rebouças com destino à estação da Luz.
A operação da nova linha será provisória. Segundo a SPTrans, essa linha só funcionará até que a estação Luz da linha 4 seja inaugurada -a previsão é para o segundo semestre.

TUDO PAGO
Em outubro do ano passado, cogitou-se a criação de uma linha circular, gratuita para alunos e funcionários, que ligaria o campus ao metrô Butantã, ao largo da Batata e à estação Hebraica-Rebouças da CPTM.
Segundo a assessoria de imprensa da USP, no entanto, o projeto de gratuidade não foi possível devido ao custo operacional da linha. O trajeto da nova linha Butantã-USP terá uma extensão de 16 km e percorrerá os principais pontos campus.
Segundo estimativa da SPTrans, a linha será atendida por sete veículos, com intervalo inicial entre ônibus próximo a seis minutos. Os circulares gratuitos e gerenciados pela USP continuarão seu trajeto normal, assim como as atuais linhas regulares da SPTrans que trafegam pelo campus.
A despeito da incerteza das datas de inauguração das novas estações da linha 4, que já foram adiadas diversas vezes por causa de atrasos nas obras, o Metrô afirma que o cronograma de operações para primeiro semestre será mantido.

PINHEIROS
A Folha apurou que, em abril, deve ser aberta a estação Pinheiros, cuja integração com a linha 9 da CPTM deve acontecer em maio. E, ao fim do semestre, o trecho entre Paulista e Butantã será operado em horário normal: das 4h40 à 0h.
A SPTrans informou ainda que, quando a estação Butantã estiver operando em horário normal, realizará novos estudos de demanda para verificar se haverá necessidade de diminuir ou fracionar linhas que hoje ligam a zona oeste ao centro.


Fonte: Folha.com

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Grande Recife amplia prazo de validade da carteira de estudante 2010 até 30 de junho

O Grande Recife Consórcio de Transporte irá prorrogar até o dia 30 de junho de 2011, a validade das carteiras de estudante de 2010, dos alunos do ensino médio, fundamental e de cursinhos pré-vestibulares de toda a Região Metropolitana do Recife. Originalmente, o prazo de validade da versão 2010 do documento seria encerrado no próximo dia 31 de março.

A decisão foi tomada para evitar prejuízos aos estudantes, já que apenas cerca de 105 mil carteiras foram solicitadas pelas escolas em 2011. A média de emissão anual de carteiras é deve ultrapassar as 390 mil unidades este ano. Até o momento, 1.205 mil carteiras já foram entregues as escolas e outras 4.288 mil estão prontas aguardando o resgate. O restante, pouco mais de 26 mil carteiras, está em fase de confecção pelo Grande Recife e, em breve irão estar à disposição das instituições de ensino. O prazo para a entrega da carteira de estudante 2010, a partir da documentação enviada pelas instituições de ensino, é de 30 dias úteis.

Até o momento, 1.530 escolas atualizaram o cadastro, número abaixo da média, se comparado as 2.095 escolas cadastradas no ano passado. Desse contingente de instituições de ensino, apenas 563 escolas solicitaram remessas para a emissão de novos documentos.

Salientamos que desde o último mês de janeiro o Grande Recife disponibilizou as escolas os formulários para distribuição entre os estudantes. Infelizmente, no entanto, a maior parte das instituições de ensino têm demorado para fazer o recadastramento, e consequentemente a solicitação, coleta e o repasse destes formulários para o Grande Recife.

É importante que os estudantes e seus familiares estejam em contato permanente com as escolas, cobrando das instituições o envio das informações ao Grande Recife e o resgate imediato do material impresso.

Os formulários de requerimento podem ser obtidos pelo site www.granderecife.pe.gov.br e entregue nas escolas. As consultas sobre a emissão da carteira podem ser feitas através do mesmo site e da Central de Atendimento ao Cliente do Grande Recife pelo telefone 0800.081.01.58.

Informações sobre a carteira de estudante 2011:

Carteiras solicitadas: 105.840 mil
Carteiras entregues: 1.205 mil
Carteiras prontas: 4.288 mil
Carteiras em processamento: 26.314 mil
Prazo de entrega da carteira de estudante 2011: 30 dias úteis


Fonte: CGRT

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Metrô de fortaleza está com 87% da obra está pronta, mas linha só deve operar em 2012

Depois de 12 anos de espera, o Metrô de Fortaleza finalmente vai começar a operar no fim do ano, em fase de teste, na linha Sul. Mas, o trajeto será somente do Centro de Manutenção da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), em Pacatuba, até a estação Couto Fernandes. Apesar de 87% da obra estar concluída, de acordo com a Companhia, duas estações pouco avançaram: a José de Alencar, onde funcionava o Beco da Poeira, e a Xico da Silva, no Centro. A operação comercial só deve iniciar, portanto, no fim de 2012.

“As duas estão no início, principalmente, a José de Alencar. Lá tivemos o problema da retirada dos camelôs”, justificou o diretor de Implantação do Metrofor, Diogo Cruz, na manhã de ontem, durante visita da Comissão Especial da Copa, da Câmara Municipal, às obras.

Ele informou que, além da conclusão das estações, ainda será preciso esperar, até janeiro de 2012, a chegada de mais 18 carros. Até agora, dois trens já estão no Centro de Manutenção. Os carros vão formar uma só composição que terá capacidade para 900 pessoas.

Durante a visita, o diretor apresentou também o projeto da linha Parangaba/Mucuripe, com 13 quilômetros em superfície. Até o mês que vem, o Metrofor vai receber o projeto do trecho. E o processo de licitação deve ocorrer em junho. Está nos planos da Companhia também a linha Leste (subterrânea), que vai ligar o Centro à Washington Soares, passando pela Aldeota. “Ainda não temos recurso para esse projeto. A gente estimou em cerca de R$ 3 bilhões”, disse. Apesar de ainda não ter verba, Diogo disse que o projeto já está andamento.

Visita
Cinco vereadores da Comissão Especial da Copa, da Câmara Municipal, visitaram duas estações: Parangaba (elevada) e Benfica (subterrânea). Na Parangaba, a parte elevada está quase pronta, com os trilhos de concreto. Falta o trecho que vai passar por cima da antiga estação. “Estamos esperando chegar uma máquina nova para poder colocar as vigas”, explicou Diogo Cruz.

É preciso também dar continuidade ao acabamento. As escadas estão prontas e o espaço para elevador, também. Mas faltam os quiosques que vão funcionar na parte de baixo do elevado.

Na estação subterrânea do Benfica, a obra já está mais adiantada. Além da parte externa quase finalizada, com jardins e estruturas de madeira, o acabamento da parte interna já se destaca. As placas de informação estão nos seus lugares. Os vidros foram colocados. Os trilhos de concreto já foram montados em um dos lados.

A comissão, que tinha como objetivo obter informações para cobrar o andamento das obras, aprovou o que viu. “Nós passamos e não conseguimos ver as obras. Mas hoje (ontem) comprovamos que está bem encaminhado”, avaliou o vereador Leonel Alencar, presidente da comissão.

Fonte: O Povo Online

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Andar de ônibus em Santo André é calvário

Atravessar Santo André de ônibus no fim da tarde significa até cinco horas perdidas no trânsito. O calvário de quem depende do transporte público fica mais latente na longa fila de carros que se forma nas principais avenidas. Por exemplo: passageiros das linhas que saem de São Caetano e viajam até Mauá sabem que não vão estar em casa antes das 22h.

A equipe do Diário acompanhou a rota que muitas pessoas fazem diariamente. Saiu do início da Avenida Goiás, em São Caetano, e foi até a Rua Catequese, em Santo André, percurso de cerca de nove quilômetros. Foram duas horas e 40 minutos de viagem, sendo que duas horas e meia apenas a partir do momento que o ônibus entrou na Dom Pedro II.

Os veículos são precários, e no fim do verão ninguém sabe se é melhor passar calor ou se molhar. "É complicado. Se a gente abre a janelinha, a chuva molha. Por outro lado, o calor é insuportável e só aumenta o cansaço", contou o auxiliar de escritório Jorge Victor Firliano Santos, 21 anos.
Linhas de ônibus que vão até Mauá, por exemplo, podem ser tomadas na Avenida Goiás, em São Caetano. Com quatro faixas de rodagem, a via permite fluidez até a divisa com Santo André, na Avenida Dom Pedro II. O calvário começa aí.

Empurrões, conversas em voz alta entre os passageiros e, fora do ônibus, buzinas e sons típicos do estresse caótico que o tráfego de Santo André provoca. Assim que os usuários percebem que o trânsito vai travar, iniciam pequenas manias para dispersar o cansaço e distrair a cabeça cansada após um dia de trabalho. Abre-se um livro, faz o piso de assento, ouve-se uma música.

Mas, depois de 30 minutos, o ônibus não conseguiu andar dois quarteirões da Dom Pedro II. "É horrível. A gente dorme, acorda e não sai do lugar quando chega em Santo André", disse a operadora de telemarketing Juliana Santos Silva, 27. Ela trabalha em São Caetano e mora na Vila Luzitano, em Mauá.

"Demora de quatro a cinco horas para chegar em casa quando começa a chover", contou a faxineira LucieneTemoteo, 34.
Na Dom Pedro II, onde os agentes de trânsito não aparecem para auxiliar os condutores, passageiros pedem para descer pelo menos duas quadras antes do ponto.

ATRASOS
Maria José Andrade, 48, se diz acostumada a chegar em casa tarde da noite nas sextas-feiras. Nesses dias ela tenta sair o mais cedo possível do trabalho. A preocupação é o marido, que já está em casa a partir das 20h. "Eu até tento chegar cedo para fazer a janta. Mas é praticamente impossível."

Mecânico troca o carro pela bicicleta

É simplesmente desesperador ficar mais de quatro horas dentro de um ônibus com o trânsito de Santo André congelado. Pior que isso, é sempre chegar atrasado no trabalho e escola. Por isso, o técnico em mecânica Mauro Rogério Rucco, 55 anos, deixou o carro na garagem há dois meses e decidiu ir até São Caetano, onde trabalha, de bicicleta.

Ele presta serviços como terceirizado de uma montadora de veículos no município. O sonho é ser efetivado como funcionário, mas precisa concluir o Ensino Médio - que teve de interromper há 30 anos para começar a trabalhar. Para isso, iniciou o curso supletivo, em uma escola no Centro de Santo André. "Mas todos os dias eu perdia a primeira aula, e assim não dá para pegar o diploma", queixou-se.

No fim do ano passado, resolveu comprar uma bicicleta. "No início, era só para lazer, mas depois fiz os cálculos e percebi que conseguia adiantar minha rotina com ela", explicou.

Ele deve bater o ponto de entrada na empresa exatamente às 7h. "Quando eu andava de ônibus, sempre chegava 15 ou 20 minutos atrasado", contou. Pedalando, além de se exercitar, Rucco conseguia um tempinho para o lanche antes do expediente. "De bicicleta, chego sempre entre 20 e 30 minutos antes de começar a trabalhar. E também não pego o estresse do trânsito pela manhã", comentou.

A mesma coisa é a chegada ao supletivo. "Comecei a chegar bem antes das aulas. Dava para descansar, tomar uma água. Pena que a Prefeitura não pensa em fazer uma ciclovia", criticou o mecânico.

Na visão dele, não falta muito para o fluxo de Santo André chegar ao estágio de estátua. "Quando eu era mais novo e já consertava carro, era muito difícil ver tantos veículos novos nas ruas. Hoje em dia, a frota aumenta e se renova todos os anos. Logo não vai dar mais para dirigir", disse.
Para quem nasceu e morou 55 anos na cidade, é fácil perceber onde está o erro. "A coisa ficou pior depois que a Prefeitura começou a reformar o viaduto (Adib Chammas)", apontou.

PERDEU AULA
Ontem, seu Mauro não foi de bicicleta para o trabalho por causa da chuva. E também não conseguiu chegar à escola. Teve de passar a viagem sentado na escadinha do ônibus, que ficou preso por mais de duas horas no trânsito da Avenida Dom Pedro II.

Cobrador até desce do ônibus para fumar

O trânsito dentro de Santo André é tão lento depois das 17h que é possível descer do carro, fumar um cigarro e voltar para a direção. Ontem, enquanto a equipe do Diário acompanhava o drama dos usuários de ônibus,foi possível flagrar todos os tipos de infração de trânsito: motos que trafegam sobre calçadas, carros que param em cruzamentos, veículos que avançam o sinal vermelho. E nada de fiscalização.

Quem fez do trânsito um meio de ganhar a vida adquiriu manhas para matar o tempo e não deixar o nervosismo subir à cabeça. O cobrador Isack Oliveira, 37 anos, tem 12 de profissão. Atualmente ele trabalha em linhas que cruzam todo o Grande ABC. A pior parte da viajem, segundo ele, é o trecho que corta Santo André.

Na Avenida Dom Pedro II, ele se permite fumar um cigarro durate o anda e para típico do fluxo daquela via. E dá tempo até de fazer uma ligação. "Fica tudo parado quando a gente chega aqui. Às vezes o motorista deixa as portas abertas, para o ar passar. Daí, saio, acendo um cigarro e relaxo. Depois, é só voltar para cobrar a passagem de quem entrou."

Quando a tempestade cai e as vias de Santo André ficam debaixo d''água (pela falta de projetos de drenagem), os motoristas de ônibus têm uma tática. "Eles desviam o caminho. Fica para trás quem está nos pontos", contou o carpinteiro Ivanildo Andrade, 30 anos, que mora em Mauá e trabalha em São Caetano.



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Em São Paulo, 70% dos ciclistas usam bicicleta para trabalhar

Para o senso comum, bicicleta é mais um hobby do que um meio de transporte, um exercício nos fins de semana, perfeita para um passeio pelo Parque do Ibirapuera. Segundo pesquisa do Metrô, no entanto, mais de 70% das viagens feitas diariamente de bicicleta na capital paulista são para trabalhar - pelo menos 214 mil moradores usam esse meio para chegar ao trabalho todos os dias.

Se forem levadas em conta outras atividades do dia a dia, como ir para a escola, fazer compras ou ir ao dentista, o índice sobe para 96%. Recreação mesmo, como pedalar pelos parques, responde por apenas 4% das viagens. "Há um consenso de que a bicicleta é usada para lazer. Mas o uso está mais ligado à periferia e à população de baixa renda", diz o professor de Transportes da USP Jaime Waisman. "E agora há jovens de classe média que usam por ideologia."

A pesquisa "O Uso de Bicicletas na Região Metropolitana de SP", de agosto do ano passado, aponta ainda que a capital tem quatro polos de bikes. Ao analisar os distritos com mais de 2 mil viagens por dia, observa-se que 70% delas estão reunidas em Grajaú (e Socorro), Vila Maria (Vila Medeiros, Tremembé e Jaçanã), Jardim Helena (Itaim Paulista, São Rafael, Itaquera e São Miguel Paulista) e Ipiranga (Cursino e Sacomã).

O campeão de uso de bicicletas é o Grajaú, no extremo Sul, onde são realizadas 9,4 mil viagens diárias. Essa é a única localidade em que o motivo principal não é trabalho, mas assuntos pessoais - como ir ao banco ou ao dentista. "É um local populoso e de baixa renda, por isso se usa muito a bicicleta para coisas cotidianas. E a topografia ajuda. Mas também fica longe e as viagens para trabalho precisam ser em outros meios", diz a analista de Transportes do Metrô e responsável pela pesquisa, Branca Mandetta.

Quadro parecido ocorre na Zona Leste da capital. Muitos ciclistas ali, no entanto, fazem uso conjugado da bicicleta com outro meio de transporte. Prova disso é que os bicicletários de estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), como Itaim Paulista e Jardim Helena, ficam abarrotados durante quase todo o dia, esvaziando apenas no fim da tarde, quando estudantes e trabalhadores descem dos trens e seguem pedalando para casa.

Fonte: G1.com.br

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