Em São Paulo, Portas de segurança do Metrô não funcionam

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Um ano após o Metrô anunciar que seriam instaladas portas nas plataformas de estações das linhas Verde, Amarela e Vermelha, os equipamentos de segurança ainda não entraram em operação. E, segundo técnicos da companhia, dificilmente funcionarão até que seja instalado o novo sistema de sinalização.

Na Vila Maltide (Linha 3- Vermelha), a primeira a receber o equipamento, em março de 2010, as estruturas de vidro com 2,5 metros de altura servem apenas para afixar avisos de segurança. O  cronograma indicava que, depois, os equipamentos, cujo objetivo é reduzir as quedas de usuários e objetos nas vias, seriam colocados na Penha e Carrão. Até agora, porém, as obras, orçadas em R$ 72 milhões, nem começaram.

Segundo técnicos ouvidos pela reportagem, as portas não vão operar como o esperado enquanto não for concluída a instalação do CBTC, sistema que permitirá a sincronização da parada das composições no ponto exato de abertura das portas de plataforma.

Eles afirmam que o Metrô se precipitou ao colocar o equipamento antes de instalar o CBTC. “Ninguém instala acessório de Ferrari em Kombi. Foi isso que aconteceu”, disse um funcionário que pediu para não ser identificado.

Mesmo nas estações que já foram entregues com os dispositivos, como Sacomã (Linha 2-Verde) e Paulista (Linha 4-Amarela), a falta do sistema de sinalização tem gerado uma série de problemas. Constantemente, os equipamentos são  desligados para evitar acidentes.

Com tantos problemas, a direção do Metrô já cogita a suspensão do projeto até que o novo sistema de sinalização seja concluído.

Metrô admite problema

O Metrô afirma que foi obrigado a suspender temporariamente a instalação das portas de Segurança por causa de atrasos na execução dos serviços pela empresa contratada.

Por conta disso, o prazo de implantação nas estações da Linha Vermelha foi ampliado. Agora, Penha e Carrão contarão com as portas no próximo semestre.

A empresa informa ainda que a demora no início das operações na Vila Matilde ocorre porque uma série de testes de funcionamento e de segurança ainda é realizada. Eles ocorrem fora do período de funcionamento da estação, o que reduz o tempo de trabalho das equipes.

No total, a previsão é de instalar 24 portas de plataforma, a um custo de R$ 72 milhões. O Metrô nega que a falta do novo sistema de sinalização nos trens interfira na instalação das portas de segurança porque a sincronização  é feita por sistemas independentes.

Segundo a companhia, as estações Sacomã, Tamanduateí, Vila Prudente, Faria Lima e Paulista já foram inauguradas com o sistema de portas, e que elas operam sem problemas.

Fonte: eBand

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São Paulo: Bilhete do Metrô deve ir a R$ 2,90

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deverá elevar a tarifa do Metrô em São Paulo dos atuais R$ 2,65 para R$ 2,90 . O martelo  será batido até o dia 20, mas já há uma decisão no Palácio dos Bandeirantes de não igualar os bilhetes do Metrô e da CPTM com o do ônibus na capital, que passou a custar em janeiro R$ 3.

Pelo contrato, a nova tarifa deveria ser definida até o dia 9, mas a Secretaria de Transportes Metropolitanos ainda está fechando os números para apresentá-los a Alckmin.

"Nos próximos 15 dias nós teremos uma discussão definitiva com o governador. A tarifa não vai atingir ou passar os R$ 3. Vai ficar daí para baixo", diz o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

Tanto o Metrô como a CPTM defendiam que as tarifas se igualassem, como era até 2007 -  entre 2008 e 2009 a passagem do  Metrô chegou a ser  mais cara que a do  ônibus (leia quadro lado). Mas  o governador já adiantou que não há como justificar aos usuários um aumento de 13,20%, mais que o dobro da inflação do período, que deve fechar entre 6% e 7%.

"A tarifa do Metrô abaixo da de ônibus está nos dando uma pressão, uma demanda muito grande. Hoje o Metrô opera no limite, mas realmente não há uma justificativa técnica-financeira para chegar a R$ 3", admite o secretário.

Além disso há também a questão política. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) enfrenta uma série de protestos, que crescem a cada dia, contra o aumento do preço dos ônibus. Alckmin não quer passar pelo mesmo desgaste. As eleições municipais de 2012 também pesam nessa decisão, já que a cada dia Kassab dá sinais que o fim da relação amistosa com os tucanos está mais próximo - o prefeito está muito perto de se transferir para o PMDB.

A opção por R$ 2,90 seria a mais viável nesse cenário. Apesar de ainda estar acima de inflação (9,43%), daria fôlego para o caixa do governo, que só em 2010 gastou R$ 420 milhões de subsídio na operação dos trens. Aumentar para R$ 2,85 (7,54% de reajuste) poderá aumentar esse déficit. Chegar a R$ 2,95 (11,32% a mais que o preço atual) certamente também geraria críticas.

"É preciso oxigenar a tarifa e não deixar muito defasada porque daqui a pouco esse subsídio vai chegar a R$ 500, R$ 600 milhões. A conta não é só aplicar a  inflação e pronto. É muito mais complicado que isso", justifica Fernandes.

Para incentivar o uso do Metrô antes do horário de pico da manhã e diminuir a lotação nos trens entre 6h e 8h, a Secretaria de Transportes Metropolitanos estuda novamente aplicar um percentual menor para o chamado "Bilhete Madrugador". Hoje quem pega Metrô entre 4h40 e 6h15 e trem entre 4h e 5h35 paga R$ 2,40.

Em fevereiro de 2010, no último reajuste do Metrô, o bilhete subiu 3,9% e o Madrugador,  2,1%. "Eu estou propondo para o Geraldo (Alckmin) que o Bilhete Madrugador fique ainda mais incentivador. A proposta que estou levando é de um percentual menor ainda que da tarifa. Só assim vamos atingir o objetivo final."


Cartão Fidelidade sofrerá mudanças
Jurandir Fernandes pretende acabar com Cartão Fidelidade do Metrô, que dá desconto para quem compra determinado número de passagens de uma única vez - quanto maior o valor maior o desconto. Crítico do atual modelo, adotado no governo José Serra (PSDB), o  secretário de Transportes Metropolitanos quer extinguir o cartão e transferir o desconto para o Bilhete Único, que hoje não dá qualquer incentivo para aquisição de mais de uma passagem. A explicação de Fernandes é técnica: somente 2,5% dos usuários de Metrô têm Cartão Fidelidade. "Não vamos acabar com o desconto, mas pretendemos colocar tudo em um cartão só."

Sem argumentos
"Realmente hoje não há uma justificativa técnica-financeira para a tarifa chegar a R$ 3"
Jurandir Fernandes 
Secretário estadual de Transportes Metropolitanos
 

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Em São Paulo, Apenas 46% usam o Transporte público todos os dias e em Tóquio a média é de 90%

O melhor de percorrer Tóquio, no Japão, é não ter de se preocupar com problemas de locomoção, seja a pé, trem, metrô ou carro. E conseguir isso em uma cidade tão populosa quanto São Paulo, com 12 milhões de habitantes, só foi possível graças ao investimento em transporte público e planejamento urbano contínuo, que inclui melhoria do sistema viário. Diariamente, 90% da população utiliza o transporte coletivo.

O tema foi discutido durante reunião entre representantes do Departamento de Trânsito da capital japonesa e da Prefeitura de São Paulo, ontem de manhã. O encontro, que contou com a participação do deputado federal Walter Ioshi, faz parte da missão oficial cujo objetivo é promover o intercâmbio de experiências na área de administração pública, promovida pela Secretaria de Relações Internacionais de São Paulo, que também levou para o Japão eventos para comemorar o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

Com 621 quilômetros quadrados, a área metropolitana de Tóquio corresponde a 10% da área habitacional e populacional do Japão, pela qual circulam 4,6 milhões de veículos. Depois de um histórico de investimento em transporte público sobre trilhos, a cidade, agora, investe para melhorar a malha viária e evitar congestionamentos. Outras medidas, como a pintura de faixas que indicam a proibição de estacionamentos nas principais vias, também foram adotadas. Em Tóquio, tais medidas são respeitadas pela população e se somam aos projetos de expansão, tanto de vias quanto de trens e metrô.

A experiência de Tóquio mostrou que o investimento em transporte público, ao longo de décadas, é a única solução para os congestionamentos, problema que aflige São Paulo, que possui uma frota de 6 milhões de veículos e tem apenas 61 quilômetros de metrô e 270 de trens. Para minimizar o problema, foi adotado o rodízio de caminhões.Rodízio " Segundo o diretor sênior da Divisão de Infra-Estrutura Urbana de Tóquio, Kimi Masu, a possibilidade de restringir a circulação em Tóquio só ocorreria se os planos de expansão de vias e da rede sobre trilhos, em andamento, não surtirem efeito.

De configuração mais organizada, Tóquio não tem problemas com o tráfego de caminhões, já que a carga e descarga é feita dentro dos estacionamentos das empresas, até as 22h. "Quando o estabelecimento não possui área para estacionar, a carga e descarga é feita em um estacionamento próximo, que é gratuito, durante 30 minutos", explicou o diretor.

Segundo ele, um plano de expansão viária e ferroviária iniciado na década de 80 tem prazo de conclusão em 2015. Neste período, a meta é aumentar a malha viária, atualmente de 1.809 quilômetros, para 3.215 quilômetros, número que corresponde apenas a vias de mais de 16 metros de largura.

O plano prevê aumento da velocidade média em 5 quilômetros/h para aumentar os atuais 18,8 km/h. A prioridade, segundo ele, é concluir os anéis viários e vias expressas, com projetos de avenidas subterrâneas e também investir em sistema de linhas de trens elevados, o que diminui os custos e permite espaço para a construção de mais ruas. As intervenções serão feitas com recursos da iniciativa privada, que arca com 14%, e do governo, que responde pela maior parte do bolo.

O investimento pesado na malha viária vai se equiparar ao eficiente sistema de trens e metrôs que a cidade já oferece, que soma mais de 940 quilômetros. Este ano, será concluída uma linha que ligará a província de Chiba a Tóquio. "Em uma das linhas inauguradas temos trens operados por computador. E a rede, que foi construída em nível elevado, tem em sua composição o uso de borracha, para que a movimentação dos trens não cause poluição sonora", disse Masu.

Segundo o diretor, a rede sobre trilhos é usada por 90% da população diariamente. "O tempo de viagem pela rede metroferroviária cai de 60 minutos para 20 minutos, comparado ao uso do veículo", disse Masu.

Fonte: Walter Ihoshi
Video: Bom Dia Brasil
  • O Lado de São Paulo
O Movimento Nossa São Paulo lançou em Setembro do ano passado a terceira edição da pesquisa inédita e exclusiva realizada em parceria com o Ibope sobre Mobilidade em São Paulo. A pesquisa abordou diversos aspectos relativos à locomoção na cidade em perguntas como: Quanto tempo você leva para se deslocar todos os dias para sua atividade principal? Caso houvesse uma boa oferta de transporte público, você deixaria de usar o carro? Com que frequência utiliza transporte público? E bicicleta?
Os entrevistados também responderam perguntas que abordam temas polêmicos e recentes, como a opinião sobre a restrição aos fretados, a ampliação da Marginal Tietê e a liberação do serviço de mototáxi.

Algumas conclusões de 2009, comparadas com os resultados de 2008:
- Cresce 13 porcentuais, em um ano, o número de paulistanos com carros - Passou de 37% (em 2008) para 50% (em 2009) o total de entrevistados que afirmam possuir um ou mais veículos em casa. Dos que possuem carro atualmente, 37% compraram nos últimos 12 meses.

- Cresce também a disposição dos paulistanos em deixar o carro e usar o transporte público – permanece em 43% o percentual dos que “com certeza” deixariam de usar o carro caso houvesse uma boa alternativa de transporte e aumentou de 24% para 35% os que “provavelmente deixariam”.

- População se divide quanto à proibição dos fretados – 47% dos entrevistados são a favor da medida e 51%, contrários.
- Também é dividida a opinião quanto à liberação de mototáxi na cidade – 50% são a favor e 48%, contrários. Mas, 57% afirmaram que não utilizariam o serviço, caso fosse liberado, e 37% disseram que utilizariam.

- Maioria é a favor da ampliação da Marginal Tietê, mas, se pudesse escolher, optaria por investir os recursos no transporte coletivo – 89% dos entrevistados concordaram com a criação de novas pistas na Marginal Tietê. Porém, para 56% das pessoas o dinheiro utilizado na obra deveria ser utilizado para ampliar linhas de metrô e trem e em corredores de ônibus.

- A Saúde continua sendo o problema mais grave de São Paulo. Educação está em segundo lugar
– Passou de 53% (2008) para 65% (2009) o percentual de entrevistados que consideram a saúde como o mais grave problema da cidade. Neste ano, ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, Educação e Trânsito. No ano passado, a ordem era: Saúde, Desemprego e Trânsito.

- A população de São Paulo está totalmente insatisfeita com o trânsito – a nota média para a situação do trânsito na cidade, de 1 a 10, está em 3,0. Para 47% dos entrevistados, o trânsito é considerado “péssimo”.
- A poluição na cidade é um problema muito grave ou grave para 92% dos entrevistados.
- O paulistano desperdiça, em média, 2h43 todos os dias no trânsito.
- Cresce o número de usuários do transporte público – aumentou o percentual dos que utilizam, todos os dias, ônibus (de 20% para 28%), metrô (6% para 13%) e trem (3% para 5%). E é praticamente o mesmo o percentual dos que usam carro todos os dias ou quase todos os dias: 29%.
- A maioria ainda é a favor do rodízio de dois dias - 52% dos entrevistados são a favor do rodízio de 2 dias em São Paulo – entre os que utilizam carro, o percentual cai para 44%.
- A maioria é contrária à criação do pedágio urbano – 26% são a favor. Entre os usuários diários de carro, esse percentual sobe para 29%.
- Os carros, caminhões e ônibus são os principais responsáveis pelo aquecimento global (65%), seguidos pelas indústrias (64%) e pelo desmatamento (55%).
- Tempo de espera nos pontos ou terminais e a lotação nos ônibus em São Paulo pioraram no último ano. Para 44% dos usuários de ônibus o tempo de espera pelos ônibus aumentou em relação há um ano e, para 50% dos usuários, os ônibus estão mais lotados. (Os indicadores estão entre os previstos na Lei 14.173, regulamentada em 2006, que determina à Prefeitura o fornecimento de indicadores de desempenho relativos à qualidade dos serviços públicos)
- Para 67% do total de entrevistados na pesquisa, os investimentos feitos para melhorar a circulação na cidade deveriam priorizar “o transporte coletivo, com ampliação e modernização das linhas de metrô, trem e ônibus”. Apenas 10% dos pesquisados disseram que os investimentos deveriam priorizar o “transporte particular, com a construção e ampliação de avenidas, pontes e viadutos”.
- 40% dos entrevistados que afirmam utilizar carro estão dispostos a deixá-lo em casa e usar transporte público, bicicleta ou pegar carona. E 22% já fazem isso regularmente. 25% não estão dispostos a fazê-lo.
- 41% disseram estar dispostos a trocar o carro por um menos potente mas que polua menos. 8% já o fazem e 25% não estão dispostos a fazê-lo.
Fonte: Nossa São Paulo


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Em Ribeirão Preto, Troca dos cartões de transporte foram prorrogadas até o dia 19 de fevereiro

A Transerp, empresa que gerencia o trânsito e o transporte público de Ribeirão Preto, determinou que a Transurb Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Ribeirão Preto prorrogue para o dia 19 de fevereiro a aceitação dos cartões CIT - Cartão de Integração do Transporte-, de todas as categorias, para pagamento de passagem nos ônibus urbanos.
A medida visa facilitar aos usuários do transporte coletivo a substituição dos cartões CIT Vale Transporte e CIT Cidadão pelos cartões Nosso, cujo prazo estava previsto para terminar neste sábado, 5 de fevereiro.
A troca do cartão pode ser feita em dois postos de atendimento da Transurb, localizados na Rua São Sebastião, 1020 com horário de funcionamento das 8h às 18h e na Rua General Osório, 1067, que funciona das 7h às 18h.
Mesmo após essa data, havendo ainda créditos remanescentes no Cartão CIT, o usuário poderá pedir a transferência desses créditos para o cartão Nosso.
Tais medidas fazem parte do processo de modernização do transporte coletivo de Ribeirão Preto, que passa a contar com nova tecnologia de bilhetagem eletrônica, dispondo de equipamentos mais modernos e funcionais, capazes de proporcionar maior conforto, segurança e confiabilidade aos seus usuários e operadores.
Além disso, o novo sistema permite aquisição de créditos via internet e assim, os cartões Estudante e Cidadão, a exemplo dos cartões Vale-Transporte, passam também a dispor de recarga a bordo nos ônibus, onde o cartão é automaticamente recarregado, dispensando o deslocamento do usuário a um desses postos.
Para tanto, os interessados devem acessar o Portal Estudante ou o Portal Cidadão pelos sites www.transurbrp.com.br e www.transerp.ribeiraopreto.sp.gov.br, e emitir boleto bancário para efetuar o pagamento, após o que os créditos estarão disponíveis em 48 horas.


Fonte: Pref. Ribeirão Preto

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