Terminais da Grande Vitória oferecem ginástica laboral para usuários do Transcol

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Os usuários do Sistema Transcol que circulam diariamente pelos terminais de integração da Grande Vitória receberão, até a próxima segunda-feira (31), noções básicas de ginástica laboral para aprender a prevenir doenças relacionadas ao trabalho e, consequentemente, melhorar sua produtividade profissional.
Durante esta semana, profissionais da área da saúde passam pelos 10 terminais do Sistema, abordando os usuários nas filas e fazendo um trabalho de conscientização sobre a importância da prevenção das Doenças Osteomoleculares Relacionadas ao Trabalho (Dort) e esclarecendo sobre técnicas de prevenção.
Os primeiros beneficiados pela iniciativa foram os terminais Laranjeiras e Jacaraípe, em Serra, que nesta terça-feira (25) receberam a visita dos profissionais.
Durante a ação, um professor de Educação Física fornece informações básicas sobre as Dort, passa dicas de postura e ensina aos trabalhadores abordados exercícios práticos que podem ser realizados no dia a dia, a fim de prevenir doenças que baixam a produtividade e podem até afastá-los das atividades laborais, como a Lesão por Esforço Repetitivo (LER).

Por dia, dois terminais do Sistema Transcol são visitados pela equipe que está desenvolvendo a ação de ginástica preventiva, de acordo com o cronograma a seguir:
- Quarta-feira (26) – terminais Vila Velha (das 9 às 11 horas) e Ibes (das 14 às 16 horas)
- Quinta-feira (27) – terminais Itacibá (das 9 às 11 horas) e Campo Grande (das 14 às 16 horas)
- Sexta-feira (28) – Terminais Carapina (das 9 às 11 horas) e Itaparica (das 16 às 18 horas)
- Segunda-feira (31) – Terminais Jardim América (das 9 às 11 horas) e São Torquato (das 14 às 16 horas)

Fonte: Gov. do Espírito Santo

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IPEM inicia operação especial de acessibilidade em transportes coletivos

Os veículos que fazem o transporte urbano e rodoviário em todo o Brasil serão fiscalizados a partir deste mês pelos órgãos delegados do Inmetro. A fiscalização irá avaliar adaptação de acessibilidade dos veículos.

No Rio Grande do Norte, a operação especial de fiscalização nos transportes coletivos de passageiros será feita pelo Instituto de Pesos e Medidas (IPEM/RN), durante essa semana o órgão irá fazer um trabalho de orientação e posteriormente de autuação, o trabalho será feito por fiscais das unidades de Natal e Mossoró. No final do ano, os alternativos, trens urbanos e carros que transportam pessoas em todo o Estado também serão fiscalizados.

As regras de acessibilidade nos veículos urbanos e rodoviários para transporte coletivo de passageiro são estabelecidas de acordo com o ano de fabricação do veículo pela Rede Brasileira de Metrologia Legal - RBMLQ (IPEMs)

Para orientar como será feita a fiscalização, o diretor geral do IPEM/RN, Carlson Gomes irá convidar os empresários do transporte coletivo de passageiros na segunda quinzena de fevereiro para explicar como funcionará o trabalho.

Os veículos deverão estar em conformidade com as seguintes portarias do Inmetro:

Portaria n.º 260/07 (Veículos com características urbanas)
Portaria n.º 292/10 (Veículos com características urbanas)
Portaria n.º 168/08 (Veículos com características rodoviárias)
Portaria n.º 290/10 (Veículos com características rodoviárias)

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Em Manaus, Rodoviários estão temerosos com as mudanças no transporte público

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Amazonas anunciou, hoje (26), uma possível paralisação no sistema de transporte coletivo. A greve será pauta de assembleia a ser realizada amanhã (27) às 16 horas, na sede da entidade, localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul de Manaus.

Segundo o vice-presidente do Sindicato, Élcio Campos, a possível paralisação pode ocorrer caso a Prefeitura não dê garantia da manutenção dos trabalhadores após as mudanças esperadas para o sistema na capital. A nova licitação do transporte coletivo urbano de Manaus, apresentada pela Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), é a maior preocupação da classe.

A categoria acredita que o contrato pode resultar em uma demissão em massa. A licitação, ainda a ser fechada, prevê divisão do sistema de transporte público de Manaus em dez lotes, com no máximo 200 ônibus para cada empresa. O início do processo de licitação, anteriormente previsto para dezembro, foi adiado para o dia 4 de fevereiro.

De acordo com Campos, o Sindicato contatou o SMTU para esclarecer os problemas, mas não obteve resposta do órgão. (MS)

Fonte: Portal Amazonia

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DF: Alunos enfrentam dificuldade para fazer o cadastro do passe livre

A novela que se arrasta desde fevereiro do ano passado envolvendo o nome da Fácil Brasília Transporte Integrado teve novo capítulo ontem. Dessa vez, estudantes que se deslocaram para uma das unidades da empresa a fim de realizar cadastro, recadastro e recarga dos cartões referentes ao passe livre estudantil de 2011 acabaram surpreendidos pela informação de que os serviços não são mais realizados pela Fácil, estando suspensos por tempo indeterminado. Enquanto a situação não se resolve, os mais de 110 mil alunos do Distrito Federal que dependem do benefício estão impedidos de realizar o cadastro para o início do ano letivo de 2011. As aulas nas escolas particulares têm previsão de início em 1º de fevereiro, e as escolas públicas reabrem em 10 de fevereiro.

Segundo representantes da Fácil, a Lei nº 4.494, de julho do ano passado, motivou a paralisação nos atendimentos. Ela impediria a empresa de continuar realizando o trabalho, já que prevê como novo responsável um órgão público determinado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). “A Fácil está pronta para efetivar o cadastro, mas o governo deve falar como operar. Esperamos a alteração ou a regulamentação da lei. A gente já pode fazer o cadastro”, explicou o gerente da empresa, Júlio Antunes.

O Correio esteve na unidade do Setor Comercial Sul na manhã de ontem acompanhando estudantes que tentavam realizar as operações. Muitos deles, sem saber da situação, voltaram para casa com toda a documentação reunida. Alguns reclamaram por não entender a explicação dada pelos atendentes. Gabriela Rodrigues, 21 anos, saiu de Taguatinga para se cadastrar no Plano Piloto. “Eu dependo do passe estudantil e, como minhas aulas estão prestes a começar, resolvi vir logo para tentar conseguir o benefício. Quando cheguei, me disseram que não estavam fazendo”, reclamou. “Disseram que foi o DFTrans (Transporte Urbano do Distrito Federal) quem determinou e que não sabem se outro órgão irá responder. Já tivemos tantos problemas com passe estudantil, mas desse tipo é a primeira vez”, completou.

O estudante Rafael Ribeiro Corado, 22 anos, deixou de almoçar para ir até a unidade da Fácil no Setor Comercial Sul. Ele é aluno de uma universidade particular e pretendia realizar o cadastro do passe livre antes do início das aulas. “Eles pedem sete dias úteis para a aprovação do cadastro. Tentei, então, me antecipar. Acontece que me disseram que não podem receber a documentação porque é necessário ser feita nova licitação para que uma nova empresa assuma o serviço”, disse.

A assessoria de imprensa do DFTrans informou que a Fácil tem a licença, delegada pelo próprio órgão, para realizar os serviços. Em nota oficial, divulgou que a empresa responsável pelo passe livre cria dificuldades. “Como ela não quer executar o cadastro, o DFTrans terá uma solução em 48 horas”, informou. Mesmo assim, o órgão procura uma solução jurídica para resolver o problema. “Faremos de tudo para garantir o cadastro do Passe Livre, desse direito que é assegurado pela lei aos estudantes do DF. Estudamos um outro método para atender os beneficiados de forma eficiente, mas antes faremos essa avaliação jurídica para observar se a Fácil pode se desobrigar dessa competência”, explicou o diretor do DFTrans, Marco Antônio Campanella.

Soluções
A médio prazo, uma das maneiras que estão sendo analisadas pelo órgão passa pela transferência de responsabilidade para a prestação do serviço. No caso, o passe estudantil ficaria por conta da Secretaria de Educação do DF, que faz o repasse das informações relativas à frequência dos alunos. Procurada, a pasta confirmou, por meio da assessoria de imprensa, que existe uma proposta da Secretaria de Transportes do DF. “Há uma minuta de portaria que está em discussão. Se vai ficar ou não a cargo da Secretaria de Educação, ainda não sabemos”, afirmou uma assessora de imprensa do órgão.

Segundo Campanella, o GDF pensa também na modificação do atual sistema de passagens estudantis adotado na capital do país. “Não queremos descaracterizar esse benefício. Não vamos ter tempo para inserir uma bilhetagem no âmbito das próprias escolas, como acontece no estado do Rio de Janeiro. Isso significaria implantar um sistema complexo nesses ambientes. É um modelo interessante, que parece razoável. Ele eliminaria uma série de transtornos, como é o caso das filas. Talvez no próximo semestre”, sugeriu o diretor do DFTrans.

Colaborou Juliana Boechat

Atendimento
A Fácil é gestora do programa Passe Livre, que concede crédito a estudantes do Distrito Federal para o transporte público. Há cinco postos da empresa na capital do país: Setor Comercial Sul, Taguatinga, Sobradinho, Gama e Samambaia.

MEMÓRIA
Caos e polêmica

Os estudantes passaram 2010 com dificuldades de recarregar o passe estudantil na empresa Fácil, responsável pelo serviço. Eles deveriam receber o valor referente a 54 viagens antes do início do ano letivo. Porém, na primeira semana de aula, perceberam que não havia carga no cartão. Segundo a Fácil, o Governo do Distrito Federal (GDF) havia depositado apenas R$ 2,5 milhões para sanar as despesas, mas os custos com os jovens matriculados na rede pública de ensino ultrapassavam R$ 5,6 milhões. Em março, o depósito de créditos foi suspenso novamente por saldo insuficiente da empresa. A empresa pediu R$2 milhões a mais à Secretaria de Fazenda do DF para dar conta da demanda. Suspeitando de irregularidades, a Secretaria de Transportes do DF iniciou uma auditoria.

Em abril, o serviço foi novamente suspenso. Segundo a assessoria da empresa, os R$16 milhões previstos para durar o ano todo acabaram em dois meses, devido à grande quantidade de alunos cadastrados no sistema. Ao longo de maio, o caos acabou instalado. Estudantes formaram filas de até três quilômetros de extensão nas agências da Fácil para conseguir o benefício. Muitos jovens ficaram uma semana com o cartão do passe livre vazio. Em junho, o GDF enviou à Câmara Legislativa uma proposta de alteração da Lei do Passe Livre, que restringia o benefício a apenas uma parcela da população. O texto causou polêmica.

Em 9 de junho, o GDF voltou atrás e enviou aos parlamentares novo projeto mantendo o direito do benefício aos alunos de escolas particulares, desde que contassem com renda familiar de até seis salários mínimos. Ou então o governo bancaria a gratuidade no ônibus e no metrô para alunos da rede privada com renda de até quatro mínimos. Os demais teriam desconto de dois terços no valor integral da tarifa. Em 23 de junho de 2010, o projeto foi aprovado pelos deputados distritais com 12 emendas extras e seguiu para sanção do então governador Rogério Rosso. Entre os benefícios, estava a extensão do direito ao passe para alunos de todos os níveis — estágios, pós-graduação e pré-vestibulares —, além da inclusão dos sistemas de metrô e de micro-ônibus. Dezesseis passes extras foram concedidos para serem usados livremente pelos estudantes.


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Prefeitura agiliza sistema operacional no transporte coletivo de Itabuna

A mudança no sistema operacional de cartão eletrônico, que foi implantando neste mês em Itabuna, ainda não é o modelo final idealizado pela Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito, mas, no momento, vai contribuir para melhor e agilizar mais o serviço prestado na cidade. A informação é do titular da secretaria, Wesley Melo, ao comentar sobre a troca de equipamentos de bilhetagem em todos os coletivos que circulam na cidade.
O antigo aparelho de bilhetagem eletrônica, segundo relatou o secretário, foi implantado desde 2003 e já estava completamente defasado, apresentando uma série de problemas como bloqueio PI e o não reconhecimento dos cartões eletrônicos pelas máquinas, o que vinha provocando transtornos para os usuários.
A negociação para a substituição do antigo sistema pelo mais moderno foi iniciada em novembro e, por exigência da Secretaria de Transporte, a empresa teve um prazo para providenciar a troca. Wesley declarou que janeiro foi o mês escolhido para a mudança, porque nessa época há um menor fluxo de passageiros na cidade.
A revalidação dos cartões que ainda não passaram pela nova máquina está sendo feita na sede da AETU, localizada na avenida Amélia Amado, durante todo o dia e conta com uma equipe exclusiva de funcionários para atender a essa demenda. O processo de revalidação é simples, rápido e não gasta mais do que um ou dois minutos, segundo o secretário. Ele disse ainda que a partir dessa mudança, será mais fácil implantar o sistema Itabuna Card no transporte coletivo, que é a meta principal da Secretaria Municipal de Transporte.

Fonte: Pref. de Itabuna

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Metrô de Fortaleza entrará em teste em Abril

A partir de abril, os primeiros trens da Linha Sul do Metrô de Fortaleza devem começar os testes dinâmicos. Esta é a segunda fase após os testes estáticos pelos quais já estão passando os dois primeiros trens unidades elétricas (TUEs) que vão operar no sistema. Os trens vão ser testados em movimento num trecho de dois quilômetros entre as estações Rachel de Queiroz (antiga Pajuçara) e Virgílio Távora (antiga Novo Maracanaú).
Nos testes dinâmicos, ainda não haverá o transporte de passageiros. Durante esta fase, serão testados a aceleração dos carros, a frenagem, o circuito da cadeia de tração e outros itens. A previsão é que em outubro, o Metrô inicie a operação assistida, período em que os trens vão circular com passageiros, mas ainda sem cobrança de passagem e em um período de tempo reduzido. Nesta etapa, que tem previsão de durar seis meses, serão feitas as aferições restantes e a adaptação dos passageiros ao novo serviço.
O presidente da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos - Metrofor, Rômulo Fortes, explica que a operação assistida vai assegurar as condições de confiabilidade necessárias para que o trem comece a operar comercialmente, ou seja, já cobrando tarifa. "Vamos assegurar que o trem que vai entrar em operação é o trem de melhor qualidade para o usuário", diz.
Os dois primeiros TUEs que estão Ceará fazem parte de um conjunto de 20 trens, que formarão 10 composições de 80 metros, cada. Cada composição é formada por três carros: duas caixas com cabine nas extremidades (o que permite que o trem ande nas duas direções sem precisar fazer retorno) e uma caixa só para passageiro no centro. O valor investido pelo Governo do Estado na compra dos trens foi de R$ 240 milhões.
Após a implantação da Linha Sul, o Metrô de Fortaleza, com a integração plena entre os modais de transporte, terá capacidade de transportar cerca de 350 mil pessoas por dia numa primeira etapa. A projeção é que em 2014 sejam beneficiados 675 mil passageiros.

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Manaus receberá 1.108 novos ônibus até julho deste ano

A cidade de Manaus terá a frota mais moderna e nova do Brasil até o final deste semestre, com 80% dos ônibus em circulação com idade inferior a dois anos de uso, pelo menos é o que prevê o presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Marcos Cavalcante.
Segundo ele, a nova licitação do sistema de transporte coletivo deve colocar nas ruas da cidade 1.108 carros até julho.
Atualmente, a grande maioria dos veículos utilizados tem mais de sete anos, com exceção dos 250 novos já colocados nas ruas.
A renovação da frota de Manaus em no máximo 120 dias após o anúncio das vencedoras que irão operar no sistema de transporte coletivo da cidade é um dos principais requisitos impostos pela Prefeitura para as 37 empresas que se inscreveram e participam do processo licitatório que começa no dia 4 de fevereiro, com a abertura dos envelopes técnicos e das propostas dos interessados.
“Está nas informações repassadas para os interessados que é condição indiscutível a renovação da frota neste prazo (120 dias) e que qualquer mudança na tarifa só poderá ser discutida depois de cumpridos estes termos”, afirmou Cavalcante.
Caso as futuras concessionárias não cumpram esta, ou qualquer das outras determinações do contrato de serviço, Cavalcante assegurou que a Prefeitura irá agir imediatamente, inclusive com intervenção no lote que apresentar irregularidades.

Fonte: D24 am

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Grande Recife: Moradores da Muribeca cobram entrega de terminal

Por causa de uma obra que se arrasta desde o ano passado, os moradores do Conjunto Marcos Freire, na Muribeca, estão gastando mais do que deveriam com transporte. Como o terminal de integração de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, ainda não está concluído, as pessoas que vivem no bairro precisam pagar duas tarifas separadas para andar de metrô e de ônibus em direção ao centro do Recife.

E essa não é a única dificuldade que os passageiros enfrentam: eles também são obrigados a se arriscar em meio ao trânsito, pois têm que descer do ônibus na BR-101 e andar para chegar à estação de metrô.

Há mais de 40 mil pessoas morando no Conjunto Marcos Freire, e são mais de dez comunidades naquela área. Ou seja: muita gente precisa que o terminal fique pronto. Os moradores do Conjunto explicam as vantagens que teriam se a obra do terminal de integração estivesse pronta.

“Era melhor porque a passagem ia ser mais bem mais barata, nós íamos gastar menos e ia ter menos dificuldades para chegar onde nós vamos”, afirma o segurança Evaldo Santos.

Enquanto a obra não termina, os passageiros têm que pagar R$ 3,10 por uma viagem de menos de dez quilômetros até a estação do metrô de Cajueiro Seco, onde pagam mais R$ 1,50. Ao todo, o gasto é de R$ 4,60. Contabilizando a ida e a volta para o Recife, são R$ 9,20. Considerando que os moradores do local usam o transporte público pelo menos cinco dias na semana para chegar ao trabalho, eles gastam em um mês, sendo vinte dias de trabalho, R4 184.

Todo esse gasto seria desnecessário se o Terminal de Integração de Cajueiro Seco estivesse funcionando. No local, há uma placa colocada pelo Governo Federal que diz que as obras, no valor de R4 6,5 milhões começaram em janeiro de 2010 e o prazo final seria janeiro de 2011. A placa informa também que os governos federal, estadual, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e o Consórcio Grande Recife de Transporte são responsáveis pela construção do terminal.

Até o momento, apenas foi feita uma obra de terraplenagem e colocadas algumas colunas. Por isso, ninguém acredita que o terminal vai ficar pronto até o dia 31 de janeiro. “Impossível essa obra ser concluída, só ficam enganando a população, que está sendo prejudicada. Ninguém aguenta mais esperar. O governo tem que definir um prazo pra entregar essa obra”, afirma o presidente da Associação dos Moradores da Muribeca, João Freitas.

Ainda não é possível saber o preço da passagem que os moradores irão pagar quando o terminal estiver pronto. De acordo com o Grande Recife Consórcio de Transporte, essa decisão apenas será divulgada quando a obra estiver pronta.

A assessoria de comunicação do Grande Recife de Consórcio informou também que a placa com o prazo de conclusão da obra foi colocada pela empresa que ganhou a licitação para realizar a construção do terminal. Segundo a assessoria, a empresa errou em dizer que a obra estaria concluída em janeiro, pois o prazo correto é de um ano e meio.

Fonte: pe360graus.xom

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Empresas de transporte coletivo exigem aumento da tarifa de ônibus em Londrina

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) exige que o reajuste da tarifa de ônibus, que sobe o valor de R$ 2,25 para R$ 2,35, seja feito imediatamente. O pedido foi protocolado junto à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) na última sexta-feira (21) e ainda não obteve resposta.
"Se as contas da prefeitura já detectaram que o valor cobrado está defasado, nós não podemos continuar trabalhando com essa perda para o sistema", afirma o presidente do Metrolon, Gildalmo Mendonça.
Na entrevista coletiva do dia 12 de janeiro, o prefeito Barbosa Neto anunciou o município pretende baixar o valor da tarifa. Um estudo da CMTU apontou que o valor deveria ser aumentado de R$ 2,25 para R$ 2,34. No entanto, a proposta do prefeito seria do município subsidiar uma parte da tarifa, o que reduziria o valor para o usuário a R$ 2,20, além de arcar com a gratuidade dos idosos e pessoas com deficiência.
O projeto com esta proposta do município irá para votação na Câmara Municipal, após os vereadores retornarem do recesso parlamentar em fevereiro. Os custos para os cofres municipais seriam de R$ 560 mil, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura.
Mendonça enaltece a atitude da prefeitura de subsidiar um parte da tarifa do transporte coletivo, mas critica a lentidão da aprovação do reajuste. "Nós não podemos esperar a Câmara voltar do recesso. Nós estamos prestando um serviço com um valor abaixo do custo. As empresas não têm como manter a tarifa pagando o preço do diesel, do pneu e dos funcionários como está hoje", explicou.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, foi procurado pela reportagem de odiario.com, mas ele disse que estava ocupado e não poderia falar. Apenas adiantou que o protocolo com o pedido do reajuste já chegou em suas mãos, mas ainda não tem prazo para ser avaliado.
O último reajuste da tarifa do ônibus foi em janeiro de 2009, quando o valor subiu de R$2.10 para R$2,25.


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Só uma empresa vai operar sistema de transporte coletivo em Maringá

Uma única empresa vai administrar o transporte coletivo em Maringá pelos próximos 20 anos, com a possibilidade de prorrogação do contrato por igual período. A decisão da administração municipal consta de Ato de Justificativa publicado na última edição do Órgão Oficial do Município, em que a prefeitura informa que a exclusividade é necessária para "afastar os riscos de inviabilidade técnica e econômica da exploração do serviço".
O sistema já é operado hoje por uma única empresa, a Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC). No mesmo ato, a prefeitura informa que vai publicar, em momento oportuno, o procedimento licitatório na modalidade de concorrência pública para delegar a exploração do serviço, em um único lote que englobe todo o território do município.
Na gerência de transporte coletivo, a informação é de que o edital de licitação vai ser publicado até amanhã. O prefeito Silvio Barros (PP) não confirmou a data, mas garantiu que a publicação do edital sai esta semana.
A avaliação da Procuradoria-Geral é mais comedida e busca evitar qualquer atropelo. "O edital ainda não está pronto. É um procedimento bem completo, denso e vai demorar um pouco. O que publicamos agora é um aviso de que foi instaurado um processo para abertura da licitação", afirma o procurador-geral Luiz Carlos Manzato.

Nem na Secretaria de Transportes (Setran) e nem o procurador adiantam quaisquer detalhes sobre o conteúdo do edital que, entre outros aspectos importantes para a população, vai definir o valor das tarifas. A única informação aberta por Manzato é que as exigências vão permitir a participação de várias empresas. "O importante é que a empresa escolhida tenha condições de prestar um bom serviço por 20 anos", considera.
Durante a audiência pública realizada no dia 13 de dezembro do ano passado para discutir o transporte coletivo com a população, o diretor de operações da empresa de consultoria Logitrans, Antônio Carlos Marchezetti, responsável por uma pesquisa de avaliação do sistema atual e por apresentar sugestões para a melhoria do sistema, indicou, entre outros aspectos, que seria interessante a construção de corredores exclusivos para ônibus nas avenidas Tuiuti, Morangueira e Brasil.

Linha do tempo
1950 – A Transporte Coletivo Cidade Canção começa a operar em Maringá.

1999 – Uma alteração na Lei Orgânica do Município permite a renovação do contrato com a empresa por mais 15 anos. O contrato válido até 2014 passa a ser questionado na Justiça.

12/2009 – O Supremo Tribunal Federal considera inconstitucional o artigo da Lei Orgânica que garantiu a renovação do contrato em 1999. Ministério Público pede realização de licitação para o serviço.

18/07/2010 – Prefeitura anuncia contrato de R$ 139,6 mil com a Logitrans para
realização de estudos sobre o transporte coletivo e anuncia que pretende licitar os serviços.

13/12/2010 – Prefeitura realiza audiência pública para ouvir os anseios da população. Principal reclamação é da demora na espera dos coletivos.

16/12/2010 – Prefeitura encaminha projeto de lei à Câmara com pedido de autorização para fazer licitação por um período de 20 anos, renovável por mais 20.

21/12/2010 – Em ato de justificativa assinado pelo prefeito Silvio Barros, prefeitura divulga argumentos para justificar que uma única empresa vai assumir a concessão do transporte coletivo.


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Cresce proporção de ônibus por pessoa em Manaus

Em uma década, o Amazonas aumentou a proporção de ônibus por grupo de habitantes e reduziu quase à metade a média de pessoas por carro no Estado, o que significa mais veículos no tráfego dos municípios, segundo mostra o Sistema de Indicadores de Percepção Social – Mobilidade Urbana, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), divulgado ontem.
Em 2000, havia 1.022,4 pessoas para cada ônibus em todo o Estado, número que caiu para  566,7 no ano passado, a terceira menor proporção da Região Norte. Em 2000, a população do Amazonas era de 2,8 milhões de habitantes, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que resulta numa média de 2,7 mil ônibus. Em 2010, a população saltou para 3,480 milhões de pessoas, com uma frota média de 6,1 mil veículos.
Mesmo com uma redução de quase 45% na proporção populacional por ônibus, o Amazonas ficou bem abaixo da média nacional de 427 habitantes por ônibus e acima da média do Norte, de 647,2.

A menor proporção da Região Norte foi registrada em Rondônia, com 438,3 pessoas por ônibus, em 2010. O Acre tem a maior relação: 1.290.
De acordo com o Ipea, as  Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, apresentam as menores proporções de população/ônibus e onde foram registradas as menores quedas nessa relação. O Espírito Santo é o Estado com a menor média, são 291,3 pessoas por veículo.

Em relação aos carros, os números do Ipea mostram o avanço da frota no Estado. Em 2000, havia um carro para cada  grupo de 26,1 pessoas. No ano passado, a relação caiu para 13,5. A média brasileira é de 5,2 pessoas por carro e, na região Norte, de 15,9.
O estudo do Ipea tem abrangência regional e não traz indicadores por Estado em relação a mobilidade urbana. De acordo com a publicação,  44,3% da população brasileira usa o transporte público, em geral o ônibus, como meio de locomoção, o que corresponde a 85 milhões de pessoas. Em seguida aparecem o transporte por carro (23,8%),  motocicleta (12,6%) e a pé (12,3%).

Na Região Norte, 14,6 milhões de pessoas (40,3%) usam o transporte público. E 17,9% se locomovem de  bicicleta, a maior proporção entre todas as regiões do País. Ao lado do Nordeste (18,8%), o Norte também tem o maior percentual dos que se locomovem a pé (16,1%), ou  2,5 milhões de pessoas. Na Região, 55% da população não conta com a integração entre os meios de transporte coletivo (como ônibus e trem, por exemplo).

Ainda de acordo com a pesquisa, 44,5% dos habitantes da Região Norte se sentem inseguros com o meio de transporte utilizado, seja quem usa o serviço público, o carro, a moto, a bicicleta ou vai a pé. O resultado é a soma das pessoas que responderam que ‘raramente’ se sente seguras (22,4%) e que as que disseram ‘nunca’ estarem em segurança (22,1%). Outros 37,3% responderam que ‘sempre’ se sentem seguros e 17,6%, afirmaram ‘na maioria das vezes’.
Fonte: D24 am

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Micros executivos deixarão de rodar em Manaus

Os 263 micro-ônibus executivos que atuam no transporte coletivo de Manaus serão retirados de circulação no início do mês abril, informou, ontem, o superintendente municipal de Transportes Urbanos, Marcos Cavalvante.

A primeira quinzena de abril, segundo ele, é o período previsto para as empresas vencedoras da licitação do transporte público urbano iniciarem a operacionalização dos ônibus regulares, começando com 1.108 veículos, sendo 858 novos.

Segundo Calvacante, os veículos executivos atuam sob contrato de concessão e transportam, de segunda-feira a sábado, em média, 1.578 milhão de pessoas por mês. “Hoje, os (micro-ônibus) executivos realizam um serviço tão ruim quanto a maioria dos ônibus regulares. São carros velhos que andam lotados, não cumprem o horário e param fora dos pontos de ônibus, atrapalhando a fluidez do trânsito”, disse.

Mesmo com a retirada dos micro-ônibus executivos atuais, a Prefeitura ainda estuda a possibilidade de voltar a autorizar a circulação deste tipo de veículo, a partir do segundo semestre deste ano. Desta vez, os executivos serão licitados e fiscalizados pelos agentes da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), segundo promete Marcos Cavalcante.

De acordo com o superintendente do SMTU, a licitação para os executivos ainda ‘está em estudo’, mas caso seja decidido pela licitação, “eles serão de fato executivos, com poltronas reclináveis, condicionador de ar e será permitido apenas o transporte de passageiros sentados”, disse Cavalcante.

Além das novas exigências, o transporte executivo deve contar com uma tarifa de, no mínimo, 50% superior ao preço da passagem dos ônibus regulares. Os bairros de atuação dos executivos também serão diferenciados.

LicitaçãoA licitação para os ônibus regulares está na fase de consulta. As 37 empresas que compraram o edital, incluindo as sete que operam o sistema atual, estão enviando questionamentos à PMM, desde o dia 14 deste mês, sobre o funcionamento do sistema de transporte público da cidade. A partir da resposta da Prefeitura, as propostas serão elaboradas.

Os representantes dessas empresas visitaram, ontem, os cinco Terminais de Integração de ônibus,  para finalizar o período de consulta e enviar as propostas, que serão abertas no dia 4 de fevereiro.

O SMTU estima que, até o final do mês de março, sejam divulgados os nomes das empresas vencedoras. Cerca de 30 empresas que compraram o edital da licitação são das Regiões Sul e Sudeste do País e preferiram não conceder entrevista durante a visita.

O presidente da Cooperativa de Transporte Alternativos do Amazonas (Cooptal), Sebastião Cavalcante, disse que os representantes do transporte executivo desconhecem a decisão do SMTU. O representante da cooperativa disse ainda que a categoria ainda irá se reunir com o órgão para saber mais sobre o assunto e propor melhorias.

Fonte: Raibuss

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São Paulo do futuro terá mais árvores e menos trânsito

Uma São Paulo organizada, arborizada, trânsito menos congestionado, no máximo meia hora de casa ao trabalho, transporte coletivo de boa qualidade.

É isso o que se espera da São Paulo do futuro. E não será por falta de projetos que a cidade não será assim.

Nunca em sua história a cidade teve tantos projetos urbanos em gestação ou em andamento como agora. E, no papel, a cidade do futuro vai funcionar perfeitamente.

"O que estamos vivendo hoje é um pouco da falta de implementação de projetos ao longo dos últimos 50 anos. Precisamos reverter esse processo", diz Miguel Bucalem, secretário de Desenvolvimento Urbano, responsável ou participante de todos esses projetos.

Entre as ideias em gestação, estão a revitalização da orla ferroviária entre a Lapa (zona oeste) e a Vila Carioca (zona sul, na divisa com São Caetano do Sul) e o incremento de empregos no extremo leste, no entorno da avenida Jacu Pêssego.

Também há ideias para um polo logístico na Vila Maria (zona norte), um centro de eventos em Pirituba (zona norte), um polo tecnológico em Itaquera (zona leste) e um polo cultural no centro.

A revitalização da cracolândia, que será transformada em Nova Luz, é a que está mais avançada. O projeto deve ficar pronto em abril.

Mas quanto tempo vai demorar a transformação? Décadas, admite Bucalem, com a ressalva de que parte das mudanças começa já, com a Nova Luz, o parque Dom Pedro e a Praça das Artes.

E no meio disso tudo vem um projeto para São Paulo em 2040. Deve ficar pronto no fim deste ano.

"Nova York, por exemplo, quer ter mais verde. Nós queremos o quê? Uma cidade de serviços, que já é nossa vocação? Mais qualidade ambiental? Temos que procurar identificar o que a cidade quer e pactuar isso", diz Bucalem.

Fonte: Folha Online
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Transporte público de Goiânia está estagnado

O tran­spor­te pú­bli­co de Go­i­â­nia abran­ge to­da a re­gi­ão me­tro­po­li­ta­na, são 13 mu­ni­cí­pios e mais de dois mi­lhões de pes­so­as. Des­ta po­pu­la­ção, cer­ca de 41% uti­li­zam os ôni­bus, ou se­ja, 900 mil pes­so­as por dia útil, sem pe­rí­o­do de fé­rias. Es­sa par­ce­la de go­i­a­nos é aten­di­da por 1.432 ôni­bus ro­dan­do e ou­tros 300 em re­ser­va, se­gun­do da­dos da Com­pa­nhia Me­tro­po­li­ta­na de Tran­spor­tes Co­le­ti­vos (CMTC), des­de o úl­ti­mo au­men­to da fro­ta, em 2005. De 2006 a 2010 es­te nú­me­ro se man­tém, en­quan­to o De­tran re­gis­tra au­men­to de 38,03% na fro­ta de ve­í­cu­los par­ti­cu­la­res.

De acor­do com a as­ses­so­ria de im­pren­sa da CMTC, des­de que a com­pa­nhia foi cri­a­da, em 2003, o nú­me­ro de pas­sa­gei­ros no tran­s­por­te pú­bli­co se man­tém en­tre 800 mil e 900 mil nos di­as úte­is, em pe­rí­o­do sem fé­rias. Es­se to­tal cor­res­pon­de a 19 mi­lhões de pes­so­as por mês, que va­ria de 18 mi­lhões a 20 mi­lhões, se­gun­do a en­ti­da­de. Em re­la­ção aos ve­í­cu­los par­ti­cu­la­res, segundo o Detran-GO, em 2006 ha­via 695.457 e no ano de 2010 o nú­me­ro al­can­çou 959.954 car­ros, mo­tos, ca­mi­nhões e ou­tros meios de transporte.

O Ins­ti­tu­to de Pes­qui­sa Eco­nô­mi­ca Apli­ca­da (Ipea), em le­van­ta­men­to di­vul­ga­do on­tem, re­ve­la que em to­do o Bra­sil a fro­ta de ve­í­cu­los che­ga a 63,7 mi­lhões, al­ta de 114% nos úl­ti­mos 10 anos. O le­van­ta­men­to tam­bém mos­tra que cer­ca de 44% dos bra­si­lei­ros uti­li­zam o tran­spor­te pú­bli­co, número acima da média goiana. Se­gun­do o es­tu­do, as di­fi­cul­da­des en­con­tra­das pe­la po­pu­la­ção em lo­co­mo­ver-se por meio de ônibus coletivo e metrô são as mai­o­res cau­sas dos in­ves­ti­men­tos em ve­í­cu­los par­ti­cu­lares. Lo­ta­ção e de­mo­ra fa­zem com que as pes­so­as pro­cu­rem seus mei­os pró­prios.

Por es­sas ra­zões, o ope­ra­dor de cai­xa Ge­ni­val­do Hen­ri­que de Sou­za Al­mei­da, 22 anos, re­sol­veu de­sis­tir dos ôni­bus em Go­i­â­nia e com­prar sua mo­to, há oi­to mes­es. An­tes de ter a sua mo­to­ci­cle­ta, ele uti­li­za­va um ôni­bus por dia pa­ra ir ao tra­ba­lho e de­mo­ra­va cer­ca de 40 mi­nu­tos pa­ra che­gar ao lo­cal, além de outro coletivo, para a volta. “Era só um ôni­bus, mas no ho­rá­rio de pi­co de­mo­ra­va mui­to e era mui­to lo­ta­do. Eu ti­nha que sa­ir 40 mi­nu­tos mais ce­do de ca­sa e ago­ra pos­so fi­car es­se tem­po fazendo outras coisas ou descansando”, re­ve­la.

O ago­ra mo­to­quei­ro ain­da mos­tra que a aqui­si­ção do bem é uma eco­no­mia. Se­gun­do seus cál­cu­los, Ge­ni­val­do gas­ta­va R$ 4,50 por dia pa­ra ir e vol­ta do tra­ba­lho, mas com a mo­to ele gas­ta a me­ta­de dis­to. “Ho­je eu gas­to bem me­nos e pas­so me­nos rai­va, tem o cus­to de ma­nu­ten­ção, mas is­to é pou­co per­to dos pro­ble­mas que dá”, diz. Ele con­ta que uma vez o mo­to­ris­ta ba­teu o ôni­bus e ele che­gou atra­sa­do no tra­ba­lho e em ou­tro dia, um do­min­go, saiu de ca­sa às 14h pa­ra che­gar ao lo­cal em que tra­ba­lha às 15h10, mas só con­se­guiu es­tar lá às 16h, e cor­reu o ris­co de ser de­mi­ti­do.

Comparação
Áu­rea Pi­ta­lu­ga, ge­ren­te de pro­gra­ma­ção ope­ra­ci­o­nal da CMTC, acre­di­ta que a correlação en­tre a fro­ta de ve­í­cu­los par­ti­cu­la­res e o tran­spor­te co­le­ti­vo é des­le­al, vis­to que há uma cul­tu­ra do au­to­mó­vel na so­ci­e­da­de bra­si­lei­ra. “Com um car­ro par­ti­cu­lar e es­pe­ci­al­men­te as mo­tos, a pes­soa sai de ca­sa a ho­ra que quer, le­va o que quer e che­ga aon­de quer, os ôni­bus tem os seus pon­tos e seus ho­rá­rios, é uma con­cor­rên­cia des­le­al”, afir­ma.

Se­gun­do Áu­rea, a ques­tão da qua­li­da­de do tran­spor­te co­le­ti­vo em re­la­ção à di­mi­nu­i­ção do seu uso é dei­xa­da de la­do com os da­dos re­la­ti­vos ao Citybus, uti­li­za­do em Go­i­â­nia. A ideia é a de que o Citybus é um tran­spor­te di­fe­ren­ci­a­do, cô­mo­do, rá­pi­do e de qua­li­da­de e que, mes­mo as­sim, não hou­ve ade­são da po­pu­la­ção. “Es­sa com­pa­ra­ção só po­de­rá ser fei­ta quan­do o tran­spor­te co­le­ti­vo for mais rá­pi­do e mais cô­mo­do que os ve­í­cu­los par­ti­cu­la­res”, diz.

Pa­ra ela, is­to ocor­re­rá quan­do hou­ver uma no­va in­fra­es­tru­tu­ra pa­ra os ôni­bus na ca­pi­tal, não sen­do uma ques­tão de quan­ti­da­de da fro­ta, mas de uma no­va tec­no­lo­gia.

“Quan­do for mais rá­pi­do che­gar a al­gum lo­cal de tran­spor­te co­le­ti­vo e não pre­ci­sar gas­tar com es­ta­cio­na­men­to, as pes­so­as po­de­rão mi­grar pa­ra os ôni­bus. En­quan­to is­so não dá pa­ra fa­zer a com­pa­ra­ção”, re­i­te­ra Áu­rea. Ela completa que a prefeitura tem a intenção e o projeto dos corredores dos ônibus e de utilização de tecnologia de tráfego rápido ao transporte coletivo.

Ben­ja­min Jor­ge Ro­dri­gues dos San­tos, en­ge­nhei­ro, dou­tor em En­ge­nha­ria de Tran­spor­tes pe­la USP e pro­fes­sor da PUC-GO e IFG, afir­ma que a com­pa­ra­ção en­tre a quan­ti­da­de de ve­í­cu­los par­ti­cu­la­res e de ôni­bus é pos­sí­vel. O pro­fes­sor diz que há uma que­da no nú­me­ro de usu­á­rios no tran­spor­te co­le­ti­vo, que che­ga a 1,5% ao ano, o que in­di­ca mi­gra­ção pa­ra os ve­í­cu­los par­ti­cu­la­res. “Por um la­do o mo­ti­vo é a fal­ta de qua­li­da­de do tran­spor­te co­le­ti­vo, já que o ser­vi­ço não es­tá de acor­do com as ex­pec­ta­ti­vas dos usu­á­rios e es­tes de­ve­ri­am ser mo­ni­to­ra­dos e fis­ca­li­za­dos com pu­ni­ção às em­pre­sas. Por ou­tro la­do, es­se cres­ci­men­to tam­bém tem a ver com a fa­ci­li­da­de em com­prar ve­í­cu­los par­ti­cu­la­res, a sua fle­xi­bi­li­da­de – pois os ôni­bus têm seus iti­ne­rá­rios fi­xos – e a ques­tão cul­tu­ral, já que é bo­ni­to pa­ra a so­ci­e­da­de ter um car­ro", ex­pli­ca.

Ben­ja­min relata que a pos­si­bi­li­da­de de mi­gra­ção in­ver­sa – ou se­ja, do tran­spor­te par­ti­cu­lar pa­ra o pú­bli­co – é a edu­ca­ção e con­sci­en­ti­za­ção da po­pu­la­ção em que o uso dos ôni­bus in­di­ca mai­or flui­dez do trá­fe­go. No en­tan­to, ele lem­bra que isso só se­rá pos­sí­vel se for ofe­re­ci­do um tran­spor­te co­le­ti­vo de qua­li­da­de, o que não ocor­re atu­al­men­te, se­gun­do ele. Benjamin diz que al­guns dos pa­râ­me­tros a se­rem ana­li­sa­dos são o tem­po de es­pe­ra, qua­li­da­de dos pon­tos de ôni­bus, in­te­gra­ção das li­nhas e ta­ri­fas e que ne­nhum pas­sa­gei­ro an­de mais de 500 me­tros até o pon­to.

Fonte: Jornal o Hoje

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Em Caruaru, Destra atende usuários e determina volta do percurso anterior da linha Rendeiras

A partir desta quarta-feira, 26, a linha de ônibus do Bairro das Rendeiras, zona leste, que faz o percurso subúrbio cidade, voltará a ter paradas nas Ruas Duque de Caxias, 15 de Novembro e Sete de Setembro, além da Rua Capitão João Velho, seu antigo itinerário, deixando de atender na Travessa Sete de Setembro e a Rua Martins Júnior.
A determinação tomada pela Destra ocorreu após analise de um período de experiência, onde ficou constatada a redução do tempo da viagem em apenas em cinco minutos. Este ganho de tempo, insignificante, não agradou os usuários que preferiram a comodidade que as paradas das principais ruas do Centro proporcionam.
Desde o dia, 12, deste mês, a linha havia sofrido mudança no itinerário deixando de atender as Ruas Duque de Caxias, 15 de Novembro e Sete de Setembro. As paradas ficaram na Travessa Sete de Setembro e na rua Martins Júnior.  A mudança tinha sido solicitada pela empresa concessionária da linha. O objetivo alegado foi o de agilizar o serviço para diminuir o tempo da viagem. Os usuários entenderam que o custo do incômodo não foi compensado pelo benefício do ganho de tempo. 
Com a volta do horário tradicional, nas terças-feiras, quando acontece a Feira da Sulanca a linha opera novamente na Travessa Sete de Setembro, na Rua Martins Júnior e na Capitão João Velho. (Jance Medeiros)

Fonte: Meu Transporte


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