Metrô-SP terá de manter 70% da frota, caso haja greve

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ainda que os metroviários entrem em greve a partir de amanhã, pelo menos 90% da frota terá de ser operada durante os horários de pico e 70% nos demais horários. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta tarde, durante audiência realizada entre a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e o Sindicato dos Metroviários para tentar negociar a greve proposta pelos trabalhadores.
A audiência acabou sem acordo. Os metroviários farão uma assembleia às 18h30 para definir os rumos da greve, que está prevista para começar amanhã. O sindicato exige reajuste de 10,79%, produtividade de 13,80%, reajuste de 13,90% para o vale-refeição, aumento do valor da cesta básica e do vale-alimentação para R$ 311,09, equiparação salarial e plano de carreira, PPP para aposentadoria e plano de saúde para os aposentados, participação nos resultados igualitária, licença-maternidade de seis meses e anistia aos demitidos. Eles também são contra a privatização das linhas 4 e 5.
Na tarde de hoje, o Metrô ofereceu reajuste salarial de 6,39% mais 1,3% de aumento real, o que significa um ganho de 7,77% sobre os salários atuais. Além disso, a companhia reajustou o valor do vale alimentação em 50%, passando ao valor de R$ 150, e fez algumas concessões, como auxílio transporte no caso de metroviários residentes fora da cidade de São Paulo, ampliação do auxílio-creche e aumento no tempo da licença maternidade, que subiria de quatro para seis meses.
CPTM
Ainda nesta tarde, o TRT realiza audiência sobre ação cautelar ajuizada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), noticiando a paralisação dos trabalhadores representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo; Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil; Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana e Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo. Até as 16h, essa audiência ainda não havia sido concluída.

Fonte: Agência Estado

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Greve de ônibus em Sorocaba e Votorantim é suspensa

A greve do transporte coletivo em Sorocaba e Votorantim foi suspensa antes mesmo de começar. Prevista para ter início na madrugada desta terça, foi adiada para a madrugada de quarta com a apresentação de uma proposta dos responsáveis pelas empresas que cuidam das linhas.
Em assembleia realizada na manhã desta terça, a proposta foi aceita pelos funcionários, efetivamente encerrando qualquer possibilidade de greve. Uma segunda assembleia está marcada para as 18h, mas historicamente, não há registro de duas assembleias com funcionários do transporte coletivo resultando em decisões diferentes.
Na segunda-feira (30), representantes do sindicato e diretores das cinco empresas (STU, Reunidas, Jundiá, Rosa, São João e Votur) que possuem ônibus atendendo a Sorocaba e Votorantim se reuniram na sede do Sindicato dos Condutores por quase três horas para tentarem um acordo.
O encontro foi intermediado por representantes da Urbes - Trânsito e Transporte. Ao final da reunião a portas fechadas, ambas as partes afirmavam que a conversa havia avançado consideravelmente. Prova disso é o fato da diretoria do sindicato sujeitar a proposta à assembleia nesta terça-feira. Antes do encontro, o vereador e vice-presidente do sindicato, Francisco França, disse que a proposta só seria avaliada se fosse “plausível e decente”. Caso contrário, estaria mantida a greve já para a madrugada desta terça-feira. 
A principal reivindicação dos motoristas dizia respeito ao reajuste salarial da categoria. Eles pediam aumento de 10,6%, e até a semana passada os donos de empresas de ônibus ofereciam 7,3%, o que teria incitado a possibilidade de greve. Nesta segunda-feira, no entanto, a nova proposta atingiu o patamar dos 9% de reajuste. A proposta também contempla R$ 700 de participação nos lucros e resultados (contra R$ 800 reivindicados) e ticket refeição de R$ 14 (atualmente são R$ 13 e os motoristas pediam R$ 15).
Outra exigência do sindicato era a contratação de 100 agentes de bordo, que teriam como função auxiliar a população e evitar a evasão através da ação dos pula-catracas. Os donos de empresas propuseram a contratação de metade, entre janeiro e março do próximo ano.


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No Dist. Federal, Empresas de ônibus querem passagens à R$ 3,25

Os empresários do transporte coletivo do Distrito Federal decidiram, durante reunião nesta terça-feira (31/5), manter o pedido de aumento do valor das passagens de ônibus na capital federal. Os empresários querem um reajuste de 62%. Isso significa que o passageiro que hoje paga R$ 2 terá que desembolsar R$ 3,24 e quem paga atualmente R$ 3 passará a pagar R$ 4,84.
De acordo com eles, esse reajuste é necessário para que as empresas tenham um equilíbrio financeiro. Os empresários também disseram que não vão se reunir com o Sindicato dos Rodoviários até que o governo dê uma solução, como subsídios ou que o reajuste comece a valer. Eles também criticaram o sistema de transporte público e discutiram algumas melhorias.
A negociação sobre o aumento de tarifas já vem sendo discutida pelos empresários desde a semana passada, quando eles queriam um reajuste de 64,57%.
Está prevista uma reunião dos rodoviários nesta tarde com a Secretaria de Transportes do DF. A categoria fez uma paralisação relâmpago na última sexta-feira (27/5) para reivindicar o aumento salarial. Cerca de 800 ônibus ficaram parados no estacionamento do estádio do Mané Garrincha das 16h às 18h.



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Metrô-DF não tem espaço para passageiros guardarem as bicicletas

Usuários do metrô do Distrito Federal estão insatisfeitos com os bicicletários dos terminais. Das 24 estações, apenas 11 têm espaço para guardar bicicletas. Mas, mesmo quando há este local, alguns passageiros preferem não deixar a bicicleta por causa da falta segurança.
Na Estação Ceilândia Centro, há um posto policial e câmeras de segurança. Mesmo assim, de acordo com funcionários do Metrô, roubos acontecem com frequência, e alguns usuários preferem carregar a bicicleta durante todo o trajeto do trem. “Eu não deixo minha bicicleta. Ela é mais cara, não têm condições. Quando eu voltar, ela não vai mais estar lá”, avalia o porteiro Edson Lucena.
O Metrô explica que as novas estações são construídas com os biciletários do lado de dentro e que, nesses casos, não há registros de crimes. Nas estações antigas, os projetos para bicicletários estão sendo desenvolvidos e a promessa é de aumentar a segurança.
“O Metrô-DF tem feito um trabalho constante com a Polícia Militar e com as administrações regionais, no sentido de sensibilizar essas entidades para que sejam feitas rondas policiais para evitar o roubo, que prejudica bastante o usuário do Metrô”, afirma o gerente de operação do Metrô, José Soares de Paiva.

Fonte: G1 DF

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Em Campinas, Motoristas de ônibus cancelam greve após acordo salarial

Os motoristas e cobradores de ônibus de Campinas decidiram suspender a greve, que deveria se iniciar nesta quarta-feira (1º). O sindicato da categoria aceitou a proposta da Transurc (Associação das Empresas de Transporte Coletivo de Campinas) que estabeleceu um reajuste de 9% nos salários e 20% no vale-refeição, o que representa um adicional de R$ 300. De acordo com o sindicato, o percentual é o maior conseguido por uma categoria este ano na região. O salário reajustado será pago no mês de junho.
Os motoristas e cobradores de ônibus da cidade também vão receber mais duas folhas no talão de tickets para os dias de folga, aumentando de 24 para 26 folhas, além de R$ 420 de Participação dos Lucros e Resultados (PRL). Os motoristas de ônibus da cidade ganham R$ 1.481,95 e os cobradores R$ 658,05.
De acordo com a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), circulam no transporte público cerca de 650 mil pessoas.


Fonte: EPTV

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São Paulo: Ferroviários podem decretar greve por tempo indeterminado hoje

Em estado de greve desde a semana passada, os ferroviários de São Paulo podem decidir em assembleia nesta terça-feira (31) iniciar a paralisação a partir do dia seguinte. Os sindicatos ainda aguardam proposta da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que atenda às reivindicações. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) transferiu para terça, às 12h, a audiência de conciliação que seria realizada nesta segunda (30). A assembleia está marcada para as 18h.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, em conjunto com o Sindicato dos Ferroviários da Sorocabana e Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, ainda busca um acordo com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos.
Entre os itens da pauta de reivindicações, estão reposição salarial com base no período de janeiro de 2010 a fevereiro deste ano, pelo maior índice (entre INPC-IBGE, IPC-Fipe e ICV-Dieese), aumento real de 5% e mudanças no plano de cargos e salários. A data-base é 1º de março. De acordo com o sindicato, a empresa propôs reajuste de 2,75%.
O presidente do sindicato, Eluiz Alves de Matos, descartou a possibilidade de operação-padrão caso a greve seja mesmo decretada. "Vamos parar todos os trens se não existir acordo, nenhum ferroviário deve ir trabalhar", afirmou.
Em nota, a companhia destaca acordo sobre benefícios, como seguro de vida, cesta básica, plano de saúde e odontológico e adicional de férias . "A CPTM reafirma seu interesse no fechamento do acordo e confia que as negociações se encerrem de forma positiva para os empregados, para a Companhia e para a sociedade."
Diariamente, cerca de 2,4 milhões de pessoas passam pelas linhas da CPTM.

Metrô

Os funcionários da Companhia do Metropolitano (Metrô) também farão assembleia na terça à noite, para decidir se entram ou não em greve a partir do dia seguinte. Eles rejeitaram proposta de reajuste de 6,39% feita pela empresa. A empresa estatal também é vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos.
Os metroviários também realizam assembleia nesta terça-feira (31), com possibilidade de deflagrar greve a partir desta quarta. Os usuários do Metrô chegam a 3,7 milhões por dia.



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No Recife, Aumenta o número de passageiros no metrô linha Sul

Mesmo sem a importante contribuição dos terminais integrados com ônibus, fundamentais para o funcionamento do metrô e, especialmente do sistema do Recife, a linha sul tem sobrevivido muito bem. Sem os TI’s, a previsão era que transportasse 20 mil pessoas por dia, com muita boa vontade. Já são 33 mil pessoas, diariamente. Houve mês como o ultimo março, que foram transportados 800 mil passageiros. Perto do principal ramal do metrô, a linha centro, com 25 anos de operação e transportando cerca de 205 mil pessoas por dia, cinco milhões por mês, os números parecem pequenos, mas, para quem acompanha a nova linha desde o começo, é uma surpresa.
E mais do que servir a população, a linha sul tem outros méritos. O ramal tem feito a classe média deixar o carro em casa. Representa facilidade na vida da população. Faz com que pessoas queiram usar o transporte público. Cria no cidadão a percepção de que compensa, sob o aspecto de tempo, dinheiro e conforto, deixar o carro na garagem.
A técnica de projetos Josi Coutinho, 49 anos, é um exemplo. “O metrô me conquistou, moro duas ruas depois da estação Antônio falcão, mas nunca imaginei que usaria o sistema um dia. Era resistente. Há um ano, resolvi experimentar. Comecei usando o metrô uma vez por semana eagora já vou e volto do trabalho duas a três vezes por semana. Deixo o carro em casa mesmo. compensa muito. Sair de Boa Viagem e chegar ao trabalho no espinheiro significa pegar muito trânsito, defende”.
Além do fato de que o metrô não para em semáforos e não sofre em congestionamentos, o sucesso da linha sul se deve, principalmente pelo fato de ainda ser confortável, mesmo nos horários de pico. Pelo menos por enquanto os passageiros não andam espremido, como acontece com a linha centro. O ar- condicionado nos trens é fundamental para essa sensação de conforto. Os 13 minutos de espera, em média, passam rapidamente.
O público com muitas pessoas da classe média, influencia. Antes a linha sul operava com uma única composição, com intervalos de até 1 hora e apenas de segunda a sexta-feira. Depois ampliou para os sábados, mas fechava aos domingos.
Hoje a linha sul tem os mesmos horários da linha centro: 5h às 23hs, todos os dias. Há ainda diferenciais que agradam, como o sistema de informação indicando o tempo de esperados trens.
O crescimento da demanda do ramal se deve, muito, ao inicio da integração da linha elétrica com o diesel, que vai até o cabo de santo Agostinho,  no Grande Recife. Mesmo operada por trens velhos e desconfortáveis, com intervalos de 50 minutos, traz muitos usuários ate a estação de cajueiro seco. E a demanda deve aumentar ainda mais, porque quatro dos cinco terminais integrados previstos desde que o sistema foi projetado começaram a ser construídos.
Ricardo Beltrão, superintendente do metrô comera o sucesso e garante que o metrô da linha sul tem fôlego para crescer ainda mais. “A estrutura permite que transportemos 330 mil passageiros por dia, ou seja, dez vezes mais do que é atualmente. Esperávamos um crescimento depois das entrada de alguns terminais integrados e do veiculo leve sobre trilhos (VLT), que substituirá o trem a diesel. Mas outros fatores fizeram a população optar pelo metrô. O crescimento do bairro de Boa Viagem em nossa direção e os congestionamentos da zona sul”, afirma. Isso que dá força a linha sul do Metrô.


Fonte: Jornal do Commércio

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Abertas propostas para mobilidade urbana entre Salvador e Lauro de Freitas

Os envelopes de sete empresas e consórcios que participam da Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) de Mobilidade Urbana foram abertos, nesta segunda-feira (30), no auditório da Secretaria do Planejamento (Seplan). Coordenado pela Secretaria do Planejamento, o PMI definirá o modal a ser implantado no Acesso Norte, interligando os municípios de Salvador e Lauro de Freitas. As propostas consistem de estudos de viabilidade técnica, ambiental e financeira.
De acordo com o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), José Eduardo Copolla, a próxima etapa será a análise das propostas pelo Grupo de Trabalho Executivo (GTE) juntamente com uma consultoria. A previsão é que isso seja feito, no prazo de 15 dias, quando serão agendadas audiências públicas para definir o modal ligando Lauro de Freitas ao Acesso Norte, na Rótula do Abacaxi, tendo como uma das exigências a integração com o metrô.
Além de determinar o tipo de transporte, será definido o modelo de gestão do sistema. Entre as opções de modelo de transporte está o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o Bus Rapid Transit (BRT).
A abertura do processo PMI foi para tentar obter modelo de transporte e de modelagem mais ampla no sentido de dar viabilidade técnica e econômica, disse Copolla. O propósito é possibilitar a integração física com o metrô e o restante do sistema de transporte da cidade, facilitando o acesso de um lugar a outro com a utilização de um bilhete único.
Após os processos de análise e de formatação do modelo de modal será realizada a licitação final para escolha da empresa ou consórcio que executará a obra. De acordo com o chefe de gabinete da Sedur, a previsão é que a construção do modal seja iniciada em dezembro com recursos do Programa de Aceleracao do Crescimento (PAC) da Copa. Os investimentos previstos são de R$ 570 milhões, incluindo a contrapartida do Governo do Estado.
As empresas que apresentaram propostas foram o Consórcio Odebrecht Transporte S/A e Setps, o Consórcio Camargo Correa e Construtora Andrade Gutierrez, a Metropasse, a Queiroz Galvão, a Prado Valladares Arquitetos, Invepar e ATP Engenharia.


Fonte: Governo da Bahia

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Modelo de BRT implantado em cidade da Colômbia é apresentado em Vitória

Nesta terça-feira (31) segue a programação do III Fórum Empresário de Logística e Transportes, que é realizado em Vitória. No evento, será apresentado o sistema Mio de transporte coletivo de passageiros da cidade de Cali, na Colômbia. O engenheiro responsável pela implantação, Roberto González, estará presente e vai contar a experiência e Cali durante os processos de planejamento e implantação do sistema de trânsito rápido de ônibus, mais conhecido como BRT.

O evento tem o objetivo de colocar em debate propostas e projetos a respeito de infraestrutura logística, normas jurídicas para a contratação de projetos e obras estruturantes e mobilidade urbana e contará coma presença de empresários, autoridades e técnicos de empresas com atuação nacional.

A palestra de González será proferida nesta terça-feira (31), a partir das 14 horas. O evento, que teve início nesta segunda-feira (30), acontece no Golden Tulip Hotel, em Vitória.

Participação

Também participam do evento representantes do Governo Federal e autoridades de outros estados da Federação, como o diretor geral da ANTT, Bernardo Figueiredo; Delmo Manoel Pinho, sub-secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro; Luis Afonso dos Santos Senna, ex-secretário de Transporte do Estado do Rio Grande do Sul; e Érico Andrade, procurador do Estado de Minas Gerais, Doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais e Professor de Direito Processual Civil da Universidade FUMEC.


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Em Sorocaba e Votorantim, Sindicato diz que greve de ônibus é pouco provável

Nesta terça-feira (31), em uma assembleia que será dividida em sessões às 10h e 18h, integrantes do Sindicato dos Condutores de Sorocaba decidirão se o transporte público vai parar em Sorocaba e Votorantim a partir da madrugada desta quarta-feira. Nesta segunda-feira (30), em reunião com os donos de empresas de ônibus, diretores do sindicato receberam uma proposta que nesta terça-feira (31) será votada pela categoria. Se não for aceita, à meia-noite os motoristas iniciarão oficialmente sua paralisação.
Nesta segunda-feira (30), por quase três horas,  representantes do sindicato e diretores das cinco empresas  (STU, Reunidas, Jundiá, Rosa, São João e Votur) que possuem ônibus atendendo a Sorocaba e Votorantim se reuniram na sede do Sindicato dos Condutores para tentarem um acordo.
O encontro foi intermediado por representantes da Urbes - Trânsito e Transporte. Ao final da reunião a portas fechadas, ambas as partes afirmavam que a conversa havia avançado consideravelmente. Prova disso é o fato da diretoria do sindicato sujeitar a proposta à assembleia nesta terça-feira. Antes do encontro, o vereador e vice-presidente do sindicato, Francisco França, disse que a proposta só seria avaliada se fosse “plausível e decente”. Caso contrário, estaria mantida a greve já para a madrugada desta terça-feira. 

Otimistas /Para o presidente do Sindicato dos Condutores, Paulo João Estausia, a proposta oferecida pelos donos de empresas de ônibus tem grandes chances de ser aceita em assembleia. “Caberá aos motoristas bater o martelo. Se eles optarem pela greve, cumpriremos, mas acredito que a proposta é boa.”

André Luís Abi Chedid, dono da empresa Jundiá, afirma que nesse ano as negociações caminharam melhor que em 2010, quando a empresa teve de entrar na Justiça solicitando que o Tribunal Regional do Trabalho arbitrasse o valor do dissídio para os motoristas. “Desta vez me parece que o bom senso das partes está prevalecendo.”

A principal reivindicação dos motoristas diz respeito ao reajuste salarial da categoria. Enquanto eles  exigem aumento de 10,6%, até  a semana passada os donos de empresas de ônibus ofereciam 7,3%. Nesta segunda-feira (30), no entanto, a nova proposta atingiu o patamar dos 9% de reajuste. A proposta também contempla R$ 700 de participação nos lucros e resultados (contra R$ 800 reivindicados) e ticket refeição  de R$ 14 (atualmente são R$ 13 e os motoristas pediam R$ 15).

Outra exigência do sindicato é a contratação de 100 agentes de bordo, que têm como função auxiliar a população e evitar a evasão através da ação dos pula-catracas. Os donos de empresas propuseram a contratação de metade, entre janeiro e março do próximo ano.

Menos usuáriosSegundo a Urbes - Trânsito e Transportes, entre 1997 e 2010 o sistema público de transporte em Sorocaba acumulou queda de 11% no número de usuários. No ano passado 4,4 milhões de pessoas foram transportadas. Esse número leva em conta o número de viagens, ou seja, se uma pessoa vai e volta do trabalho, são contadas duas viagens. Segundo a Urbes,  não há como contabilizar o percentual da população que utiliza o transporte público diariamente.

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Estudo mostra que incentivos geraram troca de ônibus por carro

A elevação do poder aquisitivo da população, as isenções fiscais do governo para a compra de veículos e as deficiências do sistema de transporte público nas capitais e regiões metropolitanas são os motivos que fizeram com que a população brasileira trocasse o transporte público pelo particular no País. De acordo com um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea), nesse ritmo a frota brasileira de automóveis e motos deve dobrar até 2025.
Para se ter uma idéia do crescimento, no Rio de Janeiro, em 1950, eram realizadas 649 milhões viagens de bonde, 216 milhões de ônibus e 20 milhões em automóveis. Em 2005, as viagens de bondes baixaram a zero, as de ônibus subiram para 1,5 bilhão e as de automóveis passaram a 1,6 bilhão.
O aumento da frota e as políticas ineficientes nas cidades, que adotaram sistemas de mobilidade de baixa qualidade e de alto custo, fizeram com que o tempo de deslocamento também aumentasse. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística (IBGE), apontam que, entre 1992 e 2008, o tempo médio de deslocamento casa - trabalho da população nas 10 principais capitais subiu aproximadamente 6%. O percentual de pessoas que gastam mais de uma hora no seu deslocamento casa - trabalho também subiu, de 15,7% para cerca de 19%.
O levantamento mostra que a alta dependência do transporte rodoviário, associada com a degradação das condições de trânsito, têm feito com que o transporte público perca competitividade em relação ao transporte público. "...a ausência de políticas de priorização do transporte coletivo acabam gerando perdas de demanda e receitas para os sistemas públicos, impactando a tarifa cobrada, que, por sua vez, gera mais perda de demanda, retroalimentando o ciclo vicioso".
O resultado desse cenário fez com que as tarifas de ônibus aumentassem cerca de 60% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o que fez com que ainda menos gente usasse o ônibus como meio de transporte, a queda no período foi de 30%.


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Presidente Dilma cobra de prefeitos a construção de ciclovias

Ao comentar a entrega de 30 mil bicicletas para alunos de escolas públicas na semana passada, a presidente Dilma Rousseff citou nesta segunda-feira a possibilidade de criação do que chamou de cultura do ciclismo no país.
Em seu programa semanal de rádio "Café com a Presidenta", ela cobrou de prefeitos a construção de ciclovias que deem segurança aos estudantes.
As bicicletas foram doadas a prefeituras de 81 municípios brasileiros, para crianças que moram longe das escolas, como parte do programa Caminho da Escola. Até o final de 2011, a distribuição deverá chegar a 100 mil bicicletas e 100 mil capacetes para 300 municípios do país.
"É um meio de transporte que não polui e ainda permite a prática de uma atividade física. Ir para a escola de bicicleta é uma atividade saudável. Agora, tem que ter segurança", disse. "Se as prefeituras adotarem essa prática, construindo ciclovias, eu tenho certeza que veremos muitas outras bicicletas circulando pelas ruas, e não apenas as do governo", completou.
Sobre o compromisso de construir 138 creches e 454 quadras esportivas escolares ainda este ano, Dilma avaliou que, para que o país dê um salto de qualidade na educação, é preciso melhorar a estrutura dos colégios. "Isso inclui oferecermos boas condições para os nossos alunos frequentarem as escolas", explicou.
A construção das creches em 83 municípios totaliza investimentos de R$ 154,3 milhões. Já as quadras esportivas beneficiarão 249 municípios e estão orçadas em R$ 216,9 milhões.
As estruturas serão construídas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) e a iniciativa faz parte do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância).

Fonte: Folha.com

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No Recife, Usuários reclamam da superlotação dos ônibus que passam pela avenida Norte

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A avenida Norte, uma das principais do Recife, atravessa a cidade do Centro até a BR-101, passando por diversos bairros, muitos deles muito populosos. A via é fundamental para o bom funcionamento do transporte público, mas os moradores da Zona Norte da capital se queixam da superlotação dos ônibus e das longas viagens, muitas vezes feitas de pé.

O movimento mais intenso começa pouco depois das 6h, com as paradas de ônibus enchendo e esvaziando rapidamente, à medida que os coletivos mais procurados passam. Essa rotina vai até as 7h30, aproximadamente.

A superlotação se repete todo dia e há casos em que as pessoas ficam coladas ao pára-brisa. É preciso estar preparado para a batalha no transporte antes de chegar ao trabalho. “Os lugares da frente, que são reservados para deficientes e idosos, às vezes estão até piores do que a parte de trás de ônibus”, afirma a faturista Ana Paula Amorim.

A quantidade de ônibus que passa é grande, das mais variadas linhas. Normalmente, eles circulam em velocidade reduzida, porque o engarrafamento na avenida de manhã não permite que seja diferente. A reportagem subiu num veículo que fazia a linha Córrego do Inácio e conversou com o motorista Paulo Batista da Silva. “No horário de pico é sempre lotado, a gente nunca consegue chegar no horário para a outra viagem, ainda mais com o engarrafamento”, aponta.

Conseguir um lugar para sentar é sorte grande. Quem consegue segura bolsas e pacotes dos passageiros que estão em volta, de pé, na solidariedade de quem sabe o que é passar por aquilo. No mais, paciência e resistência física são ‘qualidades’ exigidas por quem precisa do transporte público. “É muito complicado e a gente chega e não tem como passar para trás, porque fica todo mundo apertado aqui na frente”, conta o estudante Anderson Falcão.

O Grande Recife Consórcio de Transporte afirma que 21 linhas de ônibus passam todo dia pela avenida Norte. A linha Vasco da Gama - Afogados está programada para fazer 68 viagens por dia, com um intervalo médio de 13 minutos nos horários de pico. O Consórcio se comprometeu a avaliar se o intervalo programado para esta linha está sendo cumprido para, então, colocar mais ônibus. O Grande Recife pede que os passageiros de outras linhas liguem para informar sobre irregularidades, como atrasos e superlotação, pelo telefone 0800.081.0158. A ligação é de graça.



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Campinas poderá ter greve de ônibus na próxima quarta-feira

Em nota oficial o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região informou que caso não haja até essa data uma proposta por parte dos empresários dos transportes o movimento será deflagrado. Entre as reivindicações dos trabalhadores estão 6,31% de recomposição de perdas da inflação e 15% de aumento real.
Em entrevista a rádio CBN Campinas a Transurc, que é a Associação dos das Empresas de Transporte Coletivo Urbano, reinterou que está aberta para negociar e evitar a greve. Mas, através do assessor de imprensa, Paulo Bardal, declarou que este período de data-base invariavelmente é de conflitos. Na madrugada desta sexta-feira o sumiço de chaves em uma das garagens da VB Transportes e Turismo atrasou em algumas horas o transporte para cinco mil pessoas da região do bairro Cambuí e o Distrito de Barão Geraldo.
 
 


Foram feitas assembléias e mesas de negociação no dia 24 de maio quando foi deliberado o que se chama de "Estado de greve" na categoria, um estágio anterior a greve em si. Anúncio exigido por lei com 74 horas de antecedência.

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Metrô de SP pode entrar em greve nesta quarta-feira

Conforme o sindicato dos ferroviários, a proposta da CPTM, apresentada no dia 18, foi rejeitada pela categoria, que quer reajuste real de 5% nos salários. A empresa disse que continua negociando com os sindicalistas e ainda não tem condições de emitir um posicionamento concreto sobre a situação.

Em nota divulgada, o sindicato dos metroviários afirmou que "diante de mais esta demonstração de pouco caso com o sufoco que a categoria enfrenta dia e noite para atender a população, a categoria não teve alternativa, senão decretar greve para o dia 1º de junho". A categoria vai esperar uma nova manifestação do Metrô até as 18h de terça-feira, dia 31. A nova proposta será analisada em reunião marcada para as 18h30.
Em nota, o Metrô informou que acionará o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência (Paese) para minimizar a greve, que deve afetar 3,7 milhões de usuários.

"A Companhia do Metrô preparou um esquema especial para garantir o acesso dos seus empregados aos postos de trabalho e alertou todos os funcionários sobre a responsabilidade de manter os serviços essenciais que atendam as necessidades inadiáveis da sociedade. Com o anúncio de greve, a SPTrans deverá readequar as linhas de ônibus para assegurar o transporte de passageiros ao Centro da cidade", informou a nota.


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Sistema curitibano de transporte coletivo é copiado em outras cidades, porém, é preciso ouvir o usuário do ônibus

Não basta ter um bom transporte público, que faça deslocamentos de forma rápida, eficiente, com frequência regular de carros e que utilize veículos bonitos e bem conservados. Os que vivem nas grandes cidades precisam entender o sistema e serem ouvidos constantemente para informar aos planejadores e gestores o que está dando certo na prática.

Esse foi o conceito de transporte coletivo apresentado por seis cidades estrangeiras e brasileiras, em evento, semana passada, no Rio de Janeiro. As cidades participantes tinham em comum ter copiado o sistema de BRT (Bus Rapid Transit) de Curitiba – ônibus em canaletas, cobrança antecipada da passagem e embarque em nível. Porém, deram um passo a mais e modernizaram a comunicação com a população para aumentar o número de usuários.

A discussão é importante para a capital paranaense, que convive com a esquizofrenia de ser referência em transporte público, ambicionando sistemas rápidos como o metrô, mas que convive com congestionamentos cada vez maiores. Além de ser a cidade mais motorizada do país em relação à população: Curitiba tem dois veículos para cada três pessoas, uma proporção de 0,72 veículo por habitante, o dobro da média brasileira de 0,35 carro por pessoa.

As experiências de interação com o público foram apresentadas durante dois dias de workshop por administradores e planejadores de transporte público. Representantes da Urbanização de Curitiba (Urbs), que administra o sistema de ônibus de Curitiba, estavam presentes, mas não apresentaram nenhuma experiência bem-sucedida de comunicação.

“A gente teve dificuldades de investimentos, mas tivemos evolução, como é o caso do Ligeirão. Com certeza vamos ter de trabalhar a questão da comunicação com o usuário e desenvolver projetos”, admitiu a diretora de Relacionamento e Informações Corporativas da Urbs, Regina Neves Sorgenfrei, presente no encontro.

A capital paranaense, por exemplo, nunca fez uma pesquisa de Origem e Destino, a principal técnica usada há décadas por planejadores de transporte público em todo mundo para entender que tipo de transporte, os horários mais carregados e quais os principais deslocamentos que a população faz diariamente. Se os arquitetos, engenheiros e técnicos da Urbs e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) ouvirem os usuários eles poderão descobrir informações que nem imaginam, apesar da cidade ser referência desde a década de 70 em transporte de massa.

“É muito comum as cidades não terem planejamento e dinheiro para fazer marketing do transporte público. E a gente está desperdiçando uma oportunidade”, resume Ethan Arpi, gerente de comunicação e marketing da Embarq, uma organização internacional que pretende incentivar a implantação de metrôs e e BRTs como meios de transportes menos poluentes. A Embarq organizou o encontro.

Segundo Arpi, é importante ouvir os usuários para melhorar o que não está funcionando bem, mas principalmente saber o que está dando certo e destacar os pontos positivos e com isso garantir o financiamento de novos projetos de transporte. “Se os governos não acreditarem que o sistema é bom, não colocam dinheiro.”

Custo e “cases”
Parte das discussões aconteceram em torno dos custos de planos de marketing para as empresas que gerenciam os transportes públicos. Porém, grande parte das ações apresentadas dependem mais de iniciativa dos gestores do que dinheiro para fazer publicidade.

Na cidade de Pereira, 480 mil habitantes, capital da província de Risaralda, no Oeste da Colômbia, os administradores do MegaBus – um sistema de BRT – participam frequentemente de ações de marketing junto à população. “Não dá para ficar só no escritório e imaginar o que as pessoas pensam e como o sistema funciona”, relata a gerente-geral do MegaBus, Mónica Vanegas Betancourt. “É preciso ter um bom desenho técnico (do sistema de ônibus), mas não é o único fator (para atrair usuários)”, afirmou.

A coordenadora de comunicação da diretoria geral de mobilidade da cidade de Leon no México, Elda Flores Arias, salientou a importância de bons mapas para orientar os passageiros cotidianos e eventuais do sistema de ônibus. “Temos milhares de usuários e temos que ouvi-los. Cada linha tinha de ter um mapa”, resumiu.



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Em Los Angeles, ''A capital do carro'', Sistema BRT incentivou mais o uso do transporte público

Uma grande campanha de comunicação foi implementada em Los Angeles, a capital mundial do carro, para aumentar o número de usuários do transporte público e tentar reduzir a dependência do automóvel. A região tem quase 18 milhões de habitantes e possui o maior sistema de ruas expressas – várias pistas rápidas – em todo o mundo com mais de mil quilômetros desse tipo de via. Apesar disso, o resultado de atração dos usuários foi alcançado e o transporte de passageiros valorizado, segundo Maya Emsden – diretora da Metro, a agência que coordena todo o sistema de transporte público nos 70 municípios da região de Los Angeles.
A implantação de uma linha de BRT na cidade – Orange Line – integrada ao sistema de metrô fez com que o sistema tivesse 6 milhões de embarques, em média, nos primeiros meses.
Confira os principais trechos da entrevista feita com Maya.

Quais ferramentas de comunicação foram usadas por Los Angeles (LA) para atrair passageiros para o transporte público e reduzir a quantidade de automóveis nas ruas?
Fizemos uma campanha durante cinco anos, entre 2003 e 2008. Reunimos em uma só marca os diferentes gestores de transporte da região, de mais de 70 cidades do condado de LA, para ter um sistema de informação único, como atendimento a mídia, usuários, etc., trabalhando em conjunto. Fizemos também campanhas publicitárias, principalmente com outdoors, que têm um impacto muito grande na cidade. Como boa parte da população anda de carro, foi a forma mais eficiente. Incluímos anúncios em boletins de trânsito nas rádios, publicidade em jornais. O que gerou excelentes resultados também foi a contratação de agentes jovens para explicar como funciona nosso sistema de transporte nas universidades e escolas. Eles se tornaram advogados do sistema.

Qual o custo disso?
Nossa despesa com publicidade é de US$ 800 mil a US$ 1 milhão de dólares por mês.

Como a internet está sendo utizada?
Disponibilizamos ao Google Trânsito as informações do nosso sistema para dar como alternativa o metrô e o ônibus nas consultas de deslocamento na cidade através do Google Mapas. Disponibilizamos também um programa para os smartphones, cada dia mais utilizados, para consultar através de mapas como usar o sistema de transporte público. Além disso, cinco pessoas alimentam um blog, conectado ao Facebook, para contar sobre as viagens feitas pelo sistema. Milhões de pessoas usam o Google e somente milhares acessam nosso site, por isso paramos de tentar fazer as pessoas acessarem nosso site e trabalhamos com as “palavras-chave” no Google. Aumentamos nossa relevância nas buscas por informações de trânsito em Los Angeles. - Heliberton Cesca


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No Rio, Faixa exclusiva de ônibus chegará à Zona Norte

Até o fim do ano, o Bus Rapid System (BRS), sistema de faixas preferenciais para ônibus que já funciona em Copacabana, chegará à Zona Norte. Ele será implantado na Rua Vinte e Quatro de Maio e na Avenida Marechal Rondon, no Grande Méier. Na Zona Sul, será estendido também este ano a Ipanema e Leblon (Visconde de Pirajá, Prudente de Moraes, Ataulfo de Paiva e General San Martin). Até 2012, será levado às ruas Conde de Bonfim e Haddock Lobo, na Tijuca. O anúncio foi feito ontem pelo subsecretário municipal de Transportes, Carlos Maiolino, durante seminário no Centro.

De acordo com Maiolino, os estudos para implantação das faixas em Ipanema já estão avançados. Para completar a lista de BRS, a prefeitura planeja instalar o corredor, até o fim de 2012, nas ruas São Clemente e Voluntários da Pátria, em Botafogo. No Centro, a promessa é levar o sistema às avenidas Presidente Vargas, Rio Branco e Primeiro de Março.

Asfalto Liso terá que ser feito antes do BRS

Segundo o subsecretário, o cronograma de implantação do BRS dependerá de ações de outras pastas, a exemplo da Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos, que está realizando o programa Asfalto Liso na cidade.

O corredor exclusivo de ônibus começou em fevereiro, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Na Rua Barata Ribeiro o BRS começou a funcionar em abril. Só em Copacabana, o BRS reduziu a frota de ônibus em 24%. Uma pesquisa apresentada pela Federação das Empresas de Transporte do Rio de Janeiro (Fetranspor) mostrou que o índice dos que aprovaram o sistema de ônibus no bairro com conceito "bom" ou "ótimo" subiu de 16%, em fevereiro, para 41%, este mês.

Além do tráfego menos pesado e de menos poluição, o tempo médio para percorrer de ônibus a Nossa Senhora de Copacabana caiu de 23 minutos para 12 minutos. Na Barata Ribeiro, a média antes do BRS era de 19 minutos e caiu agora para 11 minutos.

Durante o anúncio, feito em seminário que discutia outro sistema de transportes, o Bus Rapid Transit (BRT) - a ser usado por exemplo no Transoeste, com ônibus articulados -, Maiolino disse que está nos planos da prefeitura cobrar das empresas de ônibus uma frota mais moderna para os BRS, com piso rebaixado e motores traseiros.
Para os próximos quatro corredores, nos bairros de Ipanema e Leblon, a previsão da Fetranspor é que a redução de ônibus em circulação fique em torno de 20%, próximo ao resultado obtido em Copacabana.


Fonte: O Globo

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Cartão BOM poderá ser usado no trem e Metrô na Grande São Paulo

A partir do dia 27 de julho, usuários do sistema de ônibus intermunicipais da Grande São Paulo poderão utilizar o cartão BOM (Bilhete de Ônibus Metropolitano) nas catracas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. A informação foi divulgada ontem pelo presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Joaquim Lopes da Silva Júnior.
A declaração foi dada após a premiação do IQT 2010 (Índice de Qualidade do Transporte), ranking que classifica a atuação das empresas de ônibus da região metropolitana de São Paulo.
"Tecnologicamente já é possível fazer a integração nas catracas. Só temos de adaptar um software, e isso demora cerca de 60 dias", explicou o presidente. Silva Júnior disse que o BOM servirá apenas para facilitar a vida do usuário, que atualmente precisa de pelo menos dois cartões para fazer a transferência. O projeto inicial não prevê integração tarifária, nos mesmos moldes do Bilhete Único.
Inicialmente, a integração funcionará em fase de testes, em apenas uma estação a ser definida. Atualmente, o BOM é utilizado por 3 milhões de passageiros em toda a Região Metropolitana. A EMTU espera que a demanda pelos cartões aumente após o início da integração com o trem e o Metrô.



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São Paulo: EMTU busca saída para ônibus intermunicipais

"Aqui é a área mais desequilibrada." Assim o presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Joaquim Lopes da Silva Júnior, classificou o serviço de ônibus intermunicipais no Grande ABC.

A avaliação se explica. Enquanto nas outras quatro áreas da região metropolitana de São Paulo a renovação dos transportes está em curso desde 2006, na região, chamada de Área 5, as quatro tentativas de abrir licitação foram frustradas.

O último edital foi lançado em dezembro, deveria ser concluído em janeiro, mas foi encerrado, sem concorrentes. "E se publicarmos novamente, ficará vazia mais uma vez", afirmou Silva Júnior.

A reformulação das concessões é uma forma de determinar padrões de qualidade, como exigir das empresas a renovação das frotas e novos estudos de demanda para dimensionamento das linhas, o que contribui para a melhoria do serviço.

Os empresários justificam, desde 2005, quando as negociações começaram, que, da forma como é lançada, a licitação não é economicamente viável. Mesmo com edital vazio, a EMTU estuda como fazer acordos com as viações.

Silva Júnior entende que, quando saírem do papel, os principais projetos para o transporte público no Grande ABC irão provocar mudanças na demanda de passageiros e na distribuição dos deslocamentos.

O impacto da chegada do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), que vai ligar a região ao Metrô, do Expresso ABC, que são trens de maior velocidade, e de outro possível VLT, entre Santo André e Guarulhos, ainda não pode ser medido, segundo o presidente.

"Tudo isso deixa o cenário incerto. Se não temos a demanda a ser licitada, não temos a receita estimada, e se não temos receita e demanda, não podemos determinar o que deve ser exigido", afirmou Silva Júnior.

Nessa fase transitória, a saída, ainda segundo o presidente da EMTU, pode ser buscar para o Grande ABC uma proposta que seja o equilíbrio dos contratos celebrados nas demais áreas.

"Mas é uma discussão a ser feita junto com o Ministério Público. É preciso construir esse entendimento com o governo do Estado", explicou.

Segundo Silva Júnior, o debate com as empresas da região já foi aberto. "Vamos estabelecer critérios mínimos de atendimento para assegurar que as prestadoras de serviço ofereçam qualidade e conforto para os passageiros."

Empresas avaliam que é o momento de buscar solução

Como justificativa para recusar os editais, os empresários já disseram que melhor seria dividir a região em dois consórcios e que a operação das linhas não cobriria os custos. Desta vez, porém, sinalizam que pode haver acordo.
Gerente jurídico da AETC/ABC (Associação das Empresas de Transporte Coletivo do ABC), o advogado Francisco Bernardino Ferreira disse que as viações e a EMTU estão se alinhando. "Abriu-se um canal na área técnica para identificar as necessidades da região, que é diferente das outras regiões pela sua complexidade."

Pelas linhas intermunicipais da Área 5 - as sete cidades e parte da Capital - circulam mais de 900 ônibus, que atendem público diário que passa de 250 mil pessoas.

Ferreira não falou sobre os motivos que fizeram fracassar as tentativas de licitação. "Qualquer outro comentário é prejudicial. Vamos celebrar o novo momento."

Para o presidente da Transportes Coletivos Parque das Nações, Carlos Sófio, "a aproximação é um começo, mas é preciso que seja bom para todos, usuário e empresas."

Presidente da Rigras Transporte Coletivo e Turismo, Nivaldo Aparecido Gomes disse que o debate é a forma para se alcançar o objetivo "de sempre prestar o melhor serviço."

Para o presidente da EMTU, um dos maiores problemas do Grande ABC é a idade dos ônibus que, na média, é mais velha do que no restante da região metropolitana de São Paulo.


Fonte: Diário do Grande ABC

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Diretor da ANTT reforça que trem-bala não ficará pronto para a Copa

O diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, reforçou que o Trem de Alta Velocidade (TAV) no Brasil, conhecido como trem-bala, que vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, não vai ficar pronto até os jogos da Copa do Mundo de 2014. A declaração foi feita durante seminário "Infraestrutura de Transporte no Brasil", realizado em São Paulo, nesta sexta-feira (27).
"O TAV não será projeto para a Copa do Mundo e nem para Copa das Confederações. Há necessidade de pelo menos seis anos para a conclusão das obras", disse Figueiredo. A Copa das Confederações será realizada em 2013 e a Copa do Mundo, em 2014.
Figueiredo disse que o sistema terá custo de R$ 33 bilhões, sendo que o governo Federal deverá entrar com R$ 3,3 bilhões, outros R$ 20 bilhões, que serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e o restante vindo da iniciativa privada. De acordo com ele, Japão, Coreia e França têm interesse em investir R$ 10 bilhões nas obras.
"O trem deverá ter estações no centro do Rio de Janeiro, no Aeroporto Santos Dumont, na cidade de Aparecida do Norte (SP), no Centro de São Paulo, no Aeroporto de Guarulhos, no Centro de Campinas (SP) e no Aeroporto de Viracopos, também em Campinas. A parada em Aparecida é para que a obra seja abençoada", afirmou o diretor da ANTT.
O turismo religioso em Aparecida surgiu como fluxo complementar, em função da Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, que gira em torno de 7 milhões de pessoas por ano.
"Temos o interesse de empresários do Japão, Coreia e França para investir na obra do TAV, mas desde que as tecnologias empregadas no sistema sejam do país investidor", disse Figueiredo.
O diretor explicou que o planejamento do sistema de transporte no país tempo demais parado. "Foi abandonado por muito tempo. A infraestrutura não pode ser desenvolvida para um momento de pico como a Copa do Mundo de 2014. Tem de ser pensada para uso normal."
Figueiredo afirmou ainda que a não possibilidade de o trem-bala ficar pronto para a Copa do Mundo se explica pelo atraso do leilão para a realização da obra. "Quando o PAC-1 foi anunciado, a Copa não era uma realidade. Para as Olimpíadas, acho que poderemos ter um trecho pronto, pois teremos dificuldades ambientais no trecho da Serra das Araras para concluir toda a obra. Se fizermos um esforço, acredito que há chances de termos um trecho do TAV pronto até lá."
O leilão para concessão da obra do TAV será realizado em 29 de julho deste ano. "Estava previsto para ser feito em 2009, mas os estudos internacionais sobre o projeto não ficaram prontos a tempo e por isso não é possível dizer que o TAV vai ficar pronto para esse evento. São seis anos de obra e um ano de testes, sem passageiros", disse Bernardo.
Ainda segundo ele, dados da ANTT apontam que foram construídos dois mil quilômetros de malha ferroviária no período de 1920 a 2004. "De 2004 até este ano, estão sendo construídos cinco mil quilômetros, sendo que mil já estão prontos. Ferrovia demanda um investimento maior do que para aerovia e o retorno é mais demorado."

Fonte: EPTV

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