Em São Paulo, Transporte vai custar mais que o dobro para a baixa renda

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula que o impacto do aumento do transporte público em São Paulo, de R$ 2,70 para R$ 3, nesta quarta-feira (5), chegará em dobro para as famílias de baixa renda.
De acordo com a coordenadora de pesquisa de preços do Dieese, Cornélia Nogueira Porto, a elevação custará 0,52 ponto percentual a mais no bolso das famílias de menor renda, que utilizam mais o transporte coletivo que o individual. No geral, o transporte para essas pessoas representa 4,65% no orçamento mensal.
Já para as de maior renda, o impacto será de apenas 0,22 ponto percentual (pesando 1,97% no  orçamento). Na comparação, uma família de baixa renda pagará mais que o dobro pelo transporte em relação à de maior renda.

O reajuste foi confirmado no dia 28 de dezembro do ano passado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). Com o novo valor a tarifa ficou 11% mais cara e representa o dobro da inflação estimada do período. Segundo Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, ficará em 5,9% no acumulado de 2010. Os R$ 0,30 a mais no bilhete também elevarão em 0,33 ponto percentual a inflação no município.
Por enquanto, a tarifa do Bilhete Único de integração entre os ônibus municipais e metrô vai de R$ 4,07 para R$ 4,29, mas só enquanto o bilhete do metrô custar R$ 2,65.

Os passageiros de São Paulo têm até esta terça-feira (4) para recarregar o Bilhete Único com o preço atual de R$ 2,70. O máximo que os passageiros podem acumular no Bilhete Único é R$ 200. Essa quantia poderá ser utilizada de acordo com o preço antigo até o término do valor. Não existe um prazo para a validade do crédito.

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