Metrô precisa aumentar ritmo de expansão de linhas em 11 vezes para atingir meta de 284 km de trilhos

domingo, 12 de dezembro de 2010

Se mantido o ritmo histórico de construção do metrô em São Paulo, a meta anunciada pelo PSDB em 1999 (durante o governo Mário Covas) de atingir 284 km de malha metroviária até 2020 só será alcançada mais de um século depois. Desde 1974, quando o Metrô paulista começou a operar, a média de construção é de 1,9 km de novos trilhos por ano. Caso esse ritmo continue, São Paulo irá atingir a meta tucana apenas no ano de 2132.

Atualmente, a capital paulista ocupa o 39º lugar no ranking de extensão das linhas de metrô do mundo, com 69,7 km de trilhos. Nesse total está incluída a linha 4-Amarela, inaugurada em maio deste ano sem todas as estações concluídas.

Se atingisse hoje a meta de 284 km de trilhos, a cidade de São Paulo empataria com Madri (capital da Espanha) em sétimo lugar no ranking mundial. Porém, para chegar a essa quilometragem, o Estado (responsável pelo Metrô) teria que trabalhar em um ritmo 11 vezes maior que o atual, implantando 21,4 km de trilhos por ano. Esse ritmo de expansão se aproxima do de Xangai (China), que estreou seu sistema de metrô em 1995 e, atualmente, conta com 420 km de metrô, uma expansão de 28 km/ano. Porém, considerando as cidades que passaram a ter metrô a partir dos anos 70, São Paulo tem a implementação mais lenta do mundo.

A meta de 284 km de metrô até 2020 foi estipulada no Pitu (Programa Integrado de Transportes Urbanos), criado em 1999 durante o governo de Mário Covas (PSDB), e ainda vigente no planejamento do governo do Estado, como consta no site da Secretaria de Transportes Metropolitanos. Cálculos da bancada de oposição ao governo na Assembleia Legislativa mostram uma realidade ainda mais diferente do Pitu: nos últimos oito anos, o Metrô diminuiu a média de expansão para 1,6 km de trilhos por ano.

Prioridade
Especialistas ouvidos disseram ser difícil, mas não impossível, chegar à meta de 284 km de trilhos do Metrô paulista. O engenheiro e ex-secretário de Transportes do Estado Adriano Murgel Branco diz que o poder público historicamente não vê o desenvolvimento do metrô como uma prioridade.
 A razão é muito simples: um político começa a obra, mas quem termina e inaugura é outro.

O engenheiro e consultor de trânsito Telmo Giolito Porto afirma que é possível alcançar a meta em uma década com a construção de 20 km anualmente. Mas, segundo ele, a cidade não precisa mais dessa rede.

– Se construir 10 km por ano e fizer uma melhoria geral na CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos], já vai poder resolver parte do problema da mobilidade urbana da região.

Tanto Branco quanto Porto apontam que reformar os trens de superfície da cidade (CPTM), deixando-os com a mesma qualidade do Metrô, seria mais rápido e barato do que construir a malha restante da meta. Essa mudança, de acordo com os especialistas, seria importante para resolver grande parte do problema do trânsito em São Paulo. Melhorias como ampliação da velocidade, aumento na frequência dos trens e do conforto atrairiam mais usuários para o transporte.

Fonte: R7.com
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Recife: Viaduto Capitão Temudo só será entregue em abril de 2011

Quem aguarda por um meio mais fácil, e menos congestionado, de chegar ao centro do Recife, vai ter que esperar mais alguns meses. A principal etapa das obras de duplicação do Viaduto Capitão Temudo, o vão intermediário que dá sustentação à estrutura metálica da parte central da via, vai ficar mais cara e só deve ficar pronta em abril de 2011, ao contrário da prazo estabelecido que apontava sua conclusão até dezembro deste ano. Por outro lado, os usuários do Metrô do Recife terão o serviço interrompido para a finalização do viaduto, como apontava o cronograma inicial.

Quando a duplicação estiver concluída, o Viaduto Capitão Temudo, localizado entre os bairros da Joana Bezerra e do Cabanga, vai passar de 14 metros de largura para 28 metros, o que significa que os motoristas terão quatro vias no sentido Boa Viagem-Olinda e outras quatro no sentido contrário. O fluxo na via deve ser elevado dos atuais 40 mil veículos diários para 52 mil e inclui a vazão da Rua Imperial, que estará interligada ao viaduto por duasalças laterais. A medida deve impactar consideravelmente o trânsito da região e facilitar o acesso ao comércio do Centro.

Segundo a presidente da URB Recife, Débora Mendes, os trabalhos iniciados em junho de 2008 sofreram atrasos devido à dificuldade de concretizar a desapropriação de um dos terrenos que dão espaço às obras. A desapropriação ocorreu há dez dias, após três meses de negociações. Além disso, o projeto do vão central, que seria concebido todo em estruturas metálicas representaria gastos superiores aos legalmente possíveis e as negociações com o Metrorec não avançaram além da concessão de três horas diárias, durante a madrugada, para o avanço das obras. ´O projeto incluía a utilização da área onde hoje passam os trilhos, o que interromperia a utilização do metrô em tempo integral. Preferimos fazer a colocação de vigas em pilares externos a essa região para manter o funcionamento dos trens, mas isso nos demanda mais tempo para concluir o projeto`, explicou Débora Mendes. (Ed Wanderley)


Opinião: ''Infelizmente está obra não melhorará a mobilidade urbana na cidade do Recife, vale salientar que estamos caminhando para 04 anos sem sequer um corredor de ônibus construido, ou seja, isso mostra a prioridade que a Prefeitura do Recife e porque não o Governo do Estado vem fazendo com a questão da mobilidade urbana na região metropolitana, sem falar na falta absurda de agentes de trânsito da CTTU, na cidade do Recife''. Clayton Leal
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Usuários de bicicleta reclamam da falta de ciclovias em Natal

Elas são leves, não poluem o meio ambiente, ajudam na saúde e na definição de um corpo perfeito. Embora tenha inúmeras atribuições positivas, não é fácil convencer as pessoas a trocar o conforto dos automóveis pela sustentabilidade da bicicleta. Mesmo o número de pessoas que utiliza diariamente bicicletas em Natal ser de 4%, o que representa aproximadamente 54 mil viagens por dia - maior do que a média nacional que é apenas 2,8% -, os integrantes da Associação de Ciclistas do Rio Grande do Norte (Acirn) acreditam que o percentual poderia ser maior caso existisse na capital potiguar mais faixas exclusivas para bicicletas. A prefeitura está elaborando um plano que, se posto em prática, aumentará a extensão de ciclovias e ciclofaixas de 21km para 83km e dará aos natalenses a alternativa de deixar a bicicleta em paradas de ônibus e pagar o transporte público.

Apesar de Natal não oferecer trechos que interliguem os quatro cantos da cidade, os usuários da "magrela" se arriscam dividindo espaço com motocicletas e automóveis pelas ruas e avenidas de maior movimento, seja para trabalhar ou simplesmente pelo prazer de pedalar. O presidente da Acirn, Haroldo Mota, afirma que a Zona Norte concentra um maior número de ciclistas, porém vem sendo registrado crescimento em todas as zonas.

Como pontos negativos de pedalar dividindo o mesmo espaço com veículos automotores, Mota destaca a falta de segurança do ciclista e os efeitos da poluição. Para o arquiteto Márcio Leite, 53 anos, bicicleta é sinônimo de lazer e esporte. Há 15 anos ele pratica a atividade, pelo menos, duas vezes por semana. "Gosto muito de praticar esportes. Faço remo, vôlei e musculação, mas sinto mais prazer mesmo é com o ciclismo. O único problema é a falta de espaços adequados", opina.

O representante comercial Carlos Camboim, 50, aderiu à "bike" há um ano e meio, mas já se tornou um amante do ciclismo, modalidade que pratica, no mínimo, duas vezes por semana. "Saímos para pedalar por vários locais e percebemos sempre como é precária a oferta de vias exclusivas para bicicletas que é um transporte limpo, não polui e ainda melhora a condição física de quem adere à prática", ressalta.

O secretário adjunto de trânsito da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Haroldo Maia, afirma que uma avaliação prévia feita para integrar o Plano Municipal de Mobilidade Urbana constatou em Natal apenas 21,8 km de faixas exclusivas para bicicletas. Desse total, apenas a Via Costeira, na Zona Sul, e a Avenida Itapetinga, localizada no Conjunto Santarém, Zona Norte, têm ciclovias com 15km de extensão. Em outros pontos da cidade como as avenidas Ayrton Senna, Omar O'grady (prolongamento da Prudente de Morais), Café Filho, além da orla de Ponta Negra, existem somente 6,8 km de ciclofaixas.
Por Erta Souza
 
Fonte: Diário de Natal
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Uberaba terá dois terminais de ônibus coletivo

Projeto de construção do terminal para ônibus de transporte coletivo passará por alterações. O prefeito Anderson Adauto (PMDB) anunciou que em breve dois terminais serão construídos em Uberaba. Anteriormente, a proposta era de construção de apenas um terminal.
A solicitação foi feita pelos vereadores Samuel Pereira (PR) e Almir Silva (PR) em 2009. Eles participaram de reuniões e visitas na cidade de Curitiba, onde foram conhecer o modelo implantado pelo município paranaense. “Temos motivos suficientes para comemorar, porque em vez de um vamos ter dois terminais com uma estrutura de dar inveja”, observou Almir Silva. Segundo ele, um dos terminais vai ser construído na entrada da Univerdecidade e outro no bairro Manoel Mendes. Os vereadores não deixam de citar o empenho da prefeitura para que a obra saia do papel.
A solicitação dos parlamentares coincidiu com o momento em que a prefeitura estava tentando melhorar o trânsito de Uberaba. De acordo com o prefeito, a proposta era para que fosse inserida no projeto de construção de um terminal na região central. “A partir desta ideia, os técnicos começaram a trabalhar as várias situações, com melhorias do transporte coletivo e também do trânsito em geral”, lembrou. “A cidade está crescendo e para isso é preciso melhorar a qualidade do transporte coletivo, e os terminais de ônibus solicitados em parceria com o vereador Samuel vão facilitar muito a vida dos uberabenses”, finalizou Almir Silva.

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Passagem em Pelotas está mais cara (R$ 2,35)

O usuário do transporte coletivo em Pelotas está pagando mais caro pelo serviço. A tarifa foi reajustada em R$ 0,15, subindo dos atuais R$ 2,20 para R$ 2,35. O percentual do reajuste é de 6,82% que afeta outros serviços como o transporte seletivo que passará para R$ 3,20 e a tarifa do transporte coletivo interdistrital, definindo valor de acordo com as distâncias e localidades percorridas.

Diante do impasse envolvendo trabalhadores e empresários do transporte coletivo municipal, que ainda não chegaram a um acordo em relação aos valores do dissídio da categoria, reportando-se à prerrogativa de gestor, o prefeito Adolfo Antonio Fetter decidiu intervir e firmar o valor da tarifa, considerando, segundo ele, que o período de negociações entre patrões e empregados já superou o limite do que se pode esperar. “Entendemos que o reajuste é razoável, contempla os índices da inflação, a capacidade financeira do usuário, à reivindicação salarial dos trabalhadores e impede o prejuízo dos empregadores, que ficam sem receber os valores do reajuste da tarifa enquanto o acordo não se define. Portanto, espero que nessa semana as duas categorias se entendam, pois do contrário poderemos rever o processo”, alertou Fetter. 

Conforme a assessoria de comunicação da prefeitura, a próxima reunião entre trabalhadores e empregadores está marcada para terça-feira (14), à tarde, seguida de assembleia dos funcionários à noite. “Em anos anteriores da nossa administração, historicamente definimos o reajuste da tarifa após o entendimento entre trabalhadores e empregadores, mas, nesse ano as discussões salariais prosseguem sem solução e a fim de evitar prejuízos,  inclusive à população, com a possibilidade de greve, e aos próprios empresários, já que o pagamento do dissídio é retroativo a 1° de novembro e eles permanecem sem receber  a parcela de aumento,  nos obrigamos a intervir e decretar o reajuste a partir do dia 12, sob pena de  o impasse se estender além do que é prudente”, explica o prefeito.

Fonte: Diário Popular
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