Greve deixa Grande BH sem ônibus nesta segunda

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


Os rodoviários de Belo Horizonte e região metropolitana cumpriram a determinação do sindicato da categoria e cruzaram os braços a partir das primeiras horas desta segunda-feira. A greve por tempo indeterminado foi decidida na tarde de domingo. A maior parte dos passageiros foi surpreendida pela paralisação. Apenas algumas linhas mantêm parte dos ônibus em circulação, mas o número é insuficiente para atender a população da capital e cidades vizinhas. A Polícia Militar monitora a situação para evitar depredações e outros atos violentos em consequência da greve.Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários em Transporte Coletivo, a greve tem como objetivo pressionar as empresas a conceder aumento salarial e promover melhorias nas condições de trabalho.



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No Rio, MP quer limitar venda de bilhetes no Metrô


O Ministério Público Estadual (MP) quer limitar o número de passageiros nos vagões do metrô. Em ação ajuizada na sexta-feira, o órgão pede que a Justiça obrigue a concessionária Metrô Rio a fechar os guichês de venda de bilhetes quando as estações estiverem com lotação máxima ou superior àquela necessária para prestação adequada do serviço. O promotor Carlos Andresano Moreira explica que, com a interrupção da venda de passagens, a intenção é evitar problemas gerados pela superlotação e, como consequência, impedir risco à vida dos passageiros. A ação propõe ainda que a empresa informe que a estação está com a lotação esgotada.

A concessionária ainda não tem conhecimento da ação, mas afirma que já faz controle de acesso às estações, antes da roleta, para evitar superlotação. A medida, no entanto, não tem impedido que passageiros viagem amontoados ou tenham que disputar espaço na hora de embarcar nos trens. A ação civil pública movida pelo MP pede a suspensão imediata da circulação de trens entre as estações São Cristóvão e Central, enquanto as obras dessa ligação não estiverem concluídas. A Promotoria constatou risco de acidentes por falha na sinalização e declive inadequado. O MP requer ainda que a concessionária seja condenada a tomar medidas para adequar a prestação do serviço, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

“Nos baseamos em estudos que apontam riscos aos passageiros caso o serviço continue com tantas falhas. A empresa está desrespeitando a integridade física e psicológica dos usuários”, afirma o promotor.

Caso o juiz Ricardo Lafayette Campos, titular em exercício da 6ª Vara Empresarial, decida a favor do MP, o Metrô Rio terá que informar aos passageiros sobre atrasos, o motivo e a previsão para restabelecimento do serviço. O MP também pede que a empresa restabeleça o número de composições, com no mínimo três vagões cada uma.

Fonte: O Dia
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Transporte elétrico sobre trilhos é usado como alternativa ao metrô e aos ônibus

Transporte Elétrico em Carri no Ceára é visto como exemplo
O exemplo da construção de sistemas intermodais em cidades mundo afora mostra que até nas metrópoles mais contemporâneas os bondes podem ter uso mais eficiente que o simples aparato turístico, como no Rio de Janeiro ou pretendido na gestão do prefeito Fernando Pimentel (PT), em BH, há cinco anos. Em Paris, Dallas, Helsink e outras mais de 100 cidades, o transporte elétrico sobre trilhos é usado como alternativa ao metrô e, principalmente aos ônibus, como planeja fazer nos principais corredores da capital o prefeito Marcio Lacerda (PSB) implantando o Veículo Leves sobre Trilhos (VLT).

O modelo usa o mesmo sistema dos charmosos bondes nos primeiros anos do século passado. “O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é simplesmente um nome moderno para um formato de bonde mais complexo. Hoje os bondes são usualmente articulados, correm sobre trilhos e tem o piso rebaixado, próximo ao chão”, explica o pesquisador norte-americano Allen Morrison, especialista no estudo de bondes. “Quase todas as grandes metrópoles do mundo possuem sistemas de bondes, exceto na América Latina. O sucesso do transporte é extraordinário. Cidades como Dallas, Denver, Saint Louis e Los Angeles, todas nos Estados Unidos, não conseguiriam construir novas linhas com eficiência semelhante”.

Autor de três livros sobre o tema, ele estudou os meios de locomoção em grandes cidades europeias, asiáticas, norte-americanas e, principalmente, sul-americanas. A implantação do sistema sobre trilhos é apontado como necessário para que as pessoas troquem o egoísmo dos automóveis pelo transporte público, mas explica as condições para que isso ocorra. “Inicialmente, os transportes sobre trilhos são mais caros para serem implantados. Mas, ao longo do tempo, eles são econômicos, além de não poluírem. Há também o fator psicológico. O transporte elétrico sobre trilhos transmite sentimento de estabilidade e proteção. O público prefere o trajeto mais calmo. Em todo o mundo, tem sido demonstrado que os passageiros abandonam seus carros para usar trens, metrôs e bondes. Mas eles não fazem a troca para andar de ônibus – sempre mais lentos e uma forma menos glamourosa de transporte público.”
Fonte: UAI de Minas
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Curitiba: Passageiros desviam de cascatas e goteiras em espaços públicos recém-reformados

O atraso nas obras programadas para os terminais de ônibus de Curitiba trazem problemas aos usuários do sistema. A dor de cabeça é maior nos dias de chuva, quando as goteiras tomam conta da cobertura de alguns terminais. Elas formam poças dificultando o trânsito de passageiros e, por vezes, se tornam verdadeiras cascatas d’água. Parte dos 17 terminais que foram entregues em setembro também apresenta infiltrações. As reformas nas coberturas reduziram, mas não acabaram com as goteiras.
“Chove mais dentro do que fora” – é comum ouvir nos terminais Hauer, do Carmo e Portão. O primeiro está em obras e deveria estar pronto este mês, mas teve o término adiado para março. De acordo com a Urbs, responsável pelo transporte público na cidade, a chuva atrasou os trabalhos. O terminal já teve a cobertura recuperada, só que a operação parece não ter surtido efeito. “Em dia de chuva, é como se abrisse uma torneira nas juntas do teto”, descreve o aposentado João Cardoso de Oliveira, de 70 anos.
O incômodo é maior nos horários de pico, quando o terminal enche de gente. Em uma das plataformas, as goteiras são tão numerosas que as pessoas têm de se apertar nos pontos cobertos. “Busco refúgio nas lojinhas, que têm teto de concreto”, relata Oliveira. Para a auxiliar de serviços gerais Creusa Motta, de 57 anos, o jeito é se proteger como se estivesse na rua. “Fecho a sombrinha para entrar e a abro novamente do lado de dentro”, conta.
No Terminal do Carmo, entregue em setembro com cobertura recuperada, as cascatas regrediram a goteiras, mas persistem. “Dá uma chuva rápida, mas forte, como essas pancadas de verão, já começa a pingar”, queixa-se o relações-públicas Marco Aurélio, de 36 anos. A situação se repete no Portão, também reformado no ano passado. “Não vou dizer que não melhorou, mas era para resNo Terminal Cabral, a infiltração é mais localizada. As instalações passam por obras que deveriam terminar em março. Mas a Coordenação da Região Metropo­­litana de Curitiba (Comec), responsável pela obra, também afirma que as chuvas atrasaram o cronograma.
Lá, as goteiras permeiam as juntas da cobertura do acesso a duas estações tubo. Como nesses pontos o chão tem afundamentos, a água da chuva cria poças que ocupam toda a largura dos acessos. “A gente sofre para passar. Quem é jovem pula. Eu molho o pé mesmo”, lamenta a telefonista Aurora Aparecida dos Santos, de 50 anos.
Não é a água, mas o ar que perturba quem tem de fazer conexão no Terminal Pinheirinho. O forte cheiro de produtos químicos chega a dar náuseas em quem tem de atravessar a passagem subterrânea. “Embrulha o estômago. O jeito é tapar a boca com um lenço, ou com as mãos mesmo”, receita a auxiliar-administrativa Alessandra Cristina, de 24 anos. No Pinheirinho também foi a chuva que atrasou a obra, prevista para ser concluída em dezembro passado, segundo a Urbs. O novo prazo estipulado é este mês.
- A Urbs informa que a cobertura do Terminal Hauer passará por uma revisão e serão adotadas as medidas necessárias, antes da entrega da obra. O órgão ainda afirma que os terminais entregues estão dentro do prazo de garantia da obra e que todos os problemas detectados serão resolvidos sem custo para o município. No caso do Cabral, os trabalhos – gerenciados pela Comec em contrapartida pela ope­­­ração do Terminal Gua­­­raituba, em Colombo, pela Urbs – incluem a reforma da cobertura e das estações-tubo. O órgão municipal comunica que está usando uma tinta especial no Pinheirinho e que essa fase estará pronta nos próximos dias.
Fonte: Gazeta do Povo
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