Ônibus da Viação Sambaíba param zona norte de São Paulo

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


O paulistano que depende dos ônibus da Viação Sambaíba, empresa que atua na zona norte de São Paulo, enfrenta uma manhã muito complicada em razão de uma paralisação que teve início hoje, às 4 horas, e que deveria ter sido encerrada às 6 horas. Para tentar minimizar os problemas, a São Paulo Transportes (SPTrans) disponibilizou 490 ônibus para as 143 linhas prejudicadas. Até as 7 horas, nenhum ônibus havia sido liberado das quatro garagens da empresa, que opera com uma frota de 1.500 veículos em 143 linhas e é responsável pelo transporte diário de 620 mil usuários.

Os passageiros do Terminal Santana formam filas enormes nesta manhã à espera dos coletivos.Dezenas de motoristas e cobradores ainda estão reunidos em frente ao portão da garagem principal, no Jardim Tremembé. As outras garagens ficam na Vila Amália, no Imirim e no Parque Edu Chaves. São vários os bairros afetados pela greve, entre eles Santana, Tucuruvi, Freguesia do Ó, Vila Guilherme e Vila Maria.

O sindicato afirma que a direção do grupo não quer cumprir as cláusulas sobre vale refeição, adiantamento de 60% do salário para quem sofre acidente de trabalho ou adoece e precisa ficar afastado pelo INSS, além de adiantamento salarial de três meses. Neste caso, o funcionário tem como obrigação ressarcir a empresa assim que retornar ao trabalho. Outro fato alegado pelos representantes da categoria é um suposto superfaturamento em orçamentos referentes a avarias nos veículos.
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Goiânia tem um carro para cada 1,6 habitante e já é a segunda cidade com mais veículos proporcionais aos moradores no País.


Há exatos 76 anos, homens, que chegaram a cavalo, andaram por trilhas, se embrenharam no mato e se refrescaram nos fundos de vales, nas águas límpidas dos piscosos córregos Botafogo e Cascavel. Eles pensaram bem, se confabularam e indicaram o local para a construção de uma nova cidade, Goiânia, para capital do Estado. A qualidade das águas e a topografia foram fatores decisivos para a escolha.As autoridades e, principalmente, os moradores decidiram inverter a ideia original. Escolheram, e perseguem obsessivamente, o objetivo de transformar Goiânia na cidade dos carros e motos. Estão quase conseguindo.
Goiânia já tem um veículo para cada 1,6 habitante.Esse nível de saturação das ruas é alcançado por apenas mais três cidades brasileiras: Curitiba, capital do Paraná, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, em São Paulo. Até a capital paulista, com 1,8 veículo por habitante, foi desbancada pela nossa busca insaciável pelas máquinas. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) e Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

O despropósito de veículos nas ruas não é privilégio de Goiânia, mas são poucas as cidades, incluindo as capitais, que têm índice de menos de duas pessoas para cada veículo licenciado. São elas: Florianópolis (SC), Campinas e Santo André (SP), Caxias do Sul (RS), Santos, São Bernardo do Campo (SP) e Londrina (PR).
A facilidade de aquisição e a falta de resposta do transporte coletivo às necessidades de locomoção se junta ao fator humano. O goianiense tem paixão pelo veículo motorizado. Antenor Pinheiro, ex-presidente da AMT, diz que em Goiânia se considera bom motorista quem chega primeiro e estaciona no menor espaço. “Bom motorista é quem não comete acidente”, afirma.
Durante debate da 39ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Psicologia, realizada na semana passada, técnicos e convidados concordaram que a frota de veículos pessoais de Goiânia é excessiva. Chegaram à conclusão de que é preciso mudar a cultura da valorização do transporte individual. Senador Marconi Perillo, participante da mesa, defendeu a construção de metrô. Achar que Goiânia precisa de soluções ousadas para transporte de massa é pensar pequeno, diz.

Goiânia já é a segunda cidade com mais veículos proporcionais aos moradores no País. Com 1.281.975 habitantes e 769.165 automóveis tem um carro para 1,66 habitante. Está em empate técnico com Curitiba (1,60), Ribeirão Preto 162, e São José do Rio Preto 1,66.
Tudo indica que o crescimento da frota continuará. Goiânia recebe 270 novos veículos por dia e segue a tendência das grandes cidades, onde nos últimos oito anos o aumento foi de até 240%.Número alto de veículos por habitante não quer dizer necessariamente trânsito ruim. O carro particular pode se complementar ao transporte coletivo de boa qualidade ou servir para lazer. O diretor técnico do Detran, Horácio Melo, diz que os custos elevados do metrô se justifica pela segurança que proporciona.
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GPS melhora a qualidade do transporte público de Aracaju


Atrasos nas linhas de ônibus, defeitos apresentados pelos veículos durante o trajeto, mudanças no itinerário e fraudes no sistema de bilhetagem eletrônica. Para solucionar esses e outros problemas do sistema de transporte público, a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), em acordo com as empresas responsáveis pela prestação do serviço, acaba de implantar na frota o sistema de rastreamento e monitoramento via GPS (Sistema de Posicionamento Global, em inglês).
Através da nova tecnologia, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) acompanhará, em tempo real, a movimentação de todos os ônibus que circulam na capital e em Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão, municípios que formam a Grande Aracaju. Ao todo, são 515 ônibus com GPS, responsável por transmitir à SMTT e às empresas permissionárias todas as informações relacionadas ao trajeto dos veículos.
Toda a frota já está equipada, mas, como as empresas ainda estão preparando a instalação do sistema nos seus computadores, a previsão é de que a implantação total do monitoramento seja concluída no início de dezembro. Aqui na SMTT nós já temos um mapa técnico à nossa disposição, através do qual acompanhamos em tempo real tudo o que está acontecendo com relação aos ônibus. Todas as linhas podem ser visualizadas instantaneamente. Com a implantação desse sistema on line, temos condições de resolver os problemas com mais rapidez, explica o diretor de Trânsito da SMTT, Orlando Sérgio.
Para ele, a inovação ajudará a garantir a segurança da população e a qualidade do serviço de transporte público. Se algum carro quebrar durante o percurso, seremos avisados pelo sistema, para que o problema seja solucionado de imediato. Saberemos também, em tempo real, quando um carro está parado com o motor ligado, quando ele está acima da velocidade permitida em cada via, se o motorista está realizando o percurso correto e até mesmo o tempo que ele leva para fazer um determinado trajeto, coibindo assim possíveis atrasos, detalha Orlando.

Planejamento
Além da fiscalização instantânea do serviço público de transporte, Orlando Sérgio acredita que um dos maiores benefícios trazidos pela tecnologia é a possibilidade de melhorar o planejamento e a organização. Com as informações que recebo instantaneamente, posso fazer um relatório sobre a eficiência de cada linha. Através desses relatórios, podemos analisar se determinado local precisa de mais uma linha, se o trajeto percorrido é o ideal para os passageiros ou até mesmo se tem muitos carros em uma linha transportando poucas pessoas. O GPS auxiliará bastante na execução do nosso planejamento, comemora.
Segundo ele, os fiscais da SMTT continuarão ocupando os mesmos postos de trabalho, apesar da implantação do sistema GPS. O monitoramento via satélite é um adicional na qualidade do transporte, não vai tirar o emprego de ninguém. Até porque precisamos dos fiscais para continuar organizando o fluxo. É a mesma situação do cobrador de ônibus, que continua empregado, mesmo com a implantação da bilhetagem eletrônica, lembra Orlando Sérgio.

Bilhetagem
Ao lado do monitoramento via GPS, outro recurso eletrônico facilita o trabalho da SMTT e ajuda a garantir o bom funcionamento do transporte público. Implementada em 2007, a bilhetagem eletrônica é um serviço que vem avançando com o passar do tempo. As informações referentes ao uso do cartão Mais Aracaju pela população e das catracas eletrônicas são captadas pelo triângulo de antenas das empresas de transporte e recebidas pelo sistema ‘Mercury Report Center´.
No momento que o motorista entra no ônibus e passa o cartão funcional dele na catraca, sabemos que ele vai começar o serviço. Quando ele muda de linha, também somos informados, quando o fiscal passa o cartão na catraca. Essas informações nós não recebemos em tempo real, porque custaria muito caro e não são dados tão urgentes. Mas em um prazo de 24 horas já temos um relatório detalhado no sistema, afirma Orlando Sérgio.
Os dados relacionados aos passageiros do transporte coletivo também são utilizados nos relatórios do órgão, a fim de evitar fraudes na utilização do Cartão Mais Aracaju. Temos à disposição o extrato do cartão de todos os usuários. Por isso, é possível identificar quando uma pessoa está utilizando um cartão que não é seu. Por exemplo, se um estudante da Universidade Federal de Sergipe mora no conjunto Marcos Freire e seu cartão é utilizado todos os dias em uma linha da Universidade Tiradentes, saberemos que se trata de uma fraude e o cartão será automaticamente bloqueado, informa o diretor de Trânsito da SMTT.

Ouvidoria
Com a implantação do sistema GPS, as solicitações e reclamações feitas pela população com relação ao transporte público serão analisadas com maior rigor. Como estou acompanhando a movimentação dos ônibus, eu posso conferir a ausência de linhas solicitadas pela população ou até mesmo se o carro realmente quebrou, informa Orlando Sérgio, ao mostrar as solicitações registradas pelo serviço de Ouvidoria da SMTT.
Durante todo o dia, dois funcionários recebem em média 60 telefonemas, que nos ajudam a melhorar cada vez mais o serviço de transporte público, informa o coordenador de Projetos e Estudos da SMTT, Diogo Crispim.
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Mobilidade urbana é tema de reunião em Belo Horizonte


O Comitê Municipal sobre Mudanças Climáticas e Ecoeficiência (CMMCE) se reuniu na quinta-feira (29/10) na sede da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTRANS). Um dos destaques do encontro foi a participação do coordenador de Políticas Urbanas da BHTRANS, Marcelo Cintra, que expôs algumas metas do plano de mobilidade urbana para a capital. Segundo Marcelo, “é preciso integrar todos os setores da administração pública no combate às fontes de poluição”. Entre outras ações, Cintra citou o gerenciamento da demanda nos transportes públicos e as regras inseridas no novo contrato de concessão dos serviços às empresas de transportes, que estabelecem a ampliação do uso de combustíveis menos poluentes como o álcool, biodiesel e hidrogênio.

Na mesma linha, o gerente de Planejamento e Monitoramento Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), Weber Coutinho, anunciou a assinatura de importante convênio com o Instituto Nacional de Meteorologia e a instalação de duas novas Estações de Monitoramento da Qualidade do Ar. “Iniciamos neste mês o trabalho nas bases para a instalação dos containers de sustentação e as estações deveDuas outras boas notícias vieram do diretor do grupo de trabalho de Energias Renováveis do CMMCE, Rogério Siqueira.

Uma é o início do funcionamento, em novembro, da planta de geração de Biogás no Aterro Sanitário da PBH que, mesmo ainda em montagem, já gerou recursos da ordem de R$ 16 milhões para os cofres da PBH. Ele informou ainda que a MundusCarbo, empresa contratada pela SMMA para realizar o Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) na capital, deve concluir o trabalho também no mês de novembro.Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Ronaldo Vasconcellos, o desenvolvimento do inventário deve ser visto como a etapa mais relevante na elaboração de uma política municipal de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Os números devem ser apresentados no dia 12 de dezembro.Presidido por Ronaldo Vasconcellos, o CMMCE é constituído por representantes da Prefeitura, Câmara Municipal, Estado, universidades, ONGs e entidades representativas da indústria e do comércio, tendo como objetivo central discutir propostas para a melhoria da qualidade de vida e preservação do meio ambiente na capital.
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Cuiába: Encontro gera soluções para o setor de transporte da Capital


Técnicos, diretores, agentes de trânsito e transportes, usuários e empresários do setor de transportes de Cuiabá estão reunidos no Hotel Paiaguás, na manhã desta quarta-feira (04.10). Eles estão fazendo o fechamento do 1º Encontro de Transporte Coletivo da Capital, que teve a primeira fase realizada no último dia 28 de outubro.Na reunião estão sendo elaborados os encaminhamentos para os problemas levantados no primeiro dia do evento. Cada solução apontada tem um responsável para executá-la. Também é estabelecido um prazo para a execução.

As questões estão distribuídas em temas como “Sinalização” e “Infraestrutura”.São problemas como falta de semáforos, necessidade de alargamento de pistas, estacionamento em locais inadequados, entre outros. Foram estudadas necessidades em todos os pontos da cidade de Cuaibá.Os trabalhos estão sendo conduzidos pelo secretário de Trânsito e Transporte Urbano, Edivá Pereira Alves. O encontro deve terminar por volta do meio dia.
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Tarifa de ônibus deve ficar mais barata em Votorantim

O valor da tarifa do transporte coletivo urbano municipal de Votorantim pode ser reduzido em breve. Para isso, a prefeitura deverá encaminhar nos próximos dias um projeto de lei à Câmara.
O prefeito Carlos Pivetta explica que a proposta visa criar adaptações necessárias às leis já existentes para possibilitar a concessão de subsídios ao transporte coletivo urbano e ainda a criação do Fundo de Incentivo à Administração Tributária.
Ainda segundo Pivetta, o projeto se trata de um plano de incentivo ao transporte coletivo da cidade, que objetiva fazer com que a prefeitura ofereça um benefício ao usuário. “A meta é cobrir uma parte desta tarifa de ônibus, com isso fazer com que o passageiro pague um valor menor à empresa concessionária”, diz.
Assim, se o projeto for aprovado pelo Legislativo, a parte restante do valor da tarifa passaria então a ser custeada pela prefeitura.
O Plano de Incentivo ao Transporte foi tema de uma audiência pública realizada na quinta-feira, no plenário da Câmara de Votorantim. Na ocasião, o próprio Pivetta explicou todo o projeto.
Hoje a tarifa custa R$ 2,20 em Votorantim. Ainda não está definido qual será o valor exato do subsídio.
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Audiência discute acesso de idosos e deficientes aos transportes coletivos de Natal

A Câmara Municipal do Natal realizou uma audiência pública nesta quarta-feira(4) para discutir a relação entre os idosos e deficientes e o sistema de transporte coletivo em Natal. Os vereadores Heráclito Noé (PPS) e Franklin Capistrano (PSB), propositores do debate, sentiram a necessidade de aprofundar a questão já que na última audiência sobre as políticas públicas para idosos problemas com relação à acessibilidade foi decorrente. “Ficou marcante a situação atual dos idosos e deficientes no transporte coletivo de Natal. A gravidade da questão do tratamento nos transportes precisa ser aprofundada diretamente com os segmentos para que as propostas surjam e possam acontecer de fato”, destaca Heráclito.
O vereador Franklin Capistrano destacou a questão econômica como limitante dos direitos dos idosos e deficientes. “Há uma necessidade urgente de lutarmos pela cidadania e pela vigência efetiva do estatuto do idoso para garantirmos a boa acessibilidade de todos nos transportes urbanos de Natal”, assegura.
A presidente do Conselho Municipal do Idoso, Telma Targino, colocou algumas das preocupações, como o não cumprimento por parte da Seturn do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que obriga a disponibilizar dez ônibus para o PRAE e a questão do contrafluxo que obriga os idosos a entrar pela porta onde todos saem. O PRAE é um serviço de transporte gratuito porta a porta, feito com veículos acessíveis e adaptados ao transporte de pessoas com mobilidade reduzida e deficiências físicas severas. “Queremos o cumprimento do TAC urgentemente e o direito dos idosos poderem entrar pela porta que todos entram com ou sem cartão do idoso”, ressalta.
Muitos são os relatos de idosos e deficientes que sofrem acidentes pela arrancada brusca dos veículos lesionando as pessoas que ainda estão entrando nos ônibus. Segundo a vice-presidente do sindicato dos rodoviários (Sintro-RN), Maria da Paz, alegou que essa situação acontece muitas vezes pela pressa dos motorista que tem um horário previsto para estar no terminal. “Somos muito cobrados no cumprimento do horário. Precisamos cumprir os horários para não sermos punidos. Essa situação pode melhorar quando todos tiverem o acesso pela porta da frente”, declara Maria da Paz.
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