Serviço do Google Maps que indica qual transporte público pegar chega ao Rio

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O Rio de Janeiro é a terceira cidade do Brasil a contar com o "Google Transporte Público", serviço on-line da gigante de buscas que indica aos internautas da região metropolitana qual a melhor rota, considerando ônibus, metrô e trem. O lançamento do serviço foi anunciado pelo Google e o governo do estado nesta terça-feira (22), em evento no Palácio Guanabara. A ferramenta, disponível no site Google Maps, mostra o que o usuário deve fazer para se locomover de um ponto a outro usando alternativas de transporte público. O serviço já está disponivel em outras 77 cidades do mundo, incluindo São Paulo e Belo Horizonte que já contam com a ferramenta há nove meses.
"O Rio de Janeiro é o primeiro do país a oferecer o serviço completo, com toda a região metropolitana coberta", ressaltou o gerente de produtos do Google, Marcelo Quintella, acrescentando que espera dobrar o número de linhas de ônibus cadastradas até o início de 2010.Nesta fase inicial, o sistema conta com 915 linhas de ônibus e 7.790 pontos, abrangendo mais de 40 mil quilômetros de extensão da região metropolitana do Rio. Além disso, o serviço traz informações sobre as linhas de trem e metrô, suas respectivas integrações e mais de 150 estações.
"Esse é o segundo grande lançamento que fazemos no Google Maps em todo o mundo. Poucas metrópoles têm um projeto tão bem implementado quanto aqui no Rio. Esperamos que o Google Transporte Público também possa contribuir para que o Rio seja escolhido sede dos Jogos Olímpicos de 2016", disse Alexandre Hohagen, diretor-geral do Google para a América Latina.


As principais concorrentes do Rio para sediar as Olímpiadas em 2016 não contam com essa ferramenta. "Nem Chicago, nem Tóquio, nem Madri", frisou o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes. O "Google Transporte Público" dá instruções sobre como percorrer um trajeto, além de informar o tempo estimado para completar o percurso. Ele mostra, por exemplo, até que ponto de ônibus o usuário deve andar, qual coletivo pegar e onde descer para chegar ao destino.
Ainda de acordo com a companhia, quando houver mais de uma alternativa de percurso, a ferramenta mostrará as três melhores rotas, levando em conta o tempo de viagem, número de transferências e o custo para o usuário. Os trajetos fazem também combinações entre tipos de transporte, como ônibus, metrô e trem.
Aproximadamente sete milhões de passageiros utilizam diariamente o sistema de transportes públicos da região metropolitana do Rio.
"Acreditamos que o Google Transporte Público será extremamente útil não apenas para os cidadãos do Rio, mas também para os milhões de turistas que passeiam pela Cidade Maravilhosa todos os anos", afirmou Hohagen.
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Usuário reclama que espera mais por ônibus em São Paulo

Os usuários de transporte coletivo na cidade de São Paulo acham que os ônibus estão demorando mais para passar e estão mais lotados. Segundo dados preliminares de uma pesquisa do Ibope encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo, 44% dos entrevistados afirmam que aumentou o tempo de espera no último ano, ante 42% que acham que está igual. Para apenas 11% diminuiu e outros 3% não souberam responder.
Situação parecida foi constatada em relação à lotação. Os dados mostram que 50% apontaram aumento na lotação, ante 43% que acham que não houve mudança. Somente 4% afirmaram que diminuiu e outros 2% não souberam responder. A pesquisa Ibope foi feita entre 28 de agosto e o dia 1º deste mês. Foram ouvidas 805 pessoas."Os ônibus sempre foram lotados. Mas eles estão demorando mais e, por isso, a gente se mete no primeiro que passa", diz o auxiliar administrativo Marcelo de Oliveira Calixto, de 27 anos. Por volta de 7h50, ele pega o ônibus na Avenida Francisco Morato, no Jardim Canner, e segue até a Paulista.
Os especialistas ressaltam que a pesquisa reflete a percepção do usuário e não exatamente a situação, já que não é baseada em estatísticas operacionais. "Mas é um importante termômetro da situação", diz o superintendente da Associação Nacional de Transporte Público, Marcos Pimentel Bicalho. "Um dos fatores que prejudicam os ônibus cada vez mais é o congestionamento. Os ônibus são os que mais sofrem, porque tem uma rota fixa e não podem fugir das filas. Mas também temos de analisar se a frota diminuiu."
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Blumenau terá sistema de aluguel de bicicletas públicas

A partir desta terça-feira, incentivado pelo Dia Mundial Sem Carro, Blumenau passará a ter um sistema de aluguel de bicicletas públicas. O projeto, pioneiro na região Sul do país, prevê a criação de 30 estações espalhadas pela cidade como meio alternativo de transporte coletivo. Segundo o prefeito do município, João Paulo Kleinübing (DEM), a ideia é o cidadão desembarcar no terminal de ônibus e completar o seu destino com uma bicicleta. Em princípio, foram criadas seis estações que serão testadas durante um ano.Os primeiros trinta minutos do aluguel serão gratuitos, de acordo com Kleinübing. O programa foi elaborado em conjunto com empresas privadas do transporte coletivo.

Cadastramento
As pessoas que desejam usar a bicicleta como meio de transporte devem se cadastrar pelo telefone celular. O usuário vai receber uma senha para retirar a bicicleta do terminal. O sistema funciona, por enquanto, somente via celular. Será cobrado uma taxa anual de R$ 100, em princípio, por cartão de crédito. O usuário liga para um número que tem atendimento eletrônico, digita o número da bicicleta a ser alugada e digita a senha. A bicicleta pode ser devolvida em qualquer estação. Assim que for entregue, o sistema automaticamente dá baixa. De acordo com o prefeito, a intenção é ampliar a integração do uso da bicicleta junto com o cartão de passe do ônibus até o início do próximo ano, ou seja, usar o mesmo cadastro do transporte coletivo.


Mais ciclovias
Até a metade do próximo mês, novas ciclovias devem estar prontas em Blumenau. O projeto inicial prevê a criação de 30 estações espalhadas pela cidade. Porém, o prefeito enfatiza que será necessário antes de criar mais estações, ampliar o número de ciclovias.
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População não acompanha o monitoramento dos ônibus em Uberaba-MG


Instalado na Câmara Municipal de Uberaba há pouco mais de três meses o Programa de Monitoramento do Transporte Coletivo de Uberaba, em que, através do Sistema de Posicionamento Global, o GPS, é possível localizar o momento exato onde se encontra cada veículo na cidade e ter o controle dos atrasos e adiantamentos dos ônibus. Mas a população ainda não criou o hábito de acompanhar o sistema para fazer as reivindicações.
A informação e da assistente de execução do aparelho, Cleidemar Lúcia da Cruz, que afirma que o sistema funciona diariamente e que todos podem ter acesso. “Estamos aqui todos os dias para tirar as dúvidas dos usuários do transporte coletivo, só que o que nós percebemos é que existem muitas reclamações em relação aos horários dos ônibus, mas as pessoas não vêm à Câmara para saber se a linha está fazendo a trajeto dentro do tempo. E o monitoramento é justamente para este fim, facilitar a vida dos usuários dos coletivos que poderão acompanhar o andamento dos veículos, bem como apontar possíveis falhas”, explicou.
Ela destaca que, além de os usuários se manterem informados com o sistema, as empresas também se beneficiam, pois conseguem solucionar imediatamente os problemas apresentados. Para acessar o monitoramento, a população pode procurar a Câmara Municipal, diariamente, das 12h às 18h.
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Recife não aderiu ao Dia Mundial sem Carro

O Dia Mundial sem Meu Carro não contou com uma grande adesão no Recife. A maioria dos motoristas da cidade parece não ter se sensibilizado com os apelos em utilizar o transporte coletivo ou pedir carona. Pelo menos foi o que pôde ser sentido nas ruas da capital pernambucana, com o volume normal de carros nas vias e os tradicionais congestionamentos. Por volta das 8h, as entidades que integram o Fórum de Reforma Urbana de Pernambuco (FERU-PE) realizaram uma panfletagem no cruzamento da Avenida Agamenon Magalhães com a Praça do Derby. A manifestação teve o objetivo de chamar a atenção da sociedade e dos governantes para que se reflita melhor sobre o modelo de transporte centrado no automóvel.
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São Luís tem menor tarifa de transporte público no Brasil

São Luís, entre todas as capitais brasileiras, é a que tem o menor valor da passagem de transporte público urbano no país, R$ 1,70. A capital também não reajusta o valor há mais tempo, desde julho de 2004.
Segundo Marcos Pimentel Bicalho, superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), responsável pela pesquisa, cada capital define quando reajusta a tarifa porque leva em consideração a folha de pagamento da empresa de ônibus. “Os salários variam em cada cidade e os reajustes salariais também”, explicou.
O secretário municipal de trânsito e transportes (SMTT), Ribamar Oliveira, destacou que a preocupação da secretaria é manter, além de um preço razoável da passagem, a qualidade do serviço. “Sabemos que existem problemas, mas nos últimos anos avançamos muito no setor de transporte público”, avaliou.
Ribamar Oliveira explicou que o preço da passagem é referente ao custo que cada linha tem em relação a cada usuário. “O preço das passagens é calculado com o custo de cada linha dividido pela sua quantidade de usuários, daí tiramos uma média. Além disso, temos de levar em consideração a questão das gratuidades que, de alguma forma, gera um déficit no caixa das empresas e minimamente é repassado ao usuário”, explicou.
A pesquisa também apontou seis capitais brasileiras que não reajustaram suas tarifas no ano de 2009. Entre as capitais, estão as duas maiores do país, São Paulo e Rio de Janeiro.
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No Rio empresas de ônibus testam novo combustível menos poluente


15 ônibus de três empresas começaram a rodar no município, experimentalmente, com biodiesel B 20 (mistura de 20% de biodiesel ao diesel comum). A mudança no combustível usado nos coletivos está incluída entre as garantias dadas pelos três níveis de governo ao Comitê
Olímpico Internacional (COI), para o Rio sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Os ônibus terão identidade visual diferenciada: serão adesivados com a logomarca do programa e dos parceiros.
A cerimônia de lançamento da frota de ônibus abastecida com o combustível B 20 foi no estacionamento do Palácio Guanabara. São cinco ônibus de cada uma das empresas participantes do teste: Real Auto Ônibus, Viação Ideal e Rodoviária A. Matias. Cada coletivo rodará em média 300 quilômetros por dia, com consumo equivalente a cem litros de diesel, durante 12 meses.
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O desafio do transporte nas grandes cidades

A revolução do automóvel, saudada como a marca do século 20, produziu paradoxalmente a crise da mobilidade urbana nas metrópoles mundiais. O crescimento das cidades e a expansão da frota de veículos automotores provocaram o caos no transporte público de algumas das maiores metrópoles do mundo – como a Cidade do México, Tóquio, Xangai, Cairo, Jacarta ou São Paulo, num fenômeno que agora se estende também à maioria das cidades grandes e médias do planeta. No Brasil, que nos 50 anos de indústria automobilística já chegou à marca dos 50 milhões de automóveis fabricados, a questão assume contornos dramáticos. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e até Brasília, em escala maior ou menor, enfrentam os efeitos maléficos do excesso de automóveis. Imensos engarrafamentos que em São Paulo frequentemente são quantificados em dezenas de quilômetros, poluição, estresse, acidentes de trânsito e gastos com combustível somam-se ao tempo perdido pela população.
Só na capital paulista, segundo a Fundação Getulio Vargas, a questão do trânsito provoca um prejuízo anual de R$ 26 bilhões apenas com as horas de trabalho perdidas nos engarrafamentos. Somadas, as mais de duas horas que os cidadãos perdem cada dia no transporte significa que cada um deles passa em ônibus ou automóveis pelo menos dois dias inteiros por mês.
Porto Alegre é uma das cidades que caminham para esse tipo de gargalo, que significa um desafio. Sem um sistema de transportes de massa que junte rapidez e eficiência, como seria uma rede de trens urbanos, por exemplo, ou sem uma solução estrutural que revolucione o padrão de mobilidade, a capital gaúcha tenderá a ter seu trânsito inviabilizado.
Os engarrafamentos que hoje paralisam a Capital nas horas de pique, tendem a se transformar numa rotina de todos os horários. A cidade está à espera de soluções que ultrapassem os remendos que nas últimas décadas têm caracterizado a presença dos poderes públicos.
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