Campo Grande: Tarifaço sufoca empresas e trabalhadores informais

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Quem trabalha informalmente ou está desempregado deverá sentir ainda mais no bolso o aumento da passagem de ônibus de R$ 2,30 para R$ 2,50 a partir de 1º de março. O anúncio veio hoje, antes das festas carnavalescas, e nas ruas os usuários colocam na balança o serviço e o preço e dizem que ‘custa caro’ usar o ônibus.
“Vou ter que gastar R$ 5,00 por dia para poder trabalhar e isso pesa para mim e para muita gente”, diz Carina Gutierrez, de 33 anos, entregadora de marmitas.


Já quem trabalha com carteira assinada tem o índice de desconto no holerite previsto em lei de 6% do salário para o transporte. O empregador é o responsável pelo encargo. O trabalhador que recebe salário mínimo – reajustado de R$ 415 para R$ 465 – e usa dos ônibus terá R$ 27,90 de desconto.
Enquanto quem vive na informalidade, que é a maioria da população, e utiliza seis vezes na semana o transporte público tem que deixar R$ 132,00, ou seja, 28% do salário mínimo e cinco vezes o considerado ideal (6%) para o equilíbrio das finanças, segundo especialistas na área de economia.

Com o encarecimento do transporte público as pessoas trocam o ônibus pela bicicleta, motocicleta e até mesmo faz o trajeto a pé.




Segundo o Perfil Sócio- Econômico de Campo Grande 2004, a quantidade de passageiros está em queda desde 1998, com redução gradativa acumulada em 55 mil passageiros até 2003, caindo de 255 mil por dia para 200 mil, uma redução média de 10 mil usuários por ano.
Os dados do Perfil Sócio-Econômico mostram que em 1998 foram contabilizados 255 mil passageiros por dia, em 1999 o índice já havia caído para 242 mil, em 2000, nova queda de 14 mil, passando para 228 mil passageiros. No ano seguinte, 215 mil passageiros, em 2002, o decréscimo não foi tão acentuado, mas significou cinco mil passageiros a menos – 210 – enquanto em 2003 ficou em 200 mil passageiros, sendo que do ano passado ainda não foi revelado.
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